Mensagem do Reitor Mor para o Boletim Salesiano - Fevereiro 2013 (3ª
parte)
Jovens
construtores de esperança e de alegria
Em 1847, imprimi um livro de formação cristã, O
Jovem Instruído. Escrevera-o
roubando muitas horas ao sono. As primeiras palavras que os meus jovens liam
eram estas: “O primeiro e principal engano com que o demônio costuma afastar os
jovens da virtude é fazê-los pensar que servir a nosso Senhor consista numa
vida melancólica e distante de qualquer divertimento e prazer. Não é assim,
caros jovens. Eu quero ensinar-vos um método de vida cristã, que possa ao mesmo
tempo fazer-vos alegres e felizes, indicando-vos quais são os verdadeiros
divertimentos e os verdadeiros prazeres... Esta é, justamente, a finalidade do
pequeno livro, servir ao Senhor e viver alegres”.´
Como vedes, para mim a alegria assumia um profundo significado
religioso. No meu estilo educativo havia uma combinação equilibrada de sacro e
de profano, de natureza e de graça. Os resultados não tardavam a aparecer,
tanto que em algumas notas autobiográficas que fui quase obrigado a escrever,
podia afirmar: “Contentes com essa mistura de devoções, brinquedos e passeios,
afeiçoavam-se tanto a mim, que não só obedeciam fielmente às minhas ordens, mas
desejavam vivamente que lhes desse alguma incumbência”.
Não me satisfazia que os jovens fossem alegres; queria que eles
difundissem ao redor deles esse clima de festa, de entusiasmo, de amor à vida.
Queria-os construtores de esperança e de alegria. Missionários de outros jovens
mediante o apostolado da alegria. Um apostolado contagiante».
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