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sábado, 22 de novembro de 2014

“Quanto mais conhecemos a nossa história tanto mais amamos a nossa FS”

 (ANS – Roma) – No segundo dia do Congresso Histórico Internacional do Bicentenário os trabalhos foram subdivididos em duas fases: as exposições dos conferencistas pela manhã e reuniões em pequenos grupos pela tarde. Os participantes puderam também assistir a projeção da Videomensagem do Reitor-Mor “Queridos Irmãos” e ouvir a boa-noite que deu a Ir. Yvonne Reungoat, Madre Geral das FMA, a qual concentrou a sua mensagem em ‘como o carisma Salesiano constrói a história humana”.



 “A extensão das presenças e das obras salesianas SDB e FMA”, a cargo do P. Francesco Motto e do Sr. Marco Bay SDB, e da Ir. Maria Teresa Spiga FMA, abriu os trabalhos da manhã de ontem, 20 de novembro. Prosseguiram logo a seguir com a relação do Prof. Mario Belardinelli sobre “As mudanças políticas, sociais, culturais, econômicas, religiosas que incidiram na situação dos Jovens”.
Na segunda parte da manhã, o P. Bruno Bordignon SDB e a Ir. Grazia Loparco FMA concentraram sua atenção em “A resposta salesiana aos processos mundiais sociais, culturais, econômicos e religiosos, a partir do fim do Oitocentos até à metade do século xx”. Por último, o P. Giorgio Rossi explicou as modalidades de trabalho para os grupos de tarde.



Retomar a história, reler a história como fazia o Povo de Deus, reencontrar os vestígios de Deus presentes em nossa história e relê-la juntos: faz-nos ver como o carisma – iniciado em Dom Bosco e os primeiros salesianos, em Madre Mazzarello e nas primeiras Filhas de Maria Auxiliadora, dos Salesianos Cooperadores – continue. É um carisma que possui a sua encarnação, e que penetra e trasforma a história” – disse a Madre Reungoat aos congressistas.

A Madre sublinhou também a importância de conhecer a história e de amá-la como FS. (....) A história da nossa Família, a história do carisma que se encarna em todo o mundo, é o fruto, o motor, a paixão do Da mihi animas, cetera tolle. Que coisa nos move, o que nos impele a procurar respostas certas no momento certo, para ir ao encontro das necessidades dos jovens, senão esta paixão do ‘Da mihi animas, cetera tolle’ (Dai-me almas e ficai com o mais) que nos é comum? E vejamos os desenvolvimentos que podemos contemplar, descrever, comunicar; e também contagiar”.
Assinale-se que, antes da boa-noite, foi mostrado aos congressistas a videomensagem do Reitor-Mor “Queridos Irmãos”, lançada oficialmente ontem para todo o mundo salesiano, legendada em 17 línguas na sua primeira edição, e disponível em YouTube de ‘ANSChannel’.

Por Andrés Felipe Loaiza, SDB.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Aberto o Congresso Histórico Internacional do Bicentenário



(ANS – Roma) – Iniciou na tarde de ontem, 19 de novembro, o Congresso Histórico Internacional “Desenvolvimento do carisma de Dom Bosco até à metade do Século XX”, um dos grandes eventos programados para celebrar o Bicentenário de Nascimento de Dom Bosco.

 O Congresso abriu-se com as boas-vindas, pelo P. Francesco Cereda, Vigário do Reitor-Mor, e da Ir. Grazia Loparco, Historiógrafa das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA). “Dom Bosco, buscou dar respostas cada vez mais pertinentes às novas necessidades dos tempos;  (…) Procuraremos descobrir neste Congresso qual o tipo de desenvolvimento se teve acerca do carisma de Dom Bosco; desta feita, o nosso Congresso abre-se para o futuro” – disse o P. Cereda, sublinhando igualmente como todo o Congresso tenha sido organizado em plena comunhão entre SDB e FMA.

Sucessivamente, o P. Fábio Attard, Conselheiro Geral para a PJ slesiana, e a Ir. Anna Rita Cristaino FMA, mostraram os dados atuais da presença dos Salesianos e das FMA no mundo; o P. José Pastor Ramírez, Delegado Mundial para os Ex-Alunos, apresentou, em pré-estréia, um vídeo sobre a realidade da Família Salesiana.

Foi a seguir lançado o livro “Fonti Salesiane” pelos coautores, membros do Instituto Histórico Salesiano: P. Francesco Motto, P. José Manuel Prellezo e P. Aldo Giraudo, responsáveis respectivamente por uma das três partes do livro, i. é, história, pedagogia, espiritualidade.

O P. Motto lançou também “A edição crítica do Epistolário de Dom Bosco”, trabalho que já leva avante por 25 anos, e que está agora na iminência de se concluir. Contará perto de 4600 cartas de Dom Bosco, das quais 1800 praticamente inéditas.

  Recitadas as Vésperas do dia, o Reitor-Mor, P. Ángel Fernández Artime deu a boa-noite: encareceu vivamente que todos uma vez de volta à própria Casa em suas Inspetorias utilizem todos os instrumentos possíveis para partilhar quanto cá se vive neste Congresso; e fez também votos por que, neste Ano Bicentenário, também através do Congresso, se “torne mais clara a nossa identidade carismática, eclesial e de discipulado à sequela do Senhor Jesus”, para “tornar mais forte e segura uma nova fase da vida salesiana”.

Antes de finar-se o dia, a todos se deu a oportunidade de visitar o Arquivo Salesiano Central.

Hoje pela manhã, 20 de novembro, sempre o P. Fernández Artime presidiu a Eucaristia para os participantes no Congresso unidos à Comunidade da Casa Geral. Partindo das leituras da Liturgia do dia, convidou historiadores e cultores da historiografia a abrir “os sigilos do mistério humano, do tecido entre céu e terra que se realiza no cotidiano de cada um” para poderem assim ler os livros-em-rolo da história salesiana.


Pela manhã os trabalhos prosseguiram com três relações, relativas ao aspecto histórico do desenvolvimento do carisma nos anos analisados: “A extensão das presenças e das obras salesianas SDB e FMA”; “As mudanças políticas, sociais, culturais, econômicas, religiosas que incidiram na situação dos jovens”; e “A resposta salesiana aos processos mundiais sociais, culturais, econômicos e religiosos desde o fim do Oitocentos à metade do Século XX”.

Por Gian Francesco Romano.

terça-feira, 1 de abril de 2014

CG27: 80° Aniversário da Canonização de Dom Bosco: 80 anos para todos!

 
IB_4484__2009 (ANS – Roma) – Era Domingo o dia 1° de abril de 1934. Domingo de Páscoa! “Hoje, 1º de abril, é aniversário de ser relembrado. É de fato o 80° Aniversário de Canonização de Dom Bosco, feita pelo Papa Pio XI, no mesmo Dia de Páscoa, para introduzir Dom Bosco na glória do Cristo Ressuscitado” – disse o Cardeal Angelo Amato SDB, Prefeito da Congregação Vaticana das Causas dos Santos, ao presidir a Eucaristia matutina com os Capitulares.

Já 80 anos são passados desde que a Santidade de Dom Bosco teve o reconhecimento oficial pelo Papa Pio XI – que o havia conhecido pessoalmente. É uma santidade universal: “Dom Bosco e o seu Sistema Educativo – disse o Cardeal Amato – fazem parte, é claro, da identidade salesiana; mas não são de nossa exclusiva propriedade, não são ‘coisa apenas nossa’. Dom Bosco não é somente o santo dos salesianos: é Santo da Igreja, assim como o seu Sistema Preventivo”.

O Cardeal referiu outrossim a sua experiência pessoal, experiência que lhe permitiu verificar não somente a estima e a admiração por Dom Bosco – e por aquilo que os salesianos fizeram e fazem em todo o mundo –, mas também recordou os testemunhos oferecidos agora pelo Papa Francisco e, antes, pelo Papa Bento.

E se “a bondade de um carisma na Igreja se mede sobretudo pela santidade que ele consegue fazer florescer entre os consagrados”, sua bondade encontra confirmação antes de tudo no número significativo daqueles que na FS possuem já um reconhecimento entre Santos, Bem-aventurados, Veneráveis e Servos de Deus.

A bondade do carisma encontra confirmação também no bem operado dia após dia por todos os Salesianos e, referindo-se ao episódio da cura do paralítico, no Evangelho do dia, afirmou: “Para nós o gesto de cura de Jesus é (…) a um só tempo também o gesto da vossa mão, que soergue os jovens do desconforto e da tristeza, para os restituir à esperança, à confiança, ao futuro”.

É um bem, esse, que se realiza no mundo, bem que deve ser conhecido e valorizado.

E alegrou-se o Purpurado: “Este é o vosso apostolado. Leio com atenção e edificação o «Boletim Salesiano», verdadeira agência de boas notícias, porque reporta o grande bem que fazem os Salesianos no mundo”. E relatou alguns exemplos que provêm da Suazilândia, Nigéria, Polônia.

Recordando que “já não são poucos os salesianos Bem-Aventurados ou Veneráveis” – o Cardeal Amato concluiu confiando uma tarefa-de-casa: “Exigem-se os milagres para que se possa proceder à sua beatificação e canonização. É este o dever que esses nossos Servos de Deus confiam a todos os nós: dirigir-se à sua intercessão para podermos proceder à sua beatificação e canonização”.

De aqui mais uma tarefa: “fazer conhecer e a valorizar os nossos Santos – verdadeiros tesouros da ‘nossa’ Família”.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Assim foi o primeiro Natal no Oratório de Valdocco

(ANS – Roma) Segundo afirma o P. Lemoyne, isso se deu pela primeira vez na Solenidade da Imaculada  ano 1846. Nesse mesmo ano, Dom Bosco pediu e obteve do Papa Pio IX a graça de poder distribuir a Santa Comunhão no Natal, durante a Missa da Meia-Noite. A licença, em dissonância com os hábitos litúrgicos do tempo, foi renovada também nos anos seguintes e se transformou numa autêntica tradição, que marcou a Celebração do Natal na Casa-mãe de Valdocco e, em seguida, também nas outras casas da Sociedade (cf. MB IV,531; VIII,50).

Esta a narração daquele primeiro Natal, em Valdocco, marcado pelo toque alegre e límpido de um sino abençoante…

b025Enorme foi a afluência, instilando no ânimo dos seus pequenos amigos, sentimentos de grande ternura para com o Divino Infante. Estando Dom Bosco só de sacerdote, nas tardes dos nove dias confessava a muitos que no dia seguinte queriam comungar. Pela manhã, ia à igreja bem cedinho a fim de oferecer essa comodidade aos aprendizes que deviam encaminhar-se ao trabalho: celebrada a S. Missa, distribuía a SS. Eucaristia; depois pregava; em seguida, feito o canto das Profecias por alguns catequistas que ele preparava, dava a Bênção com o SS. Sacramento.

Já dentro daquela Noite memoranda, depois de confessar até às 11, cantou a Santa Missa, distribuiu a Comunhão a várias centenas de pessoas. Finda a função, comovido até às lágrimas, se ouviu exclamar: Que felicidade: parece-me estar no céu! Distribuído ainda um lanche aos pequenos, encaminhava-os para casa, para dormir.

Ele no entanto, depois de poucas horas de sono, voltava à igreja, esperando pelo grupo mais numeroso que não tinha podido assistir à Solenidade na noite: confessava, celebrava as outras duas Missas, distribuía a Comunhão, retomando em seguida todas as suas multíplices ocupações dos dias festivos.

Foi assim que por muitos anos se celebrou a Novena e a Festa do Santo Natal em Valdocco, até o dia em que Dom Bosco pôde ter em casa outros seus sacerdotes para ajudá-lo (MB II, 582-584).

Estréia do Reitor Mor para 2014

Como vem sendo tradição desde Dom Bosco, apresentamos o cartaz oficial que mostra o lema e o empenho que toda a família salesiana vai realizar neste ano em que iniciaremos no mês de Agosto as celebrações do Bicentenário do nascimento de Dom Bosco.

A vivência da ESPIRITUALIDADE DE DOM BOSCO é o desafio que nos lança o Reitor Mor como dom a oferecer aos jovens, à Igreja e ao mundo.

Feliz Ano Novo a toda a Família Salesiana e a todos os jovens!

Que Maria Auxiliadora e Dom Bosco nos acompanhem nesta peregrinação para a santidade!

estreia 2014 redimiensiado

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A experiência de um antigo aluno de Dom Bosco

Imagem2 No processo de canonização de D. Bosco encontramos o testemunho de João Bisio: «Fiquei impressionado ao ler o Jovem Cristão [folheto de orações e reflexões para rapazes], escrito por D. Bosco. Terminado o serviço militar, informei-me sobre D. Bosco, valendo-me de um sacerdote da minha terra. Descreveu-mo como um santo. Quis conhecê-lo. Apresentei-me a ele e admirei os seus bons modos e as belas e santas palavras que me dirigiu. Alguns meses depois, em 1864, fui para o Oratório. D. Bosco tinha um dom especial para atrair o afecto dos jovens, sobretudo dos mais pobres. Posso dizer que era um íman para os corações dos jovens. Quando entrei no Oratório, os jovens internos eram mais de 600» (Teresio Bosco, Don Bosco visto da vicino).

Durante os primeiros meses de vida em Valdocco, João observa com atenção a atitude de D. Bosco com os rapazes: «Ao dar os avisos para o bom funcionamento do Oratório, D. Bosco usava sempre palavras de caridade; pedia-nos sempre para fazer as coisas que ele desejava; e nós, pelas belas palavras que usava, sentíamos prazer em obedecer mais por amor do que por temor» (ib).

D. Bosco era amado e estimado não só pelos seus rapazes. Também as pessoas de fora do Oratório gostavam dele. Por vezes João Bisio acompanhava D. Bosco nas suas viagens pelo Piemonte; nas terras, ao passar D. Bosco, muitas pessoas ajoelhavam-se para receber a sua bênção; outros aproximavam-se e apresentavam-lhe os seus filhos mais pequenos para que os abençoasse. «Parecia justamente Jesus de Nazaré no meio dos meninos, escreve Bisio (MBe XVIII, 497).

João Bisio recorda em particular a capacidade de diálogo deste padre. Um hebreu de cinquenta anos, manifesta-lhe um dia o seu desejo de conhecer D. Bosco. João acompanha-o até D. Bosco. «Eu não sei o que se passou entre eles, mas, ao sair do Oratório, aquele hebreu disse-me que, se em todas as cidades tivesse existido um D. Bosco, todo o mundo ter-se-ia convertido. Sabia dizer aos que se aproximavam palavras eficazes, belas e edificantes. Isto explica também como os jovens ficavam tão ligados a ele e como conseguia torná-los bons» (MBe VII, 36).Imagem5

D. Bosco utilizava a sua capacidade de diálogo para ajudar os jovens a salvar a sua alma. Mas não só os jovens: «posso-vos dizer que muitas vezes D. Bosco era chamado à cidade para confessar pecadores doentes e pessoas relutantes em se confessarem. No regresso quando lhe perguntava, ele respondia: “Essa pessoa confessou-se”». (MBe VI, 42).

Muitas pessoas aconselhavam D. Bosco a limitar a aceitação de jovens no oratório. Eram numerosas as obras empreendidas. Até a Mãe Margarida lhe tinha dito: «Não fazes mais nada do que aceitar rapazes, mesmo sabendo muito bem que não há espaço». Um dia também João Bisio fez notar a D. Bosco que eram excessivos os gastos para manter e acolher tantos jovens, «mas ele respondeu-me que no Oratório havia uma fonte [a Providência] que deita sempre marengos [moedas de ouro], e que por falta de dinheiro nunca tinha deixado de aceitar jovens pobres. Foi sempre andando aos tropeções, mas o Senhor proporcionou-lhe sempre os meios para salvar os jovens pobres e para realizar muitas boas obras» (Don Bosco visto da vicino).

D. Bosco não guardava nada para si mesmo. Um dia um benfeitor levou ao Oratório algumas camisas novas, muito bonitas e bem feitas, para dar de presente a D. Bosco. Conta João Bisio: «No sábado já à noite coloquei uma daquelas camisas na cama de D. Bosco. Mas com surpresa encontrei-a na manhã seguinte no mesmo lugar. Ao encontrar-me com ele, disse-me: - Bisio, estas camisas são para ser dadas a um pobre sacerdote? - Se não forem, disse eu, para quem serão, a quem as devo dar? – Dá-as a quem se dê à boa vida».

João era feliz por estar no Oratório. A estima e afecto que nutria por D. Bosco levaram-no a ficar. Mas em 1871 deixou o Oratório para regressar a casa para cuidar dos seus pais. Acabou por se tornar um comerciante inteligente e próspero. Casou-se e tornou-se pai. Mas não esqueceu os anos passados ao lado de D. Bosco, porque ele confiava unicamente na Providência.

Em 1880 a mulher de João ficou gravemente doente do coração. Os médicos não lhe davam esperança de que se curasse. A João restava uma última possibilidade: pedir a D. Bosco uma bênção. A mulher estava de acordo. D. Bosco aceitou, acolheu-a, levantou-lhe o ânimo e assegura-lhe que se curará. «Realmente, viveu ainda mais 15 anos para admiração dos médicos que a tinham acompanhado» (MBe XIV, 578-579).

João não duvidou de D. Bosco nem sequer no final da sua vida: «Visitei-o uns meses antes da sua morte, acompanhei-o desde o refeitório até ao seu quarto, depois da refeição. Disse-me que as suas forças estavam esgotadas e admirei a paciência e a sua resignação». (Don Bosco visto da vicino).

  

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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Lembrando uma grande mãe: Margarida Occhiena

estatua em mexico «15 de Novembro de 1856, Mamãe Margarida adoece. Uma violenta pneumonia manifesta-se logo mortal para os seus 68 anos, já minados de tanto trabalhar.

O heroísmo dessa grande mulher que está se apagando foi todo feito à base de remendar trapos, ceifar feno e trigo, lavar roupas e panelas. Entretanto, nesses humildes serviços, havia a fortaleza de jamais se cansar, a confiança na Providência. Enquanto descascava batatas, fazia polenta, brotavam-lhe dos lábios os ensinamentos da fé, o bom senso práticos, a suave bondade da mãe.

Foi dela que Dom Bosco aprendeu o seu sistema educativo. Foi ele o primeiro a ser educado com razão, religião e bondade. A Congregação Salesiana foi embalada nos joelhos de Mamãe Margarida, que agora vai-se apagando como vela.

Expira às três da madrugada de 25 de Novembro.» (Teresio Bosco, ‘Dom Bosco’, pp 332s)

Cada 25 de Novembro a Congregação Salesiana lembra com gratitude a presença de Mamãe Margarida na vida de Dom Bosco e na fundação do nosso carisma.

Como gratitude, hoje, dia 25, em todas as comunidades salesianas rezamos na Eucaristia por todos os pais e mães falecidos dos salesianos. Descansem em paz!

Mamãe Margarida, continua a cuidar dos teus filhos!

domingo, 21 de julho de 2013

Dom Bosco: nada te perturbe no caminho

> Quando me despedi dos dez primeiros missionários que partiam para a Argentina, disse estas palavras: “Damos início a uma grande obra, não porque se acredite converter todo o universo em poucos dias, não; mas, quem sabe, não seja esta partida e este pouco como uma semente da qual surja uma grande árvore?... Em nossa pequenez, também nós colocamos neste momento a nossa pedrinha no grande edifício da Igreja”.

> Sabia que “o demônio tem servidores por todos os lados”, embora tivesse a certeza de que “quem possui a Deus, possui tudo”. Agarrava-me, então, à sábia norma do “Nada te perturbe”.

> “De que adianta lamentar-se pelos males que nos afligem? É muito melhor fazer de tudo para superá-los.  Sugeria reagir com uma tática nova: “Não nos podemos opor ao mundo malicioso apenas com o ‘Pater noster’. São necessárias obras!”.

> Insistia com os meus salesianos: “Se vocês não trabalharem, trabalhará o demônio”.

> Sustentado por ideais corajosos, deixava-me guiar por este programa: “Nas coisas que redundam em vantagem da juventude em perigo ou servem para conquistar almas a Deus, eu vou adiante até a temeridade”

> Quantas pedras!  Como pude escrever a um salesiano muito querido: “Vivemos em contínua provação, mas a ajuda divina jamais nos falhou. Esperemos que no futuro não sejamos indignos”.


> 1854: eu escrevera ao conde Clemente Solaro della Margherita, político sério e corajoso, católico completo: “Aqui não se trata de socorrer um indivíduo, mas de dar um pedaço de pão a jovens cuja fome põe no maior perigo de perder a moralidade e a religião”.
Reitor-Mor, BS Moz nº 53, pag 4-5

sábado, 20 de julho de 2013

Dom Bosco: A minha maneira de ser e de trabalhar

> Caminhava na vida modestamente, sem querer impressionar; mais do que colidir com os obstáculos, estava pronto a rodeá-los e vencê-los justamente quando dava a impressão de querer desistir. Tinha sempre em mente a finalidade que me prefixara, sabia fazer-me amigo do adversário, sem ceder, mas também sem deter-me excessivamente.

> Vivi em tempos muito difíceis. Era preciso uma boa dose de prudência, de “esperteza” para não piorar as coisas. Muito tacto, jogo delicado de diplomacia.

> Eu, contudo, não era padre de passeata, de coros de protestos, daqueles que gritavam eslogans de moda. Eu não era “criador de problemas” por profissão, tinha meus princípios.

> Não era nem tolo nem ingênuo; notava os enganos, os erros, sabia esperar, dar tempo ao tempo, convencido de que “o ótimo é inimigo do bom”.

> Estávamos a entrar na era industrial. Devia adaptar-me aos novos tempos, às novas tendências.

> Em vez de perder-me em lamentos estéreis, preferia arregaçar as mangas e trabalhar com outro estilo: na minha pequenez, sem vontade de exagerar, desejava construir um mundo melhor oferecendo a muitos jovens o pão pago honestamente mediante um trabalho digno como pessoas livres e não escravos a serem explorados.

> O otimismo que sempre me sustentava parecia estar, às vezes, a ponto de desaparecer no nada.

> Pedir e agradecer, eis o eterno movimento de diástole e sístole de toda a minha vida. Envolvia nisso os meus benfeitores com um afeto humano, cálido, delicado e sempre personalizado.

> Meu coração de padre-educador jamais cessara de amar, até o fim. Minha pedagogia identificava-se com a palavra coração. Depois de um enésimo envio de missionários (1883), eu escrevia ao padre Costamagna, chefe da expedição: “Vocês partiram, mas realmente dilaceraram o meu coração. Arrumei coragem, mas sofri e não me foi possível dormir a noite inteira”.
Reitor-Mor, BS Moz Nº 53, pag 4


sexta-feira, 19 de julho de 2013

D.Bosco, os jovens e o Sistema Preventivo

Lutei a vida inteira para dar novamente a muitos jovens a alegria de viver, revestindo-os de uma dignidade frequentemente pisoteada.


+ Vivi com eles para entender melhor as suas carências, as suas esperanças e os seus sonhos, para construir com eles uma vida digna de filhos de Deus.

 + Adotei com eles e para eles um sistema educativo no qual está presente um Deus bom e providente, misericordioso e paciente.

+ Coloquei Deus no coração de meus jovens porque os sabia sedentos de verdade e de justiça.

+ Fiz descobrir a nostalgia de Deus a milhares de jovens marginalizados, violentos e rebeldes.

+ Fiz-me o padre da alegria e da esperança, do perdão transmitido em nome de Jesus salvador transpassado e ressuscitado.

+ Tomei pelas mãos jovens difíceis e levei-os a saborear a felicidade de um coração novo.
                
+ Propus-lhes um novo itinerário de santidade, ao alcance deles, uma santidade simpática porque fascinante e exigente ao mesmo tempo. Fiz da alegria a minha bandeira.

+ Abri caminhos novos para educar, amar e servir a juventude.

+ Dera realmente tudo de mim pela causa dos jovens.


(Reitor Mor – BSMoz nº 53, pag 5)

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Sejam corajosos!


Mensagem do Reitor Mora para o Boletim Salesiano - Mês de Abril 2014 (3ª parte)

Jamais me dei por vencido! Dizia aos meninos: “a coragem dos maus não brota senão do medo dos outros. Sejam corajosos e verão desaparecerem as dificuldades”.  Uma benfeitora francesa enviara-me de Lyon um santinho com uma frase que jamais esqueci porque me servia de guia: “Esteja com Deus como o passarinho que sente o ramo tremer, mas continua a cantar, porque sabe que tem asas”. Não era apenas uma expressão poética, mas um ato corajoso de confiança na Providência do Senhor, porque só Ele “é o dono dos nossos corações”.


 No momento de partir para as férias, costumava dizer aos meus meninos: “Sejam homens e não ramos! Cabeça erguida, passo firme no serviço de Deus, na família e fora dela, na igreja e na praça. O que é o respeito humano? Um monstro de papel machê que não morde. O que são as palavras petulantes dos maus? Bolhas de sabão que evaporam num instante. Não nos preocupemos com os adversários e seus sarcasmos. Recordem-se de que ciência sem consciência não é senão a ruína da alma”. E acrescentava: “Nada no mundo nos deve assustar. Ajam hoje de modo que não tenham que se enrubescer amanhã”...

Eu não me cansava de inculcar em suas cabecinhas: “Deem glória a Deus com a própria conduta, consolação a seus pais e superiores. Caso contrário, um jovem preguiçoso, indisciplinado, será um jovem infeliz, será um jovem de peso para os pais, de peso para os superiores, será de peso para si mesmo”.

De Valdocco haveriam de sair os futuros “bons cristãos e honestos cidadãos”, dos quais o mundo tanto precisava.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Para os meus meninos eu exigo justiça!


O Reitor Mor escreve ao Boletim Salesiano - Mês de Abril 2013 (2ª parte)

Depois, havia aquele bendito sonho tido aos 9-10 anos (sonho que ainda se repetiria outras vezes!), que me vinha sempre à mente, e o desejo de ser padre para os jovens que se tornava sempre mais forte...

Foi então que fiz uma coisa   realmente contrária ao meu gosto, pela qual obtive do meu carácter uma grande vitória, uma verdadeira conquista: estender a mão para pedir uma ajuda, qualquer coisa desde que pudesse realizar o meu sonho. Mais tarde, eu confessarei a um salesiano: “Você não sabe quanto me tenha custado pedir esmola”. Com meu temperamento orgulhoso, não era certamente fácil chegar à humildade de ter que pedir.

Minha coragem era alimentada por uma grande confiança na Providência; e também isso eu aprendera de minha mãe.  À sua escola, eu aprendera uma regra que sempre me orientava:  “Quando me deparo com uma dificuldade, faço como quem encontra a estrada obstruída por uma grande pedra; se não posso removê-la, passo ao seu lado”.

E posso garantir-lhe: encontrei muitas dessas grandes pedras no meu caminho. Aceno brevemente a algumas delas. 1860, por exemplo, foi um ano tipicamente difícil. Morrera o padre Cafasso, meu amigo, confessor e diretor espiritual; fazia-me muita falta a sua presença, o seu conselho e também a sua ajuda financeira.

Depois, da parte do governo, surgiram grandes dificuldades, autênticas “grandes pedras”: inquirições orientadas e devastadoras em Valdocco, como se eu fosse um delinquente! Meus meninos viviam aterrorizados, enquanto guardas armados entravam por todos os lados. As inquirições continuavam a criar um clima de medo e incerteza. Pedi, por escrito, uma audiência ao ministro do Interior, Luís Farini. Tive a coragem de dizer-lhe com humilde franqueza: “Para os meus meninos, eu exijo justiça e reparação honrosa para que não lhes venha a faltar o pão da vida”. Sei que arriscava muito, pois estes homens de governo eram anticlericais, mas não me faltou a coragem necessária. E assim, aos poucos, as inquirições cessaram.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Eu era um garotinho vivo e atento


Mensagem do Reitor Mor ao Boletim Salesiano - Mês de Abril 2013 (1ª parte)

Eu era um garotinho vivo e atento que, com permissão de minha mãe, ia às várias festas campestres nas quais se apresentavam saltimbancos e ilusionistas. Punha-me sempre na primeira fileira, atento aos movimentos com que procuravam distrair os espectadores. Aos poucos, eu conseguia descobrir os seus truques; voltando para casa, repetia-os por horas a fio. Com frequência, porém, os movimentos não produziam o efeito desejado. Não foi fácil caminhar sobre aquela bendita corda suspensa entre duas árvores! Quantas quedas, quantos joelhos esfolados! E, muitas vezes, vinha-me a vontade de deixar tudo prá lá... Depois, recomeçava suado, cansado e, às vezes, também angustiado. Depois, aos poucos, conseguia equilibrar-me; sentia a planta dos pés descalços aderirem à corda; tornava-me uma só coisa com os movimentos dos pés e, então, divertia-me contente repetindo e inventando outros movimentos. Eis porque, quando falava aos meus meninos, dizia-lhes: “façamos as coisas fáceis, mas façamo-las com perseverança”. Eis aí a minha pedagogia essencial, fruto de muitas vitórias e de tantas outras derrotas, com a obstinação que era minha característica mais marcante.

Assim nasceu meu estilo de educar, sem palavras difíceis, sem grandes esquemas ideológicos, sem referências a muitos autores ilustres. Assim nasceu a minha pedagogia, aprendida nos campos dos Becchi, mais tarde nas ruas de Chieri e, mais tarde ainda, nas prisões, nas praças, nas ruas de Valdocco. Uma pedagogia que teve origem num pátio.

 Alguns anos depois, demonstrei coragem quando ao chegar a Chieri para continuar os estudos fui acolhido pelo professor, diante de todos os estudantes, com uma frase muito entusiasmante: “Este garoto ou é uma grande toupeira ou um grande talento”. Era para ficar confuso ao extremo; mas recordo-me que sai bem com estas palavras: “Alguma coisa pelo meio disso, senhor: sou um pobre jovem que deseja fazer o seu dever e progredir nos estudos”.

terça-feira, 19 de março de 2013

Dom Bosco e o Papa




A filial fidelidade ao Sucessor de Pedro é uma característica salesiana. 
Quer a vida de Dom Bosco, quer a tradição o atestam:
      
      ‘Um desejo do Papa para nós é uma ordem’

   “Estou realmente indignado – disse certa vez – pela pouca consideração que certos escritores reservam ao Papa... Nós nos devemos unir estreitamente em seu derredor ...”

    “A finalidade primeira da Congregação foi, desde o princípio, sustentar constantemente e defender a autoridade do Chefe Supremo da Igreja entre as classes menos favorecidas da Sociedade e especialmente entre a juventude periclitante” 

– são algumas das frases que indicam a profunda dedicação de Dom Bosco à Igreja e ao Papa.


Dom Bosco foi, para os Papas que conheceu, um servidor extremamente atento. 
O salesiano ama o Papa e não esconde o seu amor para com Ele. Sabe propor aos jovens este seu amor e os torna atentos ao seu Mgistério, certo de dar assim a eles um Ponto seguro de referência na busca da Verdade. (ANS)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Encontrada mais outra carta desconhecida de Dom Bosco


 (ANS – Roma) - Enquanto prossegue a publicação do epistolário de Dom Bosco, já no quinto volume (1877), continuam a chegar ao curador, P. Francesco Motto, novas cartas, geralmente inéditas, achadas casualmente em alguma gaveta de velhos móveis, em meio a papéis de empoeirados arquivos particulares ou estatais, nas lojas de antiquários. ( A redação do BS Moz lembra que por ocasião do centenário da morte de Dom Bosco em 1988 convidou-se a todo o mundo salesiano a procurar cartas não conhecidas escritas por Dom Bosco).

“Até agora superou-se o número de mil inéditos. Com frequência para resgatar ou deixá-las em mãos seguras se devem adquirir, e isso tem um seu custo, por vezes exorbitante!” – explica o P. Motto.
A última, toda autógrafa, a chegar a Roma online, graças à mediação do irmão Marcos Bay, docente da Universidade Pontifícia Salesiana, de Roma, é a de 15 de novembro de 1869, dirigida ao Sr. Advogado Fontana, provavelmente de Chieri, com o qual Dom Bosco manteve seguras relações epistolares até bem dentro dos anos 1880.

Imagem da nova carta encontrada
“Nela Dom Bosco faz, como de costume, a tímida mas explícita proposta de contribuir economicamente, nos limites do possível, para uma obra de caridade espiritual para meninos – diz o P. Motto, descrevendo o texto –. Não falta o seu sincero agradecimento, feito, como se sabe, de promessas de oração pela felicidade terrena e eterna do destinatário e da sua família. E o bom era que os benfeitores costumavam ceder aos seus pedidos: comprova-o quanto conseguiu Dom Bosco fazer ao longo da sua vida”.   
 
A seguir o texto integral da carta:

Turim, 15 de novembro de 1869
Benemérito Sr. Advogado,
há já várias vezes que V. Sria. Benemérita veio, sem ser pedido, em auxílio das necessidades desta Casa, e isto me estimula a que lhe peça de levar em benigna consideração quanto está indicado no folheto que lhe anexo. Nele V. Sria. pode ver qual seja tanto a sua finalidade quanto a necessidade. Trata-se de impedir que tantos pobres jovenzinhos acabem vítimas da Heresia.
Não pretendo convidá-lo à importância total; antes, qualquer coisa V. Sria., neste caso excepcional, entenda fazer, eu o considerarei sempre como um insigne ato de caridade a ser recebido com a máxima gratidão.
Em todo o caso, suporte V. Senhoria a minha liberdade, e eu lhe asseguro que além das comuns orações não deixarei eu mesmo de recorda-lo todas as manhãs na Santa Missa, a fim de que V. Sria., a Sra. sua Esposa e toda a Família, sejam sempre abençoados por Deus e vivam longamente felizes com o precioso dom da perseverança no bem.
          Com a máxima gratidão, tenho a honra de poder-me professar
          da Vossa Sria. Benemérita
          Obr.o Servidor
          Sac. João Bosco

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O Reitor Mor ao BS: O Salesiano Cooperador (2ª parte)


Os cooperadores de Dom Bosco

Desde o início dos Oratório, Dom Bosco sempre teve ao seu lado sacerdotes diocesanos e homens e mulheres de Turim que o apoiaram física e materialmente. Ele mesmo o conta nas Memórias do Oratório:
«Assim que a Obra dos Oratórios começou em 1841, alguns piedosos e zelosos padres e leigos vieram em ajuda para cultivar a messe que desde então se apresentava copiosa entre os jovenzinhos em perigo. Estes Colaboradores ou Cooperadores foram sempre o apoio das Obras Pias que a Divina Providência nos punha entre as mãos».

O ‘Colaborador/Cooperador’ salesiano abrangia uma categoria diversa de pessoas: os cooperadores com promessa, os que o apoiavam economicamente, os simpatizantes. O P. Pascual afirma que era bom ‘recuperar esta intuição genial de Dom Bosco, potenciada pelo Padre Rua e sucessores, que tornou possível a difusão mundial da Obra salesiana’.

Dom Bosco numa das suas conferências aos Cooperadores
No dia 1 de Junho de 1885 Dom Bosco apresenta numa conferência a figura do Cooperador salesiano:

«Ser Cooperador salesiano quer dizer concorrer junto com os outros para apoiar uma obra que tem por finalidade ajudar a Santa Igreja em suas mais urgentes necessidades; quer dizer concorrer para promover uma obra muito recomendada pelo Santo Padre, porque educa os jovenzinhos à virtude, ao caminho do Santuário, porque tem por finalidade principal instruir a juventude que hoje em dia tornou-se alvo dos maus, porque promove em meio ao mundo, nos colégios, nos internatos, nos oratórios festivos, nas famílias, promove, digo, o amor à religião, o bom costume, as orações, a frequência aos Sacramentos, e assim por diante».

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

O Reitor Mor ao BS: O salesiano Cooperador (1ª parte)


Dom Bosco jamais se envergonhou de pedir esmola

Na mensagem mensal do Reitor Mor à Família Salesiana publicada através do Boletim Salesiano, este mês de Outubro, o tema central é a apresentação da figura do Salesiano Cooperador.

O P. Pascual parte do facto histórico de que o próprio jovem João Bosco teve que aprender a pedir ajuda aos outros para as suas necessidades. Assim, ele mesmo conta que, como Mamã Margarida não tinha dinheiro para lhe comprar o enxoval para ir a o Seminário de Chieri, o pároco de Castelnuovo fez uma colecta entre os vizinhos para ajudar o jovem. Eis o fruto da mesma:
      «O senhor Sartoris deu-lhe a batina, o cavalheiro Pescarmona ofereceu o chapéu,  o próprio padre Cinzano deu-lhe a capa, outros lhe compraram a gola e o barrete, outros, as meias, e uma boa senhora recolheu o dinheiro necessário para dotá-lo, ao que parece, de um par de sapatos».

Sendo adolescente teve de sair de casa 'pedindo' ajuda em Moncucco
O próprio Dom Bosco repetiu muitas vezes que «Sempre precisei de todos!» (MB I,367) para levar à frente a sua obra em favor dos jovens pobres.
Até ao final da sua vida teve que ir ‘peregrinando’ de um lugar a outro por Itália, Espanha, França, pedindo ajuda a pobres e a ricos.
Eis um facto simpático que aconteceu na cidade francesa de Toulon em 1881 após D. Bosco ter dado uma conferência apresentando a sua obra e necessidades:

« Com a capa e uma bandeja de prata nas mãos fez um giro pela igreja pedindo. Durante a operação aconteceu um incidente digno de relevo. Um operário, no ato de Dom Bosco apresentar-lhe o prato, virou o rosto para o outro lado, levantando grosseiramente os ombros. Dom Bosco, adiantando-se, disse-lhe com toda a amabilidade: "Deus o abençoe". O operário, então, pôs a mão no bolso e colocou uma pequena moeda na bandeja. Dom Bosco, fixando-o, disse-lhe: "Deus o recompense". O outro, refeito do gesto, oferece duas moedas. E Dom Bosco: "Ó, meu caro, Deus o recompense sempre mais". O homem, tendo ouvido isso, tira fora o porta moedas e oferece um franco. Dom Bosco dirige-lhe um olhar cheio de comoção e vai adiante; mas, o homem, como que atraído por uma força mágica, segue-o pela igreja, vai até a sacristia, sai atrás dele pela cidade e não deixa de estar perto dele, enquanto não o vê desaparecer»  (Memórias Biográficas XV, 63).