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quinta-feira, 12 de junho de 2014

5 jovens animadores, beatos e mártires

5 martires polonia Celebramos no dia de hoje, 12 de Junho,  a festa litúrgica dos 5 animadores do Oratório salesiano de Poznan (Polónia), assasinados pelo exército nazi  por serem jovens líderes cristãos (tinham entre 19 e 21 anos).

Eles são: Francisco Kesy ,Eduardo Klinik, Jarogniew Wojciechowski, Ceslao Józwiak e Eduardo Kazmierski.

Após 2 anos de cadeia foram martirizados por causa da sua fidelidade a Cristo, no dia 24 de Agosto de 1942, memória mensal de Maria Auxiliadora.

Nas últimas cartas que escrevem às suas famílias, no dia da execução mostram a sua grande fé: pedem perdão à familia pelas suas faltas, alegria porque o Senhor lhes escolheu para viver esta difícil prova na juventude, alegria por poder ter recebido a Confissão a Última Eucaristia, amor a Maria Auxiliadora e Dom Bosco, fé no paraíso, coragem nesta prova suprema.

Pedimos a estes 5 jovens animadores por todos os animadores das nossas obras salesianas e pelo Movimento Juvenil Salesiano, para que muitos jovens saibam viver este amor a Cristo e a Maria Auxiliadora e se comprometam com alegria ao serviço dos outros no Oratório.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Beato José Kowalski, salesiano mártir

Dia 29 celebramos a memória do salesiano mártir polaco, Beato José Kowalski,  morto pelos nazis no campo de concentração, por causa do seu trabalho pastoral a favor dos jovens.

Deixamos aqui um bonito testemunho dele:
«Devo de ser um salesiano santo, como foi santo o meu pai Dom Bosco. Ó meu  bom Jesus, dai-me uma vontade perseverante, firme, para que possa perseverar nos meus propósitos e assim alcançar o meu máximo ideal, a santidade!'

 

kolwaski 1 reducidaCom o fato de presidiário

terça-feira, 6 de maio de 2014

Mês da Auxiliadora: dia 6

Hoje dia de São Domingos Sávio, lembramos o seu amor grande a Maria: 'Os meus amigos serão Jesus e Maria'.
O amor a Maria lhe levou a fundar a 'Companhia da Imaculada', comprometida em crescer em vida cristã e no serviço aos companheiros.
Domingos, também hoje,nos convida a sermos amigos de Maria.
Maria Auxiliadora e Domingos Sávio, rogai por nós!

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terça-feira, 1 de abril de 2014

CG27: 80° Aniversário da Canonização de Dom Bosco: 80 anos para todos!

 
IB_4484__2009 (ANS – Roma) – Era Domingo o dia 1° de abril de 1934. Domingo de Páscoa! “Hoje, 1º de abril, é aniversário de ser relembrado. É de fato o 80° Aniversário de Canonização de Dom Bosco, feita pelo Papa Pio XI, no mesmo Dia de Páscoa, para introduzir Dom Bosco na glória do Cristo Ressuscitado” – disse o Cardeal Angelo Amato SDB, Prefeito da Congregação Vaticana das Causas dos Santos, ao presidir a Eucaristia matutina com os Capitulares.

Já 80 anos são passados desde que a Santidade de Dom Bosco teve o reconhecimento oficial pelo Papa Pio XI – que o havia conhecido pessoalmente. É uma santidade universal: “Dom Bosco e o seu Sistema Educativo – disse o Cardeal Amato – fazem parte, é claro, da identidade salesiana; mas não são de nossa exclusiva propriedade, não são ‘coisa apenas nossa’. Dom Bosco não é somente o santo dos salesianos: é Santo da Igreja, assim como o seu Sistema Preventivo”.

O Cardeal referiu outrossim a sua experiência pessoal, experiência que lhe permitiu verificar não somente a estima e a admiração por Dom Bosco – e por aquilo que os salesianos fizeram e fazem em todo o mundo –, mas também recordou os testemunhos oferecidos agora pelo Papa Francisco e, antes, pelo Papa Bento.

E se “a bondade de um carisma na Igreja se mede sobretudo pela santidade que ele consegue fazer florescer entre os consagrados”, sua bondade encontra confirmação antes de tudo no número significativo daqueles que na FS possuem já um reconhecimento entre Santos, Bem-aventurados, Veneráveis e Servos de Deus.

A bondade do carisma encontra confirmação também no bem operado dia após dia por todos os Salesianos e, referindo-se ao episódio da cura do paralítico, no Evangelho do dia, afirmou: “Para nós o gesto de cura de Jesus é (…) a um só tempo também o gesto da vossa mão, que soergue os jovens do desconforto e da tristeza, para os restituir à esperança, à confiança, ao futuro”.

É um bem, esse, que se realiza no mundo, bem que deve ser conhecido e valorizado.

E alegrou-se o Purpurado: “Este é o vosso apostolado. Leio com atenção e edificação o «Boletim Salesiano», verdadeira agência de boas notícias, porque reporta o grande bem que fazem os Salesianos no mundo”. E relatou alguns exemplos que provêm da Suazilândia, Nigéria, Polônia.

Recordando que “já não são poucos os salesianos Bem-Aventurados ou Veneráveis” – o Cardeal Amato concluiu confiando uma tarefa-de-casa: “Exigem-se os milagres para que se possa proceder à sua beatificação e canonização. É este o dever que esses nossos Servos de Deus confiam a todos os nós: dirigir-se à sua intercessão para podermos proceder à sua beatificação e canonização”.

De aqui mais uma tarefa: “fazer conhecer e a valorizar os nossos Santos – verdadeiros tesouros da ‘nossa’ Família”.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Laura Vicunha, uma grande adolescente!

verdadeiro rostro di laura vicunha retocada mais config Faz 110 anos, neste dia de 22 de Janeiro, que morreu a jovem Laura Vicunha nas terras argentinas.  laura segundo a fotografia

Laura, junto com a sua mãe viúva e irmãzinha, teve de emigrar da sua terra natal, no Chile, para a Argentina, e lá enfrentar as dificuldades próprias dos migrantes que, como disse este domingo 19 de Janeiro, o Papa Francisco, são muitas vezes utilizados como ‘negócio de carne humana’. Em efeito, a sua mãe teve que vender a sua dignidade de mulher e de mãe ao seu patrão para poder fazer crescer as suas filhas.

Mas, a Providência de Deus, através das mãos das missionárias salesianas, FMA, acolheu a Laura na sua Casa e lá começou a desenvolver tudo o que tinha de bom e de Deus no seu coração.

Com só 12 anos conseguiu fazer da sua vida uma oferta a Deus para salvar à sua mãe.

Recebeu a Primeira Comunhão das mãos do grande Cardeal Cagliero, menino que tinha sido de Dom Bosco em Valdocco.

Laura Vicunha aprendeu a viver em profundiade a Espiritualidade Salesiana para os jovens. Eis um exemplo nas suas próprias palavras:

«Para mim, rezar ou trabalhar é a mesma coisa; é o mesmo rezar ou jogar, rezar ou dormir. Fazendo aquilo que mandam, cumpro sempre aquilo que Deus quer que eu faça, e é isto o que eu quero fazer; esta é a minha melhor oração».

Beata Laura Vicunha, roga por nós e pela nossa adolescência moçambicana!

 

(Verdadeira fotografia de Laura descoberta na Escola onde ela estudou, e cartaz actual de Laura seguindo o rosto da fotografia)

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Luis Variara, um Beato salesiano entre os leprosos

No dia 15 de Janerio celebramos a memória litúrgica do Beato Luis Variara: salesiano, sacerdote, missionário entre os leprosos de Colombia, fundador das Religiosas do Sagrado Coração, Beato! Vejamos a seguir como foi o seu primeiro encontro com Dom Bosco.

Quando a 1 de Outubro de 1887 Pedro Variara deixou o seu Luisinho no Oratório de Dom Bosco em Valdocco (Turim) para os estudos secundários, apontava-lhe o caminho do sacerdócio que antevia no horizonte, mas o filho, quase com 13 anos de idade, observou-lhe:
- Papá, mas eu não tenho vocação.
- Maria Auxiliadora há-de ajudar-te -acrescentou o pai- . Porta-te bem e estuda.

A recomendação que, ao entrar no Oratório de Turim, lhe foi dirigida no sentido de se comportar bem, caiu em boa terra. Superou com facilidade as dificuldades de adaptação à vida de internato e manteve sempre um bom relacionamento com os superiores e colegas. Aplicou-se seriamente ao estudo. Passou a ter sempre diante dos olhos o exemplo de Domingos Sávio.

Ficava impressionado com o que ouvia dizer de Dom Bosco e olhava com curiosidade para os quartos onde o santo educador ia passando o declinar da sua vida. Poder ver a Dom Bosco era o que mais ansiava.

Foi num dia de nevoento de Outono que o jovem Luis, brincando no pátio, conseguiu ver de perto o santo educador. Assim o conta Luis Variada: “Era Invernto. Jogávamos no pátio do Oratório quando de repente se ouviram gritos de todos os lados: Dom Bosco, Dom Bosco! E todos corremos ao seu encontro. Ele desceu com dificuldade, pois lhe faltavam as forças. Senti-me feliz em poder contemplar-lhe o rosto demoradamente. Aproximei-me omais que pude e notei que ele fixava os olhos em mim. Senti-me tocado no mais íntimo de mim mesmo. Nunca mais esqueci aquele momento. Tinha deparado com um santo. Dom Bosco descobrira, sem dúvida, no meu coração algo que só Deus e ele podiam saber.

Foi o despertar da sua vocação salesiana e sacerdotal. A partir daquele dia afeiçoou-se de tal modo ao Oratório que passou a ver nele a sua casa e a considerar Dom Bosco como luz e esperança da sua vida.
(Do livro de Luigi Castano: Salesiano, apóstolo dos leprosos (1875-1923)

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Lembrando uma grande mãe: Margarida Occhiena

estatua em mexico «15 de Novembro de 1856, Mamãe Margarida adoece. Uma violenta pneumonia manifesta-se logo mortal para os seus 68 anos, já minados de tanto trabalhar.

O heroísmo dessa grande mulher que está se apagando foi todo feito à base de remendar trapos, ceifar feno e trigo, lavar roupas e panelas. Entretanto, nesses humildes serviços, havia a fortaleza de jamais se cansar, a confiança na Providência. Enquanto descascava batatas, fazia polenta, brotavam-lhe dos lábios os ensinamentos da fé, o bom senso práticos, a suave bondade da mãe.

Foi dela que Dom Bosco aprendeu o seu sistema educativo. Foi ele o primeiro a ser educado com razão, religião e bondade. A Congregação Salesiana foi embalada nos joelhos de Mamãe Margarida, que agora vai-se apagando como vela.

Expira às três da madrugada de 25 de Novembro.» (Teresio Bosco, ‘Dom Bosco’, pp 332s)

Cada 25 de Novembro a Congregação Salesiana lembra com gratitude a presença de Mamãe Margarida na vida de Dom Bosco e na fundação do nosso carisma.

Como gratitude, hoje, dia 25, em todas as comunidades salesianas rezamos na Eucaristia por todos os pais e mães falecidos dos salesianos. Descansem em paz!

Mamãe Margarida, continua a cuidar dos teus filhos!

domingo, 24 de novembro de 2013

Santa e Missionária no mato: Maria Troncatti

troncatti 2 retocada A Salesiana (FMA) Maria Troncatti, nasceu em Corteno Golgi (Brescia) no dia 16 de Fevereiro de 1883.

Na família numerosa, cresceu alegre e trabalhadeira, dividindo-se entre os trabalhos do campo e o cuidado dos irmãozinhos, no clima cálido de afeto dos pais exemplares.
Assídua à catequese paroquial e aos Sacramentos, a adolescente Maria amadurece um profundo senso cristão que a abre aos valores da vocação religiosa.

Por obediência ao pai e ao Pároco, portanto, espera atingir a maioridade antes de pedir a admissão no Instituto Filhas de Maria Auxiliadora e faz a Primeira Profissão em 1908 em Nizza Monferrato.
Durante a primeira guerra mundial (1915-1918) Ir. Maria acompanha, em Varazze, cursos de assistência sanitária e trabalha como enfermeira da cruz vermelha no hospital militar: uma experiência que lhe será muito mais preciosa ao longo de sua longa atividade missionária na floresta amazônica do Oriente equatoriano.

Partiu, de fato, para o Equador em 1922, foi mandada entre os indígenas shuar, onde, com outras duas irmãs, inicia um difícil trabalho de evangelização em meio a riscos de todos os gêneros, inclusive aqueles causados pelos animais da floresta e das ciladas dos turbulentos rios a serem atravessados a nado ou sobre frágeis "pontes" de cipós, ou ainda sobre os ombros dos índios.

Macas, Sevilla, Dom Bosco, Sucúa são alguns dos "milagres" florescentes, ainda hoje, da ação de Ir. Maria Troncatti: enfermeira, cirurgiã ortopedista, dentista e anestesista... Mas, sobretudo, catequista e evangelizadora, rica de maravilhosos recursos de fé, de paciência e de amor fraterno.
Sua obra shuar, para a promoção da mulher, floresce em centenas de novas famílias cristãs, formadas, pela primeira vez, sobre a livre escolha pessoal dos jovens esposos.

Ir. Maria morreu em um trágico acidente aéreo em Sucúa no dia 25 de Agosto de 1969. Seus restos mortais repousam em Macas, na Província de Morona (Equador)..

sábado, 2 de novembro de 2013

Atilio Giordani, um salesiano cooperador santo

Roma, 15.10.2013
Caríssimos Salesianos Cooperadores,
Atilio no lado esquerdo
como sabem, em 9 de outubro de 2013 próximo passado, o Papa Francisco autorizou a Congregação das Causas dos Santos a promulgar o decreto relativo às virtudes heroicas do Servo de Deus Atílio Luciano Giordani, Leigo e Pai de família, Cooperador da Sociedade Salesiana de São João Bosco, nascido em Milão (Itália) em 3 de fevereiro de 1913 e falecido em Campo Grande-MS (Brasil) no dia 18 de dezembro de 1972. Atílio Giordani, marido e pai exemplar, animador de oratório e catequista, missionário e evangelizador, figura atualíssima de Salesiano Cooperador, é agora Venerável.
Esta minha mensagem deseja ser um convite a toda a Família Salesiana, mas em particular a esta Associação e à Inspetoria dos Salesianos da Itália-Lombardia e Emilia Romagna, que lhe promoveu a causa de beatificação e canonização, a promover igualmente o conhecimento da sua vida, da sua mensagem para a família e para a educação, segundo o espírito de Dom Bosco, e outrossim uma oração unânime para pedir a graça de um milagre, invocando-lhe a intercessão.
Atílio Giordani é modelo de vida familiar. Ele foi em sua família esposo e pai presente, rico de grande fé e serenidade, numa desejada austeridade e pobreza evangélica em favor dos mais necessitados. O matrimônio com Noemi, em maio de 1944, foi para Atílio não só uma palavra "dada" mas sobretudo um "sacramento" de Cristo, cuja santidade e indissolubilidade se esforçou por exprimir com a vida de cada dia e com a educação dos filhos. A família permanece unida porque Atílio e Noemi se sustentam com a oração e a prática da caridade.
 
Depois que nos aumentou maiormente a consciência de que não pode existir pastoral juvenil sem pastoral familiar,estou convencido de que o testemunho de vida cristã oferecido por Atílio em família poderá constituir uma significativa contribuição experiencial inspirada em Dom Bosco: uma família não fechada em si, mas aberta à vida paroquial e oratoriana, à prática da caridade, ao testemunho missionário.

Atílio Giordani modelo de prática do Sistema Preventivo vivido no oratório. Aos nove anos começou a frequentar o Oratório S. Agostinho, dos Salesianos, em Milão. Ali, jovem para os jovens, empenhou-se, constantemente, por uma animação jubilosa dos grupos: por decênios é um hábil catequista e um animador salesiano genial, simples, sereno. Conhece e usa todos os instrumentos educativos do Sistema Preventivo para animar os seus meninos: zela pela liturgia, formação, presença e brinquedos no pátio, valorização do tempo livre, teatro; organiza passeios com os jovens do Oratório, compõe cantos, encena esquetes, inventa rifas de beneficência, caça ao tesouro e gincanas paroquiais, olimpíadas infanto-juvenis, sem nunca esquecer o centro da alegria cristã: o amor a Deus e ao próximo. Revela a arte do educador, pondo no centro da sua missão educativa o Anúncio do Evangelho e o serviço catequístico, vivido com criatividade e credibilidade. Mérito peculiar de Atílio Giordani foi traduzir de maneira simples e convincente a especificidade da evangelização desejada por Dom Bosco, o qual evangelizou educando.
A “caridade salesiana” é caridade pastoral, porque busca a salvação das almas, e é caridade educativa, porque encontra na educação o manancial que lhe permite ajudar os jovens a desenvolverem todas as suas energias de bem; deste modo, podem os jovens crescer quais honestos cidadãos, bons cristãos e futuros habitantes do céu. O elemento típico da caridade pastoral é o anúncio do Evangelho, a educação na fé, a formação da comunidade cristã, a fermentação evangélica do ambiente. Hoje o nosso empenho de evangelizadores e educadores dos jovens pode achar em Atílio Giordani um modelo original de encarnação do espírito oratoriano, critério permanente de toda nossa presença e ação educativo-pastoral.
Atílio Giordani modelo de santidade salesiana laical, vivida na alegria. Uma vez Salesiano Cooperador, vive a fé em sua própria realidade de leigo, inspirando-se no projeto de vida apostólica de Dom Bosco. Constrói a sua personalidade de homem e cristão na alegria. O seu humorismo é a expressão direta de uma consciência dominada pela fé em Cristo. Além disso testemunha, com coragem e bondade alegre, a sua fé cristã também em ambientes ou situações difíceis, como no período do serviço militar e de guerra, ou na sua profissão, como operário, vivendo no mundo sem ser do mundo, remando contra a corrente. Encerra o seu evento terreno partilhando com a Família a opção missionária, deixando como testamento o entusiasmo de uma vida toda doada aos demais: “A nossa fé deve ser vida” e “A medida do nosso crer se manifesta em nosso ser”. O Venerável Atílio Giordani é uma encarnação límpida da espiritualidade salesiana em clave laical. Este aspecto despertou sempre especial admiração, sobretudo nos Salesianos consagrados, que advertiam a presença providencial de um tal modelo e não deixavam eles mesmos de com ele se aconselhar.
Os Grupos da FS envolvem numerosos leigos em sua missão. Temos consciência de que não se pode dar um envolvimento pleno se não se der igualmente a partilha do mesmo espírito. Viver a espiritualidade salesiana como leigos corresponsáveis na ação educativo-pastoral se torna uma obrigação fundamental. A simpática figura de Atílio Giordani é neste sentido uma fonte de inspiração para a formulação de uma espiritualidade laical salesiana
Neste Ano da Fé e no último de preparação ao Bicentenário de nascimento de Dom Bosco, o testemunho de Atílio Giordani é realmente um dom mui precioso, que nos estimula a formar leigos salesianos intensamente identificados e decididamente empenhados em levar a mensagem do evangelho à família, à educação e à vida social e política.

Termino esta minha mensagem renovando o convite a promover um denso movimento de oração a fim de que possamos quanto antes venerar Atílio entre os membros glorificados da nossa Família Salesiana e invocá-lo como especial intercessor pelas Famílias e por nossos oratórios.
            Com muito afeto e estima, em Dom Bosco,


Dom Pascual Chávez Villanueva

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Radio Dom Bosco de Moatize fala sobre o Beato Miguel Rua

MENSAGEM DE RÁDIO DOM BOSCO (Moatize-Tete)
DIA 29 DE OUTUBRO


Hoje, 29 de Outubro, a mensagem da nossa Rádio é sobre a vida de um discípulo de D. Bosco e seu seu sucessor no Governo da Sociedade Salesiana. Estamos a falar de MIGUEL RUA.
Miguel Rua, primeiro sucessor de D. Bosco, nasceu em Turim, no dia 9 de Junho de 1837. Último de 9 filhos, perde o seu pai os oito anos.
 Devia começar a trabalhar na Real Fábrica de Armas de Turim, onde o seu pai era operár io, mas D. Bosco propôs-lhe continuar os seus estudos com ele, garantindo-lhe que a Providência pensaria nas despesas.
Certo dia, D. Bosco distribuía algumas medalhas aos seus meninos. Miguel era o último da fila. Para ele já não havia medalha. D. Bosco tomou a mão dele, fez um gesto como de cortar ao meio e acrescentou: nós os dois faremos tudo a meias.E assim foi de facto. Miguel Rua mais tarde seria o braço direito de D. Bosco
Miguel entrou no Oratório. Era um óptimo aluno, colega de Domingos Sávio, colaborador na Companhia da Imaculada, um grupo que ajudava a manter bom ambiente e bom comportamento no Oratório de Turim. Foi o primeiro a professar os votos para ficar com D. Bosco, na Sociedde Salesiana. Ainda jovem, enquanto estudava para ser padre, dava aulas, assistia no refeitório  e no recreio. À noite, com a sua preciosa caligrafia, copiava as cartas  e as publicações de D. Bosco.
Ordenado sacerdote em 1860. Quando D. Bosco abriu a primeira obra fora de Turim, Miguel Rua foi o primeiro director dessa casa. D. Bosco escreveu-lhe: Verás melhor do que eu a Obra Salesiana atravessar os limites da Itália e estabelecer-se no mundo.
Quando D. Bosco já não tinha forca para dirigir a Congregacao  Salesiana, o P. Miguel Rua foi nomeado Reitor Mor –  o primeiro sucessor de D. Bosco.
Na sua vida foi exemplo perfeito de D. Bosco. Alguém disse que se se perdesse a Regra dos Salesianos, era fácil descobri-la, olhando o modo de proceder do Padre Miguel Rua. Dizia-se: Miguel Rua é outro D. Bosco. Ele é a Regra viva.
Foi no  seu tempo de Reitor Mor que a Congregacao cresceu. Ele morreu a 6 de Abril de 1910. No momento da sua morte os Salesianos eram  4.312, espalhados por 345 casas. Foi ele, Miguel Rua , que enviou os primeiros salesianos para Mocambique. De facto os salesianos chegaram a primeira vez  a Mocambique  em 1907, pra dirigir a Escola de Artes e Ofícios na Ilha de Mocambique.
Miguel Rua foi proclamado Bem-aventurado em 29 de Outubro de 1972, pelo Papa Paulo VI.
Guardamos deste beato, primeiro sucessor de D. Bosco, a mesma bondade e  alegria em estar no meio dos jovens. E a fidelidade em seguir as pegadas deixadas pelo seu mestre. D. Bosco recomendava-lhe: faz como viste fazer a D. Bosco. E ele cumpriu com a máxima fidelidade.


domingo, 20 de outubro de 2013

O Papa fala do Beato Estevão Sándor


"Lembro a Estevão Sándor, que ontem dia 19 foi proclamado Beato a Budapest. Era um salesiano leigo, exemplar no serviço aos jovens, no oratório e no ensino profissional. Quando o regime comunista fechou todas as obras católicas, enfrentou as perseguições com coragem e foi morto com 39 anos. Nos unimos à acção de graças da Família Salesiana e da Igreja Húngara”  
(Papa Francisco no Ángelus do 20 outubro)

sábado, 19 de outubro de 2013

Beato Estevão Sandor, rogai por nós!

Hoje, na Hungria, o Cardeal salesiano, Angelo Amato, encarregado das Causas dos Santos, em nome do Santo Padre declarará Beato ao mártir salesiano coadjutor, estevão Sándor.
Uma grande noticia de alegria para toda a família salesiana e um estímulo a crescermos em santidade junto com os jovens para celebrar com alegria e com amor o Bicentenário do nascimento de Dom Bosco em 2014/2015.

ORAÇÃO

Ó Deus onipotente
Vós chamastes vosso  servo Estevão Sándor
para fazer parte da grande família 
de São João Bosco.
Guiaste-o com Maria Auxílio dos Cristãos
na sua difícil missão pela salvação das almas
e no sacrifício de sua vida 
pela juventude húngara.
Ele vos testemunhou no tempo 
da perseguição da Igreja:
promoveu a imprensa católica,
o serviço junto ao altar
e a educação da juventude.
Com seu espírito fiel e leal
indica também a nós
a via do bem e da justiça.
Vos pedimos glorificá-lo
com a coroa do martírio.
Por Cristo Nosso Senhor. Amém. 

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Namuncurá, um santo jovem das terras argentinas da Pampa

 Hoje, celebramos ao BEATO CEFERINO NAMUNCURÁ. Este jovem aluno salesiano das terras argentinas da Pampa, filho do rei das tribus araucanas que foram evangelizadas pelos primeiros salesianos, acolheu Jesus e queria tornarse salesiano e sacerdote para levar Cristo ao seu povo Mapuche. A doença truncou esta vida que morreu com 19 anos, mas a sua santidade ficou no meio de nós, no meio do seu povo. Mais um fruto santo do sistema educativo de Dom Bosco. Também nós podemos e devemos ser santos!


Ceferino com Monsenhor Cagliero
'capitão' da primeira expedição missionária salesiana em Argentina

domingo, 23 de junho de 2013

O Cafasso, o Mestre santo de Dom Bosco

23 de junho, São José Cafasso

(ANS) Também neste ano sua ocorrência cai em domingo; nessa data recorda-se “uma pérola do clero italiano”, sinal de uma extraordinária capacidade de acolhimento, compreensão e misericórdia, brilhante figura de sacerdote, mestre e formador de sacerdotes, entre os quais Dom Bosco, que o teve como Diretor Espiritual por 25 anos (1835-1860): antes como clérigo, depois como padre e, por fim, como fundador.


As opções fundamentais de Dom Bosco tiveram como conselheiro e guia São José Cafasso. José Cafasso não formou em Dom Bosco um discípulo “à sua imagem e semelhança”; e Dom Bosco não copiou José Cafasso: imitou-o nas virtudes humanas e sacerdotais – definindo-o “modelo de vida sacerdotal” –, mas segundo os seus pessoais dons e a própria peculiar vocação: um sinal da sapiência do mestre espiritual e da inteligência do discípulo. O primeiro não se impôs ao segundo, respeitou-o na sua personalidade e o ajudou a ler qual fosse a vontade de Deus a seu respeito.

Cafasso não fundou institutos religiosos: sua “fundação” foi a “escola de vida e de santidade sacerdotal” que realizou, com o exemplo e o ensinamento, no  “Colégio Eclesiástico de S. Francisco de Assis”, em Turim.
O seu segredo era simples: ser um homem de Deus; fazer, nas pequenas ações quotidianas, “o que pode ser da maior glória de Deus e de vantagem para as almas”. Amava inteiramente a Deus; era animado de fé arraigadíssima e sustentado por uma profunda e prolongada oração. Vivia uma sincera caridade para com todos. Conhecia a teologia moral, mas conhecia outrossim as situações e o coração do povo, de cujo bem se encarregou, como o bom pastor. Quantos tinham a graça de lhe estar perto viam-se transformados em outros tantos bons pastores e em válidos confessores. Indicava com clareza a todos os sacerdotes a santidade por alcançar exactamente no ministério pastoral.

A memória litúrgica de São José Cafasso é um chamado a todos para intensificar o caminho rumo à perfeição da vida cristã, à santidade. Recorda especialmente aos sacerdotes a importância de dedicar tempo ao Sacramento da Reconciliação e à Direção espiritual.
P. Cameroni, sdb


sábado, 8 de junho de 2013

Nos 60 anos do martírio do sdb coadjutor Estevão Sándor

O sdb Sándor (direita) animador dos acólitos
DIREÇÃO GERAL OBRAS DE DOM BOSCO
Via della Pisana 1111 - 00163 Roma
O Reitor-Mor
Roma, 8 de junho de 2013.

Estevão Sándor quando se fez salesiano

Queridos Irmãos,

Por ocasião do 60º aniversário do martírio de nosso irmão salesiano coadjutor Estevão Sándor (16 de outubro de 1914 – 8 de junho de 1953) e na iminência de sua beatificação, que se dará no próximo dia 19 de outubro em Budapeste, Hungria, quero dirigir-lhes esta mensagem para valorizarmos em toda a Congregação este dom que nos é concedido justamente no Ano da Fé e no itinerário para o Bicentenário do nascimento de nosso pai e fundador Dom Bosco. Trata-se de uma graça para nós e para toda a Família Salesiana.
Estevão Sándor, do nascimento à morte foi um homem profundamente religioso que, em todas as circunstâncias da vida, respondeu com dignidade e coerência às exigências de sua vocação salesiana. Viveu dessa forma no tempo do aspirantado e da formação inicial, em seu trabalho de tipógrafo, como animador do oratório e da liturgia, no tempo da clandestinidade e da prisão até os momentos que precederam a sua morte. Desejoso, desde a primeira juventude, de consagrar-se ao serviço de Deus e dos irmãos no generoso trabalho de educação dos jovens segundo o espírito de Dom Bosco, ele foi capaz de cultivar o espírito de fortaleza e de fidelidade a Deus e aos irmãos que o tornaram capaz de resistir no momento da provação, primeiramente às situações de conflito e, depois, à prova suprema do dom da vida.
Gostaria de evidenciar o testemunho de radicalidade evangélica dado por este irmão, que se torna particularmente eloquente na perspectiva do próximo Capítulo Geral. Da reconstrução do perfil biográfico de Estevão Sándor emerge um real e profundo itinerário de fé, iniciado desde a infância e juventude, reforçado pela profissão religiosa salesiana e consolidado na vida exemplar de salesiano coadjutor. Nota-se particularmente uma genuína vocação consagrada, animada segundo o espírito de Dom Bosco por um intenso e fervoroso zelo pela salvação das almas, sobretudo juvenis. Mesmo os períodos mais difíceis, como o serviço militar e a experiência da guerra, não arranharam o íntegro comportamento moral e religioso do jovem coadjutor. É com esta base que Estevão Sándor sofrerá o martírio sem repensamentos e hesitações.
Sándor quando era adolescente
A beatificação de Estevão Sándor empenha a Congregação inteira na promoção da vocação do salesiano coadjutor, acolhendo o seu testemunho exemplar e invocando de forma comunitária a sua intercessão nesta intenção. Como salesiano leigo, ele conseguiu dar bom exemplo até mesmo aos sacerdotes, com sua atividade entre os jovens e sua vida religiosa exemplar. Pelo modo como enfrentou as provações e perseguições sem aceitar compromissos, ele é modelo para os jovens consagrados. As causas às quais se dedicou: a santificação do trabalho cristão, o amor pela casa de Deus e a educação da juventude continuam a ser a missão fundamental da Igreja e da nossa Congregação. Nesta perspectiva, convido-os a retomarem a carta escrita pelo padre Vecchi por ocasião da beatificação de Artêmides Zatti (ACG 377), cujas reflexões e orientações ainda são atuais e estimulantes, e o que disse o Capítulo Geral 26 sobre a única vocação consagrada salesiana em suas duas formas.
Como educador exemplar dos jovens, especialmente dos aprendizes e dos jovens trabalhadores, e como animador do oratório e dos grupos juvenis, é-nos de exemplo e estímulo em nosso esforço de anunciar aos jovens o evangelho da alegria mediante a pedagogia da bondade. No segundo ano de preparação ao Bicentenário, esta perspectiva estimula-nos com ardor e entusiasmo em nossa missão entre os jovens dos ambientes populares que se iniciam no trabalho e entre os jovens trabalhadores que, muitas vezes, encontram dificuldades e vivem facilmente expostos a injustiças.
Enquanto damos graças a Deus por este novo dom que confirma e marca com o sangue o carisma salesiano de Dom Bosco, gostaria de convidar cada Inspetoria a programar um encontro de reflexão e um momento celebrativo como sinal concreto de acolhida do dom da beatificação deste nosso irmão coadjutor mártir e de renovado compromisso com a nossa vocação, sustentados pelo seu exemplo e pela sua intercessão.
Convido-os, ainda, a lerem a sua biografia de próxima publicação e apresentá-la aos jovens e aos formandos, especialmente os que estão nas primeiras fases em que se faz o discernimento sobre as duas formas da vocação salesiana. As figuras do Beato Artêmides Zatti, do Mártir Estevão Sándor e do Venerável Simão Srugi representam um trítico de beleza singular, que nos apresenta a variedade e a riqueza da figura do salesiano coadjutor.
Cumprimento-os a todos com afeto. Em Dom Bosco,


P Pascual Chávez Villanueva
Reitor-Mor

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Maín: uma jovem de fé!


É uma figura singular, que nos lembra que a santidade é possível, é quotidiana, que a podemos viver e fazer brilhar em torno de nós, seguindo pelo caminho da Fé. 

Não se nasce santos, mas consegue-se sê-lo respondendo à graça de Deus, ouvindo as pessoas que Ele nos põe ao lado, falando sobretudo com Deus na oração. 

Foi uma mulher de grande fé que soube reconhecer a presença de Jesus na Eucaristia e no semblante dos pobres, das educandas, das irmãs; exortando a querer bem a todos não só com palavras mas também com o exemplo, com as obras. 

Na comunidade animada pela Irmã Maria Domingas o clima de acolhida e de autêntica humanidade de relações se harmonizava com uma Fé simples e profunda na presença de Deus. E tudo isso conferia um tom inconfundível ao ambiente. Dom Bosco numa sua carta escrita em Mornese menciona com incisividade de expressões essa atmosfera espiritual: “Aqui o clima está bem arejado, embora seja grande o calor do amor a Deus”. (P. Cameroni-ANS)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Um jovem de fé: Domingos Sávio


Em toda a Família Salesiana celebramos hoje o querido jovem Domingos Sávio, o primeiro fruto de santidade do Sistema Preventivo de Dom Bosco.
Este jovem santo é a confirmação de que o método educativo e evangelizador de Dom Bosco, poder levar qualquer jovem, de qualquer lugar e idade, aos níveis altos da santidade.

Desenho sobre Domingos feito
segundo as indicações dos companheiros
«Certo dia quis Dom Bosco mostrar um sinal de especial benevolência aos seus jovens da Casa e lhes ofereceu a possibilidade de pedirem quanto ele lhes pudesse dar, prometendo-lhes que o faria. Todos podemos imaginar os extravagantes pedidos feitos pelos meninos. Sávio, tomando de um papel, escreveu apenas cinco palavras: “Peço que me faça santo!”. E Dom Bosco lhe deu a receita para fazer-se santo, três ingredientes mui bem integrados:

a alegria – quanto perturba e tira a paz, não agrada a Deus;
o cumprimento dos deveres de estudo e de oração;
fazer o bem aos outros.
Domingos Sávio seguiu à risca a receita aconselhada por seu Pai e Mestre. E em pouco tempo cruzou a linha de chegada da santidade». (Cameroni, sdb)

terça-feira, 9 de abril de 2013

Um salesiano coadjutor, novo Beato da Família Salesiana


Estêvão Sándor, coadjutor sdb, mártir da Fé
(Vaticano) O passado 27 de março, o Santo Padre o Papa Francisco recebeu em audiência o Cardeal Angelo Amato SDB, Prefeito da Congregação das Causas dos Santos. No decorrer da audiência o Sumo Pontífice autorizou a Congregação das Causas a promulgar o Decreto acerca do martírio do Servo de Deus (SdeD) Sr. Estêvão Sándor, Leigo professo da Sociedade de São Francisco de Sales (Salesianos de Dom Bosco), nascido em Szolnok (Hungria) no dia 26 de outubro de 1914 e justiçado por ódio à Fé, em Budapeste (Hungria), no dia 8 de junho de 1953.





Tendo conhecido Dom Bosco através do Boletim Salesiano, Estêvão Sándor sentiu-se imediatamente atraído pelo carisma salesiano. Em 1936 foi aceito no Clarisseum, de Budapeste, onde por dois anos fez o aspirantado, frequentando na Escola de Artes Gráficas ‘Dom Bosco’ o curso de técnico-impressor. Iniciou o noviciado, que teve de interromper por convocação às forças armadas. Em 1939 recebeu a dispensa definitiva e, terminado o noviciado, fez a primeira profissão no dia 8 de setembro de 1940 como Salesiano Irmão.
Destinado ao Clarisseum, empenhou-se ativamente no ensino nos cursos profissionais. Teve também como encargo a assistência no oratório. Foi promotor da Juventude Operária Católica. Finda a Segunda Guerra Mundial, empenhou-se na reconstrução material e moral da sociedade húngara, dedicando-se especialmente aos jovens mais pobres, que reunia e lhe ensinava um ofício.

Quando em 1949, o Estado, sob Mátyás Rákosi, se adonou dos bens eclesiásticos, e, mais, iniciaram as perseguições contra as escolas católicas, Sándor buscou salvar o salvável. Mas de golpe os religiosos viram-se destituídos de tudo e tiveram que se dispersar. Também Estêvão teve de abandonar a sua tipografia – que com o tempo se tornara bem conhecida – e “desaparecer”; mas, ao invés de refugiar-se no exterior, ficou no país para continuar a trabalhar pela juventude húngara. Conseguiu um emprego numa fábrica de detergentes, da Capital, continuando impávido e clandestinamente o seu apostolado, embora sabendo que era uma atividade rigorosamente proibida. Em julho de 1952 foi preso no seu posto de trabalho e nunca mais foi visto pelos coirmãos. Um documento oficial certifica o processo e a condenação à morte, executada por enforcamento, no dia 8 de junho de 1953.


“Rendemos graças a Deus por este dom à Igreja e à FS neste Ano da Fé – comentou o P. Pierluigi Cameroni, Postulador geral para a FS –. O novo mártir Estêvão Sándor, Salesiano Coadjutor, brilha como testemunha e intercessor, porque na esteira de Dom Bosco apresentou aos jovens o Evangelho da alegria através da pedagogia da bondade e da doação da própria vida. Agradecemos ao Papa Francisco por este mui especial presente no início do seu ministério pastoral”.
O ‘iter’ agora prevê a preparação do Decreto de martírio aos cuidados da Congregação das Causas dos Santos, em colaboração com o Postulador Geral. Sucessivamente será marcada a data da cerimônia de beatificação, visto que tratando-se de um mártir não se exige milagre. O sacrifício total no ato do martírio, como testemunho máximo de fé cristã, considera-se o ato supremo da ‘sequela de Cristo’.

sábado, 16 de março de 2013

Papa Francisco, os coadjutores e o Beato Zatti, sdb


(ANS – Roma) – O P. Juan Edmundo Vecchi, VIII Sucessor de Dom Bosco, na Carta “Beatificação do coadjutor Artêmides Zatti: uma novidade empolgante” acolheu um testemunho do P. Jorge Mario Bergoglio SJ, hoje Papa Francisco, que pôde conhecer a intercessão do Beato. Repropomos a passagem da Carta do P. Vecchi (ACG 376).

Não será inútil ouvir de alguém que experimentou a eficaz intercessão de Artêmides Zatti exactamente a respeito da vocação do consagrado leigo, e teve a delicada atenção de nos referir a sua experiência. Trata-se de Sua Emcia. Dom Jorge Mário Cardeal Bergoglio, Arcebispo de Buenos Aires e Provincial dos Jesuítas aos tempos em que nos prestou o seguinte testemunho.
Transcrevo o texto da carta, enviada ao P. Caetano Bruno SDB e datada de
Buenos Aires, 18 de maio de 1986.

«Caríssimo P. Bruno: Pax Christi! Em sua carta de 24 de fevereiro, o senhor me pedia que tentasse escrever alguma coisa a respeito da sua experiência tida com o Sr. Zatti (do qual me tornei grande amigo), relativamente às vocações de Irmãos Coadjutores. […]


Estávamos com mui grande penúria de Confrades Coadjutores. Tomo como referência o ano de 1976, ano em que conheci a vida do Sr. Zatti. Nesse ano, o Irmão mais jovem tinha 35 anos, era enfermeiro, e morreria quatro anos mais tarde, vítima de um tumor cerebral. O que o seguia, em idade, tinha 46 anos; e o que vinha depois desse, 50. Os outros, todos idosos (continuando a trabalhar apesar dos mais de 80 anos). Este “quadro demográfico” dos irmãos Coadjutores na circunscrição argentina induzia muitos a pensar que se tratava de uma situação irreversível e que não apareceriam outras vocações. Alguns, até, se interrogavam sobre a “atualidade” da vocação do Confrade Coadjutor na Companhia, porque – levando em consideração os fatos – parecia que se haveriam de extinguir. Além disso, faziam-se esforços em vários lugares para delinear uma “imagem nova” do Irmão Coadjutor, para ver se – por esse caminho – se ofereceria um apelo mais forte sobre os jovens que quisessem seguir esse ideal.

Por outro lado, o Padre Geral, P. Pedro Arrupe SJ, insistia com força sobre a necessidade da vocação do Irmão Coadjutor para o inteiro corpo da Companhia. Chegou a dizer que a Companhia não seria a Companhia, sem os Coadjutores. Os esforços feitos pelo P. Arrupe nessa área foram ingentes. A crise era não era apenas de alguma Província, mas de toda a Companhia (relativamente às vocações de Coadjutores).

Em 1976, creio que pelo mês de setembro, aproximadamente, durante uma visita canônica aos missionários jesuítas do norte argentino, detive-me alguns dias no Arcebispado de Salta. Ali, entre uma conversa e outra de fim de refeição, Dom Pérez me racontou a vida do Sr. Zatti. Deu-me até o livro de sua vida. Chamou-me a atenção a sua figura tão completa de Coadjutor. Naquele momento senti que devia pedir a Deus, por intercessão daquele grande Coadjutor, que nos mandasse vocações de Coadjutores. Fiz novenas e pedi aos noviços que a fizessem. […]

Em Salta senti em várias ocasiões a inspiração de recomendar ao Senhor e à Senhora do Milagre, o aumento de vocações da Província (isto em geral, e não especificadamente de Coadjutores, coisa que fiz com o Sr. Zatti). Além disso fiz uma promessa: que os noviços iriam em peregrinação na festa do Senhor do Milagre, se alcançássemos o número de 35 noviços (e isto se realizou em setembro de 1979).

Volto ao pedido de vocações de Coadjutores. Em julho de 1977 entrou o primeiro Coadjutor jovem (atualmente com 32 anos). No dia 29 de outubro daquele mesmo ano entrou o segundo (atualmente com 33)».

A carta prossegue, apresentando ano por ano o elenco de outros 16 coadjutores que entraram de 1978 a 1986. E continua:

«Desde que começamos as orações ao Sr. Zatti, entraram 18 Irmãos jovens, que perseveram, e outros cinco que deixaram o noviciado ou o juniorato. Ao todo, 23 vocações.

Os noviços, os estudantes e os Coadjutores jovens fizeram várias vezes a Novena em honra do Sr. Zatti, pedindo vocações de Coadjutores. Eu mesmo a fiz. Estou convencido da sua intercessão para esse problema, porque, considerando o número, é um caso raro na Companhia. Em agradecimento, na 2ª e 3ª edição do Devocionário do Sagrado Coração, pusemos a Novena para pedir a Canonização do Sr. Zatti.

Um dado interessante é a qualidade dos que entraram e que perseveram. São jovens que querem ser Irmãos Coadjutores como os queria Santo Inácio, sem ilusões... Para nós a vocação do Confrade Coadjutor é muito importante. O P. Arrupe dizia que a Companhia, sem eles, não seria a Companhia. Eles têm um carisma especial que se alimenta na oração e no trabalho. E fazem bem a todo o corpo da Companhia. […] São piedosos, alegres, trabalhadores, saudáveis. Muito viris, são conscientes da vocação a que foram chamados. Sentem especial responsabilidade de rezar pelos jovens Estudantes jesuítas que se preparam ao sacerdócio. Neles não se vêem “complexos de inferioridade” pelo fato de não serem sacerdotes; nem lhes passa pela cabeça aspirar ao diaconato…, etc.; sabem qual seja a sua vocação: e assim a querem. Isto é salutar. Faz bem.

Esta foi, em linhas gerais, a história da minha relação com o Sr. Zatti a respeito do problema das vocações de Irmãos Coadjutores para a Companhia. Repito que estou convencido da sua intercessão, porque sei quanto temos rezado pondo-o como nosso advogado.
Nada mais por hoje. Seu afeiçoadíssimo em Nosso Senhor e em Sua Mãe Santíssima,
Jorge Mario Bergoglio SJ »

Um esplêndido estímulo também para nós a fim de interpormos a intercessão do nosso Artêmides Zatti em favor do aumento de boas e santas vocações de Salesianos Irmãos.