quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Comunicado do Conselho Provincial da Família Salesiana


INTRODUÇÃO

No dia 4 de Novembro de 2012, na sede da Visitadoria Salesiana, reuniu-se o Conselho Provincial da Família salesiana. Estiveram presentes representantes de todos os grupos existentes em Moçambique.

Este segundo encontro anual do Conselho Provincial da Família Salesiana, visa orientar as programações dos diferentes grupos para o ano 2013.

Como introdução ao encontro, P. Miguel Angel Delgado apresentou a estreia do Reitor Maior para o ano 2013 à que seguiu uma conversa do Conselho, para indicar os centros de coincidência de todos os grupos da Família salesiana para as programações do próximo ano.

COMUNICADO

            O Conselho Provincial da Família salesiana propõe a todos os grupos nele representados, acolher as linhas que seguem na programação pastoral para 2013.

            Recebemos com coração agradecido as orientações pastorais da Igreja e tratamos de aplica-las, seguindo a caminhada proposta pelo Reitor Maior, com os olhos colocados no «Bicentenário do nascimento de Dom Bosco» (2015). Centramo-nos, neste segundo ano de preparação, na visão pedagógica do Pai da nossa Família salesiana, tratando de assumir as suas opções educativas.

1.      ANO DA FÉ: Vivermos este ano de graça, aprofundando a beleza da Fé, o que o Reitor Maior chama de «evangelho da alegria», tão característico da nossa Família. E nos empenharmos com especial dedicação à Catequese.

2.      EXORTAÇÃO APOSTÓLICA «O SERVIÇO DE AFRICA»: Sermos «portadores, testemunhas e missionários» da reconciliação, do perdão e da paz, fortalece a convicção evangelizadora da nossa Família e a decisão de trabalharmos com a «pedagogia da bondade», lembrada pelo Reitor Maior.

3.      ESTREIA DO REITOR MAIOR PARA 2013: «Como Dom Bosco educador, ofereçamos aos jovens o Evangelho da alegria, mediante a pedagogia da bondade». Recebemos este convite a fazer actual o Sistema Preventivo de Dom Bosco, sintetizado no binómio: «honestos cidadãos e bons cristãos», encontrando a forma de aplicar este sistema à defesa dos Direitos Humanos, especialmente das crianças e jovens.

4.      ORIENTAÇÕES PASTORAIS DOS BISPOS DE MOÇAMBIQUE: Agradecemos e acolhemos as orientações dos nossos bispos, especialmente as dos últimos documentos: Nota pastoral «Construir a democracia para preservar a paz» e a Carta pastoral «Salvaguardar a vida humana»

5.      CARTA DA IDENTIDADE DA FAMÍLIA SALESIANA: Estudamos com interesse este documento que nos oferece o Reitor Maior, fruto da reflexão dos Conselhos centrais dos grupos da Família salesiana.

ACTIVIDADES COMUNS:

            No mesmo encontro do Conselho provincial da Família salesiana tomamos estes empenhos:

·         Estudem os Conselhos SDB-FMA a possibilidade de, com a colaboração de todos os grupos, organizar um «Congresso nacional sobre o Sistema Preventivo de Dom Bosco».

·         Realizar algum Retiro espiritual aberto a todos os grupos da Família salesiana.


Esperamos que este comunicado favoreça o apreço e valorização mútua entre os grupos da Família salesiana e que nos ajude a trabalharmos, sempre mais, como verdadeira Família espiritual.

Maputo, 4 de Novembro de 2013


terça-feira, 27 de novembro de 2012

Agradecimento em nome das Crianças


(ANS – Nova Iorque) “É uma honra colaborar convosco – esse o coração da mensagem que Meg Gardinier, Diretora do Dia Mundial de Oração e Ação pelas Crianças, enviou ao Reitor-Mor dos Salesianos, P. Pascual Chávez, por sua convicta adesão à iniciativa. É um agradecimento que, através do P. Chávez, se estende a toda a Congregação.

“Rogo aceiteis a minha afetuosa saudação, da parte do Secretariado do Dia Mundial de Oração e Ação pelas Crianças, com sede em New York – inicia a carta da Dra. Gardinier –. Gostaria de expressar o nosso mais sentido agradecimento e apreço por vossa gentil promoção do Dia Mundial de Oração e Ação pelas Crianças, através da vossa Congregação de alcance global e dedicada à Infância – os Salesianos de Dom Bosco”.

A Dra. Gardinier prossegue recordando a história do Dia Mundial, o empenho da Entidade promotora – Ongue “Arigatou International”, com sede em Hiroshima – e o percurso já feito por essa recente iniciativa, não deixando de sublinhar a estreita vizinhança entre a filosofia do Dia Mundial e o Carisma salesiano: “A nossa missão, de rezar e agir em favor das Crianças de todo o mundo, relembra intimamente os fundamentais princípios religiosos de Dom Bosco. É através da vital combinação de oração e de ação que se pode construir um mundo para as crianças, um mundo menos violento e mais justo”.

Ao agradecer ao P. Chávez pelo empenho a transferir a mensagem do Dia Mundial até às últimas realidade locais da Congregação salesiana, a Diretora Gardinier conclui expressando a própria admiração pelos Salesianos: “Rogo-vos ao mesmo tempo aceiteis a nossa gratidão e o respeito pelo empenho que V. Sria. e os Salesianos de Dom Bosco dedicais quotidianamente em todo o mundo por salvar e melhorar a vida de tantas pessoas, educando os jovens e valorizando a vida de suas famílias e comunidades”.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Palavras de despedida do Reitor Mor como presidente dos Superiores Religiosos


(Extracto de ANS – Roma) Realizou-se no dia 21 de novembro, os trabalhos da 80ª Assembleia Semestral da União dos Superiores Gerais (USG). No Salesianum, de Roma, cerca de 130 Superiores de Ordens e Congregações Religiosas confrontam-se sobre o tema “Na Fé evangelizamos”.  Nesta Assembleia foram eleitos o novo Presidente, Vice-Presidente e Membros do Conselho.

O P. Pascual Chávez, Reitor-Mor dos Salesianos e Presidente da USG, ao termo do seu segundo mandato (2006-2009 e 2009-2012), abriu a Assembleia indicando os laços entre a Assembleia USG e o Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização, que contou com a participação também de vários membros da USG: “O tema tem a ver com a nossa vocação de discípulos do Senhor Jesus, que nos chama a ‘estar com Ele’ quais amigos, a ‘pregar’ e a colaborar na construção do Reino de Deus”.

Adentrando o sub-tema da assembleia – crise econômica e suas implicações para a vida Consagrada – o P. Chávez confirmou como o atual contexto social e eclesial represente para a Igreja e para todos os religiosos um desafio. Perante o campo da missão, que já se estendeu a todo o mundo e que compreende até um novo continente – o continente digital – e, perante a “desertificação espiritual”, a Vida Consagrada pode repartir com novo elã: “No deserto há necessidade sobretudo de pessoas de fé, que, com sua própria vida, indicam o caminho pelo rumo da Terra Prometida, mantendo assim desperta a esperança” – disse o Presidente da USG, citando Bento XVI.

Sublinhando a necessidade do testemunho e da proposta da Fé, sem nunca a impor, o Presidente USG relembrou a experiência amadurecida pelos religiosos na área da evangelização: “A Vida Consagrada sempre se distinguiu por sua solicitude em favor da primeira evangelização; na ‘missio ad gentes’ da Igreja a sua contribuição foi e ainda é determinante. O mesmo empenho ela o demonstrou e continua a demonstrar pela evangelização ordinária (…) com suas variadas expressões em campos especializados”.

O P. Chávez concluiu indicando o objetivo que compete agora aos Superiores Gerais: “Assumir cabalmente o espírito e as grandes opções desse Sínodo sobre a Nova Evangelização para a transmissão da fé, contribuindo naturalmente com o específico da Vida Consagrada e com o que é próprio do carisma e missão de cada uma das Ordens, Congregações e Institutos Religiosos”.

domingo, 25 de novembro de 2012

O Salesiano P. Botta relembra a Beata Troncatti


(ANS – Roma) – O P. Angelo Botta, nascido em 1924 e missionário desde 1939 no Equador, guarda por entre as suas memórias também algumas lembranças da próxima Bem-aventurada Ir. Maria Troncatti, Conheceu-a passando pelas obras das Filhas de Maria Auxiliadora durante o seu mandato de Inspetor, no Equador (1967-1973). Foi ele quem celebrou a Eucaristia de Exéquias.

Quando foi que conheceu a Ir. Maria Troncatti?
Conheci-a quando foi mandado às missões, no Equador, como Inspetor. A Sucúa chegava-se de avião. Uma vez em terra, antes de chegar à Casa dos Salesianos, passava-se na frente do hospital, cuidado pelas Filhas de Maria Auxiliadora e ali, à porta, estava a Ir. Troncatti, sentinela vigilante e prontíssima. Nesse tempo, já carregada também de achaques, se limitava ao acolhimento. Mas um acolhimento digno de uma mãe!


Há algum episódio da sua vida que recorda especialmente?
Lembrarei brevemente três.
O pranto que precede o regresso à missão, depois de alguns dias de permanência em Guaiaquil, e a explicação que dá às coirmãs daquela comunidade: “Antes não sabia o que era a missão”.
A fotografia do casebre que nos inícios funcionava como centro-missão e que manda aos seus na Itália com a escrita: “Nesta cabana se encontra a felicidade”.
A grande dor, muitos anos mais tarde, por ocasião do incêndio doloso que destruiu a residência dos Salesianos, com o perigo de uma vingança cruenta por parte dos Shuar que não queriam saber do seu convite ao perdão: “Mãe, não se intrometa! Esta é uma partida de caça totalmente nossa!”.


Qual o aspecto do seu testemunho que mais o impressionou?
A caridade incondicionada que a levou a doar totalmente a vida, com alegria e sacrifício. Nunca se poupou, sequer quando a saúde já a tinha abandonado. Fê-lo servindo a todos, sem distinção de raça e cultura, feliz quando podia colher frutos de bem, mas respondendo com bondade generosa também à ingratidão.


Qual o aspecto do carisma salesiano julga tenha ela maiormente encarnado?
A caridade, o amor, de que falei acima, ancorada nas colunas “salesianas” da Eucaristia e de Maria Auxiliadora. Era apenas uma enfermeira diplomada. Entretanto teve de trabalhar por muitos anos como cirurgiã, e com meios rudimentares. Mas talhou e suturou invocando Jesus e a Auxiliadora, e as operações resultavam exitosas também na selva.


Qual era o relacionamento da Ir. Troncatti com os coirmãos salesianos?
Era o relacionamento de uma mãe dentro de uma família numerosa. Creio que seja esta a expressão melhor. Representa, além disso, quanto tantas FMA foram para os Salesianos empenhados no difícil trabalho das missões do Equador naqueles primeiros árduos tempos, quando por vezes os missionários se sentiam perdidos e inseguros: gestos e cuidados como os a eles oferecidos pela Ir. Troncatti e por suas coirmãs confortavam, reanimavam, davam segurança.


Que sente na iminência da sua beatificação?
Muita alegria, pela qual agradeço e bendigo a Deus. Na beatificação da Ir. Troncatti vejo o reconhecimento oficial da santidade de um sem-número de FMA que doaram com humildade a vida a Deus e aos mais pobres, de modo escondido e feliz, naquelas nossas missões e em tantas outras espalhadas pelo mundo. Será festa de muitas no paraíso, junto com ela! Enfim o primeiro grande milagre da Ir. Troncatti, não registrado nos atos oficiais. Quando ela ia tomar aquele último avião, fazia-o com a grande dor de deixar atrás a cidadezinha de Sucúa dilacerada pela ameaça tanto de alguns “brancos” desconhecidos e escondidos que queriam incendiar quanto restava da missão dos Salesianos, quanto de muitos Shuar que abertamente ameaçavam vinganças cruentas. Pois bem, poucas horas depois, em torno do seu féretro, inundado de orações e de lágrimas, explodiram o perdão e a paz: Sucúa voltava a ser uma cidadezinha de irmãos cristãos. 

sábado, 24 de novembro de 2012

O Reitor Mor escreve sobre a nova Beata Troncatti


ANS – Roma) – Por ocasião da beatificação da Ir. Maria Troncatti, o P. Pascual Chávez escreveu uma mensagem em que relembra sua figura e a herança deixada.

Aceito com muito prazer o convite de dirigir uma Mensagem por ocasião da Beatificação da Irmã Maria Troncatti, Filha de Maria Auxiliadora, beatificação que se dará em Macas, Equador, no dia 24 de novembro de 2012.
 
Trata-se de reconhecer, à luz da fé, o evento dessa mulher singular, consagrada, missionária e mãe para todos aqueles que tiveram a graça de se encontrar com ela. É sobretudo o testemunho de quem realmente viveu a paixão apostólica do “Da mihi animas, cetera tolle”, aceitando a exigente ascese do “Trabalho e temperança”, como condição indispensável para “produzir fruto”. Esta FMA na selva amazônica do Equador se fez “médica” para os corpos e para as almas: enquanto curava e socorria, evangelizava, anunciando e testemunhando a todos o amor infinito do Pai e a ternura materna de Nossa Sra. Auxiliadora. Com a sua Beatificação quer-se fazer viva memória de uma numerosa falange de generosos e heróicos Salesianos missionários e Filhas de Maria Auxiliadora, que na selva amazônica do Equador semearam, por entre lágrimas, suor e, com freqüência, com a própria vida, a semente do Evangelho.
 
A Beatificação da Irmã Troncatti é sinal privilegiado do amor de Deus por toda a Família Salesiana, pelo Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora especialmente. A santidade de Família honra a todos os grupos que se identificam na espiritualidade salesiana de Dom Bosco e de Madre Mazzarello. É estímulo a viver com paixão o carisma, e a transmiti-lo às jovens gerações num mundo não apenas cheio de desafios mas também rico de sinais de esperança.


A vida de Maria Troncatti foi realmente consagrada na verdade, operando a partir de Deus, em comunhão com Jesus Cristo, no amor do Espírito Santo. Uniu-se e conformou-se a Jesus Cristo, renunciando a si mesma e vivendo com fidelidade os empenhos assumidos com a sua Profissão religiosa. Graças à sua fé e ao sacrifício constante de si, refulge pela sua extraordinária capacidade de saber conjugar de modo admirável o anúncio do Evangelho e a promoção humana, obtendo frutos de conversão espiritual e de libertação humana e social. Ela pertence ao denso grupo de pessoas, de que brotaram e jorram viçosos rios de vida, repleta como estava do gáudio da fé, vivida na radicalidade da obediência e na força do amor.
É significativo e comovente que a Igreja reconheça de modo oficial, exatamente no ano dedicado à Fé, a santidade dessa Filha sua, tornando-a sinal de esperança para este nosso mundo, pelo qual perpassa e cresce um difuso analfabetismo religioso. Para ela toda a ocasião era oportuna para indicar a salvação em nome de Jesus e de Maria: seja cozinhando, seja assistindo aos doentes, seja medicando, sempre a palavra evangélica era por ela semeada no íntimo das pessoas, que baixava como remédio que cura as feridas e as chagas dos corações e das almas. A sua beatificação nos ajuda a recordar que as missões possuem o seu centro no Anúncio da salvação no nome de Jesus Cristo.

Desejo enfim recordar que este evento de graça sobrevém na caminhada de preparação ao Bicentenário de nascimento do nosso Pai e Fundador Dom Bosco. A nova Bem-Aventurada encarnou de modo singular o lema salesiano “Da mihi animas, cetera tolle”, através de um zelo e de uma dedicação incondicional pelas almas, até ao dom da sua própria vida. A Ir. Maria preocupava-se pelo homem todo, por suas necessidades físicas e espirituais. Com o seu exemplo e a sua Mensagem relembra a todos os Membros da Família Salesiana que não se preocupem apenas com o corpo mas também com as necessidades da alma do homem. Quantas almas salvas! Quantas crianças arrancadas à morte segura! Quantas meninas e mulheres defendidas na sua dignidade! Quantas famílias formadas e conservadas na verdade do amor conjugal e familiar! Quantos incêndios de ódio e de vingança extintos pela força da paciência e pela doação da própria vida! E tudo isso vivido com grande zelo apostólico e missionário, uma disponibilidade contínua, uma dedicação renovada cada dia aos pés do Altar, uma entrega até ao sacrifício supremo da vida pela reconciliação e a paz.

Que a Bv. Maria Troncatti nos obtenha a graça de corresponder generosamente à vocação cristã. E desperte em nossas famílias e comunidades cristãs e religiosas, o dom da Fé e o empenho por anunciar o Evangelho sobretudo aos Jovens e aos Pobres.
P. Pascual Chávez Villanueva
Reitor-Mor

Beata Maria Troncatti, Salesiana de Dom Bosco






BEATA 
MARIA TRONCATTI

Rogai por nós!









Nasceu em Corteno Golgi (Brescia) no dia 16 de Fevereiro de 1883.

Na família numerosa, cresceu alegre e trabalhadeira, dividindo-se entre os trabalhos do campo e o cuidado dos irmãozinhos, no clima cálido de afeto dos pais exemplares.
Assídua à catequese paroquial e aos Sacramentos, a adolescente Maria amadurece um profundo senso cristão que a abre aos valores da vocação religiosa.


Por obediência ao pai e ao Pároco, portanto, espera atingir a maioridade antes de pedir a admissão no Instituto Filhas de Maria Auxiliadora e faz a Primeira Profissão em 1908 em Nizza Monferrato.

Durante a primeira guerra mundial (1915-1918) Ir. Maria acompanha, em Varazze, cursos de assistência sanitária e trabalha como enfermeira da cruz vermelha no hospital militar: uma experiência que lhe será muito mais preciosa ao longo de sua longa atividade missionária na floresta amazônica do Oriente equatoriano.


Ir. Troncatti nos primeiros anos da missão
Partiu, de fato, para o Equador em 1922, foi mandada entre os indígenas shuar, onde, com outras duas irmãs, inicia um difícil trabalho de evangelização em meio a riscos de todos os gêneros, inclusive aqueles causados pelos animais da floresta e das ciladas dos turbulentos rios a serem atravessados a nado ou sobre frágeis "pontes" de cipós, ou ainda sobre os ombros dos índios.


Macas, Sevilla, Dom Bosco, Sucúa são alguns dos "milagres" florescentes, ainda hoje, da ação de Ir. Maria Troncatti: enfermeira, cirurgiã ortopedista, dentista e anestesista... Mas, sobretudo, catequista e evangelizadora, rica de maravilhosos recursos de fé, de paciência e de amor fraterno. 

Sua obra shuar, para a promoção da mulher, floresce em centenas de novas famílias cristãs, formadas, pela primeira vez, sobre a livre escolha pessoal dos jovens esposos.


Ir. Maria morreu em um trágico acidente aéreo em Sucúa no dia 25 de Agosto de 1969. Seus restos mortais repousam em Macas, na Província de Morona (Equador).

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Ultimos momentos da vida da Beata Maria Troncatti, Fma



 Continuamos com o testemunho vivo do salesiano Cossu que trabalhou e viveu os ultimos tempos perto de Maria Troncatti. Neste testemunho de hoje vai-nos contar como sucedeu a sua morte.

(ANS – Roma) – Com emoção o Sr. Cosimo Cossu, salesiano irmão, relembra aquela segunda-feira, 25 de agosto de 1969, dia da morte da Ir. Maria Troncatti. Então com 28 anos, o Sr. Cossu mantinha um relacionamento de grande confiança com a futura Beata, que ele chamava “abuelita” (Vó) e que ela, por sua vez, lhe chamava “Cosmito” (Cosmezinho).
Com crianças shuar
O P. Angelo Botta, então Inspetor dos Salesianos do Equador, Cuenca, depois do incêndio doloso que destruíra a residência dos salesianos na noite de 4 a 5 de julho, deixou o Sr. Cossu e o P. Krovina em Sucúa, transferindo o P. Pedro Gabrielli e P. Jan Shutka para o litoral.
Na manhã de 25 de agosto de 1969, o Sr. Cossu foi chamado pela diretora das FMA, Ir. Marguerita Haro para solucionar um pequeno problema: a Ir. Maria não se animava a partir para os exercícios espirituais. Um deslizamento de terra havia obstruído a estrada, sendo por isso forçoso viajar de avião. O viagem custaria um bocado de dinheiro e isso não agradava à Ir. Maria. E mais: ela preferia a Companhia aérea TAO, não a SAN; e naquela manhã não estavam previstos voos da TAO.
O Sr. Cossu conseguiu convencer a Ir. Maria. “Obrigado, Cosimo! Sabia que ao Sr. ela não podia dizer não” – disse a Diretora quando soube do bom êxito da mediação. Enquanto a Ir. Maria preparava a mala, o Sr. Cossu e o Dr. Contreras, jovem médico apenas formado, que prestava serviço no hospital salesiano, foram ao aeroporto, a três quilômetros e meio, para comprar a passagem.
Nos meios de transporte da época
Voltando à obra salesiana, encontrou a Ir. Maria com a mala pronta. O jipe deu meia-volta: e foi em disparada para a pista, levando a Irmã Maria, a Ir. Blanca e a Ir. Imelda. parando a poucos metros da escadinha do avião que, por surpresa, era exatamente da TAO. “Vozinha, voa-se com a TAO! Satisfeita?” – exclamou o Ir. Cossu. “Ah ‘Cosmito’! Que bom! Agora estou tranquila!” – foi a resposta da Ir. Maria.

Enquanto o avião taxiava pela pista, o Sr. Cossu e o Dr. Contreras voltaram à Casa salesiana. Apenas chegados e retomados os próprios afazeres, receberam a trágica e triste notícia da queda do avião.
O Dr. Contreras  precedera o Sr. Cossu no local do impacto. O avião, apenas decolado, a uns 15 metros do solo, começara a ter problemas de estabilidade: a manobra desesperada dos pilotos para evitar uma árvore causou o impacto com o solo e a abertura da porta. “Os assentos, onde estavam sentadas uma ao lado da outra a Ir. Maria e a Ir. Blanca, se desprenderam e elas foram projetadas para fora do avião. A Ir. Maria morreu na hora. A Ir. Blanca quebrou a espinha dorsal – relata o Sr. Cossu –. E a Ir. Imelda, ainda sentada no avião, embora em estado de choque, saiu-se ilesa, sem qualquer arranhão. Um dos motores continuava a roncar num ruído infernal, constituindo-se num perigo para todos: todo o mundo estava com medo”.
No posto de saúde
O Dr. Contreras constatou logo a morte da Ir. Maria. “Mas, excelente médico que era, não disse nada; apenas: ‘Está desmaiada! Levem-na para o hospital!”. E assim, enquanto a Ir. Blanca, os dois pilotos, o responsável de cabina e um rapaz foram transportados a Cuenca a toda pressa com um avião da SAN, ali chegado havia pouco, o Sr. Cossu transportou, sem saber da realidade, o corpo da Ir. Maria para o hospital.
“Viajava a 20 ou 30 por hora, temendo fazer-lhe mal, por entre os solavancos de um buraco e outro da estrada branca. A todos parecia que ela se movesse. Estávamos certos de que ela ainda vivia” – conta o Sr. Cossu –. Não conseguimos trocar uma palavra naqueles dez minutos que nos separavam do hospital; não queríamos acordá-la!”.
O avião em que morreu a Ir. Troncatti após o accidente
Colocada sobre uma mesa do hospital todos foram convidados a sair da sala. Entrementes, todo o povo de Sucúa começou a reunir-se na frente do hospital, pedindo notícias: “Queremos vê-la! Queremos saber como está! A Ir. Maria é também nossa! Queremos vê-la!”.
O Dr. Contreras mandou chamar o Sr. Cossu, informando-lhe do real estado da situação: “Cosimo, ela morreu na hora em que o avião caiu. Eu não podia dizer nada!”.
Foi assim que o Ir. Cossu, com a morte na alma, saiu do hospital e olhando para o povo de Sucúa lhe deu a triste notícia da morte da Ir. Maria Troncatti.
“Hoje, à distância de 43 anos – conclui o Sr. Cossu -  ao ver-Te subir aos Altares, a dor se transforma em consolo, a tristeza numa santa, sadia, incontida alegria, como incontida foi a prova de sofrimento e dor que viveram as Tuas coirmãs, os Salesianos, o Povo de Sucúa e toda a Inspetoria”.

Pensamentos da Beata Maria Troncatti, Fma

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Assim era a Ir. Troncatti, salesiana

Ir. Troncatti ao final da sua vida

(ANS – Roma) – O sr. Cosimo Cossu, salesiano coadjutor, missionário no Equador por perto de 20 anos, é uma das testemunhas da morte da próxima futura beata Ir. Maria Troncatti, morta tragicamente num desastre aéreo em Sucúa, Equador, no dia 25 de agosto de 1969. O Sr. Cossu contou e recontou as suas memórias e o papel que desempenhou na trágica circunstância em que perdeu a vida a Filha de Maria Auxiliadora. ANS propõe hoje a primeira parte do seu testemunho.

A narração, do Sr. Cossu concentra-se nos últimos dois meses da Ir. Maria Troncatti, que no próximo dia 24 de novembro, em Macas, Equador, será declarada bem-aventurada (bv.). O episódio de hoje desvela a sua profunda devoção à Virgem Maria e a total dedicação à missão a ela confiada.

A Sucúa os Salesianos e as Filhas de Maria Auxiliadora chegaram em 1925. O vilarejo, constituído inicialmente por algumas cabanas, começou a crescer em torno da obra salesiana que, com o tempo, passou a dispor de um internato masculino, com cerca de 120 jovens; de um feminino, com 130 meninas; de uma igreja pública; e de um hospital confiado aos cuidados das Filhas de Maria Auxiliadora. Sucúa em fins dos anos 60s era assim um centro habitado por cerca de 700 pessoas.

A Ir. Troncatti no inicios da sua missão
No mesmo período, entretanto, o relacionamento entre as populações locais shuar e os latifundiários começaram a se complicar. Os Shuar estavam sendo gradualmente defraudados de suas terras, que eles cediam por baixo preço aos grandes proprietários, que as usavam para pasto e comércio de carne. A posição de Sucúa era favorável e o pequeno aeroporto tornou-se um local de arrebanhamento, matadouro e expedição de carne.

O P. Jan Shutka, valendo-se de pessoas competentes, conseguiu fazer aprovar um decreto presidencial que proibia a venda de terrenos shuar a brancos, num raio de 500 km. Os latinfundiários reagiram.
O edificio alto é aquele queimado e contado nesta história
Na noite entre 4 e 5 de julho de 1969, uma construção em madeira, de três andares, onde moravam três salesianos – o Diretor, P. Pedro Gabrielli; o P. Jan Shutka; o P. Matej Krovina – e dois enviados do Ministério da Instrução Pública, de Quito, para presidirem os exames finais dos jovens, acabou em fumaça por um incêndio doloso. Uma família shuar testemunhou que a botar fogo tinham sido os brancos. “Garanto-lhes que viver uma noite como aquela, com chamas de 60 metros e uma força de calor que despedaçou as vidraças da igreja a 50 metros de distância, não foi brincadeira” – refere o Sr. Cossu.

O fato desencadeou a raiva das populações autóctones, que se alinharam em defesa dos salesianos, ameaçando represálias. Na manhã do dia 5 de julho, no pátio salesiano havia uma centena de indígenas, armados até aos dentes, decididos a exterminar os brancos. “O P. Shutka, provado pelo incêndio e pela consciência de ter sido o objetivo do louco gesto, ouviu a pergunta de um dos Chefes shuar ‘Padre, a que hora começamos?’ (Queria dizer: ‘Quando começamos a exterminar os brancos de Sucúa?) Era questão de horas e nenhum branco teria sobrevivido...” – conta o Salesiano Irmão.

Os dois salesianos: Ir. Troncatti e Ir. Cossimo
Que fez a Ir. Troncatti? “Sem que soubéssemos, porque não podia caminhar, fez-se levar de carro a Macas – a cerca de 25 quilômetros de Sucúa – onde tinha trabalhado por anos, e foi ao Santuário Mariano da Puríssima para impetrar da Virgem Maria a paz, e pacificar os seus filhos de Sucúa - refere o Sr. Cossu –. Oferecera a própria vida pelo povo que lhe havia sido confiado”.

Este episódio, à luz de quanto depois ocorreu no dia 25 de agosto seguinte, assumiu um sentido especial, porque a dura tensão entre as duas facções apagou-se perante o corpo morto da Ir. Troncatti.
As Filhas de Maria Auxiliadora, do Equador, ativaram em seu sítio uma seção dedicada à Ir. Maria Troncatti, No mesmo sítio, sábado de manhã, 24 de novembro, às horas 10h00 (GMT-5) será possível acompanhar ao vivo a beatificação presidida pelo Cardeal Angelo Amato SDB, Prefeito da Congregação das Causas dos Santos.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Mensagem do Reitor Mor para o Dia Internacional da Infância

(ANS – Roma) Por ocasião do Dia Mundial de Oração e de Ação pelas Crianças e pelos Jovens do mundo, o Reitor-Mor convida todas as comunidades salesianas do mundo a aumentar seu próprio empenho pela promoção e tutela do direito ao Registro de Nascimento de todas as crianças e jovens.

Fotos do artigo -RMG – MENSAGEM DO REITOR-MOR PARA O DIA INTERNACIONAL DA INFÂNCIACaríssimos irmãos, irmãs, salesianos, salesianas,

membros da Família Salesiana, jovens empenhados no voluntariado,o próximo dia 20 de novembro, em todo o mundo, celebra-se o Dia Internacional da Infância, aniversário que é da adoção da Convenção da ONU sobre os Direitos da Infância e da Adolescência (CRC) de 1989.


Desde 2009, o dia 20 de novembro é também ocasião para celebrar o Dia Mundial de Oração e Ação pelas Crianças e Jovens do mundo inteiro.

Tanto em 2010 quanto em 2011 enviei a todos uma mensagem de adesão a esta grande iniciativa inter-religiosa, promovida pela Rede Global das Religiões pela Infância (GNRC) com o apoio de Arigatou International, afirmando que só se os líderes religiosos e todos nós soubermos unir esforços poder-se-á dar uma resposta adequada às dramáticas e maciças violações da dignidade e dos direitos fundamentais das crianças e dos jovens em todo o mundo.

Neste ano, por ocasião do 20 de Novembro, quero lançar um apelo de oração e de ação: “Por uma promoção universal do direito ao Registro de Nascimento, como instrumento de luta à pobreza e de prevenção à violência contra as crianças: nunca mais crianças e jovens “inexistentes”.

50 milhões de crianças no mundo é como se não existissem, porque o seu nascimento nunca foi registrado em parte alguma. Elas por isso não podem documentar seu nome, sua nacionalidade, sua idade. E gravíssimas são as consequências de tal omissão: exclusão escolar, não-assistência sanitária, tráfico de crianças e adolescentes, exploração no trabalho, matrimônios precoces, recrutamento forçado. A Certidão de nascimento permite a uma pessoa tornar-se cidadão, assegura a proteção e o respeito aos direitos elementares. Os adultos sem registro de nascimento não poderão nunca obter legalmente um passaporte; viajar; casar; ter acesso a educação, a formação, a assistência sanitária; adquirir uma propriedade; herdar; deter um trabalho formal.

Na caminhada de aproximação ao bicentenário de nascimento do nosso santo, para nós, Família Salesiana, é necessário repercorrer em profundidade as pegadas de Dom Bosco, pai e mestre da juventude.

É um patrimônio maravilhoso o que detém a Família Salesiana entre mãos: 15 milhões de meninos e meninas, em 133 países do mundo. Reconhecemo-lo com humildade, mas também com consciência. Como fez Dom Bosco em seu tempo, devemos ser protagonistas da sua salvação.

Anseio por que as comunidades salesianas sejam capazes de promover incisivas alianças, unindo-se a outros homens e mulheres de fé, e sejam força propulsora na criação de uma nova cultura de promoção e proteção aos direitos humanos, “sem discriminação alguma, independentemente de qualquer consideração de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou outra da criança, de seus pais ou representantes legais, ou da sua origem nacional, étnica ou social, fortuna, incapacidade, nascimento ou de qualquer outra situação” (art. 2, Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança).
P. Pascual Chávez V.

Reitor-Mor


Jovens de Moamba reunidos no Sabié


No dia 7 de Outubro, cerca de 35 jovens da zona pastoral número oito estiveram reunidos na comunidade S. Vicente de Paulo, no Sábié. O encontro tinha em vista a partilha da experiência de fé e conviver juntos. Do programa constou a celebração eucarística, o lanche, o debate e partilha do tema da paz, antecedido de uma pequena reflexão acerca do Sacramento do Baptismo e Confissão. Era oportuno reflectir sobre este tema, celebrados no dia quatro 20 anos da assinatura dos acordos de paz em Roma.
Após o almoço, tivemos o passeio à barragem de Corrumane e regressando, fizemos um consurso de perguntas sobre a paz e a igreja.

Da paróquia S. João de Brito participaram oito jovens e os restantes de Sábie e Corrumane. O dia foi bem animado e no fim todos ficamos felizes.
Às 17:30h o padre Manuel, pároco, encerrou o encontro com oração e palavras de bom regresso às casas para todos os participantes.

Extracto do Jornal ‘Notícias da Moamba’

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O Oratório de Matola em festa


O Oratório da Casa Salesiana de Matola, organizou no sábado 18 de Novembro de 2012, mais um Show-Festa para terminar as actividades deste curso. O tirocinante André Conde organizou o festival, sendo ajudado pelos aspirantes que neste tempo de férias ainda se encontram na comunidade.

Foram convidados vários grupos de jovens e adolescentes para animarem este encontro de alegria juvenil, assim como o coadjutor salesiano, Ir. Viana para mostrar a sua especialidade de magia e que muito cativou os jovens e crianças. 

Um dos grupos convidados para animar a festa

O P. Rogelio dando as Boas Tardes

O sdb Viana fazendo as suas magias

domingo, 18 de novembro de 2012

Festa Inspectorial do MJS na Moamba


No dia 14 a casa salesiana da Moamba acolheu a quinta celebração da festa do MJS ao nível da Visitadoria Maria Auxiliadora de Moçambique, na parte sul do país. Estavam neste evento, as presenças de Moamba, a anfitriã, S. José de Lhanguene,  Comunidade  Beata Annuarite, Unidade 7, Namaacha, e as comunidades de Tenga e Sábié, que foram convidadas a participar da festa.


A festa decorreu muito bem, para a surpresa de muitos dos que participaram, mérito para a comunidade acolhedora que ficou com o primeiro prémio do concurso de marabenta, no qual participaram também as presenças de S. José e Unidade 7. Foi este o momento mais alto onde os adolescentes e jovens puderam mostrar os seus talentos em marabenta.


Para melhor celebrar a festas, a comunidade salesiana local preparou para o sábado à noite um momento espiritual com a Lectio Divina, para todos os jovens que estiveram nos preparativos, incluindo quatro membros coordenadores do MJS da Visitadoria.


Na hora de despedida do Pe. Bambo, os jovens da Moamba ofereceram-lhe um blusão, uma toca e um terço de madeira, e deram-lhe um diploma de honra pelo trabalho realizado durante os seis anos na coordenação da Pastoral Juvenil da Visitadoria.
Extracto do jornal ‘Noticias da Moamba’

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Despedida da voluntária Kailhin na Moamba


KAITLIN BARKLEY DESPEDE-SE DA MOAMBA

A voluntária do Corpo da Paz, a americana Kaitlin Kane Burkly deixou Moamba na tarde de cinco de Novembro, de regresso à sua terra natal, Georgia, após dois anos de trabalho na escola.

Foi uma mais valia o trabalho feito por ela, nas aulas de inglês, no acompanhamento das actividades do grupo REDES (Raparigas em Desenvolvimento Educação e Saúde), por ela fundado. Trabalhou também na animação e dinamização do desporto (futebol) feminino, mas não com muito sucesso.

Era notável a sua presença simples, silenciosa e humilde, facto que levou-a a ganhar muitas amizades e aproximação de todos e de todas, na escola, particularmente. Na sua despedida, via-se no rosto dela uma emoção tão forte, e com lágrimas nos cantos dos olhos, porque já sentia-se membro pleno desta obra e deste pequeno distrito onde ela se identificava.


Deixa uma esperança de um dia voltar a estas terras, dizendo e prometendo que a outra voluntária fechará até certo ponto o lugar deixado por ela. A comunidade salesiana e o colectivo de professores e funcionários da escola, agradece pelos trabalhos, o bom exemplo de humildade, simplicidade, dedicação e disponibilidade da Kaite, como é carinhosamente chamada por todos. Espera-se dentro de dias a chegada de uma outra voluntária que vai sucedê-la.
A voluntária com a Comunidade Salesiana de Moamba


Jornal Noticias da Moamba-Novembro 2012

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Funeral e enterro do P. Missai em Pemba

Na tarde do domingo 11 de Novembro, perto das 18,30 h. a urna com o P. Tomás, foi recebida por dois carros com os seus familiares indo em cortejo atè à Igreja de Maria Auxiliadora da cidade de Pemba, onde muitos familiares e amigos e membros da comunidade paroquial o esperavam.
Após as oraçoes iniciais no átrio da Igreja, celebrou-se uma Eucaristia presidida pelo Pároco com a presença de outros sacerdotes e religiosas, assim como numerosos cristaos.
Terminada a Eucaristia, a Paróquia e a familia organizaram uma velório durante toda a noite.

Estiveram presentes salesianos das comunidades de Matundo e Moatize, assim como as Filhas de Maria Auxiliadora de Nampula, Chiure e Pemba.
Às salesianas de Pemba a nossa gratidao por todo o grande trabalho que fizeram para preparar as cerimónias, contactar com os familiares e acolher os salesianos. Foi um momento de Família.

Na segunda-feira, dia 12 de Novembro, às 10 horas iniciou-se o funeral de corpo presente, presidido pelo P. Américo. A seguir à celebraçao a grande assembleia reunida em oraçao dirigiu-se ao cemitério da cidade para sepultar o corpo do nosso malogrado irmao. Foi sepultado, graças à colaboraçao da diocese, no lugar destinado aos sacerdotes.



Funeral em Inharrime pelo Padre Tomás Missai

Perto das 11 horas do dia 9 de Novembro, cegaram os restos do nosso irmao Missai à Escola Profissional de Inharrime de onde era director da Comunidade e da Escola. Para o receber na entrada estavam todo o pessoal trabalhador junto com os dois salesianos da Comunidade e as Filhas de Maria Auxiliadora.

Às 13 horas deu inicio ao funeral no pavilhao desportivo da Escola. Concelebraram junto do Provincial uns 25 sacerdotes, entre os quais destacavam alesianos vindos de todas as casas do sul de Moçambique, assim como Filhas de Maria Auxiliadora e representantes da Família Salesiana. Também houve bastante representaçao da vida religiosa em Inhambane.
Ao final da Eucaristia houve mensagens dirigidas por diferentes grupos e autoridades de Inharrime e da Igreja de Inhambane que mostraram o seu grande afecto pelo trabalho desenvolvido pelo P. Missai.

Depois foi levado em procissao o fèretro até a oficina de electricidade onde se desenvolveu o velório que teve duraçao até às 22 horas, momento em que havia que preparar tudo no carro que havia de transportar o falecido até Pemba.




Vilankulos: lugar da morte do Padre Tomás

No dia 7 de Novembro de 2012 faleceu o director da Escola Profissional 'Domingos Sávio' de Inharrime quando ia em missao de serviço à Vila de Vilankulos em favor dos jovens alunos da Escola para encontrar lugares de estágio profissional.
Após uma reuniao com a comunidade salesiana empreendeu a viagem para esta Vila. Conseguiu apanhar um transporte semi-público que ia em direcçao para Nampula.
Perto das 14,00 h., 7 kms antes do lugar onde deveria descer o P. Tomás, o pneu esquerdo dianteiro furou e originou que a carrinha dê-se três cambalhotas. No accidente morreu o P. Tomas, uma senhora e sua criança, outra senhora teve graves feridas.

No mesmo dia, o padre da Consolata e pároco de Vilankulos com a comunidade crista fizeram-se cargo de todos os trabalhos de documentaçao e de cuidado com o corpo do nosso falecido. Fizeram um trabalho humano e cristao impagável. Deram-nos um grande testemunho de caridade crista.

No dia 8, o Provincial Padre Américo acompanhado pelo P. Rogelio seguiram para Vilankulos para receber o corpo do falecido. Chegara a esta Vila às 3 horas da manha do dia 9. Às 4 horas foram para o hospital junto com o pároco onde a comunidade crista estava à nossa espera para realizar uma oraçao de despedida. Às 4,30 iniciou-se o regresso de novo para Inharrime onde ia a efectuar-se o funeral.





Estado em que ficou a carrinha após o accidente