quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Emilia e Rosalina, já são Salesianas! FMA!

Na festa de São Francisco de Sales e na comemoração de Maria Auxiliadora, as jovens EMÍLIA RAQUEL e ROSALINA ANTÓNIO ofereceram a Jesus a suas vidas no carisma salesiano dentro do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, fundadas por São João Bosco e Santa Maria Domingas Mazzarello.

Às 9,30 h. deu inicio a bonita e solene celebração na capela do Colegio de Maria Auxiliadora das FMA na Namaacha (Província de Maputo). Presidiu a celebração o Provincial salesiano, P. Américo Chaquisse e recebeu em nome da Madre Geral as Primeiras Profissões a Provincia Ir. Paula Cristina Langa.

E como uma imagem vale mais do que mil palavras aquí estão algumas imagens que mostram o momento importante das Profissões.
Parabéns, Ir. Rosalina! Parabéns, Ir Emilia!

As duas jovens no início da celebração da Profissão religiosa

Lema escolhido para estas duas Primeiras Profissões Religiosas

A Ir. Emilia no momento da sua Profissão Religiosa


A Ir. Rosalina no momento da sua Profissão Religiosa

Salesianos de SALES


24 de Janeiro: FESTA DE SÃO FRANCISCO DE SALES

Neste Ano da Fé o Papa nos convida a descobrir nos SANTOS  as testemunhas vivas da fé.
A Família Salesiana é já uma família de santos e santas. Hoje, seguindo o calendário do BS italiano para 2013, apresentamos a figura do Santo da Bondade, do qual tomamos, por vontade de Dom Bosco, o nome de ‘SALESianos’ e cuja festa é o 24 de Janeiro.


SÃO FRANCISCO DE SALES: Alguém poderá perguntar: porque o Oratório foi dedicado e começou a chamar-se de São Francisco de Sales?
D.Bosco, estando ainda no Colégio Eclesiástico (Convitto) já tinha no coração o pensamento de colocar todas as suas obras sob a protecção do Apóstolo do Chiablese, porque o ministério que assumiu para realizar no meio dos jovens exigia muita calma e mansidão; e por isso, queria colocar-se sob a especial protecção de um Santo, que foi um modelo perfeito da virtude da bondade. (MB II, 252).


3 breves textos escritos por S. Francisco de Sales
  
«Deus ordena aos cristãos, que são as plantas vivas da sua Igreja, que produzam frutos de devoção (=vida de piedade), cada qual segundo a sua qualidade, o seu estado e a sua vocação.»

«A devoção deve ser exercida de maneira diferente pelo patrão e pelo operário, pelo criado e pelo príncipe, pela viúva, a solteira ou a mulher casada; é necessário acomodar o exercício da devoção às forças, aos trabalhos e aos deveres de cada pessoa em particular».

«Ó meu Deus! que alegria teremos no Céu quando virmos o Amado (=Jesus) de nossos corações como um mar infinito, cujas águas são unicamente perfeição e bondade»

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Laura, uma adolescente cheia de vida!

Dia 22 de Janeiro: festa da BEATA LAURA VICUNHA

Fotografia de Laura
Na caixa que está sob a imagem
de Laura encontram-se
os restos da jovem Beata
O mês de Dom Bosco está também cheio das festas de santos e santas salesianas como que a lhe fazer coroa com as suas próprias vidas. São os frutos do Sistema Preventivo levado pelos seus filhos e filhas ao mundo.
Hoje, dia 22 de Janeiro, celebramos à adolescente Beata Laura Vicunha.
12 anos é uma vida muito curta, mas a de Laura tornou-se uma vida muito grande. Ricas e duras experiências para uma menina: chilena órfã de pai; refugiada política e emigrante nas montanhas da Argentina; recomeçar uma vida junto da mãe e da irmã em terras novas, extrangeiras; uma mãe violentada…
Mas, também graças de Deus: na sua emigração a terras andinas, Deus lhe coloca o presente duma casa salesiana junto das Filhas de Maria Auxiliadora. Alí, em pouco tempo, crescerá em vida humana e cristã, até alcançar a santidade, fazendo da sua pequena vida uma oferta a Deus pela salvação humana e espiritual da sua mãe, que sim conseguiu.

Deixamos como testemunho algumas palavras de Laura Vicunha onde nos fala como vivia a ‘santidade do quotidiano’ que Dom Bosco ensinara aos salesianos e salesianas:

«Para mim rezar ou trabalhar é a mesma coisa; rezar ou jogar, rezar ou dormir vale o mesmo. Ao cumprir os meus deveres, faço o que Deus quer, e é isso o que eu pretendo: esta é a minha melhor oração».

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Variara, um jovem missionário entre os leprosos


15 de Janeiro: festa do BEATO LUIS VARIARA

Faltavam quatro meses para a morte de Dom Bosco (31 de Janeiro de 1888) quando o rapaz Luis Variara entrou a viver e estudar no Oratório de Valdocco, a casa de Dom Bosco e dos primeiros salesianos. Entrou e ficou para sempre com Dom Bosco.
Sendo um jovem pós-noviço salesiano, conheceu ao missionário Miguel Unia que vinha desde Colombia buscando salesianos para que o pudessem ajudar na sua obra entre os leprosos da vila de Àgua de Dios. Luis Variara ofereceu-se logo e para lá partiu.
Ao ano de chegar á missão o P. Unia faleceu e o jovem Variara teve de assumir o trabalho de converter essa vila de dor e de marginalização (foi criada para separar os leprosos e seus familiares das pessoas sã) num Oratório Salesiano. Aquilo que aprendeu em Valdocco começou a fazer com a criançada, nos internatos, na paróquia, até criou a banda de música dos leprosos.
O seu coração não ficou por aí. Descobrindo algumas raparigas, doentes de lepra e outras de familiares leprosos, que queriam ser religiosas mas não eram aceitadas pela doença, deixou-se guiar pelo Espírito Santo e fundou as ‘Filhas dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria’ (são membros da Família Salesiana e já trabalham em África).
Também conheceu a cruz e a injustiça na sua própria pele. A inveja de alguns levou o Variara fora de Agua de Dios, proibido de falar com as suas religiosas, marginalizado como se fosse um leproso. Morreu longe dos ‘seus’. Mas, Deus exalta os pequenos e humildes, e o Papa João Paulo II beatificou-o mostrando-o como um salesiano e missionário, modelo de fé e de caridade operosa.
Numa carta escrita às suas religiosas, Variara nos ensina a saber viver ‘com Jesus, por Jesus e em Jesus’. Ensina-nos, como Dom Bosco, a viver unidos a Deus em tudo o que fazemos. Viver numa união constante com Jesus para fazer do nosso trabalho um lugar de santificação.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Os salesianos de Haiti agradecem


(ANS – Porto Príncipe) – No dia 12 de janeiro recorda-se o terceiro aniversário do terramoto que atingiu o Haiti provocando imensas perdas humanas e o colapso das infraestruturas do País. Foram 32 segundos que semearam nos corações desolação, desespero, feridas. O P. Sylvain Ducange, Superior da Visitadoria do Haiti, oferece uma quadro de quanto se fez até agora, e confirma todo o empenho salesiano no País.


(As fotografias que aparecem são fruto da colaboração internacional salesiana com os salesianos e jovens de Haiti)

A intervenção da comunidade internacional foi rapidíssima e eficaz. Graças à solicitude paterna do Reitor-Mor, que lançou um apelo imediato à solidariedade, todas as Inspetorias da Congregação se tornaram solidárias, organizando ajudas em favor da Visitadoria do Haiti, através das Procuradorias e das Ongues salesianas.
Eis pois o que se fez em três anos. 
  • Assistência aos refugiados nos campos de Thorland, Cité Soleil e Pétion-Ville.
  • Ajuda humanitária às pessoas afluídas às casas salesianas.
  • Campos de formação para a luta contra a cólera-morbo.
  • Atividades paraescolares, formativo-recreativas para adolescentes e jovens atingidos por traumas pós-sismo (formação de agentes sociais e atividades várias).
  • Retomada das atividades escolares e formativas (bolsas de estudo, material didático, salário aos professores).
  • Reorganização da rede da Obra das Pequenas Escolas do P. Bonhen (OPEPB) e reconstrução das escolas danificadas pelo terromoto.
  • Construção de salas de aula provisórias e impostação de pré-fabricados na ENAM, Fleuriot, Gressier e Cité Soleil.
  • Reconstrução do muro de proteção de algumas obras salesianas.
  • Construção de pré-fabricados para as comunidades da ENAM e de Thorland.
  • Novo Centro Dom Bosco, em Gressier, com escola elementar, ginasial (ou média) e um internato.
  • Apoio para a reinserção dos meninos de rua mediante ‘LAKAY-LAKOU’, em Porto Príncipe e em Cap Haïtien, com um novo centro de acolhida.
  • Reabilitação dos edifícios danificados pelo tremor de terra, em Gressier, Thorland, Pétion-Ville, Drouillard e Cap Haïtien.
  • Construção do Centro Escolar de Bas-Fontaine-Vila dos Repatriados, do Centro polivalente S. Francisco de Sales, do Kindergarten Soleil 4, em Cité Soleil.
  • Novo Modelo de Formação Profissional adaptado à realidade atual, do Haiti.
  • Início do canteiro-de-obras para a nova Casa Inspetorial e o Pós-noviciado, em Fleuriot.
  • Intercâmbio dos centros de Cap Haïtien e Fort Liberté com a escola agrícola salesiana da República Dominicana.
  • Nova Escola para Enfermeiros e refeitório com cozinha em Fort Liberté.
  • Recuperação do Centro Profissional, de Gonaïves.
  • Um grande salão para a promoções socioeducativas, em Gressier.
  • Atividades geradoras de lucro, para as famílias da Área Thorland e em Cité Soleil.
  • Reconstrução de um edifício (18 salas) na Escola elementar da ENAM.
  • Início da Escola de Futebol Dom Bosco, em Fort Liberte.
  • Centros de tratamento e venda de água, em Les Cayes, Fort Liberté e ENAM.
  • Distribuição de água com dois caminhões-pipas.
Hoje a crise econômica mundial castiga de modo mui severo a reconstrução de um País que também conhece uma crise endêmica no plano político e econômico; e que, atingido por longa seca e pelas conseqüências dos furacões Isaac e Sandy, teme também uma crise alimentar. Quanto às escolas salesianas já não podem mais garantir refeições aos alunos que delas se beneficiavam havia muitos anos.
Na Mensagem para o Natal 2012, a Conferência Episcopal Haitiana mostrou como muitos dos problemas derivam da falta de governo.
Nós, Filhos de Dom Bosco, no Haiti, estamos convencidos de que o carisma salesiano contribui para a transformação da sociedade, criando uma mentalidade nova para forjar um novo futuro com os jovens a nós confiados. Assim continuamos a levar ao nosso país o patrimônio pedagógico herdado de Dom Bosco que, através de um sistema educativo eficaz, continuamente atualizado, encaminha cada jovem a triunfar na própria vida qual “bom cristão e honesto cidadão”.


sábado, 12 de janeiro de 2013

Uma visão de Haití após três anos do terremoto

P. Basañes na sua recente visita a Haití

Todo o mundo salesiano ajudou a povo de Haití
(ANS – Roma) – Na perspectiva do terceiro aniversário do terremoto que desconjuntou o país centro-americano, reportamos algumas reflexões do P. Guillermo Basañes, Conselheiro Regional para a África-Madagascar, que de 23 de outubro a 28 de novembro de 2012 realizou a Visita Extraordinária à Visitadoria Bv. P. Filipe Rinaldi, do Haiti: um quadro acerca do processo de reconstrução e acerca do empenho para uma nova cultura entre os jovens haitianos. 

Passando os dedos por sobre as páginas dos poucos livros que se salvaram na comunidade da ENAM (École Nationale des Arts et Métiers), tem-se imediatamente a estranha sensação de uma subtilíssima poeira: aquela que durante o terremoto se infiltrou em tudo. Sinal de uma profunda noite haitiana. Foram horas de terror e desespero, que já ninguém mais deseja recordar.
O povo haitiano, dolorosamente acostumado a ter que recomeçar sempre do início, soube apressar-se e recomeçar a reconstrução. Participando desse mesmo espírito, também os Filhos de Dom Bosco arregaçaram as mangas. Imediatamente.
Trabalhos de nova construção
Nesse processo de reconstrução os salesianos ofereceram e estão oferecendo um bom exemplo e um estímulo a toda a sociedade. A maioria das obras e casas mais atingidas, especialmente as que estão nos arredores da Capital Porto Príncipe – ENAM, Thorland, Fleuriot, Drouillard e Gressier – são objeto de consistentes projetos de reconstrução, alguns dos quais já terminados e outros em via de realização. Tudo isso é fruto de mui generosa e bem organizada solidariedade, aberta ao país e ao mundo; e que, a um só tempo, nasce de bem árduo e perseverante trabalho em rede.
Infelizmente são ainda muitíssimas as famílias que vivem debaixo de tendas. Os seminaristas diocesanos de Porto Príncipe, p. ex., continuam a frequentar suas aulas diárias por sob tendas escaldantes. Na ENAM e em Thorland os salesianos continuam morando em casas pré-fabricadas.
O papel da ‘Fundação Rinaldi’ – Secretaria inspetorial para o desenvolvimento – tem sido fundamental em todo este processo de reconstrução. A ‘Fundação’, reconhecida pelo Estado no dia 24 de dezembro de 2009, algumas semanas antes do terremoto, assumiu desde o fatídico dia 12 de janeiro de 2010 a coordenação e o apoio de todos os projetos dos Salesianos de Dom Bosco, no Haiti, públicos e particulares, nacionais e internacionais. Mais de 300 os projetos apresentados à Fundação Rinaldi desde 12 de janeiro de 2010.
Mas não há somente edificações. A enorme vontade do povo haitiano de querer voltar a uma vida normal, transformou-se, depois do terremoto, nos jovens e nas crianças, num desejo incontido de querer voltar às aulas. Há um entusiasmo generalizado por ir às aulas, ao estudo, com garra de aprender novos ofícios. Esse clima contagiou também os adultos, que em algumas das nossas obras gozam da oportunidade de terminar, depois desses anos, a escola elementar. E com freqüência os ambientes salesianos continuam a atrair muita gente também fora do horário escolar: os jovens, especialmente, preferem fazer suas tarefas escolares aproveitando de um ambiente mais sereno e tranquilo.
Nos dias de Visita alguns dos momentos mais belos foram os de comunicação e partilha com os jovens: o momento do ‘Bom-Dia’ e da ‘Boa-Noite’ nas escolas e nos colégios; a recreação; o diálogo com os grupos, lotados por centenas, milhares, de jovens. Há neles uma consciência profunda e compreendem, pois, nitidamente que a maior calamidade para um povo é a falta de educação e o pecado.
Por esse motivo o empenho salesiano não se detém apenas na reconstrução dos edifícios. “Continuar a zelar pela formação de honestos cidadãos e bons cristãos para o país” – é o que se escreveu na programação 2012–2013. “Continuar!”: este é e foi sempre o empenho dos Filhos de Dom Bosco desde que chegaram ao Haiti, há mais de 75 anos.
Perante tantas novas oportunidades de formação e desenvolvimento, existe também um perigo: que se reforce nos jovens uma mentalidade individualista, consumista, meramente competitiva. Mais de uma vez repeti-lhes: “Vocês cantam com muita emoção «Haiti chérie…!», mas também com muita freqüência o sonho de vocês é instalar-se para sempre em outros países que – acreditam – poderão dar-lhes um futuro mais garantido…”. O desafio central da educação, hoje, é portanto a formação dos jovens à gratuidade, à solidariedade, ao serviço, a fim de que cada qual, como o jovem Beato Zeferino Namuncurá, possa dizer: «Quero ser útil a meu povo!». Disse-o também o Reitor-Mor, em sua carta de 25 de fevereiro de 2010: “Está em jogo a criação de uma nova cultura mediante uma nova educação, capaz de construir o novo Haiti”.
Disso os salesianos estão mais que convencidos. Por isso, vão investindo no acompanhamento aos leigos, a fim de que eles se nos unam na difusão desta nova educação. Seguem-se nesta linha planos concretos para conhecer melhor a pedagogia salesiana; reveem-se os programas das Escolas Primárias e Secundárias; trabalha-se por criar uma forte coligação com a rede das Escolas Salesianas na América (ESA).

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Moatize com duas imagens novas


 A Igreja da Missão de São João Baptista de Moatize (Tete) viu-se enriquecida com duas novas imagens: a de Nossa Senhora Auxiliadora e a de São José.

Tudo começou quando, faz um ano, um irmão, padre carmelita residente em Fátima (Portugal), do Pároco P. Francisco Lourenço esteve a visitá-lo na missão.

Ficou comovido de tudo o que viu e tornou-se, desde Fátima, um benfeitor da Missão, aproveitando tantos peregrinos que passam por aquele santuário mariano tão famoso para ir buscando ajudas.


Mas, teve uma ideia grande: faltava uma imagem de Nossa Senhora Auxiliadora na Igreja dos salesianos! Então, procurou o benfeitor. Buscou os meios para a mandar por barco. E aqui está! O que não conseguiram durante tantos anos os salesianos, foi um carmelita descalço que o fez!
Que Maria Auxiliadora e São José o abençoem!

Nas fotografias, o P. Lourenço apresentando as imagens à comunidade paroquial.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Jovem com os outros jovens


APRENDI A SER JOVEM E HOMEM (e 4)
Eu, Dom Bosco, te apresento os valores que respirei, que aprendi a viver e, em seguida, transmiti como herança aos meus salesianos. Com o passar dos anos, serão as bases da minha pedagogia.


O gosto de trabalhar em conjunto. Por muitos anos, fui protagonista absoluto entre os meus colegas: penso nas primeiras experiências como saltimbanco nos Becchi, naquelas esplêndidas tardes de domingo; penso na popularidade adquirida entre meus colegas de escola em Chieri, a ponto de numa página autobiográfica eu poder afirmar que "era venerado pelos meus colegas como capitão de um pequeno exército". Mas, depois, compreendi que o protagonismo era de todos. Surgiu, então, a Sociedade da Alegria, um grupo simpático de estudantes no qual todos atuavam em posição de paridade.  O Regulamento era composto por três brevíssimos artigos: estar sempre alegres, cumprir bem com os próprios deveres, evitar tudo que não fosse digno de um bom cristão. Mais tarde surgirão as Companhias, grupos juvenis, verdadeiros laboratórios de apostolado e santidade ao alcance de todos. Dizia que elas eram "coisa de jovens" para favorecer a iniciativa deles e dar espaço à sua criatividade natural.

O prazer de estar juntos. Eu queria que os educadores, jovens ou idosos que fossem, estivessem sempre entre os jovens, como "pais amorosos". Não por desconfiança em relação a eles, mas justamente para caminhar com eles, construir e participar com eles. Chegarei a dizer com íntima alegria: "Entre vocês, sinto-me bem. Minha vida é justamente estar com vocês".

(Pascual Chávez, mensagem de Janeiro para o BS)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Saber escutar aos jovens


APRENDI A SER JOVEM E HOMEM (3)
Eu, Dom Bosco, te apresento os valores que respirei, que aprendi a viver e, em seguida, transmiti como herança aos meus salesianos. Com o passar dos anos, serão as bases da minha pedagogia.

"Raciocinemos!" Nossos velhos pronunciavam este verbo em piemontês; e quanta sabedoria eu descobria nessa palavra. Era usada para dialogar, explicar-se, chegar a uma decisão comum, tomada sem que alguém quisesse impor o próprio ponto de vista. 

Depois, farei do termo "razão" uma das colunas mestras do meu método educativo. A palavra "razão" será, para mim, sinônimo de diálogo, acolhida, confiança, compreensão; será transformada numa atitude de busca para que não haja rivalidade entre educadores e jovens, mas tão somente amizade e estima recíproca. 

Para mim, o jovem jamais será um sujeito passivo, um simples executor de ordens. Em meus contatos com os jovens, jamais farei de conta que estou escutando; eu os escutarei realmente, discutirei o ponto de vista deles, as suas razões.
(Pascual Chávez, mensagem de Janeiro para o BS)

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A catequese de Mamãe Margarida:Deus te vê!


APRENDI A SER JOVEM E HOMEM (2)
Eu, Dom Bosco, te apresento os valores que respirei, que aprendi a viver e, em seguida, transmiti como herança aos meus salesianos. Com o passar dos anos, serão as bases da minha pedagogia.

O sentido de Deus. Minha mãe condensara o catecismo inteiro numa frase que repetia a cada instante: "Deus te vê!"
Eu, à escola de uma catequista completa como era minha mãe, cresci sob o olhar de Deus. Não um Deus-policial, frio e implacável que me 'pegava' em fragrante; mas um Deus bom e providente, que eu descobria no suceder-se das estações e aprendia a conhecer e agradecer no momento da colheita do trigo ou depois da vindima, um Deus grande, que admirava olhando para as estrelas à noite.
(Pascual Chávez, mensagem de Janeiro para o BS)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Margarida, a mãe que educou um santo


APRENDI A SER JOVEM E HOMEM (1)
Eu, Dom Bosco, te apresento os valores que respirei, que aprendi a viver e, em seguida, transmiti como herança aos meus salesianos. Com o passar dos anos, serão as bases da minha pedagogia.

A presença de uma mãe. Mamãe Margarida tinha apenas 29 anos quando meu pai morreu, destruído em poucos dias por uma terrível pneumonia. Mulher enérgica e corajosa, não ficou a lamentar-se; arregaçou as mangas, e assumiu o seu duplo trabalho. Doce e decisiva, fez as vezes de pai e mãe. 
Muitos anos depois, feito padre para os jovens, poderei afirmar como fruto da experiência concreta: "A primeira felicidade de um jovem é saber que é amado". Por isso, com meus jovens sempre fui um verdadeiro pai, com gestos concretos de amor sereno, alegre e contagiante. Eu amava os meus jovens e dava-lhes provas concretas desse afeto, entregando-me completamente à causa deles. Não aprendi nos livros esse amor forte e viril; herdei-o de minha mãe e sou-lhe reconhecido por isso.

 O trabalho. Minha mãe era a primeira a dar-nos o exemplo. Eu sempre insistia: "Quem não se habitua ao trabalho na juventude, será sempre preguiçoso até a velhice". Na conversa familiar que tinha com meus jovens depois do jantar e das orações da noite (o célebre "boa-noite") eu insistia que "O paraíso não é feito para os preguiçosos".
(Pascual Chávez, mensagem de Janeiro para o BS)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O P. Viganó fala sobre o Sistema Preventivo


O 7º Sucessor de Dom Bosco, P. Egidio Viganó, escreveu uma Carta a toda a Congregação Salesiana sobre o ‘Sistema Preventivo (SP) na educação da juventude’ (1982). Apresentamos alguns trechos da sua carta (escritos em negrita).



1- «Na mente de Dom Bosco e na nossa tradição viva, O SP «tende sempre mais a identificar-se com o ‘Espírito Salesiano’: é ao mesmo tempo pedagogía, pastoral, espiritualidade’».
REFLEXÃO DO BS: O educador salesiano, consagrado ou leigo, vive o Sistema Preventivo na unicidade do seu ser e agir, sendo ao mesmo tempo: DISCÍPULO DE CRISTO, EDUCADOR E EVANGELIZADOR.

2- «O SP é uma componente, ou se quisermos, uma síntese vital da ‘índole própria’ que nos distingue no Povo de Deus como Salesianos de Dom Bosco».
REFLEXÃO DO BS: O nosso logo de identidade não são as obras em favor dos jovens, mas sim a nossa maneira de TRABALHAR E ESTAR com os jovens e para os jovens. O SP é o elemento dinamizador que da a tonalidade ao ser e ao fazer (Cfr. a afirmação superior sobre o primeiro sucessor de Dom Bosco).

3- O centro do espírito salesiano é a ‘caridade pastoral’ ou ‘bondade’: «um amor visível e familiar que sabe suscitar uma resposta de amor e cria um clima e um ambiente de carinho visando o fim último da vida»... Segundo o famoso Padre Caviglia «esse amor deveria constituir o objeto do quarto voto dos Salesianos: o voto de bondade ou da prática do SP».
REFLEXÃO DO BS: O SP, através da ‘caridade pastoral’, ‘bondade’ (= ‘amorevolezza’ :a palavra própria de D.Bosco) vive desta maneira o mandamento evangélico do amor. Podemos afirmar assim que o SP é a nossa maneira concreta de viver o Evangelho. Isto é muito mais que ser professor, muito mais que ser simples educador... Implica a nossa vida, o nosso coração, a nossa fé!

4- «O próprio nome de ‘Salesianos’ (= de São Francisco de SALES) nasceu justamente em vista da prática dessa caridade-bondade, olhando para um santo que tinha encarnado a ‘bondade e humanidade’ do Salvador. É, pois, um nome qualificador que caracteriza a nossa vocação e nos aponta a tarefa de que nos devemos sentir responsáveis na Igreja. Toda a vida de Dom Bosco é como um comentário aos conteúdos desse nome».

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Conhecer Dom Bosco educador

A Madre Ivonne acolhe o Reitor Mor na Casa Geral das FMA

O P. Pascual apresentando a Estréia 2013

A assembleia das Fma e membros da FS
 (ANS – Roma) – Respeitando a tradição, o Reitor-Mor lançou oficialmente a Estreia 2013 indo visitar a Casa Geral das Filhas de Maria Auxiliadora no início da tarde de hoje, 31 de Dezembro. A tradição iniciada em 1849 pelo mesmo Dom Bosco prossegue com um tema dedicado ao conhecimento e aprofundamento da sua pedagogia, que é o segundo tema da caminhada trienal de preparação à celebração do bicentenário de seu nascimento (1815-2015).

Na solene simplicidade do clima de família, o P. Pascual Chávez reuniu-se no Auditorium da Casa Geral das FMA com a Madre Yvonne Reungoat, mais uma densa representação de FMA e alguns Membros da FS.

A eles apresentou, brevemente, o tema e a estrutura da Estreia 2013 expressa no já conhecido lema: “Como Dom Bosco educador, ofereçamos aos jovens o Evangelho da alegria mediante a pedagogia da bondade”.

O verdadeiro “presente” (de que advém a palavra ‘estreia’), entretanto, é o texto que o Reitor-Mor publica hoje e oferece a toda a Família Salesiana. São páginas que devem ser lidas, estudadas, aprofundadas, pessoalmente e nos vários organismos de animação de cada grupo, local e territorial.

A nossa abordagem, também agora, não é só intelectual. De um lado, é certamente necessário o estudo profundo da Pedagogia Salesiana a fim actualizá-la segundo a sensibilidade e as exigências do nosso tempo. Hoje, os contextos sociais, económicos, culturais, políticos, religiosos, nos quais estamos a viver a vocação e a realizar a missão salesiana, estão profundamente alterados. Por outro lado, para a fidelidade carismática ao nosso Pai, é igualmente necessário fazer nosso o conteúdo e o método da sua oferta educativa e pastoral. No contexto da sociedade de hoje, somos chamados a ser santos educadores como ele, entregando a nossa vida como ele, trabalhando com e pelos jovens”.


A par de algumas reflexões sobre os princípios consolidados do Sistema Preventivo (Razão, Religião, Bondade (ou 'Amorevolezza'), Bom cristão e honesto cidadão), o Reitor-Mor oferece grandes pontos de referência, e empenhos, à FS.

É um autêntico percurso de conhecimento e avaliação, com estímulos para uma formação e programação mais eficientes. Intenso é o acento – como sugere o versículo que acompanha o lema: «Alegrai-vos sempre no Senhor; repito: alegrai-vos» (Fl 4,4) – sobre o Evangelho da alegria, que deve ser entendido não como um “sentimento efêmero, mas como uma energia interior, que resiste também às dificuldades da vida”. “O Evangelho da alegria caracteriza toda a história de Dom Bosco e é a alma das suas múltiplas obras. Captou Dom Bosco o desejo de felicidade presente nos jovens e demonstrou a sua alegria de viver, com expressões quais alegria, pátio, festa; mas jamais deixou de indicar a Deus como fonte da verdadeira alegria” – escreve o Reitor-Mor em seu comento.

Para encerrar, o P. Chávez focaliza Mamãe Margarida, a Venerável Mãe de Dom Bosco: “Foi dela que Dom Bosco aprendeu aqueles valores e atitudes que praticou com os seus meninos e que, com o passar dos anos, deixou aos Salesianos, tornando-se a base da sua pedagogia”. Um modo simples e direto que lembra como a eficácia de uma boa pedagogia salesiana está intrinsecamente ligada ao educador que inevitavelmente, por assimilação vital, transmite os valores, em que acredita, a quem lhe está perto num continuado relacionamento e diálogo. Este aspecto é sublinhado pela remissão a um poema, indicado por um salesiano da Índia, e que o Reitor-Mor faz seu.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Adeus ao ano 2012!


Queridos leitores da Família Salesiana, Jovens, Amigos e Benfeitores: terminamos mais um ano do calendário, mais um ano em que fomos fazendo história e, unidos a Jesus, fazendo História da Salvação; e, unidos a D. Bosco, fizemos também a nossa história salesiana.

Este ano de 2012, salesianamente em Moçambique, foi marcado, nos primeiros meses, pela preparação e pela jubilosa visita da Relíquia de Dom Bosco por todas as Obras e Comunidades Fma e Sdb, Catedrais e Paróquias.  O grande ‘milagre’ desta visita tão especial, foi reunir-nos a todos em Família, em oração       -quantas vigílias foram feitas!- , em festa. Que o ‘espírito’ que D.Bosco nos trouxe não desfaleça!

Os salesianos tivemos em Agosto a tomada de posse do novo Provincial na pessoa do Padre Américo R. Chaquisse. Um novo serviço que a Congregação lhe pede e que rezamos para que seja rico de frutos carismáticos.

Vocacionalmente, iniciamos o ano com Profissões de Sdb e Fma; seguiram-se 2 ordenações sacerdotais em Maio e 3 Profissões Perpétuas (2 Fma e 1 SDB).

Destaque especial teve o encerramento do Ano Jubilar das FMA pelos 140 anos do Instituto e os 60 de presença em Moçambique. A visita da Vigaria Geral deu solenidade aos actos.

O Senhor chamou à porta da nossa Visitadoria, ao final do ano, para levar para junto de Si dois nossos irmãos salesianos: jovens em idade, jovens como sacerdotes. Uma chamada de Deus para vivermos todos os dias em Santidade!
E tantas outras coisas da vida ordinária onde fomos realizando a grande história de Amor.

FELIZ NATAL! FELIZ ANO NOVO!
P. Rogelio Arenal sdb

domingo, 30 de dezembro de 2012

Uma mensagem de amor


A Ir. Ivonne R., a Madre das FMA, escreveu uma carta às suas irmãs (e não só!) por ocasião do Natal. Pelo seu belo e profundo conteúdo achamos interessante publíca-lo no BS-blog para ajudar-nos a aprofundar 'salesianamente' o Natal do Senhor.

A Madre quando recebeu a medalha da 'Legião de Honor'
Queridas irmãs,
tenho o grande desejo de chegar a cada Casa e entrar em cada um de seus corações, para lhes desejar com alegria e grande afeto um santo Natal.
Um Natal novo, porque é sempre surpreendente o de amor que nos envolve e invade com força potente a história da humanidade, das famílias, dos jovens, da nossa mesma existência, de cada pessoa com a qual partilhamos o caminho de fé e o empenho de educar .
Vivemos este Natal à luz do Ano da fé  que reforça a nossa crença no advento da Palavra, que se faz carne e ainda hoje quer plantar a sua tenda em nosso meio, quer habitar entre nós (cf Jo 1, 14). É maravilhoso pensar que o amor de Deus se derrama novamente na criação, em suas criaturas e deseja encontrar um lugar que o acolha.  Deus não se cansa de esperar, de ter paciência para que a casa, que é a humanidade toda, resplandeça de nova luz, de esperança segura, de confiança renovada.
Os meus votos para o Instituto são concretos, simples e eu os partilho de todo coração: que cada comunidade nossa possa ser casa que acolhe Jesus e, nEle, todos aqueles que vivem em necessidade, na busca da verdade, da paz, da justiça, especialmente os jovens.
Comunidades que reflitam as feições de Belém, onde o mistério da Encarnação inaugurou a estação da esperança.  Deixemo-nos contagiar por esta esperança, por este broto novo que mesmo na sua pequenez traz em si um vigor inaudito.
O Natal é novo  porque aquece o coração e o abre às impensáveis possibilidades de alegria presentes no mundo, presentes também em nossas realidades, e que pedem para vir à luz, para irradiar o bem que cada pessoa espera para acreditar mais, para esperar mais, para amar mais, para doar mais.
Quadro da capela dos Sdb de Matundo
Penso em nossas comunidades como tantas de Belém, frágeis talvez, mas casas com a porta sempre aberta,  onde o acolhimento se faz proximidade,  onde se constroi a comunhão ‘insieme’, onde o fazer e o atrativo da quantidade cede lugar ao encantamento do amor paciente, atento em tecer boas relações, em valorizar os tempos comuns, onde Deus se faz presente e fala ao coração através de gestos concretos de afeto, de atenção sincera para com o outro, de solidariedade para quem espera alguma coisa para viver, com mais serenidade e esperança, a vida.
Não escondemos a nossa preocupação pela situação crítica e sofrida que muitas partes do mundo estão enfrentando, por motivos econômicos, motivos de pobreza moral, de negação dos direitos fundamentais da pessoa humana, de exploração dos mais fracos e indefesos, sobretudo das crianças.
Certamente fica difícil pensar para eles um Natal de serenidade. 
Convido vocês a combaterem,  com mais coragem e determinação, estas situações, sendo vocês construtoras de comunhão, de solidariedade no seu cotidiano, eliminando de sua vida o sentido de desilusão, de desencorajamento ou de inutilidade.  Todas somos chamadas por missão a sermos sujeitos ativos de bem.
A fecundidade só acontece se estivermos enraizadas em Jesus, se o acolhermos com disponibilidade no rosto das pessoas com as quais caminhamos cada dia e ao lado das quais o Senhor nos coloca para que o Seu amor possa se encarnar e ser visível através de nós. 
Somos chamadas, de maneira envolvente, a sermos parte viva do mistério da encarnação e torná-lo luminoso através do nosso testemunho de vida e com obras concretas de caridade.
É forte ainda a memória da recente beatificação de Ir. Maria Troncatti, missionária do amor de Deus, corajosa e humilde semeadora de boas obras, que soube aplainar sentimentos de violência e de rivalidade, transformando-os em cintilas de luz,  em possibilidades de convivência serena.   Ela, com simples meios humanos e com uma vida de fé, firme como rocha, soube construir a casa  onde os que estavam na necessidade sabiam poder buscar e encontrar acolhida, conforto, ajuda, alegria.
Na verdade ela foi uma mulher de marca “natalina” que construiu, na selva da Amazônia equatoriana, a “casa do amor de Deus”, a nova Belém onde o Amor encontrou casa.
Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, prepare o nosso coração para se tornar casa acolhedora, para celebrar com fé renovada o nascimento do Filho de Deus. 
A vocês, queridas irmãs, aos membros da Família Salesiana, especialmente aos Irmãos Salesianos, às pessoas que de muitas maneiras partilham conosco o empenho de educar e de anunciar a boa notícia do Evangelho, aos muitíssimos jovens que encontrei em minhas viagens, desejo um novo ano de serenidade e de paz. 
 Agradeço pelos numerosos votos que me enviaram e por aqueles que chegarão e asseguro-lhes minha constante oração.
Ir. Ivonne Reungoat
Superiora Geral das FMA

Os obreiros da paz


«Bem-aventurados os obreiros da paz,
serão chamados filhos de Deus» (Mt 5,9)
(3ª parte)


Os obreiros e âmbitos da paz

> «O obreiro da paz, segundo a bem-aventurança de Jesus, é aquele que procura o bem do outro, o bem pleno da alma e do corpo, no tempo presente e na eternidade»

> «Os verdadeiros obreiros da paz são aqueles que amam, defendem e promovem a vida humana em todas as suas dimensões: pessoal, comunitária e transcendente»

> «Também a estrutura natural do matrimónio, como união entre um homem e uma mulher, deve ser reconhecida e promovida...»

> «Entre os direitos humanos basilares mesmo para a vida pacífica dos povos, conta-se o direito dos indivíduos e comunidades à liberdade religiosa…»

> «É prioritário o objectivo do acesso ao trabalho para todos, ou da sua manutenção»

> «Concretamente na actividade económica, o obreiro da paz aparece como aquele que cria relações de lealdade e reciprocidade com os colaboradores e os colegas, com os clientes e os usuários»

> «Os obreiros da paz são chamados a trabalhar juntos em espírito de solidariedade,com o objectivo de colocar os agricultores em condições de poderem realizar a sua actividade de modo digno e sustentável dos pontos de vista social, ambiental e económico»

sábado, 29 de dezembro de 2012

Uma pedagogia da paz


«Bem-aventurados os obreiros da paz,
serão chamados filhos de Deus» (Mt 5,9)
(2ª parte)

Paz a construir:
> «A paz envolve o ser humano na sua integridade e supõe o empenhamento da pessoa inteira: 
é paz com Deus, vivendo conforme à sua vontade; 
é paz interior consigo mesmo, e 
paz exterior com o próximo e com toda a criação»

> «A paz é uma ordem de tal modo vivificada e integrada pelo amor, que se sentem como próprias as necessidades e exigências alheias, que se fazem os outros comparticipantes dos próprios bens e que se estende sempre mais no mundo a comunhão dos valores espirituais»

> «A difusão duma pedagogia do perdão. Na realidade, o mal vence-se com o bem, e a justiça deve ser procurada imitando a Deus Pai que ama todos os seus filhos (cf. Mt 5, 21-48)»

> «A pedagogia da paz implica serviço, compaixão, solidariedade, coragem e perseverança»

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Ensinar os homens a amarem a paz


«Bem-aventurados os obreiros da paz, 
serão chamados filhos de Deus» (Mt 5,9) 
(1ª parte)


Uma constatação: «O nosso tempo… requer um renovado e concorde empenho na busca do bem comum, do desenvolvimento de todo o homem e do homem todo»

Focos de tensão no mundo:
> «Crescentes desigualdades entre ricos e pobres»
> «Predomínio duma mentalidade egoísta e individualista»
> «Um capitalismo financeiro desregrado»
> «Variadas formas de terrorismo e criminalidade internacional»
> «Fundamentalismos e fanatismos» religiosos

Barreiras que eliminar:
> «O desmantelamento da ditadura do relativismo e da apologia duma moral totalmente autónoma»
> «Renunciar à paz falsa...; refiro-me à paz que torna as consciências cada vez mais insensíveis, que leva a fechar-se em si mesmo, a uma existência atrofiada vivida na indiferença»


Uma esperança:
+ «As inúmeras obras de paz de que é rico o mundo»
+ «A vocação natural da humanidade à paz: Em cada pessoa anelo por uma vida humana plena, feliz e bem sucedida»

Palavras para reflectir:
* «Jesus Cristo dá-nos a paz verdadeira, que nasce do encontro confiante do homem com Deus.»
* «Há necessidade de propor e promover uma pedagogia da paz. Esta requer uma vida interior rica, referências morais claras e válidas, atitudes e estilos de vida adequados»
* «É necessário ensinar os homens a amarem-se e educarem-se para a paz, a viverem mais de benevolência que de mera tolerância»