sábado, 30 de março de 2013
quarta-feira, 27 de março de 2013
Berta, uma voluntária com experiência na Moamba
Voluntária
portuguesa Berta na Moamba
Nos
finais de Janeiro ora findo, chegou a Moamba a voluntária portuguesa Sra. Berta
Bela. Senhora com dois filhos, é assitente social e veio a Moçambique para
ajudar os jovens a crescerem como cidadãos dignos e responsáveis.
Já
manteve os primeiros contactos com os alunos do internato que acompanha no seu dia a dia.
Também
ao nível da escola, dá aulas e tem assistido os alunos no momento em que estes
têm tempos de estudo, mas não como professora.
Segundo
ela, encontrou na Moamba pessoas acolhedoras, alegres, com muitas expectativas
e sonhos para o futuro.
terça-feira, 26 de março de 2013
O Bispo de Maputo visita Moamba
O
Arcebispo de Maputo Dom Francisco Chimoio esteve na Moamba, a fim de ver in loco o andamento das obras de reabilitação e
restauração da casa onde esteve a funcionar a Direcção Distrital de Educação
Juventude e Tecnologia, agora devolvida à Diocese e entregue às irmãs
Frnciscanas do Coração de Maria. Ele ficou satisfeito com o ritmo das obras e espera-se que nos meados de Março chegue do Brasil duas irmãs que se juntarão à irmã Dulce para residir nesta casa.
Este facto foi antecedido pela Eucaristia
Dominical por ele mesmo presidida na Paróquia São João de Brito. É de destacar que também visitou as obras de ampliamento da igreja paroquial levado adiante pelo pároco salesiano P. Luis Belo. De facto, com este ampliamento, sem alterar para nada a estética exterior da bela igreja, duplicará mais a capacidade dos fiéis, além de aumentar mais algumas salas para utilização da comunidade.
segunda-feira, 25 de março de 2013
Jovens da Moamba visitam jovens do Sabiè
Neste mês de Março o grupo de jovens da Paróquia de São João de Brito da Moamba e da Escola Profissional animadas pelos salesianos, visitaram os jovens da paróquia do Sabiè que se encontra 40 kms após Moamba, mesmo no interior rural da Província.
O encontro, além do natural convívio juvenil, também serviu aos dois grupos paroquiais para reflectirem sobre a JMJ que vai-se realizar no mês de Julho em Brasil e assim estarem em sintonia com os jovens do mundo inteiro e com a Igreja.
sábado, 23 de março de 2013
O Papa recebe ao Reitor Mor
(ANS – Roma) – Na tarde de ontem, 21 de março, o Reitor-Mor, P.
Pascual Chávez, e o seu Vigário, P. Adriano Bregolin, foram recebidos pelo Papa
Francisco, no Vaticano, num encontro marcado por grande familiaridade. O Papa
recebeu com espontaneidade a carta e os brindes do P. Chávez e P. Bregolin,
mostrando-se disponível a visitar Turim em 2015.
“Foi um encontro breve,
de 15 minutos, mas de grande intensidade, em que entregamos ao Santo Padre a
Carta que lhe havia escrito por ocasião do início do seu Pontificado e a
Estátua de Nossa Sra. Auxiliadora, que logo beijou – referiu o Reitor-Mor.
“Tudo quanto vimos e sentimos desde a sua primeira apresentação na Praça de São
Pedro, na noite inesquecível da sua eleição, voltamos a reviver e a
experimentar pessoalmente ontem de tarde: a sua acolhedora simpatia, a grande
simplicidade, a cordialidade, a capacidade de escuta e de relacionamento.
Reconheceu-me; e o abraço com que me recebeu fez-me sentir a sua grande
paternidade”.
A humanidade do Papa se
mostrou igualmente na atenção especial pela pessoa do P. Chávez: “Pediu-me
notícias da minha saúde, porque soubera que não havia passado muito bem.
Perguntou-me outrossim pelo termo do meu mandato como Reitor-Mor. Disse-lhe
que, graças a Deus, havia de tal modo recuperado a saúde que pudera levar
adiante o meu serviço; e que dentro de um ano haveria de terminar o meu encargo
de Superior”.
No decorrer da conversa
não faltaram referências à vizinhança do Papa Francisco com a espiritualidade e
a obra salesiana: “Juntos – retoma o P. Chávez – relembramos alguns
acontecimentos: como quando em Aparecida pedi que a beatificação de Zeferino
Namuncurá não se fizesse em Buenos Aires, mas em Chimpay, motivando o pedido
com a explicação de que ‘na Patagônia os Salesianos fizeram tudo’; o seu
passado como aluno do Colégio Salesiano de Ramos Mejía; a sua devoção a Nossa
Sra. Auxiliadora, que ele exprimia indo ao seu Santuário, em Almagro, todo dia
24 do mês, para celebrar a Eucaristia; ele mesmo recordou que exatamente
naquele santuário fora batizado, sempre por um salesiano, P. Enrico Pozzoli; e
falamos também da sua afiliação ao Clube de Futebol São Lourenço, de que ainda
conserva a sua primeira carteirinha esportiva”.
O Reitor-Mor e o P.
Bregolin fizeram também alguns convites ao Papa Francisco, que ele acolheu com
extrema disponibilidade: “ao apresentar-lhe o Diretor da Comunidade no
Vaticano, P. Sergio Pellini, convidamo-Lo a visitar a ‘Tipografia’ e a
comunidade, e disse que o teria feito. Renovei-lhe a seguir o convite de ir a
Turim, no dia 24 de maio de 2015, para a Festa de Maria Auxiliadora, por
ocasião do Bicentenário de Nascimento de Dom Bosco. A sua resposta deixou
espaço à esperança: «E por que não?». Enfim, o P. Adriano Bregolin pediu-lhe de
conservar a estátua de Maria Auxiliadora no seu estúdio como Auxiliadora e Mãe
da Igreja; ao que repetiu: «O farei!»”.
O Reitor-Mor e seu
Vigário a seguir se despediram agradecendo pela oportunidade concedida de
saudá-lo pessoalmente e de renovar-lhe a oração e a proximidade de toda a
Família Salesiana, especialmente da Congregação.
Boletim Salesiano Nº 51 Março-Abril 2013
Queridos irmãos e irmãs:
Mais um número do BS, a segunda publicação deste ano 2013. Obrigado pelo vosso acolhimento.
Mais um número do BS, a segunda publicação deste ano 2013. Obrigado pelo vosso acolhimento.
quarta-feira, 20 de março de 2013
Carta do Reitor Mor ao Papa Francisco
- Carta do Reitor-Mor ao Papa Francisco

(ANS – Roma) – Ontem, 19 de março, por ocasião da Celebração Eucarística de início do Ministério Petrino do Papa Francisco, o Reitor-Mor dos Salesianos enviou ao novo Sumo Pontífice uma carta.
Eis abaixo o texto integral.
Santo e Beatíssimo Padre,
eis-me com esta missiva à Sua presença para manifestar-Lhe os sentimentos de homenagem e bons votos da Congregação e de toda a Família Salesiana, por Sua eleição a Bispo de Roma e a Sumo Pontífice. Escrevo a Vossa Santidade no dia do solene início do Seu Pontificado, que almejo duradouro e repleto das bênçãos de Deus. Como estávamos convencidos de ter em Bento XVI um grande Pastor, do mesmo modo rendemos agora graças a Deus por ter-nos dado um outro grande Pastor na pessoa do seu Sucessor, exatamente em Vossa Santidade, amadíssimo Papa Francisco.
Neste momento, como cristãos e religiosos salesianos, enquanto lhe queremos expressar nossa alegria por sua eleição, renovamos-Lhe nossa fidelidade, assegurando-Lhe o respeito filial herdado de Dom Bosco. Ele com frequência exprimia-se com frases densas de afeto e de fé relativamente ao Sucessor de Pedro.
“Quem está unido ao Papa, está unido a Cristo!” (MB VIII,567)
“Seremos obsequiosíssimos à Cátedra Apostólica em tudo, em todo o tempo, em todo o lugar, aonde nos chamar o Senhor” (MB XV,249).
“Um pedido do Papa é para mim uma ordem” (MB V,874). “A sua palavra deve ser a nossa regra, em tudo e para tudo” (MB VI,494).
“Seremos obsequiosíssimos à Cátedra Apostólica em tudo, em todo o tempo, em todo o lugar, aonde nos chamar o Senhor” (MB XV,249).
“Um pedido do Papa é para mim uma ordem” (MB V,874). “A sua palavra deve ser a nossa regra, em tudo e para tudo” (MB VI,494).
Assim falava o nosso Fundador Dom Bosco e assim quer sentir o nosso coração, hoje.
Quero dizer-Lhe, Santidade, que, imediatamente após o anúncio da Sua eleição, foi para mim espontâneo recordar com alegria a belíssima e inesquecível experiência de Igreja, em Aparecida, em maio de 2007, onde tive a graça de conhecê-Lo e saudá-Lo pessoalmente. Juntos participamos dos trabalhos, das celebrações e dos encontros da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe; encontramo-nos igualmente para a reunião com os Bispos argentinos, presidida por Vossa Santidade, com a finalidade de definir o lugar e as modalidades da beatificação do então Venerável Zeferino Namuncurá. Nunca poderei esquecer de Suas palavras cheias de estima pelo trabalho dos meus Irmãos Salesianos na Patagônia, e da Sua intervenção para que fosse Chimpay a sede daquela celebração.
Conheço muito bem a Sua proximidade afetiva aos Salesianos, especialmente daqueles da Comunidade de Almagro, onde se encontrava o P. Enrique Pozzoli, que foi Seu diretor espiritual, e o P. Lourenço Massa, fundador do time de futebol São Lourenço. Apreciei sobremaneira o Seu testemunho acerca do nosso Irmão Coadjutor, Bv. Sr. Artêmides Zatti, quando era Vossa Santidade Provincial dos Jesuítas, e a Sua paternidade quando Pastor da Arquidiocese de Buenos Aires, para com os nossos Coirmãos. Sempre encheu-me de alegria a Sua conhecida devoção a Nossa Sra. Auxiliadora, relembrada por tantos dos nossos Irmãos.
Desde o momento de Sua eleição e apresentação, quedamo-nos fascinados pelo nome assumido como Pontífice, que muito bem enfeixa alguns dos traços da Sua pessoa e anuncia um programa de renovação da Igreja, restituindo-a à sua verdadeira identidade e ao Evangelho, através da simplicidade, da austeridade, mantendo fixo o olhar no Senhor Jesus.
Acolhemos, Santidade, e o fazemos nosso, o Seu augúrio de ter “coragem, exatamente a coragem, de caminhar na presença do Senhor, com a Cruz do Senhor; de edificar a Igreja no sangue do Senhor, que se derrama na Cruz; e de confessar a única glória: Cristo Crucificado. Que assim a Igreja irá para a frente.”
Na fidelidade à Igreja e ao nosso Fundador Dom Bosco, acolhemos este Seu convite, Santidade, e Lhe prometemos tê-lo sempre presente na nossa vida pessoal, em nossas escolhas pastorais e em nossas programações apostólicas.
Asseguramos-Lhe a nossa oração. O Espírito Santo O assista no delicado mister que a Providência Lhe quis confiar, e a Virgem Maria Lhe seja sempre a grande Auxiliadora do Seu Ministério.
Com esta carta enviamos-Lhe, como sinal de proximidade, uma estátua de Nossa Senhora Auxiliadora. Seria um grande dom para todos nós ter Vossa Santidade presente num dia 24 de maio, em Turim, na Basílica de Nossa Sra. Auxiliadora, construída com tanto amor pelo santo Dom Bosco. Em 2015, quiçá, ao celebrarmos o II Centenário de seu Nascimento.
Em espírito de filial obediência, proclamamos-Lhe hoje e sempre a nossa afetuosa devoção.
Roma, 19 de março de 2013
P. Pascual Chávez Villanueva
Reitor-Mor dos Salesianos de Dom Bosco
terça-feira, 19 de março de 2013
Dom Bosco e o Papa
A filial fidelidade ao
Sucessor de Pedro é uma característica salesiana.
Quer a vida de Dom Bosco,
quer a tradição o atestam:
‘Um desejo do Papa para nós é uma ordem’,
“Estou
realmente indignado – disse certa vez – pela pouca consideração que certos
escritores reservam ao Papa... Nós nos devemos unir estreitamente em seu
derredor ...”,
“A finalidade primeira da Congregação foi, desde o princípio,
sustentar constantemente e defender a autoridade do Chefe Supremo da Igreja
entre as classes menos favorecidas da Sociedade e especialmente entre a
juventude periclitante”
– são algumas das frases que indicam a profunda
dedicação de Dom Bosco à Igreja e ao Papa.
Dom Bosco foi, para os
Papas que conheceu, um servidor extremamente atento.
O salesiano ama o Papa e
não esconde o seu amor para com Ele. Sabe propor aos jovens este seu amor e os
torna atentos ao seu Mgistério, certo de dar assim a eles um Ponto seguro de
referência na busca da Verdade. (ANS)
segunda-feira, 18 de março de 2013
Madre Reungoat, FMA, escreve ao Papa
(ANS – Roma) – Expressando a alegria de todo o Instituto pela
eleição do novo Bispo de Roma, a Madre Yvonne Reungoat, Superiora Geral das
Filhas de Maria Auxiliadora, dirigiu ao Santo Padre Francisco uma Mensagem de
saudação.
Santidade,
é com imensa alegria que vimos até Vossa Santidade para exprimir-Lhe os nossos
mais cordiais augúrios pela missão de Sumo Pontífice da Igreja Católica e de
Bispo de Roma a que foi chamado pela vontade dos Cardeais participantes do
Conclave.
A oração pelo Papa e
por Suas altas responsabilidades vê-nos empenhadas na vanguarda, também pelo
amor ao Sucessor de Pedro que o nosso Fundador e Pai, São João Bosco, legou
como mandado a toda a Família Salesiana. Agora que podemos pensar no Papa com
um nome e rosto, a nossa oração será ainda mais intensa.
A Barca de Pedro
dispõe novamente de um seu Timoneiro, que, acolhendo a herança espiritual de
Bento XVI, haverá de a conduzir neste tempo não só denso de desafios mas também
rico de oportunidades e de sinais de esperança.
Em nome de todas as
Filhas de Maria Auxiliadora esparsas pelos cinco Continentes, exprimo-Lhe a
filial adesão ao seu Magistério de Pastor e Pai da Igreja universal.
A nossa fidelidade ao
Papa quer traduzir-se também numa vida religiosa mais autêntica, aderente ao
evangelho e ao carisma salesiano: fontes que a vivificam e lhe dão fecundidade
também vocacional.
Com toda a Igreja
expressamos o nosso compromisso para com a Nova Evangelização através da
educação das jovens gerações, até ao anúncio explícito de Jesus Cristo.
Temos a convicção de
que somente se formos Suas discípulas apaixonadas, poderemos ser missionárias
do Seu amor, porque saberemos transmitir com a nossa vida o fascínio da Sua
presença, que replena de sentido, de júbilo, de paz toda a existência humana.
Unimo-nos a Vossa
Santidade na saudação à Virgem com que entende iniciar o seu Pontificado. Nossa
Senhora Auxiliadora continue a abençoar-Lhe a vida, e torne fecunda a Sua nova
missão.
Oferecemos a nossa
oração para que, neste Ano da Fé, Sua guia iluminada oriente a humanidade para
o encontro com o Senhor.
Irmã Yvonne Reungoat
FMA
sábado, 16 de março de 2013
Papa Francisco, os coadjutores e o Beato Zatti, sdb
(ANS – Roma) – O P. Juan Edmundo Vecchi, VIII Sucessor de
Dom Bosco, na Carta “Beatificação do coadjutor Artêmides Zatti: uma novidade
empolgante” acolheu um testemunho do P. Jorge Mario Bergoglio SJ, hoje Papa
Francisco, que pôde conhecer a intercessão do Beato. Repropomos a passagem da
Carta do P. Vecchi (ACG 376).
Não será inútil ouvir
de alguém que experimentou a eficaz intercessão de Artêmides Zatti exactamente a
respeito da vocação do consagrado leigo, e teve a delicada atenção de nos
referir a sua experiência. Trata-se de Sua Emcia. Dom Jorge Mário Cardeal
Bergoglio, Arcebispo de Buenos Aires e Provincial dos Jesuítas aos tempos em
que nos prestou o seguinte testemunho.
Transcrevo o texto da
carta, enviada ao P. Caetano Bruno SDB e datada de
Buenos Aires, 18 de maio de 1986.
«Caríssimo P. Bruno:
Pax Christi! Em sua carta de 24 de fevereiro, o senhor me pedia que tentasse
escrever alguma coisa a respeito da sua experiência tida com o Sr. Zatti (do
qual me tornei grande amigo), relativamente às vocações de Irmãos Coadjutores.
[…]
Estávamos com mui
grande penúria de Confrades Coadjutores. Tomo como referência o ano de 1976,
ano em que conheci a vida do Sr. Zatti. Nesse ano, o Irmão mais jovem tinha 35
anos, era enfermeiro, e morreria quatro anos mais tarde, vítima de um tumor
cerebral. O que o seguia, em idade, tinha 46 anos; e o que vinha depois desse,
50. Os outros, todos idosos (continuando a trabalhar apesar dos mais de 80
anos). Este “quadro demográfico” dos irmãos Coadjutores na circunscrição
argentina induzia muitos a pensar que se tratava de uma situação irreversível e
que não apareceriam outras vocações. Alguns, até, se interrogavam sobre a
“atualidade” da vocação do Confrade Coadjutor na Companhia, porque – levando em
consideração os fatos – parecia que se haveriam de extinguir. Além disso,
faziam-se esforços em vários lugares para delinear uma “imagem nova” do Irmão
Coadjutor, para ver se – por esse caminho – se ofereceria um apelo mais forte
sobre os jovens que quisessem seguir esse ideal.
Por outro lado, o
Padre Geral, P. Pedro Arrupe SJ, insistia com força sobre a necessidade da
vocação do Irmão Coadjutor para o inteiro corpo da Companhia. Chegou a dizer
que a Companhia não seria a Companhia, sem os Coadjutores. Os esforços feitos
pelo P. Arrupe nessa área foram ingentes. A crise era não era apenas de alguma
Província, mas de toda a Companhia (relativamente às vocações de Coadjutores).
Em 1976, creio que
pelo mês de setembro, aproximadamente, durante uma visita canônica aos
missionários jesuítas do norte argentino, detive-me alguns dias no Arcebispado
de Salta. Ali, entre uma conversa e outra de fim de refeição, Dom Pérez me
racontou a vida do Sr. Zatti. Deu-me até o livro de sua vida. Chamou-me a
atenção a sua figura tão completa de Coadjutor. Naquele momento senti que devia
pedir a Deus, por intercessão daquele grande Coadjutor, que nos mandasse
vocações de Coadjutores. Fiz novenas e pedi aos noviços que a fizessem. […]
Em Salta senti em
várias ocasiões a inspiração de recomendar ao Senhor e à Senhora do Milagre, o
aumento de vocações da Província (isto em geral, e não especificadamente de
Coadjutores, coisa que fiz com o Sr. Zatti). Além disso fiz uma promessa: que
os noviços iriam em peregrinação na festa do Senhor do Milagre, se
alcançássemos o número de 35 noviços (e isto se realizou em setembro de 1979).
Volto ao pedido de
vocações de Coadjutores. Em julho de 1977 entrou o primeiro Coadjutor jovem
(atualmente com 32 anos). No dia 29 de outubro daquele mesmo ano entrou o
segundo (atualmente com 33)».
A carta prossegue,
apresentando ano por ano o elenco de outros 16 coadjutores que entraram de 1978
a 1986. E continua:
«Desde que começamos
as orações ao Sr. Zatti, entraram 18 Irmãos jovens, que perseveram, e outros
cinco que deixaram o noviciado ou o juniorato. Ao todo, 23 vocações.
Os noviços, os
estudantes e os Coadjutores jovens fizeram várias vezes a Novena em honra do
Sr. Zatti, pedindo vocações de Coadjutores. Eu mesmo a fiz. Estou convencido da
sua intercessão para esse problema, porque, considerando o número, é um caso
raro na Companhia. Em agradecimento, na 2ª e 3ª edição do Devocionário do
Sagrado Coração, pusemos a Novena para pedir a Canonização do Sr. Zatti.
Um dado interessante é
a qualidade dos que entraram e que perseveram. São jovens que querem ser Irmãos
Coadjutores como os queria Santo Inácio, sem ilusões... Para nós a vocação do
Confrade Coadjutor é muito importante. O P. Arrupe dizia que a Companhia, sem
eles, não seria a Companhia. Eles têm um carisma especial que se alimenta na
oração e no trabalho. E fazem bem a todo o corpo da Companhia. […] São
piedosos, alegres, trabalhadores, saudáveis. Muito viris, são conscientes da
vocação a que foram chamados. Sentem especial responsabilidade de rezar pelos
jovens Estudantes jesuítas que se preparam ao sacerdócio. Neles não se vêem
“complexos de inferioridade” pelo fato de não serem sacerdotes; nem lhes passa
pela cabeça aspirar ao diaconato…, etc.; sabem qual seja a sua vocação: e assim
a querem. Isto é salutar. Faz bem.
Esta foi, em linhas
gerais, a história da minha relação com o Sr. Zatti a respeito do problema das
vocações de Irmãos Coadjutores para a Companhia. Repito que estou convencido da
sua intercessão, porque sei quanto temos rezado pondo-o como nosso advogado.
Nada mais por hoje.
Seu afeiçoadíssimo em Nosso Senhor e em Sua Mãe Santíssima,
Jorge Mario Bergoglio
SJ »
Um esplêndido estímulo também
para nós a fim de interpormos a intercessão do nosso Artêmides Zatti em favor
do aumento de boas e santas vocações de Salesianos Irmãos.
sexta-feira, 15 de março de 2013
Papa Francisco e Maria Auxiliadora
O
Papa Francisco, o mesmo que…
(ANS – Buenos Aires) – O P. Fabián García, ex-Inspetor de Buenos Aires
(2005-2010), pôde conhecer pessoalmente o Cardeal Bergoglio. Mandou a ANS
algumas lembranças pessoais que revelam a fisionomia e o coração do novo
Pontífice: um coração profundamente ligado a N. Sra. Auxiliadora.
Minutos depois que o
Papa Francisco nos presenteou com as suas primeiras palavras e a primeira
bênção, também começaram a surgir as primeiras lembranças...
O Papa Francisco é o
mesmo Cardeal Bergoglio que quando Arcebispo de Buenos Aires se o chamasses na
Cúria para marcar alguma audiência, fazia com que lhe passassem diretamente a
ligação e não te dizia quando ele podia receber-te, mas sim: “Quando poderias
vir?”.
É o mesmo que todas as
vezes que terminava qualquer tipo de encontro, formal ou informal que fosse,
sempre dizia: “Reza por mim!”.
O mesmo que, no fim de
uma Festa de Padroeiro por ele presidida numa nossa Paróquia, tendo-o eu, que
voltava de carro para Casa inspetorial, tendo-o encontrado numa parada de
ônibus – à proposta de uma carona, respondeu: “Obrigado, eu vou sempre de
ônibus ou de metrô”.
O mesmo que vivia
muito austeramente na Cúria, sem carro, sem protocolos, com muita simplicidade.
O mesmo que, enquanto
eu acompanhava um dos nossos superiores em visita ao centro histórico de Buenos
Aires, encontramos a caminhar pela rua, vestindo mui simplesmente roupa escura,
em mangas de camisa, e que, à nossa saudação, respondeu: Vim substituir o
vigário que está doente”.
O mesmo que no prólogo
de um dos seus livros (meditações para religiosos), que enfeixa algumas
reflexões de quando era Provincial dos Jesuítas na Argentina, escreveu: “E
tratando-se de meditações religiosas, a principal colaboração surgiu do exemplo
de tantos dos nossos irmãos. .... Exerceu uma intensa influência [na minha
vida]; e quero citar aqui o exemplo de serviço eclesial e de consagração
religiosa do P. Enrico Pozzoli SDB...”.
O mesmo que exprimia a
sua simpatia pelo time de futebol “São Lourenço de Almagro”, fundado pelo
salesiano P. Lourenço Massa. O mesmo que com igual simplicidade sabia dar-te um
conselho, ajudar-te numa situação de governo, contar-te uma anedota e fazer-te
rir. O mesmo que queria sempre vir presidir a festa de N. Sra. Auxiliadora; que
ama Dom Bosco; e que é muito devoto do Irmão Coadjutor salesiano Bv. Artêmides
Zatti.
O mesmo que, sendo
Provincial dos Jesuítas mandava fazer Novenas ao então SdeD Sr. Artêmides
Zatti, pedindo-lhe interceder pelo aumento das vocações dos Coadjutores
jesuítas; e muitos foram a seguir os frutos vocacionais.
O mesmo que celebrou
com grande alegria a beatificação de Zeferino Namuncurá, presidindo a
Procissão, a Santa Missa e outras celebrações.
Mas dentre todas as
lembranças, a mais forte, a mais significativa, a mais indelével: um homem de
fé, que todos os dias 24 de cada mês, muito cedinho, antes mesmo que se
abrissem as portas, vinha à Basílica de N. Sra. Auxiliadora, no bairro de
Almagro, celebrava a Missa e se ficava por uma boa hora em oração diante da
imagem da Santa Mãe de Deus, imagem benzida pelo mesmo Dom Bosco.
quinta-feira, 14 de março de 2013
O Reitor Mor saúda o Papa Francisco
14/3/2013 - RMG - Mensagem aos Salesianos e a
todos os Membros da Família Salesiana
(ANS – Roma) – Por ocasião da eleição do Papa Francisco,
o Reitor-Mor dos Salesianos, P. Pascual Chávez Villanueva, transmite à
Congregação e à Família Salesiana (FS) uma nova mensagem, que confirma a grande
ligação dos Filhos de Dom Bosco com o Sucessor de Pedro.
Tive a graça de estar
na Praça de São Pedro repleta por milhares e milhares de pessoas, especialmente
de jovens, no momento em que ouvimos a tão esperada mensagem:
“Annuntio vobis gaudium magnum; habemus Papam:
Eminentissimum ac Reverendissimum Dominum, Dominum Georgium Marium
Sanctae Romanae Ecclesiae Cardinalem Bergoglio
qui sibi nomen imposuit FRANCISCUM”.
Embora não mencionado
entre os “papáveis” – e isto num primeiro momento causou uma certa perplexidade
naqueles que o não conheciam –, o acolhimento ao Novo Sucessor de Pedro não se
fez esperar: e a resposta foi um longo aplauso, expressão de uma grande
alegria, acompanhada pelas primeiras aclamações: ‘Francesco, Francesco,
Francesco, .... ’
Foi mais uma vez o
Espírito Santo a guiar os Cardeais na eleição do Homem que Deus mesmo havia
escolhido para Vigário de Cristo.
Unido a todos vós,
caros irmãos e irmãs, membros todos da FS e jovens, rendo graças e louvores a
Deus pelo grandíssimo presente que Ele nos deu na pessoa do Cardeal Jorge Mario
Bergoglio, Jesuíta, Arcebispo de Buenos Aires, que tive a graça de conhecer e
com ele tratar pessoalmente na Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano
em Aparecida e, posteriormente, por ocasião da Beatificação de Zeferino
Namuncurá.
A escolha do nome,
Francisco, é significativa, porque de certo modo contém alguns dos traços mais
característicos da sua pessoa – a simplicidade, a pobreza, a autenticidade – e,
ao mesmo tempo, se torna programática porque realça elementos que devem hoje
definir o semblante da Igreja e o seu relacionamento com o Mundo.
Antes de dar a sua
primeira bênção como Pontífice, Ele nos pediu a nós que o abençoássemos. Em
profundo silêncio, cada qual o fez do mais fundo do seu coração, deixando-se
guiar pelo Espírito. Convido-vos agora a invocar sobre Ele a abundância dos
dons do Espírito, a fim de que tenha a Luz com que discernir quanto Deus espera
da Sua Igreja hoje, e encontre a energia para o concretizar.
Com espírito de fé, de
grande estima e de devoção, acolhamos o Papa Francisco, como o faria Dom Bosco,
e, enquanto o confiamos ao cuidado e à guia materna de Maria Auxiliadora, Lhe
asseguremos o nosso afeto, a nossa obediência e a nossa mais sincera e decidida
colaboração, neste tempo de nova evangelização.
P. Pascual Chávez Villanueva SDB
Reitor-Mor
Reitor-Mor
Bem-vindo Papa Francisco!
No dia de ontem, todos vivemos em comunhão com toda a gente que estava na praça de São Pedro esperando a aparição do novo Sucessor de Pedro: Sua Santidade Francisco.
Ontem foi um dia de forte experiência eclesial e de catolicismo: tanta gente de tantas partes do mundo ao redor de Pedro.
Como membros da Família Salesiana acolhemos este novo dom que Deus da à sua Igreja na pessoa do Papa Francisco. A sua primeira aparição ensinou-nos o seu estilo: homem de oração (de facto, pôs a rezar em total silêncio tantos milhares de pessoas); homem de comunhão (fez-nos rezar pelo Bento XVI); homem de humildade evangélica (pediu a nossa oração por ele e inclinou-se nesse momento).
Eis as sua primeira mensagem:
"Queridos irmãos e
irmãs, boa tarde, como vocês sabem os cardeais no conclave têm que encontrar um
bispo para Roma, e parece que os irmãos cardeais o procuraram quase no fim do
mundo, mas estamos aqui. Agradeço-lhes a acolhida à comunidade diocesana de
Roma como seu bispo.
Em primeiro lugar queria
fazer uma oração pelo nosso bispo emérito Bento XVI, rezemos todos juntos para
que o Senhor o abençoe e a Virgem o proteja.
Desejo a todos que este
caminho de Igreja que começamos hoje e no qual me ajudará o cardeal vigário
aqui presente, seja fecundo para a evangelização (Aplausos).
E agora eu gostaria de
dar a bênção - disse o Santo Padre – ainda que antes, peço-lhes um favor: antes
de que o bispo abençoe o povo, peço-lhes que rezem ao Senhor para que me
abençoe. Porque é a oração do povo pedindo a benção para o seu bispo. Façamos
em silêncio esta oração vossa por mim”.
Agora vos darei a benção,
a vós e a todos os homens e mulheres de boa vontade.
Irmãos e irmãs, vos
deixo, muito obrigado pela acolhida, rezem por mim e até logo, nos vemos em
breve. Amanhã quero rezar à Nossa Senhora, para que proteja toda Roma. Boa
noite e bom descanso".
quarta-feira, 13 de março de 2013
Nova descoberta sobre a Sabana Santa
Um novo mistério sobre a sábana Santa foi descoberto. Está aquí o link que te leva ao video onde aparece a explicação científica sobre a nova descoberta. Está em espanhol. Em baixo coloco o texto em espanhol do que se fala no vídeo e podes utilizar o traductor do blog.
http://youtu.be/XsNqtjWIgao
18 de enero, 2010. Está usted viendo la reliquia de la pasión de Jesús más venerada del mundo. Es la Sábana Santa, el lino que podría haber envuelto el cuerpo de Jesús. Ahora, una experta italiana del Archivo Secreto Vaticano asegura que en la tela hay restos del certificado de sepultura de Jesús. Y lo ha descifrado.
Bárbara Frale
Autora, “La sindone di Gesù Nazareno”
“Los condenados a muerte no podían ser llevados a la tumba de su familia. Tenían que pasar 12 meses en la sepultura pública, gestionada por el tribunal de Jerusalén. Después de esos 12 meses el cuerpo se daba a la familia para que lo enterrasen junto a los parientes”.
Bárbara Frale
Autora, “La sindone di Gesù Nazareno”"Hizo falta “etiquetar” el cadáver porque allí podrían ser enterrados otros miembros de la familia de José de Arimatea, y el cuerpo de Jesús debía entregarse a sus familiares después de 12 meses".
http://youtu.be/XsNqtjWIgao
18 de enero, 2010. Está usted viendo la reliquia de la pasión de Jesús más venerada del mundo. Es la Sábana Santa, el lino que podría haber envuelto el cuerpo de Jesús. Ahora, una experta italiana del Archivo Secreto Vaticano asegura que en la tela hay restos del certificado de sepultura de Jesús. Y lo ha descifrado.
Bárbara Frale
Autora, “La sindone di Gesù Nazareno”
“El contenido de estas palabras se refiere a la muerte de un personaje llamado Iesoys Nnazarennos, mismo nombre que encontramos en los cuatro Evangelios”.
Autora, “La sindone di Gesù Nazareno”
“El contenido de estas palabras se refiere a la muerte de un personaje llamado Iesoys Nnazarennos, mismo nombre que encontramos en los cuatro Evangelios”.
Ya en 1978 un grupo de experto descubrió algunas letras en torno al rostro del hombre de la Sábana Santa. Ahora, Bárbara Frale las ha descifrado. Son palabras en griego, latín y arameo. Para entender de qué se trata, Bárbara Frale ha estudiado la legislación romana de la Palestina del año 30.
Bárbara Frale
Autora, “La sindone di Gesù Nazareno”
“Los condenados a muerte no podían ser llevados a la tumba de su familia. Tenían que pasar 12 meses en la sepultura pública, gestionada por el tribunal de Jerusalén. Después de esos 12 meses el cuerpo se daba a la familia para que lo enterrasen junto a los parientes”.
En el caso de Jesúcristo, José de Arimatea y Nicodemo pidieron al gobernador Poncio Pilato que no se dejara el cadáver en la fosa común sino en el sepulcro de la familia de José de Arimatea.
Bárbara Frale
Autora, “La sindone di Gesù Nazareno”"Hizo falta “etiquetar” el cadáver porque allí podrían ser enterrados otros miembros de la familia de José de Arimatea, y el cuerpo de Jesús debía entregarse a sus familiares después de 12 meses".
Por eso, una vez envuelto el cadáver en un sudario, fueron pegadas en torno a la cabeza unas tiras de papiro en las que se explicaba con letras grandes quién era el difunto.
Bárbara Frale
Autora, “La sindone di Gesù Nazareno”
"Estaba escrito el nombre del difunto, la fecha de muerte, el motivo de la condena y la fecha en la que se podía entregar el cuerpo a la familia, una vez cumplida esta peculiar condena post-mortem".
Autora, “La sindone di Gesù Nazareno”
"Estaba escrito el nombre del difunto, la fecha de muerte, el motivo de la condena y la fecha en la que se podía entregar el cuerpo a la familia, una vez cumplida esta peculiar condena post-mortem".
Datos que coinciden con los de los Evangelios. Según la experta, estas tiras de papiro estuvieron pegadas a la Sábana Santa durante varios siglos y tras varias reacciones químicas, algunos restos de tinta pasaron al lienzo.
Bárbara Frale
Autora, “La sindone di Gesù Nazareno”
“La tinta de estas palabras incluía algún metal, y ha habido una interacción química con la celulosa del lino y con la imagen de la Sábana Santa”.
Autora, “La sindone di Gesù Nazareno”
“La tinta de estas palabras incluía algún metal, y ha habido una interacción química con la celulosa del lino y con la imagen de la Sábana Santa”.
Para comprobar su hipótesis, Bárbara Frale pidió a un grupo de paleógrafos que estudiasen cuándo fueron escritas, pero no les dijo de dónde procedían. Según los paleógrafos, esta caligrafía es de en torno al siglo I, lo que confirma que son de la época de Jesús.
Otro misterio resuelto de la Sábana Santa.
segunda-feira, 11 de março de 2013
O que espera a Família Salesiana do novo Papa
(ANS – Campos do
Jordão-SP) – O Reitor-Mor,
P. Pascual Chávez Villanueva, por ocasião dos Exercícios Espirituais que está a
pregar aos Inspetores Salesianos da América, em Campos do Jordão, no Estado de
São Paulo, Brasil, foi entrevistado pelo boletim da nossa Paróquia Santa
Teresinha, na cidade de São Paulo (SP). Em sua entrevista tratou do
relacionamento da Família Salesiana (FS) o novo Pontífice.
1 - Dom Bosco
sempre pediu obediência incondicional da Família Salesiana ao Papa. O senhor
acha que este pedido é válido ainda hoje, quando o diálogo é muito bem visto
por todos? Por quê?
A atitude de Dom Bosco
tinha suas raízes numa visão de fé. Ele via, e nós compartilhamos dessa visão,
o Santo Padre como o Vigário de Cristo e sua obediência incondicional era ao
mesmo tempo um ato de amor a Jesus Cristo, à Igreja, ao Papa. A atitude de Dom
Bosco é para nós um legado precioso. Nós também estamos dispostos à obediência
total ao que o Papa nos pede, embora hoje seus próprios pedidos sigam o caminho
do diálogo e a busca comum da verdade.
2 – Para a Família
Salesiana, quais seriam as características ideais para o novo Papa?
Sabemos que o Espírito
Santo está em ação e que o Papa eleito será aquele que, de acordo com o coração
de Deus, pode desempenhar melhor o papel do Ministério petrino. Olhando para a
Igreja de hoje pedimos ao Senhor um Papa que seja aberto a todas as realidades
do cristianismo e do catolicismo, tais como se expressam nos diversos
continentes, de acordo com as culturas particulares que as caracterizam.
Esperamos uma grande abertura para os pequenos, os pobres, os humildes, que são
sempre os primeiros a receber o Reino de Deus. Vamos pedir ao Senhor que o
Santo Padre esteja atento aos jovens, que, como sempre, são a esperança da
Igreja. Esperamos, igualmente, por uma atenção nova e generosa à realidade das
mulheres, reconhecendo que a figura feminina na Igreja sempre se empenhou
generosamente no serviço da caridade, na catequese e em muitos outros
ministérios em favor da comunidade eclesial. Espero, também, uma consideração
maior, na Igreja, pela Vida Consagrada. Na realidade de hoje, como foi provado
pelo secularismo e a indiferença religiosa, os religiosos e as religiosas são
as testemunhas do Deus vivo, para as quais a missão mais importante é serem
intérpretes radicais do Evangelho, encarnando em seu ser e em suas ações, a
própria vida de Jesus.
3 – De que forma a
Família Salesiana pode contribuir para o êxito do próximo Pontificado?
A Família Salesiana é uma realidade cristã que se põe constantemente a serviço
da Igreja, em um carisma especial, que é a salvação dos jovens. (Contribui)
através de toda a sua realidade e seus vários grupos de trabalho para
"construir a igreja" local e mundialmente. Empenha-se em especial no
campo da educação que permanece elemento primário, a fim de formar a juventude
de hoje segundo critérios verdadeiramente humanos e evangélicos. Outro ponto
importante é o compromisso com a evangelização, dirigido não só aos povos que
não conhecem o Evangelho, mas também para quantos anseiam por um caminho de
crescimento na fé e na caridade, consoante indica o santo Evangelho.
Educação e evangelização são duas atividades inseparáveis. Não se pode
autenticamente educar sem enraizar a Pessoa no grande dom da Humanidade de
Cristo, que é a um só tempo Filho de Deus e Filho do Homem.
domingo, 10 de março de 2013
O novo Papa e os jovens segundo P. Chávez
(ANS – Campos do
Jordão-SP) – O Reitor-Mor,
P. Pascual Chávez Villanueva, por ocasião dos Exercícios Espirituais que está a
pregar aos Inspetores Salesianos da América, em Campos do Jordão, no Estado de
São Paulo, Brasil, foi entrevistado pelo boletim da nossa Paróquia Santa
Teresinha, na cidade de São Paulo (SP). Em sua entrevista tratou d dos desafios
que esperam pelo novo Pontífice em relação ao mundo dos jovens.
1 – Em sua opinião,
quais serão os principais desafios que espera o novo Papa para fazer com que os
Jovens sejam os protagonistas de suas próprias vidas?
Eu acho que o grande
desafio hoje é antes de tudo uma profunda renovação da evangelização. A Igreja
deve estar perto de todos os homens e, em especial, dos jovens, e ser capaz de
comunicar com alegria "a Boa Notícia" de que Deus ama o mundo, de que
Deus ama a humanidade.
É preciso remover do jovem a suspeita de que Deus é uma pessoa que se opõe à
sua felicidade, convidando-os ao invés a descobrir que o Deus que se revelou em
Jesus Cristo é Amor. Os jovens podem ser protagonistas testemunhando uma
autêntica liberdade na escolha de valores que encarnam o Evangelho,
dedicando-se à construção de uma nova sociedade através da aceitação de uma
responsabilidade atuante que leve a uma cidadania empenhada, através de uma
realização de vida que corresponda positivamente aos grandes temas do amor, da
família, da solidariedade, da vida como vocação específica para a construção do
Reino de Deus.
sábado, 9 de março de 2013
O testemunho do Reitor Mor sobre Bento XVI
(ANS – Campos do
Jordão-SP) – O Reitor-Mor,
P. Pascual Chávez Villanueva, por ocasião dos Exercícios Espirituais que está a
pregar aos Inspectores Salesianos da América, em Campos do Jordão, no Estado de
São Paulo, Brasil, foi entrevistado pelo boletim da nossa Paróquia Santa Teresinha,
na cidade de São Paulo (SP). Em sua entrevista tratou do relacionamento da
Família Salesiana (FS) com Bento XVI,
Em sua mensagem sobre a renúncia do Papa, o
senhor disse que Bento XVI foi muito generoso em ações para com a Família
Salesiana (FS). O senhor poderia mencionar alguns desses feitos de Bento XVI
durante seu papado, direcionados à Família Salesiana?
O Santo Padre Bento XVI é
uma pessoa que ama a nossa Congregação e a nossa Família Salesiana. Em um
encontro pessoal com ele, em que chamei a sua atenção para a figura de Mamãe
Margarida, mostrou-se estar muito familiarizado com a vida de Dom Bosco e de
sua santa mãe. Encontrei-me várias vezes durante suas férias em nossa casa
salesiana de Les Combes, e todos os anos na nossa Paróquia de Castel Gandolfo,
no dia da festa de Nossa Senhora da Assunção. Sempre achei nele um homem e um
pai de grande bondade e muita gentileza, um verdadeiro ícone do amor de Deus.
O Santo Padre
expressou-nos um gesto de carinho especial quando quis receber o nosso Capítulo
Geral em 2008, oferecendo uma mensagem muito significativa do ponto de vista
carismático e uma saudação especial a cada um dos Conselheiros Gerais. Bento
XVI conhece a nossa Congregação e outra vez, em carta ao nosso Capítulo Geral
26, manifestou o seu apreço pela vida e atividade apostólica da nossa Família.
sexta-feira, 8 de março de 2013
O valor da mulher na educação
Em homenagem ao dia Mundial da Mulher
Nada é tão
grande neste mundo como “construir” um ser humano. As máquinas acabarão um dia,
mas os nossos filhos jamais. Hoje mais do que nunca, o valor da mulher na
educação e maternidade deve ser valorizado e protegido pela sociedade.
A
maternidade é um dom de Deus que as sociedades modernas devem proteger para
manutenção da dignidade da pessoa humana.
Tudo
começa em casa Educar é promover o crescimento e o amadurecimento
da pessoa humana em todas as suas dimensões: material, intelectual, moral e
religiosa. Por isso, a educação não se recebe só na escola, mas principalmente
em casa.
Às vezes
ouve-se alguém dizer: “Ele é analfabeto, mas é muito educado”. Não adianta ser
doutor e não saber tratar os outros como gente; não saber cumprir com a palavra
dada; não se comportar bem; trair a esposa e os filhos; não ser gentil; não ser
afável, etc.
Deus quis
que isso fosse feito antes de tudo pelos pais e, de modo especial, pela mãe.
Hoje
sobretudo, quando muitas mães são obrigadas a criar sozinhas os seus filhos,
porque são “órfãos de pais vivos”, essa missão torna-se mais importante e árdua ainda. Nesse caso, o papel materno
tem a sua importância triplicada, porque ela (a mãe), tem de desempenhar o
papel do pai e dela própria.
Esta é hoje
a realidade da sociedade moçambicana
desde o campo até a cidade. O que fazer para mudar este cenário?
A Igreja
nos ensina que: “Pela graça do Sacramento do matrimónio os pais receberam a
responsabilidade e o privilégio de evangelizar os seus filhos. Por isso os
iniciarão desde a tenra idade nos mistérios da fé, da qual são para os filhos
os primeiros arautos.(LG,11). Associá-los-ão desde a primeira infância à vida
da Igreja” (Catecismo da Igreja Católica, n. 2225).
A arte
de educar os filhosSem
o carinho e a atenção da figura da mãe, a criança certamente crescerá carente
de afeto e desorientada para a vida.
O povo diz
que atrás de um grande homem há sempre uma grande mulher, mas é preciso não
esquecer que “esta mulher”, mais do que a esposa, é a mãe.
É no colo
da mãe que a criança precisa aprende o que é a fé, aprende a rezar e a amar a
Deus e as pessoas. É no colo que o homem de amanhã deve aprender o que é a
retidão, o caráter, a honestidade, a bondade, a pureza de coração.
É no colo
da mãe que a criança aprende a respeitar as pessoas, a ser gentil com os mais
velhos, a ser humilde e simples e não desprezar ninguém. É a mãe, com o seu
jeito doce e suave, que vai retirando da sua plantinha que cresce a erva
daninha da preguiça, da desobediência, da má-criação, dos gestos e palavras
inconvenientes.
É ela que
lhe vai ensinando a perdoar, a superar os momentos de raiva, a não ter inveja
dos outros que têm mais bens e dinheiro. É a mãe que nas primeiras tarefas do
lar lhe ensina o caminho redentor do trabalho e a responsabilidade.
Até o Filho
de Deus quis precisar de uma Mãe para cumprir a Sua missão de salvar a
humanidade; e Ele fez o Seu primeiro milagre nas Bodas de Caná exatamente
porque Ela lhe pediu. Por isso, cada mãe é um sinal de Maria, que ensina seu
filho a viver de acordo com a vontade de Deus. Gandhi dizia que “a verdadeira
educação consiste em pôr a descoberto o melhor de uma pessoa”. Para isso é
preciso a arte de educar, a mais difícil e mais bela de todas.
Alice Albertina, FMA
terça-feira, 5 de março de 2013
Um cardeal salesiano no Cónclave que escolherá o Papa
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Itália – Entrevista do Cardeal Rodríguez Maradiaga,
salesiano
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(ANS – Roma) – O Cardeal salesiano Oscar Andrés Rodríguez
Maradiaga, Arcebispo de Tegucigalpa, Honduras, está, já faz alguns dias, em
Roma, para participar das Congregações gerais cardinalícias e sucessivamente do
Conclave que elegerá o Sucessor de Bento XVI. Sábado passado, 2 de março, foi
entrevistado por Enzo Romeo, responsável pela Redação ‘Esteri’, do TG2,
telejornal da Rede 2, da RAI. Reportamos alguns itens da entrevista.
Eminência, pesará, segundo o seu modo de ver,
sobre o Conclave a presença, pela primeira vez, de um Papa emérito?
Certamente é uma ocasião inédita na história; digo entretanto que coisa relevante será sobretudo saber que Bento XVI reza por nós.
Certamente é uma ocasião inédita na história; digo entretanto que coisa relevante será sobretudo saber que Bento XVI reza por nós.
Para os Senhores Cardeais, que vêm de longe, há a
exigência de saber algo mais sobre o que ocorreu na Igreja no último ano, sobre
o caso Vatileaks, por exemplo?
Penso que isto seria necessário, porque se somos um Colégio, se somos coirmãos, devemos saber a respeito do que, pela distância e o nosso trabalho particular, não dispomos, isto é: de suficientes informações.
Penso que isto seria necessário, porque se somos um Colégio, se somos coirmãos, devemos saber a respeito do que, pela distância e o nosso trabalho particular, não dispomos, isto é: de suficientes informações.
Está maduro, segundo V. Emcia., o tempo para um
papa não europeu?
Não depende tanto de ser ou não ser europeu: depende dos grandes desafios que hoje deverá enfrentar o novo Papa. Mais que numa nacionalidade, devemos pensar na pessoa mais adequada para responder a tais desafios.
Não depende tanto de ser ou não ser europeu: depende dos grandes desafios que hoje deverá enfrentar o novo Papa. Mais que numa nacionalidade, devemos pensar na pessoa mais adequada para responder a tais desafios.
No precedente Conclave V. Emcia. recebeu votos. O
que se experimenta quando o próprio nome ressoa na Sistina: satisfação, medo,
perturbação?
Medo certamente, porque o de pontífice não é um cargo que um ser humano possa desejar. Mas ao mesmo tempo quando Deus faz um chamado dá também a Graça de o assumir.
Medo certamente, porque o de pontífice não é um cargo que um ser humano possa desejar. Mas ao mesmo tempo quando Deus faz um chamado dá também a Graça de o assumir.
V. Emcia. é músico e o Papa no último encontro com
os Purpurados disse que o Colégio cardinalício deveria ser uma como orquestra
onde as divisões se possam fundir numa única harmonia? Compartilha da ideia?
Estou plenamente de acordo, doutra forma a Igreja não seria uma sinfonia, mas uma cacofonia.
Estou plenamente de acordo, doutra forma a Igreja não seria uma sinfonia, mas uma cacofonia.
sábado, 2 de março de 2013
O Reitor Mor agradece ao Papa Bento XVI
(ANS – Roma) – Apenas, neste fim de tarde, Bento XVI chegou a
Castelgandolfo, o Reitor-Mor, P. Pascual Chávez Villanueva, quis mandar à
Congregação e à FS uma sua mensagem. Eis abaixo o texto integral.
![]() |
| Bento XVI na sua última despedida em Castelgandolfo |
Caríssimos Irmãos,
Irmãs, Membros todos da Família Salesiana, Amigos de Dom Bosco,
hoje a Sede de Pedro
está vazia devido à renúncia do Papa Bento XVI de continuar no exercício do
ministério petrino a Ele confiado faz oito anos.
Nós, Família de Dom
Bosco difundida pelo mundo, nos ficamos profundamente reconhecidos, também por
esse corajoso ato de serviço do nosso caríssimo Santo Padre, e o acompanhamos
quer com a nossa sincera simpatia e devoção quanto, como Ele mesmo nos pediu,
com a nossa constante oração.
O Papa Bento XVI, que
tantos gestos de afeto e benevolência demonstrou à nossa Família, foi um
verdadeiro dom de Deus à sua Igreja e ao Mundo atual. Despediu-se afirmando que
nunca se sentiu só, nem sequer nos momentos em que parecia que o Senhor dormisse.
Queremos assegurar-Lhe que nunca jamais estará só, porque o seu esplêndido
magistério e a sua imponente figura haverão de continuar em nossos corações. A
história haverá de revelar a sua grandeza humana, o seu vigor intelectual, a
sua profunda vida espiritual, o seu indiviso amor a Jesus Cristo, o seu
magnífico serviço à Igreja e ao Mundo.
A Igreja de Deus não
está órfã: o Senhor Jesus, sua Cabeça, e o Espírito de Deus, seu Advogado,
sempre a estão a guiar e presidir.
De coração pois vos
peço que vos unais a mim na oração fervente, junto com Maria, que compartilha
vida e oração dos Apóstolos, durante o tempo em que aguardamos com confiança e
serenidade que Deus nos dê um novo pastor segundo o seu Coração.
A conversão a que nos
chama a Palavra de Deus neste Tempo Quaresmal seja a melhor maneira de impetrar
de Deus a dádiva esperada.
Com afeto e uma
lembrança na Eucaristia,
Roma, 28 de fevereiro
de 2013
P. Pascual Chávez Villanueva SDB
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