segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A Família Salesiana celebra Dom Bosco

Realizou-se na Missão de São José de Lhanguene (Maputo), no domingo 3 de Janeiro, o tradicional encontro da Família Salesiana do Sul de Moçambique para celebrar juntos Dom Bosco e dar início ao ano pastoral salesiano com a apresentação da estreia do Reitor Mor e dos programas de cada grupo.
A eucaristia foi presidida pelo Provincial P. Américo. O encontro foi coordenado pelo Delegado de Pastoral Juvenil, P. Pescador.
Ao longo do encontro os diversos grupos foram apresentando as suas propostas para este ano de 2013 tendo em conta o ano da Fé, a estreia e os documentos dos Bispos de Moçambique.
Estiveram presentes Sdb, Fma, Salesianos Cooperadores, ADMA, Antigos Alunos/as dos Sdb e Fma, Movimento Juvenil Salesiano.


domingo, 3 de fevereiro de 2013

Os novos aspirantes salesianos de Matola

O P. Rafael mostrando a Casa Provincial
O P. António acolhendo-os na Obra de São José 
O P. Jose Ángel após mostrar-lhes o ISDB

Realizou-se no Aspirantado salesiano de Matola o tradicional ‘estágio vocacional’ para os novos candidados ao aspirantado, que foi realizado entre os dias 19 de Janeiro a 2 de Fevereiro. Foram dias de adaptação à nova Casa, de formação salesiana, de convivência, de participação nas Primeiras Profissões de salesianos.

Este ano participaram 8 novos candidatos: 7 jovens provenientes da Província de Tete e 1 proveniente da Província de Cabo Delgado (Chiúre). São eles: Rosário, António, Vale, Fidel, Castelo, José, Armando e Charles. Um deles foi enviado depois, por causa da idade, a realizar o aspirantado na comunidade de Inharrime.

No dia 5 realizarão o seu primeiro retiro terminando com uma Eucaristia, onde o P. Provincial dará início oficial ao novo ano do aspirantado, formado por 7 aspirantes do 1º ano e 3 aspirantes do 2º ano.

Nas fotografias aparecem os novos aspirantes visitando algumas obras salesianas da cidade de Maputo.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

A Família Salesiana festeja Dom Bosco

Visitadoria “Maria Auxiliadora” – SDB
Inspectoria «São João Bosco» - FMA
Maputo - Moçambique 

FESTA DE DOM BOSCO  
E LANÇAMENTO DO ANO PASTORAL 2013

Como já é tradição entre nós, no início de cada ano, encontramo-nos como família. Assim, anunciamos-vos que no próximo dia 3 de Fevereiro, celebraremos a festa de Dom Bosco e faremos a abertura do Ano Pastoral 2013 em São José de Lhanguene.
Desejamos para todos que este ano seja mais uma oportunidade de renovação do entusiasmo pastoral, na preparação do bicentenário do nascimento de «D. Bosco».
E porque queremos iniciar a caminhada de 2013 juntos e em clima de acção de graças, convidamos os Salesianos, as Salesianas, os Conselhos locais e provinciais da Familia Salesiana, Cooperadores, Antigos e Antigas Alunos/as, ADMA, Professores, Colaboradores Leigos, Catequistas e Animadores, Conselhos pastorais paroquiais, Coordenadores de catequese e de núcleos e os Grupos juvenis das nossas obras, a participarem nesta Festa.

Data:    3 de Fevereiro                                    Lugar:  São José de Lhanguene
 
Horario geral:
08.00    Acolhimento
08.30    Solene Eucaristia
10.30    Apresentação Lema do Reitor Maior (no salão)
11.00    Partilha e eco do vídeo.
11.30    Dança (ADMA’jovem)
Apresentação dos objectivos pastorais:
·         Familia Salesiana
·         ADMA
·         Antigos Alunas
·         Antigas Alunos
·         Filhas de Maria Auxiliadora
Canto (ADMA’jovem)
·         MJS
·         Salesianos Cooperadores
·         Salesianos de Dom Bosco
12.30   Benção e despedida

Distribuição de responsabilidades para a Eucaristia.
            - Acolhimento e cantos: Família Salesiana de São José.
- 1ª Leitura: MJS
- Salmo: FMA
- 2ª Leitura: SS.Cooperadores
- Evangelho em Ronga: ADMA
- Oração dos fieis: Antigas Alunas e Antigos Alunos
- Dança de Acção de Graças: ADMA’jovem

                                                                               Pelo Conselho Provincial da Família Salesiana                                             Maputo, 27.01.13

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Celebrando Dom Bosco com novos salesianos

Feliz Festa a todos: hoje celebramos a festa litúrgica de São João Bosco que ocorre no dia em que celebramos os 125 anos da sua morte ('nascimento para Deus').
Em muitas partes do mundo salesiano, a festa celebra-se com outra celebração importante e jubilosa: a entrega das suas vidas por jovens que se tornam Salesianos realizando a sua Profissão Religiosa.
Em Moçambique, na Namaacha, hoje a Visitadoria de Angola e de Moçambique celebramos com alegria a primeira Profissão Religiosa de 7 jovens angolanos. Que Dom Bosco lhes abençoe!

Que Dom Bosco abençoe a toda a Família Salesiana! Que Dom Bosco abençoe a todos os jovens!


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Magone, o rapaz da rua que encontrou Dom Bosco


Tríduo: Dom Bosco e Miguel Magone, desafio educativo
MIGUEL MAGONE: O ‘general de Carmagnola’
(ANS – Roma) - Desde o primeiro encontro com Miguel Magone, Dom Bosco nos revela a sua arte de educar positivamente, propondo a Miguel uma alternativa à sua vida desordenada e envolvendo-o em experiências possíveis e atraentes.
Dom Bosco entra sem medo na vida de Miguel, toma-o pela mão e desencadeia nele aquele dinamismo típico do sistema preventivo que faz crescer “desde dentro” os seus jovens, leva-os com alegria e satisfação ao bem, os faz conscientizar-se dos riscos que correm perseverando em caminhos errados e prepara para o amanhã através de uma sólida formação do carácter e da consciência.
Na escola de Dom Bosco e sob o olhar paterno, através da prática perseverante de pequenos exercícios fáceis e agradáveis na vida de oração, de estudo e de caridade, Miguel chega a um maravilhoso grau de perfeição. Dom Bosco de fato está convencido de que “o esplendor da caridade pode ofuscar-se e perder-se a cada pequeno sopro de tentação; assim, qualquer coisa, ainda que muito pequena, que possa contribuir para conservá-lo, deve considerar-se de grande valor”. Expressão típica de tal pedagogia e solicitude educativa foram os famosos “sete carabineiros de Maria”, conselhos que Miguel confia a um colega a fim de custodiar a virtude da pureza, convidando-o a lê-los e a praticá-los.
Este espírito de viva fé, alimentado por uma filial devoção a Maria, vinha unido “à mais industriosa caridade para com seus colegas: sabia que o exercício desta virtude é o meio mais eficaz para aumentar em nós o amor de Deus. Esta máxima ele a praticava nas mais pequenas ocasiões”. Miguel, de menino de rua, litigioso e violento, se torna animador da recreação, consolador dos companheiros aflitos, agente de paz e de reconciliação. A prática da caridade concreta e operosa, leva-o a construir amizades verdadeiras, que ajudam os seus colegas a libertar-se de fáceis enganos, a refazer relações abertas e sinceras com os pais e os professores, a viver uma quotidianidade alegre e operosa.
Miguel amadurece, assim, na consciência de ter faltado ao amor de Deus e de não ter sido obediente à sua vontade: “Eu choro ao contemplar a lua que por tantos séculos comparece com regularidade a iluminar as trevas da noite, sem nunca desobedecer às ordens do Criador, enquanto que eu, que sou tão insignificante, eu, que dotado de inteligência, deveria ter sido fidelíssimo às leis do meu Senhor, eu lhe desobedeci tantas vezes; e de mil modos o ofendi”.
Esta consciência o levará na hora da morte a mandar, através de Dom Bosco, uma mensagem à mãe, como vontade última de reconciliação e de paz: “Sim, digam a minha mãe, que me perdoe todos os desgostos que lhe causei na minha vida. Estou muito arrependido. Digam-lhe que eu a amo; que persevere com coragem no fazer o bem; que eu morro de boa vontade; que eu parto deste mundo com Jesus e com Maria; que vou esperar por ela no Céu”.
Miguel Magone era órfão de pai. Quando se encontrou pela primeira vez com Dom Bosco na estação de Carmagnola ouviu a recomendação: “Hoje de noite faça uma oração fervorosa ao nosso Pai que está nos céus; reze de coração, confie nele e ele haverá de providenciar por mim, por si e por todos”. O Pai-nosso de Miguel Magone, dito de coração, revelou o amor providente e previdente de Deus através do carisma de Dom Bosco.
O convite do P. Cameroni é, neste segundo dia do tríduo: viver um momento de oração familiar meditando e recitando o Pai-nosso, oração de fé em Deus, de amor fraterno e de perdão recíproco.

Novos directores salesianos

De esq. a dir: F.Pescador; R. Estevão; A. Kalonji


O Regional de África-Madagascar, P. Guillerme Basañes, acabado de sair das reuniões invernais do Conselho Geral em Roma, chegou até nós em Moçambique.

Na tarde do dia 29, na Casa da Visitadoria, animou o retiro mensal para os salesianos das casas do sul e presidiu a eucaristia onde tomaram posse como directores de comunidades salesianas três irmãos, nomeadamente:

P. André Kalonji, como director de Moamba

P. Francisco Pescador, como director de Matola

P. Rafael Estevão, como director da Casa Dom Bosco, sede da Visitadoria.

Terminou a tarde num encontro festivo de família.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Dom Bosco e Domingos Sávio


(ANS – Roma) – ANS propõe, em colaboração com o P. Pierluigi Cameroni, Postulador Geral da FS para as Causas dos Santos, um Tríduo de preparação à festa de Dom Bosco evidenciando alguns aspectos das biografias de jovens, escritas por Dom Bosco: Sávio, Magone e Besucco. Dom Bosco queria oferecer aos seus jovens, modelos positivos e imitáveis com que despertar em seu coração o enlevo perante a vida e vivê-la com alegria e zelo. Tentemos repercorrer alguns aspectos.

DOMINGO SÁVIO
“Se um colega meu, da minha idade, no mesmo lugar, exposto aos mesmos, se não maiores, perigos, teve tempo e capacidade de se manter fiel seguidor de Jesus Cristo, por que não poderei eu fazer a mesma coisa? Lembrai-vos bem que a verdadeira religião não consiste somente em palavras; é preciso passar às obras. Se, pois, encontrardes algo digno de admiração, não vos contenteis em dizer: Bonito, gostei. Mas: Quero esforçar-me em fazer o que na leitura me causa admiração”.
Este enlevo, na história de Domingos Sávio, é tipicamente eucarístico e encontra o seu momento de graça no dia da Primeira Comunhão, visto como uma semente que, se cultivada, é fonte de vida alegre e de empenhos decididos: “Esse dia ficou-lhe para sempre gravado na memória, e podemos dizer que foi o início, ou melhor, a continuação de uma vida que poderia ser apontada como modelo de vida cristã. Alguns anos mais tarde, ao falar da sua primeira comunhão, transfigurava-se-lhe o rosto de intensa alegria: – Oh! aquele dia foi para mim o maior, o mais belo dia da minha vida! –.
Escreveu algumas lembranças que conservava cuidadosamente num livro de devoção e lia-as amiúde:
1. Confessar-me-ei frequentemente e farei a comunhão todas as vezes que o confessor me der licença.
2. Quero santificar os dias festivos.
3. Os meus amigos serão Jesus e Maria. 
4. Antes morrer que pecar.
Tais lembranças por ele muitas vezes repetidas, foram como que a norma de suas acções até o fim da vida”.
O encontro pessoal e quotidiano com Jesus na Eucaristia leva Domingos a viver o anseio apostólico que Dom Bosco difunde entre os jovenzinhos do oratório e o impele a criar a Companhia da Imaculada, viveiro da futura Congregação Salesiana.
Repisando o exemplo de Joãozinho Bosco, pequeno apóstolo entre os seus colegas nos Becchi, Domingos Sávio repete-lhe o zelo e a paixão pela formação dos pequenos nas verdades da fé: “Apenas for clérigo, dizia, irei a Mondônio, reunirei todas as crianças num barracão e hei de ensinar-lhes o catecismo, contar-lhes muitos exemplos e contribuir para a sua santificação. Quantos não se descaminham por não terem quem lhes ensine a doutrina cristã. E o que dizia, confirmava-o em seguida com fatos, pois se comprazia, tanto quanto permitiam a idade e a instrução, em dar lições de catecismo na igreja do oratório e, se alguém necessitasse duma aula particular de doutrina, dava-lha a qualquer hora do dia e em qualquer dia da semana, com o único fito de poder falar de coisas espirituais e de lhe fazer conhecer a importância da salvação da alma”.
Ponto culminante desta parábola é como Dom Bosco comunica a Domingos o seu grande anseio pela salvação das almas, a solicitude pelas pessoas que se encontram nas trevas acerca da verdade, que sofrem pela ausência de justiça e de amor, e isto se torna a razão da sua vida: “Certo dia um colega indiscreto tentou interrompê-lo quando estava no recreio a contar um fato: Mas que tens tu com isso – disse-lhe o tal companheiro. Que tenho eu com isso? – respondeu –. Tenho muito, porque a alma dos meus colegas foi remida pelo sangue de Jesus Cristo; tenho muito, porque somos todos irmãos e, como tais, devemos amar-nos uns aos outros; tenho muito, porque Deus recomenda que nos ajudemos uns aos outros; tenho muito, porque se chego a salvar uma alma, asseguro também a salvação da minha”.
Dom Bosco ficou de tal forma comovido pelo testemunho de Domingos que chegou a confessar: “O meu afeto por ele era o de um pai pelo mais digno dos seus filhos”.
O convite do P. Cameroni é, neste primeiro dia do Tríduo, despertar a graça do enlevo eucarístico e a solicitude apostólica pelo bem do próximo.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Testemunho de Arsénio Muhango


ARSÉNIO MUHANGO, é um jovem angolano que terminou o seu noviciado na Namaacha (Moçambique) e que no próximo dia 31 de Janeiro vai oferecer a Jesus a sua vida através da Profissão Religiosa salesiana. Eis o seu testemunho para os jovens:

 Nascí em Kuanza-Norte, Angola. Tenho 24 anos de idade.
            A Profissão Religiosa salesiana é uma entrega total e generosa que eu faço de mim mesmo a Deus, devido ao chamamento que Ele próprio faz, seja para o Sacerdote, como para o Leigo Consagrado, que entre nós Salesianos chamamos de Coadjutor.
            A alegria e a paz que me vem de Deus é que me levam a entregar e gastar a minha vida pelos jovens. São estes sentimentos que Deus colocou no meu coração e no meu pensamento, a fim de eu dedicar toda a minha vida no trabalho pela salvação da minha alma e pela salvação dos jovens.
            Assim estou motivado a fazer os Votos de Obediência, Pobreza e Castidade, e a viver como Salesiano Coadjutor, para responder à vontade de Deus a meu respeito, e assim escolhi seguir os passos de Jesus e viver como Ele para anunciar o Reino de Deus aos jovens (Marcos 16,15)». 

domingo, 27 de janeiro de 2013

Testemunho de Rosalina Antonio


ROSALINA ANTÓNIO MBEVE converteu-se em Filha de Maria Auxiliadora no dia 24 de Janeiro na Namaacha ao realizar a sua Profissão Religiosa como Salesiana. Eis aquí o seu testemunho para os jovens.

Sou natural  da província de Tete, distrito de Angónia,  localidade  de Ulóngué. Nasci no dia  19 de Julho de 1986.
Eu quero ser Filha de Maria Auxiliadora, para  testemunhar Cristo aos jovens. Ser como dom Bosco e Madre Mazzarello, que  se doaram sem limites para  salvar muitos jovens da sua pobreza tanto material como espiritual.
Estou muito feliz por ser membro desta grande família.
Convido cada jovem a não ter medo de dar a sua resposta, quando sentir o chamado do Senhor. 

sábado, 26 de janeiro de 2013

Testemunho de Emília Raquel


No dia 24 de Janeiro a  jovem EMIÍLIA RAQUEL  DE SOUSA tornou-se Filha de Maria Auxiliadora pela Profissão Religiosa realizada naquele dia na Namaacha.
Aqui deixa-nos o seu testemunho para os jovens.

Nasci em Maputo. Fui baptizada um ano depois.
Na minha paróquia, S. Francisco de Assis do Infulene, tive os primeiros contactos com a espiritualidade de D. Bosco e Madre Mazzarello através da acção das Irmãs salesianas, no oratório e na catequese. Fui apreciando, conhecendo e interiorizando melhor essa espiritualidade. Depois pedi para fazer a experiência da vivência dessa espiritualidade como vocacionada interna.
Depois de alguns anos de estudo, aprofundamento e assimilação vital, a pesar das dificuldades, que também fazem parte da nossa vida, com a profissão religiosa quero oferecer alegremente a minha a Deus para ser sinal do seu amor preveniente para os jovens.
Cara/o jovem, procure sempre dar a Deus o seu lugar na tua vida. 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Emilia e Rosalina, já são Salesianas! FMA!

Na festa de São Francisco de Sales e na comemoração de Maria Auxiliadora, as jovens EMÍLIA RAQUEL e ROSALINA ANTÓNIO ofereceram a Jesus a suas vidas no carisma salesiano dentro do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, fundadas por São João Bosco e Santa Maria Domingas Mazzarello.

Às 9,30 h. deu inicio a bonita e solene celebração na capela do Colegio de Maria Auxiliadora das FMA na Namaacha (Província de Maputo). Presidiu a celebração o Provincial salesiano, P. Américo Chaquisse e recebeu em nome da Madre Geral as Primeiras Profissões a Provincia Ir. Paula Cristina Langa.

E como uma imagem vale mais do que mil palavras aquí estão algumas imagens que mostram o momento importante das Profissões.
Parabéns, Ir. Rosalina! Parabéns, Ir Emilia!

As duas jovens no início da celebração da Profissão religiosa

Lema escolhido para estas duas Primeiras Profissões Religiosas

A Ir. Emilia no momento da sua Profissão Religiosa


A Ir. Rosalina no momento da sua Profissão Religiosa

Salesianos de SALES


24 de Janeiro: FESTA DE SÃO FRANCISCO DE SALES

Neste Ano da Fé o Papa nos convida a descobrir nos SANTOS  as testemunhas vivas da fé.
A Família Salesiana é já uma família de santos e santas. Hoje, seguindo o calendário do BS italiano para 2013, apresentamos a figura do Santo da Bondade, do qual tomamos, por vontade de Dom Bosco, o nome de ‘SALESianos’ e cuja festa é o 24 de Janeiro.


SÃO FRANCISCO DE SALES: Alguém poderá perguntar: porque o Oratório foi dedicado e começou a chamar-se de São Francisco de Sales?
D.Bosco, estando ainda no Colégio Eclesiástico (Convitto) já tinha no coração o pensamento de colocar todas as suas obras sob a protecção do Apóstolo do Chiablese, porque o ministério que assumiu para realizar no meio dos jovens exigia muita calma e mansidão; e por isso, queria colocar-se sob a especial protecção de um Santo, que foi um modelo perfeito da virtude da bondade. (MB II, 252).


3 breves textos escritos por S. Francisco de Sales
  
«Deus ordena aos cristãos, que são as plantas vivas da sua Igreja, que produzam frutos de devoção (=vida de piedade), cada qual segundo a sua qualidade, o seu estado e a sua vocação.»

«A devoção deve ser exercida de maneira diferente pelo patrão e pelo operário, pelo criado e pelo príncipe, pela viúva, a solteira ou a mulher casada; é necessário acomodar o exercício da devoção às forças, aos trabalhos e aos deveres de cada pessoa em particular».

«Ó meu Deus! que alegria teremos no Céu quando virmos o Amado (=Jesus) de nossos corações como um mar infinito, cujas águas são unicamente perfeição e bondade»

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Laura, uma adolescente cheia de vida!

Dia 22 de Janeiro: festa da BEATA LAURA VICUNHA

Fotografia de Laura
Na caixa que está sob a imagem
de Laura encontram-se
os restos da jovem Beata
O mês de Dom Bosco está também cheio das festas de santos e santas salesianas como que a lhe fazer coroa com as suas próprias vidas. São os frutos do Sistema Preventivo levado pelos seus filhos e filhas ao mundo.
Hoje, dia 22 de Janeiro, celebramos à adolescente Beata Laura Vicunha.
12 anos é uma vida muito curta, mas a de Laura tornou-se uma vida muito grande. Ricas e duras experiências para uma menina: chilena órfã de pai; refugiada política e emigrante nas montanhas da Argentina; recomeçar uma vida junto da mãe e da irmã em terras novas, extrangeiras; uma mãe violentada…
Mas, também graças de Deus: na sua emigração a terras andinas, Deus lhe coloca o presente duma casa salesiana junto das Filhas de Maria Auxiliadora. Alí, em pouco tempo, crescerá em vida humana e cristã, até alcançar a santidade, fazendo da sua pequena vida uma oferta a Deus pela salvação humana e espiritual da sua mãe, que sim conseguiu.

Deixamos como testemunho algumas palavras de Laura Vicunha onde nos fala como vivia a ‘santidade do quotidiano’ que Dom Bosco ensinara aos salesianos e salesianas:

«Para mim rezar ou trabalhar é a mesma coisa; rezar ou jogar, rezar ou dormir vale o mesmo. Ao cumprir os meus deveres, faço o que Deus quer, e é isso o que eu pretendo: esta é a minha melhor oração».

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Variara, um jovem missionário entre os leprosos


15 de Janeiro: festa do BEATO LUIS VARIARA

Faltavam quatro meses para a morte de Dom Bosco (31 de Janeiro de 1888) quando o rapaz Luis Variara entrou a viver e estudar no Oratório de Valdocco, a casa de Dom Bosco e dos primeiros salesianos. Entrou e ficou para sempre com Dom Bosco.
Sendo um jovem pós-noviço salesiano, conheceu ao missionário Miguel Unia que vinha desde Colombia buscando salesianos para que o pudessem ajudar na sua obra entre os leprosos da vila de Àgua de Dios. Luis Variara ofereceu-se logo e para lá partiu.
Ao ano de chegar á missão o P. Unia faleceu e o jovem Variara teve de assumir o trabalho de converter essa vila de dor e de marginalização (foi criada para separar os leprosos e seus familiares das pessoas sã) num Oratório Salesiano. Aquilo que aprendeu em Valdocco começou a fazer com a criançada, nos internatos, na paróquia, até criou a banda de música dos leprosos.
O seu coração não ficou por aí. Descobrindo algumas raparigas, doentes de lepra e outras de familiares leprosos, que queriam ser religiosas mas não eram aceitadas pela doença, deixou-se guiar pelo Espírito Santo e fundou as ‘Filhas dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria’ (são membros da Família Salesiana e já trabalham em África).
Também conheceu a cruz e a injustiça na sua própria pele. A inveja de alguns levou o Variara fora de Agua de Dios, proibido de falar com as suas religiosas, marginalizado como se fosse um leproso. Morreu longe dos ‘seus’. Mas, Deus exalta os pequenos e humildes, e o Papa João Paulo II beatificou-o mostrando-o como um salesiano e missionário, modelo de fé e de caridade operosa.
Numa carta escrita às suas religiosas, Variara nos ensina a saber viver ‘com Jesus, por Jesus e em Jesus’. Ensina-nos, como Dom Bosco, a viver unidos a Deus em tudo o que fazemos. Viver numa união constante com Jesus para fazer do nosso trabalho um lugar de santificação.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Os salesianos de Haiti agradecem


(ANS – Porto Príncipe) – No dia 12 de janeiro recorda-se o terceiro aniversário do terramoto que atingiu o Haiti provocando imensas perdas humanas e o colapso das infraestruturas do País. Foram 32 segundos que semearam nos corações desolação, desespero, feridas. O P. Sylvain Ducange, Superior da Visitadoria do Haiti, oferece uma quadro de quanto se fez até agora, e confirma todo o empenho salesiano no País.


(As fotografias que aparecem são fruto da colaboração internacional salesiana com os salesianos e jovens de Haiti)

A intervenção da comunidade internacional foi rapidíssima e eficaz. Graças à solicitude paterna do Reitor-Mor, que lançou um apelo imediato à solidariedade, todas as Inspetorias da Congregação se tornaram solidárias, organizando ajudas em favor da Visitadoria do Haiti, através das Procuradorias e das Ongues salesianas.
Eis pois o que se fez em três anos. 
  • Assistência aos refugiados nos campos de Thorland, Cité Soleil e Pétion-Ville.
  • Ajuda humanitária às pessoas afluídas às casas salesianas.
  • Campos de formação para a luta contra a cólera-morbo.
  • Atividades paraescolares, formativo-recreativas para adolescentes e jovens atingidos por traumas pós-sismo (formação de agentes sociais e atividades várias).
  • Retomada das atividades escolares e formativas (bolsas de estudo, material didático, salário aos professores).
  • Reorganização da rede da Obra das Pequenas Escolas do P. Bonhen (OPEPB) e reconstrução das escolas danificadas pelo terromoto.
  • Construção de salas de aula provisórias e impostação de pré-fabricados na ENAM, Fleuriot, Gressier e Cité Soleil.
  • Reconstrução do muro de proteção de algumas obras salesianas.
  • Construção de pré-fabricados para as comunidades da ENAM e de Thorland.
  • Novo Centro Dom Bosco, em Gressier, com escola elementar, ginasial (ou média) e um internato.
  • Apoio para a reinserção dos meninos de rua mediante ‘LAKAY-LAKOU’, em Porto Príncipe e em Cap Haïtien, com um novo centro de acolhida.
  • Reabilitação dos edifícios danificados pelo tremor de terra, em Gressier, Thorland, Pétion-Ville, Drouillard e Cap Haïtien.
  • Construção do Centro Escolar de Bas-Fontaine-Vila dos Repatriados, do Centro polivalente S. Francisco de Sales, do Kindergarten Soleil 4, em Cité Soleil.
  • Novo Modelo de Formação Profissional adaptado à realidade atual, do Haiti.
  • Início do canteiro-de-obras para a nova Casa Inspetorial e o Pós-noviciado, em Fleuriot.
  • Intercâmbio dos centros de Cap Haïtien e Fort Liberté com a escola agrícola salesiana da República Dominicana.
  • Nova Escola para Enfermeiros e refeitório com cozinha em Fort Liberté.
  • Recuperação do Centro Profissional, de Gonaïves.
  • Um grande salão para a promoções socioeducativas, em Gressier.
  • Atividades geradoras de lucro, para as famílias da Área Thorland e em Cité Soleil.
  • Reconstrução de um edifício (18 salas) na Escola elementar da ENAM.
  • Início da Escola de Futebol Dom Bosco, em Fort Liberte.
  • Centros de tratamento e venda de água, em Les Cayes, Fort Liberté e ENAM.
  • Distribuição de água com dois caminhões-pipas.
Hoje a crise econômica mundial castiga de modo mui severo a reconstrução de um País que também conhece uma crise endêmica no plano político e econômico; e que, atingido por longa seca e pelas conseqüências dos furacões Isaac e Sandy, teme também uma crise alimentar. Quanto às escolas salesianas já não podem mais garantir refeições aos alunos que delas se beneficiavam havia muitos anos.
Na Mensagem para o Natal 2012, a Conferência Episcopal Haitiana mostrou como muitos dos problemas derivam da falta de governo.
Nós, Filhos de Dom Bosco, no Haiti, estamos convencidos de que o carisma salesiano contribui para a transformação da sociedade, criando uma mentalidade nova para forjar um novo futuro com os jovens a nós confiados. Assim continuamos a levar ao nosso país o patrimônio pedagógico herdado de Dom Bosco que, através de um sistema educativo eficaz, continuamente atualizado, encaminha cada jovem a triunfar na própria vida qual “bom cristão e honesto cidadão”.


sábado, 12 de janeiro de 2013

Uma visão de Haití após três anos do terremoto

P. Basañes na sua recente visita a Haití

Todo o mundo salesiano ajudou a povo de Haití
(ANS – Roma) – Na perspectiva do terceiro aniversário do terremoto que desconjuntou o país centro-americano, reportamos algumas reflexões do P. Guillermo Basañes, Conselheiro Regional para a África-Madagascar, que de 23 de outubro a 28 de novembro de 2012 realizou a Visita Extraordinária à Visitadoria Bv. P. Filipe Rinaldi, do Haiti: um quadro acerca do processo de reconstrução e acerca do empenho para uma nova cultura entre os jovens haitianos. 

Passando os dedos por sobre as páginas dos poucos livros que se salvaram na comunidade da ENAM (École Nationale des Arts et Métiers), tem-se imediatamente a estranha sensação de uma subtilíssima poeira: aquela que durante o terremoto se infiltrou em tudo. Sinal de uma profunda noite haitiana. Foram horas de terror e desespero, que já ninguém mais deseja recordar.
O povo haitiano, dolorosamente acostumado a ter que recomeçar sempre do início, soube apressar-se e recomeçar a reconstrução. Participando desse mesmo espírito, também os Filhos de Dom Bosco arregaçaram as mangas. Imediatamente.
Trabalhos de nova construção
Nesse processo de reconstrução os salesianos ofereceram e estão oferecendo um bom exemplo e um estímulo a toda a sociedade. A maioria das obras e casas mais atingidas, especialmente as que estão nos arredores da Capital Porto Príncipe – ENAM, Thorland, Fleuriot, Drouillard e Gressier – são objeto de consistentes projetos de reconstrução, alguns dos quais já terminados e outros em via de realização. Tudo isso é fruto de mui generosa e bem organizada solidariedade, aberta ao país e ao mundo; e que, a um só tempo, nasce de bem árduo e perseverante trabalho em rede.
Infelizmente são ainda muitíssimas as famílias que vivem debaixo de tendas. Os seminaristas diocesanos de Porto Príncipe, p. ex., continuam a frequentar suas aulas diárias por sob tendas escaldantes. Na ENAM e em Thorland os salesianos continuam morando em casas pré-fabricadas.
O papel da ‘Fundação Rinaldi’ – Secretaria inspetorial para o desenvolvimento – tem sido fundamental em todo este processo de reconstrução. A ‘Fundação’, reconhecida pelo Estado no dia 24 de dezembro de 2009, algumas semanas antes do terremoto, assumiu desde o fatídico dia 12 de janeiro de 2010 a coordenação e o apoio de todos os projetos dos Salesianos de Dom Bosco, no Haiti, públicos e particulares, nacionais e internacionais. Mais de 300 os projetos apresentados à Fundação Rinaldi desde 12 de janeiro de 2010.
Mas não há somente edificações. A enorme vontade do povo haitiano de querer voltar a uma vida normal, transformou-se, depois do terremoto, nos jovens e nas crianças, num desejo incontido de querer voltar às aulas. Há um entusiasmo generalizado por ir às aulas, ao estudo, com garra de aprender novos ofícios. Esse clima contagiou também os adultos, que em algumas das nossas obras gozam da oportunidade de terminar, depois desses anos, a escola elementar. E com freqüência os ambientes salesianos continuam a atrair muita gente também fora do horário escolar: os jovens, especialmente, preferem fazer suas tarefas escolares aproveitando de um ambiente mais sereno e tranquilo.
Nos dias de Visita alguns dos momentos mais belos foram os de comunicação e partilha com os jovens: o momento do ‘Bom-Dia’ e da ‘Boa-Noite’ nas escolas e nos colégios; a recreação; o diálogo com os grupos, lotados por centenas, milhares, de jovens. Há neles uma consciência profunda e compreendem, pois, nitidamente que a maior calamidade para um povo é a falta de educação e o pecado.
Por esse motivo o empenho salesiano não se detém apenas na reconstrução dos edifícios. “Continuar a zelar pela formação de honestos cidadãos e bons cristãos para o país” – é o que se escreveu na programação 2012–2013. “Continuar!”: este é e foi sempre o empenho dos Filhos de Dom Bosco desde que chegaram ao Haiti, há mais de 75 anos.
Perante tantas novas oportunidades de formação e desenvolvimento, existe também um perigo: que se reforce nos jovens uma mentalidade individualista, consumista, meramente competitiva. Mais de uma vez repeti-lhes: “Vocês cantam com muita emoção «Haiti chérie…!», mas também com muita freqüência o sonho de vocês é instalar-se para sempre em outros países que – acreditam – poderão dar-lhes um futuro mais garantido…”. O desafio central da educação, hoje, é portanto a formação dos jovens à gratuidade, à solidariedade, ao serviço, a fim de que cada qual, como o jovem Beato Zeferino Namuncurá, possa dizer: «Quero ser útil a meu povo!». Disse-o também o Reitor-Mor, em sua carta de 25 de fevereiro de 2010: “Está em jogo a criação de uma nova cultura mediante uma nova educação, capaz de construir o novo Haiti”.
Disso os salesianos estão mais que convencidos. Por isso, vão investindo no acompanhamento aos leigos, a fim de que eles se nos unam na difusão desta nova educação. Seguem-se nesta linha planos concretos para conhecer melhor a pedagogia salesiana; reveem-se os programas das Escolas Primárias e Secundárias; trabalha-se por criar uma forte coligação com a rede das Escolas Salesianas na América (ESA).

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Moatize com duas imagens novas


 A Igreja da Missão de São João Baptista de Moatize (Tete) viu-se enriquecida com duas novas imagens: a de Nossa Senhora Auxiliadora e a de São José.

Tudo começou quando, faz um ano, um irmão, padre carmelita residente em Fátima (Portugal), do Pároco P. Francisco Lourenço esteve a visitá-lo na missão.

Ficou comovido de tudo o que viu e tornou-se, desde Fátima, um benfeitor da Missão, aproveitando tantos peregrinos que passam por aquele santuário mariano tão famoso para ir buscando ajudas.


Mas, teve uma ideia grande: faltava uma imagem de Nossa Senhora Auxiliadora na Igreja dos salesianos! Então, procurou o benfeitor. Buscou os meios para a mandar por barco. E aqui está! O que não conseguiram durante tantos anos os salesianos, foi um carmelita descalço que o fez!
Que Maria Auxiliadora e São José o abençoem!

Nas fotografias, o P. Lourenço apresentando as imagens à comunidade paroquial.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Jovem com os outros jovens


APRENDI A SER JOVEM E HOMEM (e 4)
Eu, Dom Bosco, te apresento os valores que respirei, que aprendi a viver e, em seguida, transmiti como herança aos meus salesianos. Com o passar dos anos, serão as bases da minha pedagogia.


O gosto de trabalhar em conjunto. Por muitos anos, fui protagonista absoluto entre os meus colegas: penso nas primeiras experiências como saltimbanco nos Becchi, naquelas esplêndidas tardes de domingo; penso na popularidade adquirida entre meus colegas de escola em Chieri, a ponto de numa página autobiográfica eu poder afirmar que "era venerado pelos meus colegas como capitão de um pequeno exército". Mas, depois, compreendi que o protagonismo era de todos. Surgiu, então, a Sociedade da Alegria, um grupo simpático de estudantes no qual todos atuavam em posição de paridade.  O Regulamento era composto por três brevíssimos artigos: estar sempre alegres, cumprir bem com os próprios deveres, evitar tudo que não fosse digno de um bom cristão. Mais tarde surgirão as Companhias, grupos juvenis, verdadeiros laboratórios de apostolado e santidade ao alcance de todos. Dizia que elas eram "coisa de jovens" para favorecer a iniciativa deles e dar espaço à sua criatividade natural.

O prazer de estar juntos. Eu queria que os educadores, jovens ou idosos que fossem, estivessem sempre entre os jovens, como "pais amorosos". Não por desconfiança em relação a eles, mas justamente para caminhar com eles, construir e participar com eles. Chegarei a dizer com íntima alegria: "Entre vocês, sinto-me bem. Minha vida é justamente estar com vocês".

(Pascual Chávez, mensagem de Janeiro para o BS)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Saber escutar aos jovens


APRENDI A SER JOVEM E HOMEM (3)
Eu, Dom Bosco, te apresento os valores que respirei, que aprendi a viver e, em seguida, transmiti como herança aos meus salesianos. Com o passar dos anos, serão as bases da minha pedagogia.

"Raciocinemos!" Nossos velhos pronunciavam este verbo em piemontês; e quanta sabedoria eu descobria nessa palavra. Era usada para dialogar, explicar-se, chegar a uma decisão comum, tomada sem que alguém quisesse impor o próprio ponto de vista. 

Depois, farei do termo "razão" uma das colunas mestras do meu método educativo. A palavra "razão" será, para mim, sinônimo de diálogo, acolhida, confiança, compreensão; será transformada numa atitude de busca para que não haja rivalidade entre educadores e jovens, mas tão somente amizade e estima recíproca. 

Para mim, o jovem jamais será um sujeito passivo, um simples executor de ordens. Em meus contatos com os jovens, jamais farei de conta que estou escutando; eu os escutarei realmente, discutirei o ponto de vista deles, as suas razões.
(Pascual Chávez, mensagem de Janeiro para o BS)

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A catequese de Mamãe Margarida:Deus te vê!


APRENDI A SER JOVEM E HOMEM (2)
Eu, Dom Bosco, te apresento os valores que respirei, que aprendi a viver e, em seguida, transmiti como herança aos meus salesianos. Com o passar dos anos, serão as bases da minha pedagogia.

O sentido de Deus. Minha mãe condensara o catecismo inteiro numa frase que repetia a cada instante: "Deus te vê!"
Eu, à escola de uma catequista completa como era minha mãe, cresci sob o olhar de Deus. Não um Deus-policial, frio e implacável que me 'pegava' em fragrante; mas um Deus bom e providente, que eu descobria no suceder-se das estações e aprendia a conhecer e agradecer no momento da colheita do trigo ou depois da vindima, um Deus grande, que admirava olhando para as estrelas à noite.
(Pascual Chávez, mensagem de Janeiro para o BS)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Margarida, a mãe que educou um santo


APRENDI A SER JOVEM E HOMEM (1)
Eu, Dom Bosco, te apresento os valores que respirei, que aprendi a viver e, em seguida, transmiti como herança aos meus salesianos. Com o passar dos anos, serão as bases da minha pedagogia.

A presença de uma mãe. Mamãe Margarida tinha apenas 29 anos quando meu pai morreu, destruído em poucos dias por uma terrível pneumonia. Mulher enérgica e corajosa, não ficou a lamentar-se; arregaçou as mangas, e assumiu o seu duplo trabalho. Doce e decisiva, fez as vezes de pai e mãe. 
Muitos anos depois, feito padre para os jovens, poderei afirmar como fruto da experiência concreta: "A primeira felicidade de um jovem é saber que é amado". Por isso, com meus jovens sempre fui um verdadeiro pai, com gestos concretos de amor sereno, alegre e contagiante. Eu amava os meus jovens e dava-lhes provas concretas desse afeto, entregando-me completamente à causa deles. Não aprendi nos livros esse amor forte e viril; herdei-o de minha mãe e sou-lhe reconhecido por isso.

 O trabalho. Minha mãe era a primeira a dar-nos o exemplo. Eu sempre insistia: "Quem não se habitua ao trabalho na juventude, será sempre preguiçoso até a velhice". Na conversa familiar que tinha com meus jovens depois do jantar e das orações da noite (o célebre "boa-noite") eu insistia que "O paraíso não é feito para os preguiçosos".
(Pascual Chávez, mensagem de Janeiro para o BS)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O P. Viganó fala sobre o Sistema Preventivo


O 7º Sucessor de Dom Bosco, P. Egidio Viganó, escreveu uma Carta a toda a Congregação Salesiana sobre o ‘Sistema Preventivo (SP) na educação da juventude’ (1982). Apresentamos alguns trechos da sua carta (escritos em negrita).



1- «Na mente de Dom Bosco e na nossa tradição viva, O SP «tende sempre mais a identificar-se com o ‘Espírito Salesiano’: é ao mesmo tempo pedagogía, pastoral, espiritualidade’».
REFLEXÃO DO BS: O educador salesiano, consagrado ou leigo, vive o Sistema Preventivo na unicidade do seu ser e agir, sendo ao mesmo tempo: DISCÍPULO DE CRISTO, EDUCADOR E EVANGELIZADOR.

2- «O SP é uma componente, ou se quisermos, uma síntese vital da ‘índole própria’ que nos distingue no Povo de Deus como Salesianos de Dom Bosco».
REFLEXÃO DO BS: O nosso logo de identidade não são as obras em favor dos jovens, mas sim a nossa maneira de TRABALHAR E ESTAR com os jovens e para os jovens. O SP é o elemento dinamizador que da a tonalidade ao ser e ao fazer (Cfr. a afirmação superior sobre o primeiro sucessor de Dom Bosco).

3- O centro do espírito salesiano é a ‘caridade pastoral’ ou ‘bondade’: «um amor visível e familiar que sabe suscitar uma resposta de amor e cria um clima e um ambiente de carinho visando o fim último da vida»... Segundo o famoso Padre Caviglia «esse amor deveria constituir o objeto do quarto voto dos Salesianos: o voto de bondade ou da prática do SP».
REFLEXÃO DO BS: O SP, através da ‘caridade pastoral’, ‘bondade’ (= ‘amorevolezza’ :a palavra própria de D.Bosco) vive desta maneira o mandamento evangélico do amor. Podemos afirmar assim que o SP é a nossa maneira concreta de viver o Evangelho. Isto é muito mais que ser professor, muito mais que ser simples educador... Implica a nossa vida, o nosso coração, a nossa fé!

4- «O próprio nome de ‘Salesianos’ (= de São Francisco de SALES) nasceu justamente em vista da prática dessa caridade-bondade, olhando para um santo que tinha encarnado a ‘bondade e humanidade’ do Salvador. É, pois, um nome qualificador que caracteriza a nossa vocação e nos aponta a tarefa de que nos devemos sentir responsáveis na Igreja. Toda a vida de Dom Bosco é como um comentário aos conteúdos desse nome».

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Conhecer Dom Bosco educador

A Madre Ivonne acolhe o Reitor Mor na Casa Geral das FMA

O P. Pascual apresentando a Estréia 2013

A assembleia das Fma e membros da FS
 (ANS – Roma) – Respeitando a tradição, o Reitor-Mor lançou oficialmente a Estreia 2013 indo visitar a Casa Geral das Filhas de Maria Auxiliadora no início da tarde de hoje, 31 de Dezembro. A tradição iniciada em 1849 pelo mesmo Dom Bosco prossegue com um tema dedicado ao conhecimento e aprofundamento da sua pedagogia, que é o segundo tema da caminhada trienal de preparação à celebração do bicentenário de seu nascimento (1815-2015).

Na solene simplicidade do clima de família, o P. Pascual Chávez reuniu-se no Auditorium da Casa Geral das FMA com a Madre Yvonne Reungoat, mais uma densa representação de FMA e alguns Membros da FS.

A eles apresentou, brevemente, o tema e a estrutura da Estreia 2013 expressa no já conhecido lema: “Como Dom Bosco educador, ofereçamos aos jovens o Evangelho da alegria mediante a pedagogia da bondade”.

O verdadeiro “presente” (de que advém a palavra ‘estreia’), entretanto, é o texto que o Reitor-Mor publica hoje e oferece a toda a Família Salesiana. São páginas que devem ser lidas, estudadas, aprofundadas, pessoalmente e nos vários organismos de animação de cada grupo, local e territorial.

A nossa abordagem, também agora, não é só intelectual. De um lado, é certamente necessário o estudo profundo da Pedagogia Salesiana a fim actualizá-la segundo a sensibilidade e as exigências do nosso tempo. Hoje, os contextos sociais, económicos, culturais, políticos, religiosos, nos quais estamos a viver a vocação e a realizar a missão salesiana, estão profundamente alterados. Por outro lado, para a fidelidade carismática ao nosso Pai, é igualmente necessário fazer nosso o conteúdo e o método da sua oferta educativa e pastoral. No contexto da sociedade de hoje, somos chamados a ser santos educadores como ele, entregando a nossa vida como ele, trabalhando com e pelos jovens”.


A par de algumas reflexões sobre os princípios consolidados do Sistema Preventivo (Razão, Religião, Bondade (ou 'Amorevolezza'), Bom cristão e honesto cidadão), o Reitor-Mor oferece grandes pontos de referência, e empenhos, à FS.

É um autêntico percurso de conhecimento e avaliação, com estímulos para uma formação e programação mais eficientes. Intenso é o acento – como sugere o versículo que acompanha o lema: «Alegrai-vos sempre no Senhor; repito: alegrai-vos» (Fl 4,4) – sobre o Evangelho da alegria, que deve ser entendido não como um “sentimento efêmero, mas como uma energia interior, que resiste também às dificuldades da vida”. “O Evangelho da alegria caracteriza toda a história de Dom Bosco e é a alma das suas múltiplas obras. Captou Dom Bosco o desejo de felicidade presente nos jovens e demonstrou a sua alegria de viver, com expressões quais alegria, pátio, festa; mas jamais deixou de indicar a Deus como fonte da verdadeira alegria” – escreve o Reitor-Mor em seu comento.

Para encerrar, o P. Chávez focaliza Mamãe Margarida, a Venerável Mãe de Dom Bosco: “Foi dela que Dom Bosco aprendeu aqueles valores e atitudes que praticou com os seus meninos e que, com o passar dos anos, deixou aos Salesianos, tornando-se a base da sua pedagogia”. Um modo simples e direto que lembra como a eficácia de uma boa pedagogia salesiana está intrinsecamente ligada ao educador que inevitavelmente, por assimilação vital, transmite os valores, em que acredita, a quem lhe está perto num continuado relacionamento e diálogo. Este aspecto é sublinhado pela remissão a um poema, indicado por um salesiano da Índia, e que o Reitor-Mor faz seu.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Adeus ao ano 2012!


Queridos leitores da Família Salesiana, Jovens, Amigos e Benfeitores: terminamos mais um ano do calendário, mais um ano em que fomos fazendo história e, unidos a Jesus, fazendo História da Salvação; e, unidos a D. Bosco, fizemos também a nossa história salesiana.

Este ano de 2012, salesianamente em Moçambique, foi marcado, nos primeiros meses, pela preparação e pela jubilosa visita da Relíquia de Dom Bosco por todas as Obras e Comunidades Fma e Sdb, Catedrais e Paróquias.  O grande ‘milagre’ desta visita tão especial, foi reunir-nos a todos em Família, em oração       -quantas vigílias foram feitas!- , em festa. Que o ‘espírito’ que D.Bosco nos trouxe não desfaleça!

Os salesianos tivemos em Agosto a tomada de posse do novo Provincial na pessoa do Padre Américo R. Chaquisse. Um novo serviço que a Congregação lhe pede e que rezamos para que seja rico de frutos carismáticos.

Vocacionalmente, iniciamos o ano com Profissões de Sdb e Fma; seguiram-se 2 ordenações sacerdotais em Maio e 3 Profissões Perpétuas (2 Fma e 1 SDB).

Destaque especial teve o encerramento do Ano Jubilar das FMA pelos 140 anos do Instituto e os 60 de presença em Moçambique. A visita da Vigaria Geral deu solenidade aos actos.

O Senhor chamou à porta da nossa Visitadoria, ao final do ano, para levar para junto de Si dois nossos irmãos salesianos: jovens em idade, jovens como sacerdotes. Uma chamada de Deus para vivermos todos os dias em Santidade!
E tantas outras coisas da vida ordinária onde fomos realizando a grande história de Amor.

FELIZ NATAL! FELIZ ANO NOVO!
P. Rogelio Arenal sdb