sexta-feira, 17 de maio de 2013

3º dia novena: Maria, modelo para os jovens


DIA 17:

Reflexão sobre ‘Maria e a Fé’:
Maria guardava as coisas no coração. Ela meditava com fé no seu coração a vida de Jesus e era iluminada pelo Espírito Santo.

Maria Auxiliadora e Dom Bosco:
Dom Bosco apresentou a Maria Imaculada como o modelo de ‘Coração Puro’ aos seus jovens. De Maria podiam aprender a lutar contra o pecado, a viver na graça de Deus, a estar com Jesus.
Dizia: ‘É quase impossível chegar a Jesus, senão é por meio de Maria’.

Para a vida: Dedica um tempo a meditar no teu coração a vida de Jesus.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

2º dia novena: Maria, colaboradora de Deus


DIA 16:

Reflexão sobre ‘Maria e a Fé’:
Deus revelou a Maria o mais importante, mas não os detalhes. Por duas vezes o Evangelho diz que Maria não compreendia. Jesus era um mistério muito grande! Ela compreendeu que só era uma humilde colaboradora de Deus, com a sua fé, com o seu amor e com a sua entrega incondicional.

Maria Auxiliadora e Dom Bosco:
Maria disse a Joãozinho: «A seu tempo tudo compreenderás’.
Dom Bosco realizou o seu caminho de fé sempre agarrado a Maria. Confiou a Ela toda a sua vida, os seus sacrifícios, as suas dúvidas. Ela nunca falhou. Esteve ao seu lado: ‘Em todos os perigos, invocai a Maria’, disse Dom Bosco.

Para a vida: Reza a Maria  por os que têm dúvidas de fé ou não acreditam.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

1º dia novena: fé total de Maria


DIA 15:

Reflexão sobre ‘Maria e a Fé’:
Um dia, o Anjo apareceu a Maria para lhe anunciar que Deus queria cumprir a promessa feita ao seu povo. E queria cumpri-la na sua pessoa. Maria tinha uma fé total em Deus.

Maria Auxiliadora e Dom Bosco:
‘Foi Ela quem tudo fez’, disse Dom Bosco ao final da sua vida.
Aquela Senhora do sonho dos 9 anos, tornou-se a sua Mãe e Mestra. Acreditou em Maria!

Para a vida: Como Maria, repete muitas vezes esta oração: Senhor, eu confio em Ti!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Maín: uma jovem de fé!


É uma figura singular, que nos lembra que a santidade é possível, é quotidiana, que a podemos viver e fazer brilhar em torno de nós, seguindo pelo caminho da Fé. 

Não se nasce santos, mas consegue-se sê-lo respondendo à graça de Deus, ouvindo as pessoas que Ele nos põe ao lado, falando sobretudo com Deus na oração. 

Foi uma mulher de grande fé que soube reconhecer a presença de Jesus na Eucaristia e no semblante dos pobres, das educandas, das irmãs; exortando a querer bem a todos não só com palavras mas também com o exemplo, com as obras. 

Na comunidade animada pela Irmã Maria Domingas o clima de acolhida e de autêntica humanidade de relações se harmonizava com uma Fé simples e profunda na presença de Deus. E tudo isso conferia um tom inconfundível ao ambiente. Dom Bosco numa sua carta escrita em Mornese menciona com incisividade de expressões essa atmosfera espiritual: “Aqui o clima está bem arejado, embora seja grande o calor do amor a Deus”. (P. Cameroni-ANS)

domingo, 12 de maio de 2013

As redes sociais ao serviço da educação e evangelização


No VII domingo de Páscoa, a liturgia celebra a Solenidade da Ascensão de Jesus e, dentro dela, a Igreja celebra a 47ª Jornada Mundial  das Comunicações Sociais. Bento XVI indicou um objetivo para trabalhar nesta Jornada.
À luz do mandato de Jesus que envia os Apóstolos a anunciar o Evangelho, os novos Meios de Comunicação Social devem ser para nós, homens e mulheres do século XXI, os novos instrumentos com os quais anunciar também o amor de Cristo por todos.


O QUE SÃO AS REDES SOCIAIS?
São uma praça pública e aberta onde as pessoas partilham ideias, informações, opiniões e podem ainda ganhar novas relações e formas de comunidade.
O ambiente digital não é um mundo paralelo ou puramente virtual, mas faz parte da realidade quotidiana de muitas pessoas, especialmente dos mais jovens.
Estes espaços, quando bem e equilibradamente valorizados, contribuem para favorecer formas de diálogo e debate..., que podem reforzar os laços de unidade entre as pessoas.
Os contactos podem amadurecer em amizade e as conexões podem facilitar a comunhão. Nestas redes a pessoa também comunica-se a si mesma.
Um ambiente onde buscar respostas para as suas questões, para ser estimuladas intelectualmente e partilhar competências e conhecimentos.

COMO AS UTILIZAR?
Com respeito pelo que se diz e pelo outro, e cuidado pela privacidade.
Com responsabilidade e empenho pela verdade.
Não preocupados pela popularidade do que nelas dizemos e sim pela validade do que afirmamos.
Cultivando formas de discurso e expressão que façam apelo às aspirações nobres da pessoa.
Com um cuidadoso discernimento não deixando-se levar pelo sensacionalismo.


AO SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO
Se a Boa Nova não for dada a conhecer também no ambiente digital, poderá ficar fora do alcance da experiência de muitos que consideram importante este espaço existencial.
Utilizar estas novas linguagens para permitir que a riqueza infinita do Evangelho encontre formas de expressão que sejam capazes de alcançar a mente e o coração de todos.
A autenticidade dos fiéis, nas redes sociais, é posta em evidência pela partilha da fonte profunda da sua esperança e da sua alegria, testemunhada no modo como se comunicam ‘escolhar, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o Evangelho, mesmo quando não se fala explicitamente dele’.

sábado, 11 de maio de 2013

11 Maio: Dia missionário salesiano mensal



O padre José Maria é Salesiano de Dom Bosco, que fez a primeira profissão em Mogofores como sdb em 1954. Como tirocinante trabalhou na casa do Estoril com os estudantes de filosofia; ordenado sacerdote em 1964 em Turim em Itália. Trabalhou como director nas casas de Arouca e Mogofores. Veio para Moçambique como missionário em 1984 e destinado para a missão da Catembe como pároco e director do noviciado. Também foi Pároco de São José de Lhanguene e Director/Pároco de Moamba. Trabalhou como Mestre de noviços em Namaacha. Em 2005, foi para Inharrime onde viveu e trabalhou como animador da comunidade cristã Maria Auxiliadora por 8 anos. Actualmente encontra-se na comunidade da Matola (aspirantado), para onde foi destinado como confessor. Cada vez se sentido mais jovem no meio dos jovens.

A Comissão: Diga-nos o seu nome completo, quando e onde nasceu. Quantos irmãos/as têm. Como conheceu os salesianos. E como nasceu a sua vocação?
P. José Maria: Chamo-me José Maria Ribeiro. Nasci em Murça, no norte de Portugal, em 09 de Março de 1930. Família de 12 irmãos, dos quais 6 morreram em pequenos. Dos vivos somos dois padres. Das irmãs são duas religiosas consagradas nas Oblatas do Coração de Jesus, uma outra é solteira e um irmão é casado: todos felizes na vocação que escolheram.
Sentia já em mim a vocação sacerdotal. Tinha a possibilidade de entrar no seminário diocesano de Vila Real, onde era preciso pagar uma pensão. Por sermos pobres os meus pais informaram-se de outra possibilidade: a escolha caiu sobre a casa de formação de Mogofores, que era o aspirantado salesiano. Foi lá que comecei a aprofundar o chamamento que sentia.  Acho que Deus me guiou na escolha, de que nunca me arrependi.

A Comissão: Padre José Maria, conte-nos como nascera a sua vocação missionária?
P. José Maria: Informei-me bem sobre as presenças dos salesianos portugueses que já estavam aqui em Moçambique. Vim, para cá. Cheguei. Gostei – e gosto! – de quanto fazemos quer com os jovens, quer com o povo simples.
Cheguei em Novembro de 1984 e não tenho marcada a data de volta, porque “quem está bem deixa-se estar”. Espero ficar, se e enquanto for útil.

A comissão: Quais foram e quais são as suas maiores alegrias missionárias que sentiu durantes estes anos? E dificuldades?
P. José Maria: Não senti nenhuma dificuldade na adaptação.
Alegrias? Causa satisfação tudo que vou fazendo, nas áreas da educação e da evangelização. As pessoas são semelhantes, aqui e na Europa. A cor da pele não é nenhuma fronteira a superar: as mentes, os corações, os sentimentos, etc, são muitos parecidos, pois toda gente deseja o bem e foge do mal, sob qualquer forma que se revistam.

A comissão: Qual foi o seu trabalho como missionário?
P. José Maria: Nas áreas da promoção humana, do ensino e cultura; na dimensão da fé e da evangelização. E explico por que: fiz a minha teologia em Turim à sombra dos superiores gerais da Congregação (agora em Roma) e no lugar santificado pela presença física de S. João Bosco, de Domingos Sávio e de tantos santos e sábios da nossa Congregação.
Dou graças a Deus por tantos benefícios recebidos...

A comissão: O que lhe parece sobre o futuro do carisma salesiano em Moçambique?
P. José Maria: O carisma salesiano vai dilatar-se aqui, já que a nossa missão específica deve ir direita aos jovens entre os mais pobres. E Moçambique  alberga milhões de jovens, a maioria dos quais é carenciada de bens materiais e espirituais. Mãos à obra!

A comissão: Quer-nos deixar uma mensagem de encorajamento missionário?
P. José Maria: Evangelizemos! É “ajudar a Deus”, mesmo sabendo que só Ele converte cada um e cada uma que se abra ao seu amor.
Agradeço a Deus os mais de 80 anos de vida e as tantas circunstâncias geográficas e sociais que me concedeu viver: admiro a variedade do tempo e de lugares que experimentei.
Tanta gente admirável que se tem cruzado comigo!... Por tudo Deus seja louvado...

Comissão de Animação Missionária - Sdb Moçambique


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Um jovem de fé: Domingos Sávio


Em toda a Família Salesiana celebramos hoje o querido jovem Domingos Sávio, o primeiro fruto de santidade do Sistema Preventivo de Dom Bosco.
Este jovem santo é a confirmação de que o método educativo e evangelizador de Dom Bosco, poder levar qualquer jovem, de qualquer lugar e idade, aos níveis altos da santidade.

Desenho sobre Domingos feito
segundo as indicações dos companheiros
«Certo dia quis Dom Bosco mostrar um sinal de especial benevolência aos seus jovens da Casa e lhes ofereceu a possibilidade de pedirem quanto ele lhes pudesse dar, prometendo-lhes que o faria. Todos podemos imaginar os extravagantes pedidos feitos pelos meninos. Sávio, tomando de um papel, escreveu apenas cinco palavras: “Peço que me faça santo!”. E Dom Bosco lhe deu a receita para fazer-se santo, três ingredientes mui bem integrados:

a alegria – quanto perturba e tira a paz, não agrada a Deus;
o cumprimento dos deveres de estudo e de oração;
fazer o bem aos outros.
Domingos Sávio seguiu à risca a receita aconselhada por seu Pai e Mestre. E em pouco tempo cruzou a linha de chegada da santidade». (Cameroni, sdb)

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Com Maria caminhamos no mês de Maio

De Maria aprendemos a ser jovens de fé.
Com Maria caminhamos para Jesus.
Com o Auxilio de Maria venceremos as provas e as cruzes.
Com o Amparo de Maria não temos medo.
Com o amor de Maria seremos humildes e serviçais.
Com a fidelidade de Maria carregaremos a cruz.
Com a alegria de Maria celebraremos o Seu Filho ressuscitado no mundo.

Feliz mês de Maria Auxiliadora!

terça-feira, 30 de abril de 2013

Radio Dom Bosco de Moatize


No mês passado a nossa Rádio estreou 3 novos programas, todos sob a direcção do Pe. Carlos Artur Ochoa:
O "Pensamento do Dia" passa de segunda a sexta-feira, em que o Pe. Artur fala de temas que são sempre actuais como a valores pessoais, família, sociedade, Igreja e valores tradicionais (Culturais Africanos).

"Nossa Hora" programa dirigido aos adolescentes da nossa Vila e localidades vizinhas, apresentado por 4 adolescentes da nossa Paróquia, transmitido todos os domingos as 18h.

E por fim temos o "Batukada", programa dirigido aos jovens, e também ele apresentado por jovens da Paróquia. Neste programa o publico pode interagir enviando sms com perguntas, duvidas ou apenas dando a sua opinião sobre o tema. Com transmissão  todas as sextas-feiras às 18h.


Os dois programas são do tipo formativo-debate e são apresentados em directo. Aqui fica o que dois dos nossos jovens têm a dizer do seu programa:
~ Euclides 23 anos apresentador do "Batukada": “O meu principal objectivo é chamar atenção de toda a sociedade juvenil que se encontra desmoralizada,(...)e espero que comecem a valorizar-se!"
~ Marciela 20 anos apresentadora do "Batukada":"- É primeira vez que apresento rádio e sinto-me muito orgulhosa e divertida porque gosto do programa e aprendo muito coisa importante e interessante."  
Benedita Siqueira 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Sou fruto do Projeto África e um presente à Oceânia

A minha família é a raiz da minha vocação missionária. Para mim, meu pai e minha mãe são exemplos vivos de caridade e de fé. Lembro-me de que quando criança caprichava em memorizar o evangelho dominical a fim de que fosse escolhido para o dramatizar na frente dos meus coetâneos durante a catequese dominical. Voltando para casa, eu e os meus amigos rivalizávamos por repetir as orações que havíamos ouvido durante a Missa, até que um dia minha mãe veio a saber: proibiu-nos terminantemente imitar as orações do Sacerdote na Santa Missa. Obedeci. Mas sempre quis ser sacerdote.

Depois do colegial, pedi e fui aceite como aspirante salesiano. Durante esse tempo decidi manifestar o meu desejo de ser missionário ao meu director espiritual e ao Director da Comunidade: ambos me incentivaram a rezar.
Como jovem salesiano, minha vocação missionária cresceu ainda mais concretamente, sobretudo quando fui mandado fazer uma experiência apostólica num campo de refugiados. Devia ocupar-me dos meninos. Num dia de calor, estava cansado: preferi não participar dos jogos dos rapazes, embora estivesse ali presente fisicamente. Um deles se aproximou e sentou-se a meu lado. Passados alguns momentos de silêncio, perguntou: “Irmão, o que foi que Deus não lhe concedeu? É que vejo que hoje o senhor não está feliz”. Não consegui responder e devolvi a pergunta... De repente debulhou-se em lágrimas. Mais tarde, vim a saber que fora um soldado e que a sua experiência continuava a torturá-lo. Quando, por fim, eles voltaram às suas terras, os rapazes me convidaram a ir com eles.
Essa experiência me ficou muito viva na lembrança. Depois das férias de verão, voltei a falar de missões com os meus directores, que me ajudaram a fazer o discernimento. Por último enviei o meu pedido ao Reitor-Mor que me destinou a Papua Nova Guiné, no Pacífico.
“Por que vai ao exterior se na África precisamos tanto de missionários?” – foi a pergunta que muitos me fizeram. De fato, a África precisa ainda de muitos missionários. Mas é também verdade que minha Inspectoria-Mãe recebeu muito. Graças aos sacrifícios dos missionários do Projeto África, o carisma salesiano já é florescente. Creio que agora chegou o momento de compartilhar dos primeiros frutos já obtidos.
Estou realmente feliz por ter sido enviado a Papua Nova Guiné, a este povo tão alegre e acolhedor. O que me impressiona é que há tantas ilhas na Oceânia que esperam pelo presente de um missionário que os ajude a aprofundar a Fé.
Para mim o início não foi nada fácil: a comida e a cultura foram algumas das minhas experiências mais duras. Foram muitas as noites passadas em claro! Agradeço ao ‘Curso de Novos Missionários’, de Roma, que me preparou psicologicamente a enfrentar esse choque cultural e ser realista perante o que me espera. Contar com um director espiritual ajudou-me também a ver a realidade por outra perspectiva, diferente: que nós, missionários, podemos fazer florescer o carisma salesiano também aqui.
Clérigo Stephen Musya Maswili
 SDB de Quénia

domingo, 28 de abril de 2013

Educar é uma vocação


Durante a sua vida Dom Bosco tratou a educação como uma missão e defendeu a ideia de que antes de educar é preciso amar. Relatos da sua biografia garantem que ele faria tudo para impedir que jovens abandonados ou em situação de risco fossem obrigados a comportamentos que os empurrassem para o mundo da marginalidade.  


O Sistema Preventivo de Dom Bosco sugere ao educador que se disponha a ser uma presença significativa junto dos jovens. Para atrair a sua atenção e confiança, Dom Bosco não poupou esforços. Desenvolveu habilidades várias: mágica, acrobacia, malabarismos, música, poesia, canto... O seu objetivo foi sempre conduzir os jovens para Deus.

Dom Bosco via longe, previa o futuro, mas vivia com os pés bem assentes no chão. Estava convencido de que para ter uma sociedade harmoniosa era preciso educar a juventude e oferecer-lhe os meios para que pudesse viver o seu projeto de vida com segurança e dignidade.

Embora as suas ideias pedagógicas tenham sido colocadas em prática no século XIX, a sua experiência educativa gerou frutos que permanecem espalhados pelos cento e trinta e dois países em que os Salesianos estão presentes e continuam a ter um lugar de destaque no universo da educação.
Segundo Dom Bosco, em todo o jovem, mesmo naquele que apresenta comportamento mais rebelde, há um ponto accesível ao bem e a primeira tarefa do educador é procurar esse ponto e tirar bom proveito dele. A metodologia e prática educativa de Dom Bosco permitem afirmar que os educadores assimilam a sua pedagogia tanto mais quanto considerarem a educação, não como uma profissão, ma como uma vocação. A história revela que Dom Bosco dedicou toda a sua vida aos jovens, com atitudes audaciosas e sempre aberto à inovação. Deste modo foi pioneiro na sociedade da época e proporcionou novas oportunidades a milhares de jovens.

Façamos justiça ao nome que temos, e a Dom Bosco nosso mestre e pai que pelos jovens mais pobres gastou toda a sua vida.
P. Artur Pereira
Provincial Salesiano
de Portugal

sexta-feira, 26 de abril de 2013

A tragédia do aborto



Ao falar sobre o aborto os Bispos de Mozambique ,dizem na sua carta, que «hoje em dia já não se fala muito sobre aborto, prefere-se falar de interrupção voluntária da gravidez. Isto suscita mais simpatia, porque o aborto faz referência ao bebé que se impediu de continuar a crescer e a viver, e o conceito interrupção voluntária da gravidez faz referência à mãe e o exercício da ‘sua liberdade’» (n. 7).

Os grupos pro-abortistas e a ideologia relativista, tão sensíveis!, manipulam as palavras:
- a mulher-mãe, dizem,  têm direitos sobre o seu corpo, ela é que deve decidir, mais ninguém...
Mas, é que o bebé, dizemos nós, mesmo ’embrião’, nunca foi o corpo da mãe, é outro ’ser vivo’ no corpo da mãe. A ciência cada vez mais o confirma.
Conclusão: a mulher e os outros colaboradores do aborto, não têm nenhuma autoridade para ‘liquidar materialmente’ essa nova vida!

Na linha do pensamento da Igreja, os Bispos são claros ao afirmar que «o aborto provocado (...) é um atentado contra a preciosidade da vida» (n. 8), «é sempre uma violência injusta contra um ser humano, que nenhuma razão justifica eticamente (...), por isso, «a Igreja Católica considera a despenalização e legalização do aborto uma aberração ética, destina a promover a prática pelo desrespeito pela vida alheia» (n. 9).
Vejamos com atenção as palavras fortes dos Bispos:
  • · ATENTADO
  • · VIOLÊNCIA INJUSTA
  • · ABERRAÇÃO ÉTICA
  • · DESRESPEITO

É triste contemplar como na nossa sociedade moçambicana  (lembramos que na cultura africana a vida se respeitava, era um dom!), o aborto passou a ser mais ‘uma doença’.
É triste observar como no mundo juvenil, ‘fazer aborto’ é o recurso fácil para resolver problemas de comportamentos imaturos e irresponsáveis. E muito mais grave, quando são os adultos a promoverem esses abortos.
É muito doloroso ouvir a mulheres jovens que fizeram o aborto, o sofrimento que levam nos seus corações. Foram enganadas! O aborto lhes trouxe uma dor imensa na vida!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Sejam corajosos!


Mensagem do Reitor Mora para o Boletim Salesiano - Mês de Abril 2014 (3ª parte)

Jamais me dei por vencido! Dizia aos meninos: “a coragem dos maus não brota senão do medo dos outros. Sejam corajosos e verão desaparecerem as dificuldades”.  Uma benfeitora francesa enviara-me de Lyon um santinho com uma frase que jamais esqueci porque me servia de guia: “Esteja com Deus como o passarinho que sente o ramo tremer, mas continua a cantar, porque sabe que tem asas”. Não era apenas uma expressão poética, mas um ato corajoso de confiança na Providência do Senhor, porque só Ele “é o dono dos nossos corações”.


 No momento de partir para as férias, costumava dizer aos meus meninos: “Sejam homens e não ramos! Cabeça erguida, passo firme no serviço de Deus, na família e fora dela, na igreja e na praça. O que é o respeito humano? Um monstro de papel machê que não morde. O que são as palavras petulantes dos maus? Bolhas de sabão que evaporam num instante. Não nos preocupemos com os adversários e seus sarcasmos. Recordem-se de que ciência sem consciência não é senão a ruína da alma”. E acrescentava: “Nada no mundo nos deve assustar. Ajam hoje de modo que não tenham que se enrubescer amanhã”...

Eu não me cansava de inculcar em suas cabecinhas: “Deem glória a Deus com a própria conduta, consolação a seus pais e superiores. Caso contrário, um jovem preguiçoso, indisciplinado, será um jovem infeliz, será um jovem de peso para os pais, de peso para os superiores, será de peso para si mesmo”.

De Valdocco haveriam de sair os futuros “bons cristãos e honestos cidadãos”, dos quais o mundo tanto precisava.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Para os meus meninos eu exigo justiça!


O Reitor Mor escreve ao Boletim Salesiano - Mês de Abril 2013 (2ª parte)

Depois, havia aquele bendito sonho tido aos 9-10 anos (sonho que ainda se repetiria outras vezes!), que me vinha sempre à mente, e o desejo de ser padre para os jovens que se tornava sempre mais forte...

Foi então que fiz uma coisa   realmente contrária ao meu gosto, pela qual obtive do meu carácter uma grande vitória, uma verdadeira conquista: estender a mão para pedir uma ajuda, qualquer coisa desde que pudesse realizar o meu sonho. Mais tarde, eu confessarei a um salesiano: “Você não sabe quanto me tenha custado pedir esmola”. Com meu temperamento orgulhoso, não era certamente fácil chegar à humildade de ter que pedir.

Minha coragem era alimentada por uma grande confiança na Providência; e também isso eu aprendera de minha mãe.  À sua escola, eu aprendera uma regra que sempre me orientava:  “Quando me deparo com uma dificuldade, faço como quem encontra a estrada obstruída por uma grande pedra; se não posso removê-la, passo ao seu lado”.

E posso garantir-lhe: encontrei muitas dessas grandes pedras no meu caminho. Aceno brevemente a algumas delas. 1860, por exemplo, foi um ano tipicamente difícil. Morrera o padre Cafasso, meu amigo, confessor e diretor espiritual; fazia-me muita falta a sua presença, o seu conselho e também a sua ajuda financeira.

Depois, da parte do governo, surgiram grandes dificuldades, autênticas “grandes pedras”: inquirições orientadas e devastadoras em Valdocco, como se eu fosse um delinquente! Meus meninos viviam aterrorizados, enquanto guardas armados entravam por todos os lados. As inquirições continuavam a criar um clima de medo e incerteza. Pedi, por escrito, uma audiência ao ministro do Interior, Luís Farini. Tive a coragem de dizer-lhe com humilde franqueza: “Para os meus meninos, eu exijo justiça e reparação honrosa para que não lhes venha a faltar o pão da vida”. Sei que arriscava muito, pois estes homens de governo eram anticlericais, mas não me faltou a coragem necessária. E assim, aos poucos, as inquirições cessaram.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Eu era um garotinho vivo e atento


Mensagem do Reitor Mor ao Boletim Salesiano - Mês de Abril 2013 (1ª parte)

Eu era um garotinho vivo e atento que, com permissão de minha mãe, ia às várias festas campestres nas quais se apresentavam saltimbancos e ilusionistas. Punha-me sempre na primeira fileira, atento aos movimentos com que procuravam distrair os espectadores. Aos poucos, eu conseguia descobrir os seus truques; voltando para casa, repetia-os por horas a fio. Com frequência, porém, os movimentos não produziam o efeito desejado. Não foi fácil caminhar sobre aquela bendita corda suspensa entre duas árvores! Quantas quedas, quantos joelhos esfolados! E, muitas vezes, vinha-me a vontade de deixar tudo prá lá... Depois, recomeçava suado, cansado e, às vezes, também angustiado. Depois, aos poucos, conseguia equilibrar-me; sentia a planta dos pés descalços aderirem à corda; tornava-me uma só coisa com os movimentos dos pés e, então, divertia-me contente repetindo e inventando outros movimentos. Eis porque, quando falava aos meus meninos, dizia-lhes: “façamos as coisas fáceis, mas façamo-las com perseverança”. Eis aí a minha pedagogia essencial, fruto de muitas vitórias e de tantas outras derrotas, com a obstinação que era minha característica mais marcante.

Assim nasceu meu estilo de educar, sem palavras difíceis, sem grandes esquemas ideológicos, sem referências a muitos autores ilustres. Assim nasceu a minha pedagogia, aprendida nos campos dos Becchi, mais tarde nas ruas de Chieri e, mais tarde ainda, nas prisões, nas praças, nas ruas de Valdocco. Uma pedagogia que teve origem num pátio.

 Alguns anos depois, demonstrei coragem quando ao chegar a Chieri para continuar os estudos fui acolhido pelo professor, diante de todos os estudantes, com uma frase muito entusiasmante: “Este garoto ou é uma grande toupeira ou um grande talento”. Era para ficar confuso ao extremo; mas recordo-me que sai bem com estas palavras: “Alguma coisa pelo meio disso, senhor: sou um pobre jovem que deseja fazer o seu dever e progredir nos estudos”.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Falecimento do pai do Padre Donatien sdb


Informamos do falecimento do pai do nosso irmão salesiano, Padre Donatien, actualmente na comunidade de Moatize (Tete). Faleceu no dia 11 de Abril na República Democrática do Congo.

O Boletim Salesiano une-se à dor do nosso irmão e da sua família e rezando pelo eterno descanso do seu saudoso pai, pedimos ao Senhor Ressuscitado o dom da consolação para o P. Donatien e para a sua família.
Descanse em paz!
O Senhor Ressuscitou! Alleluia!

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Delegados da FS de Roma visitam à FS de Moçambique


Desde o dia 7 ao 14 de Abril a Família Salesiana de Moçambique recebeu a importante visita dos Delegados da Família Salesiana enviados pelos nossos superiores de Roma, sdb e fma.

Estiveram junto connosco nesta visita de conhecimento, de animação e de formação : o P. Giuseppe Casti, Delegado do Reitor Mor para os Salesianos Cooperadores e a Ir. Lesli, Delegada da Superiora Geral Fma para os Salesianos Cooperadores. Coordenando o grupo, o P. José Alberto Pastor, mão direita do Conselheiro Geral para a Família Salesiana e Delegado Mundial para Antigos Alunos de Dom Bosco.

Um dos objectivos principais da sua visita foi o  de encontrar-se com as diferentes etapas iniciais formativas para meter já no coração dos futuros sdb e fma este amor pela FS. Assim, no dia 8 de Abril encontraram-se na Matola com os aspirantes e pré-noviços sdb e fma. No dia 9 de Abril com as noviças fma e noviços sdb na Namaacha.
Encontro com os aspirantes e pré-noviços Sdb e Fma


No dia 12, na Visitadoria Sdb, o encontro formativo foi com os Sdb e Fma das casas do sul. Antes, no dia 10 e 11 foram encontrar-se com as Fma e Sdb de Inharrime.
Encontro com os Sdb e Fma do Sul de Moçambique

No sábado 13 tiveram um encontro com os conselhos dos grupos da Família Salesiana, e terminou esta semana de trabalho no domingo 14, participando muitos membros da FS do sul na Eucaristia em São José e no posterior encontro de diálogo e formação no teatro da Missão.
Os Salesianos Cooperadores do sul com os ilustres hóspedes

Todo o grupo da FS presente no último encontro
Neste último encontro estiveram presentes representantes dos Salesianos e Filhas de Maria Auxiliadora, Salesianos Cooperadores, Antigos/as Alunos/as dos Sdb e das Fma, ADMAS, Voluntárias de Dom Bosco e Voluntários Com Dom Bosco. Já somos 8 grupos da FS em Moçambique. Pouco a pouco a semente vai crescendo.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Primeira pedra da Capela de Cateme (Moatize)

A «revolução mineira» que trouxe a extracção de carvão em Moatize afectou à povoação e às comunidades cristãs, positiva e negativamente.
Algumas comunidades foram trasladadas totalmente a outros lugares, por desgraça, pior que os anteriores, pois colocaram as povoações em lugares longe da água e da própria Vila de Moatize. Sempre os pobres tem de sofrer os interesses económicos dos 'ricos'!

Entre as comunidades mudadas de lugar está a de Xipanga, onde se encontrava a comunidade cristã de Maria Auxiliadora. Muitos deles foram levados para a nova povoação de Cateme. Só agora, após vários anos, a Comunidade de Maria Auxiliadora, vê com esperança a construção da sua nova capela.

Na visita que o Provincial P. Américo realizou a Moatize no mês de Fevereiro, lançou a primeira pedra da nova Capela de Maria Auxiliadora.



quinta-feira, 11 de abril de 2013

A Rainha Sofia de Espanha visita o ISDB



No dia 10 de Abril a Rainha de Espanha, Dona Sofía, visitou em Maputo, capital de Moçambique, o Instituto Superior Dom Bosco (ISDB), o único em Moçambique em que se preparam professores para o ensino professional.
A visita foi devida porque a Cooperação Espanhola financiou uma grande parte deste projecto educativo superior. A Rainha veio por segunda vez a Moçambique para ver 'in situ' estes projectos financiados pelo governo espanhol.
Foi recebida no ISDB pelo Director Geral, Padre José Angel Rajoy e numerosos alunos e professores do Centro.
A Rainha visitou vários ambientes, participou brevemente numa aula que estavam recebendo os da hostelaria e visitou a oficina de electricidade e de serralharia mecânica onde assistiu à demostraçaõ de vários trabalhos.
Em todos os lugares a Rainha demorou-se em cumprimentar e falar pessoalmente com os professores e alunos.



Dia missionário salesiano mensal


Mensagem do Padre André Kazembe, animador da Comissão Missionária:

Queridos coordenadores e animadores de grupos juvenis, as nossas páginas LEMBRESTE pede que os nossos grupos sejam:

A) Evangelizadores, capaz de fazer um anúncio explícito da Boa Nova do Reino e de convocar para o mutirão da evangelização;
B) Proféticos, contribuindo para que os cristãos sejam pessoas corajosas, capazes de denunciar aquilo que contraria o projeto de Deus e de anunciar a libertação realizada por Ele;
C) Tocadores profundamente das consciências e possam fascinar os jovens, despertando um forte desejo de seguir Jesus Cristo;
D) De ajuda para os vocacionados a cultivar uma mística e uma espiritualidade, entendidas como vida de intimidade com a Trindade. Só elas criam o elã necessário para realizar a missão no mundo, especialmente entre os excluídos ( pobres, doentes, marginalizados, famintos, humiliados).
E) Um lugar de comunhão e de participação, onde as pessoas aprendam a servir, a respeitar a diversidade de dons, carismas e ministérios, e a cultivar a unidade que deve caracterizar a comunidade.



A MISSÃO: proclamar a PAZ do reino!
A comunhão de vida com o Pai, mediante a oração, ilumina e pressupõe a atividade dos discípulos. De fato Mt 10,1-16 deixa bem claro que os Doze não devem só rezar, mas devem também agir. De que jeito? O evangelista mostra que os Doze devem agir do mesmo jeito do Mestre: proclamar a presença do Reino (10,7) mediante actos concretos de libertação do mal (10,8). Podemos então notar uma 1a etapa (10,1-4) em que Mt evidencia a iniciativa de Jesus em chamar os Doze; qual é a atividade exigida (lutar contra o mal e promover a vida) e quem são os 'operários' escolhidos (os nomes dos Doze). A 2a etapa (10,5-16) apresenta Jesus que 'envia' os Doze, dando-lhes ao mesmo tempo as instruções necessárias frente a situações de hostilidade ('ovelhas entre lobos':v.16). Há 3 elementos que chamam a atenção.

1. Antes de tudo o missionário deve dirigir-se a quem está perto (notemos em 10,5 uma restrição de horizonte: os mais distantes (os Gentios) os vizinhos (Samaritanos) e os próximos (ovelhas perdidas da casa de Israel). Não adianta sonhar de pregar o Evangelho aos mais distantes se não vemos a necessidade das 'ovelhas perdidas' que estão perto! Será preciso lembrar que toda missão começa em casa? Em seguida o Anúncio do Reino poderá seguir o caminho de horizontes mais amplos (At 1,8). Assim como Jesus limitou sua atividade a Israel (15,24), também os Doze devem por enquanto exercer sua atividade dentro dos limites do povo de Israel(10,6). Segundo Mt, os limites serão rompidos pelo acontecimento da Ressurreição; lá então a missão dos Doze superará os limites geográficos para se tornar universal (Mt 28,19-20). O que interessa realmente não é chegar a todos os lugares, mas é ser sinal do amor e da presença do Reino em qualquer lugar... mas a partir da própria casa!

2. Uma outra dimensão que qualifica a missão é a gratuidade (10,8-10). Todo discípulo deve levar adiante a atividade de Jesus (cfr.Mt.8-9) proclamando e agindo sem interesse. A missão é, e será sempre um dom! Pois é somente a partir da lógica da gratuidade que o mal pode ser vencido. Esta exigência comporta a promoção e a defesa da vida em nível pessoal (por fora: curar os doentes; por dentro :ressuscitar os mortos) e em nível comunitário (por fora: purificar os leprosos; por dentro: expulsar os demônios). A gratuidade deve ser a única motivação do missionário, pois essa é a garantia de que ele está em sintonia com o Mestre. Então podemos entender por que o 'estilo de vida' apostólico é marcado pela pobreza. Ser 'operário' na colheita do Senhor (9,38) é desde sempre a maior riqueza dos Apóstolos.

3. Pregação e atividade missionária se expressam na oferta da Paz do Reino. Trata-se de uma realidade que através das relações humanas quer comunicar a 'plenitude dos bens messiânicos' a todos. No entanto, segundo a lógica da gratuidade, a Paz do Reino não pode ser imposta, é um dom que deve sempre respeitar a liberdade dos destinatários. Aqui encontramos uma outra qualidade do trabalho missionário que é irmã gêmea da pobreza: trata-se da "fraqueza"! Não é suficiente realizar a missão sem interesse algum, mas é preciso realizá-la, totalmente desarmados (ovelhas entre lobos). Para que isso aconteça, Jesus oferece dois critérios: a simplicidade das pombas, símbolo de fidelidade, sinceridade e transparência, faz com que a Mensagem não seja reduzida a um produto do mercado; a prudência das serpentes, símbolo da habilidade de avaliar a situação de perigo, indica que a eficácia da Mensagem não pode ser negociada, nem buscando garantias de êxito, nem por diplomacias...
BOA MISSÂO! 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Festas pascais na Moamba


Moamba viveu momentos litúrgicos assinaláveis na Semana  Santa que terminou. Na Quarta-feira houve a prepararação espiritual dos fiéis atrvés da celebração penitencial e confissões. Na Quinta-feira à 18 horas celebrou-se a Eucaristia da Última Ceia e a cerimónia do lava-pés a 12 pessoas escolhidas pelos núcleos da paróquia, a adoração ao Santíssimo das 20 horas à meia-noite (uma hora para cada grupo): jovens com os catequistas e acólitos; núcleos das três zonas psastorais, e, às 15 horas da Sexta-feira Santa celebrou-se a Paixão do Senhor e a Via-Sacra, esta última, em redor da igreja.


terça-feira, 9 de abril de 2013

Um salesiano coadjutor, novo Beato da Família Salesiana


Estêvão Sándor, coadjutor sdb, mártir da Fé
(Vaticano) O passado 27 de março, o Santo Padre o Papa Francisco recebeu em audiência o Cardeal Angelo Amato SDB, Prefeito da Congregação das Causas dos Santos. No decorrer da audiência o Sumo Pontífice autorizou a Congregação das Causas a promulgar o Decreto acerca do martírio do Servo de Deus (SdeD) Sr. Estêvão Sándor, Leigo professo da Sociedade de São Francisco de Sales (Salesianos de Dom Bosco), nascido em Szolnok (Hungria) no dia 26 de outubro de 1914 e justiçado por ódio à Fé, em Budapeste (Hungria), no dia 8 de junho de 1953.





Tendo conhecido Dom Bosco através do Boletim Salesiano, Estêvão Sándor sentiu-se imediatamente atraído pelo carisma salesiano. Em 1936 foi aceito no Clarisseum, de Budapeste, onde por dois anos fez o aspirantado, frequentando na Escola de Artes Gráficas ‘Dom Bosco’ o curso de técnico-impressor. Iniciou o noviciado, que teve de interromper por convocação às forças armadas. Em 1939 recebeu a dispensa definitiva e, terminado o noviciado, fez a primeira profissão no dia 8 de setembro de 1940 como Salesiano Irmão.
Destinado ao Clarisseum, empenhou-se ativamente no ensino nos cursos profissionais. Teve também como encargo a assistência no oratório. Foi promotor da Juventude Operária Católica. Finda a Segunda Guerra Mundial, empenhou-se na reconstrução material e moral da sociedade húngara, dedicando-se especialmente aos jovens mais pobres, que reunia e lhe ensinava um ofício.

Quando em 1949, o Estado, sob Mátyás Rákosi, se adonou dos bens eclesiásticos, e, mais, iniciaram as perseguições contra as escolas católicas, Sándor buscou salvar o salvável. Mas de golpe os religiosos viram-se destituídos de tudo e tiveram que se dispersar. Também Estêvão teve de abandonar a sua tipografia – que com o tempo se tornara bem conhecida – e “desaparecer”; mas, ao invés de refugiar-se no exterior, ficou no país para continuar a trabalhar pela juventude húngara. Conseguiu um emprego numa fábrica de detergentes, da Capital, continuando impávido e clandestinamente o seu apostolado, embora sabendo que era uma atividade rigorosamente proibida. Em julho de 1952 foi preso no seu posto de trabalho e nunca mais foi visto pelos coirmãos. Um documento oficial certifica o processo e a condenação à morte, executada por enforcamento, no dia 8 de junho de 1953.


“Rendemos graças a Deus por este dom à Igreja e à FS neste Ano da Fé – comentou o P. Pierluigi Cameroni, Postulador geral para a FS –. O novo mártir Estêvão Sándor, Salesiano Coadjutor, brilha como testemunha e intercessor, porque na esteira de Dom Bosco apresentou aos jovens o Evangelho da alegria através da pedagogia da bondade e da doação da própria vida. Agradecemos ao Papa Francisco por este mui especial presente no início do seu ministério pastoral”.
O ‘iter’ agora prevê a preparação do Decreto de martírio aos cuidados da Congregação das Causas dos Santos, em colaboração com o Postulador Geral. Sucessivamente será marcada a data da cerimônia de beatificação, visto que tratando-se de um mártir não se exige milagre. O sacrifício total no ato do martírio, como testemunho máximo de fé cristã, considera-se o ato supremo da ‘sequela de Cristo’.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

20 anos dos Sdb em Moamba e Campeonato Maria Auxiliadora


No dia 19 de Março, o director da escola dirigiu uma cerimónia simbólica que deu início às festividades dos 20 anos da presença da Sociedade Salesiana na Moamba, na gestão da então Escola de Artes e Ofícios, hoje Escola Profissional. Após a habitual entoação do Hino Nacional, todos os alunos e professores dirigiram-se ao local onde decorreu a cerimónia marcada por um plantio da árvore baptizada com o nome de “árvore dos 20 anos”, em frente da oficina de electricidade.

Foi o irmão Francisco de Oliveira, o salesiano mais velho da obra, o professor Rainer Américo, representante dos professores e uma aluna do 1º ano da especialidade de Agro-pecuária, que fizeram o plantio da referida árvore.
O ponto mais alto das celebrações vai acontecer no dia 16 de Agosto, aniversário do nascimento de Dom Bosco, Fundador da Sociedade de São Francisco de Sales, Filhas de Maria Auxiliadora e outros grupos desta vastíssima família, dedicada à educação e evangelização da juventude.


Ao mesmo tempo deu inicio o campeonato de Maria Auxiliadora com as crianças e jovens da Vila de Moamba. Este campeonato durará até à festa da nossa Mãe, no 24 de Maio.


Jovens peregrinam a N.S. da Veiga


No passado Sábado 23 de Março, os adolescentes e jovens da Moamba, entre os quais alunos da escola salesiana e do Escola Secundária, tiveram uma manhã de peregrinação anual à capela de Nossa Senhora da Veiga. O objectivo principal desta peregrinação é a preparação espiritual para a Semana Santa que culmina com a Páscoa da Ressurreição do Senhor. 


Participou um total de 35 jovens, a voluntária Berta, os pré-noviços, os tirocinantes e o pe. Arlindo Matavele. Ao longo da caminhada houve duas paragens para uma catequese e partilha de temas. Já na capela, fez-se a apresentação da mensagem do Papa por ocasião da Quaresma do presente ano. 

No segundo momento, cada participante tinha que escrever em síntese o que constitui compromisso e renúncia pessoal. Depois fez-se a cremação dos papelinhos junto com as cruzes de madeira que cada um/a trazia para o efeito, como sinal de humildade e conversão (deixar o homem velho para revestir-se de homem novo). Para ficar um sinal de lembrança futuro, cada um/a escrevia o seu nome na grande cruz de madeira levada em peregrinação. A terminar, o pe. Arlindo fez uma oração e todos despediram-se da capela com o compromisso de viver santa e alegremente a Semana Santa.