terça-feira, 31 de dezembro de 2013

A Ir. Lúcia Nhantumbo, missionária a Tunisia!

Chegou a noticia esperada de saber qual era o destino missionário da ir. Lúcia Nhantumbo, missionária moçambicana e que se encontra em Roma desde Setembro para se preparar bem para a sua futura missão ‘ad gentes’.

Estão participando no encontro missionário formativo um total de 14 fma. E como vem sendo tradicional, perto da festa do Natal a Madre Geral Ir. Ivonne deu o destino missionário às suas irmãs. A Ir. Lucia foi destina ao país de Tunísia, que se encontra mesmo no norte de África, junto ao mar mediterráneo e que é um pais principalmente musulmano.  É uma missão difícil e que exige muita fé e coragem.

Desde Moçambique te acompanhamos Ir. Lúcia com a oração e o carinho.

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A Provincial Ir. Paula visita Chiúre

Uma Mãe que visita

A comunidade de Chiure, com muita alegria recebeu a irmã Paula Cristina entre os dias 13 a 18 de mês de Novembro.

As vocacionadas e toda a comunidade receberam-na com cantos danças e ofereceram uma carteira, saia e muito mais, feita pelas vocacionadas acima de tudo deram carinho e alegria. Não só esteve em casa, mais teve a oportunidade de se encontrar com os professores crianças de oratório.

No dia 18 foi com grande tristeza que tiveram que dizer adeus irmã até breve, mas satisfeita por aquelo que nos deixou que é o seu coração de mãe que sabe estar e partilhar.    

Irmã inacia, Fma

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NÃO MAIS LENHA, NEM ENERGIA , NEM GÁS em Chiúre!

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Com alegria a comunidade de Chiure recebeu do voluntário Renato, Italiano  um fogão/ estufa solar. Não imaginem  quanto é útil e benéfico: não se gasta  nada, faz se a refeição normalmente, não provoca nenhuma poluição,  o seu funcionamento é na base do sol. 

A comunidade esta feliz por ver esta realidade. A expectativa do voluntário é de difundir este fogão no sentido de defender a natureza,  pois é possível viver sem prejudicar a  natureza  principalmente na realidade de Chiure onde a gente percorre ainda quilómetros a procura da lenha, carvão e com tanto sacrifício!

Atenção não se usa o fósforo para acender

A panela deve ser preta para não impedir a radiação solar

É a primeira em Moçambique e  quem precisa de mais detalhes venha ver e traga a sua panela.

Comunidade de chiure

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Feliz Natal desde o aspirantado salesiano de Matola

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 Os salesianos, os aspirantes e jovens vos desejamos desde o Aspirantado salesiano de Matola, um Feliz Natal e um Novo Ano de 2014 cheio de paz e de amor.

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O novo Bispo de Pemba visita as FMA de Chiúre

O Bom Pastor cuida das suas ovelhas.  Visita do  Bispo Dom  Luis Fernando

A  paróquia de Chiure no dia 29 de Novembro teve a primeira visita do Bispo, os cristãos com muito entusiasmo, carinho o receberam , alguns não O  conheciam. depois da recepção fez alguns encontros com os padres e leigos que sem muito tempo representaram toda a paróquia. O encontro terminou com a celebração eucarística. Todos saíram agradecendo a Deus  pelo dom que ele é para  a Igreja local, pastor que  apascenta, bem acha a Igreja de Pemba

Ir Emilia Inacia Fma

 

 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Natal do doente em Chiúre

Com muita alegria e satisfação a comunidade das fma em Chiure aceitaram o convite  de participar  do natal do doente previsto para o dia 22 de corrente mês.

Celebrar o natal é recordar o Deus que se encarna, que vem salvar a todos e não só mas vem aliviar as nossas enfermidades do corpo e da alma.

A celebração contou com a participação de  todos os dirigentes do distrito, a sua  abertura contou com a colaboração das irmãs que  ajudaram a todos os presentes a  a participaram da oração que terminou com a adoração, e beijo do menino Jesus, de seguida foi a apresentação dos números, a  distribuição dos presentes aos doentes e por fim, as últimas palavras de agradecimento proferidas pelo director do Hospital. 

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Inácia Muchanga, Fma

domingo, 22 de dezembro de 2013

Feliz Natal Cristão!

Desejamos a todos os leitores do

Boletim Salesiano de Moçambique,
a todos os amigos e amigas da Família Salesiana, e a todos os jovens, um
FELIZ NATAL DO SENHOR,
e que ELE continue a ser a
LUZ E AMOR
da nossa vida
 
12 dicembre






segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Bem-aventuranças salesianas

Uma Inspectoria salesiana do Brasil compûs estas ‘bem-aventuranças’ salesianas quando da visita da relíquia de Dom Bosco. Podem nos ajudar a vivermos o ano da espiritualidade de Dom Bosco.bemaven

sábado, 14 de dezembro de 2013

Retiros de Iniciação 2ª parte

Intentando relacionar os valores culturais moçambicanos com o Sistema Preventivo, o BS dialogou com o Mestre Magaia, Mestre dos Retiros de Iniciação.

Uma das tarefas indicadas pelo Reitor Mor é o de ajudar a inculturar o Sistema Preventivo.

Os Retiros de Iniciação dão-nos algumas dicas! Eis a segunda parte do artigo:

Como é um dia nos Retiros de Iniciação?

Esta paróquia do Amparo é a paróquia mãe dos Retiros de Iniciação. Sempre realizamos aqui.

CIMG9498 Os nossos antepassados tinham sempre um seu lugar conservado que se chama ‘Gandzelo’. É uma árvore onde os antepassados falavam com os seus antepassados para as suas cerimónias. Exactamente, nos Retiros de Iniciação, temos uma árvore. É aí que está o segredo do nosso Retiro de Iniciação. E chama-se essa árvore a ‘árvore da iniciação’. E exactamente nessa árvore, temos a nossa palhota, que são as duas coisas que temos na nossa cultura. Esse é o nosso lugar sagrado. Ali tem que haver todo respeito. No lugar sagrado não se entra de qualquer maneira: não se entra a correr, não se pode sair a qualquer lado, tem de entrar descalço, excepto o Mestre e os Formadores. É um lugar muito importante. Ali reina o silêncio profundo.

Existe uma razão para escolher esta ou outra árvore?

Não. Em termos da espécie, não é uma árvore especial. Deve ser uma árvore grande, com porte que de uma sombra para todos nós podemos estar ali concentrados. Sem árvore em condições não se pode fazer o retiro. É o lugar simbólico, sagrado.

Nós começamos na Casa de Deus. Invocamos o antepassado de todos que é Nosso Senhor Jesus Cristo. Aonde? Na casa dele, na Igreja, no altar. E depois vamos no lugar sagrado dos nossos antepassados que é na árvore da iniciação. E quando chega o final, igualmente, fazemos o mesmo. Saímos de lá e vamos a apresentar a N.S. Jesus Cristo o que fizemos. As duas coisas, Jesus Cristo e os antepassados, não se opõem. Pelo contrário.

Há pessoas que não procuram entender os Retiros de Iniciação que estão a se fazer na Igreja e os confundem com os Ritos de Iniciação. Há pessoas que criam confusão. Os ritos de iniciação dependem de cada tribo.

Com que idade se pode entrar nos Retiros de Iniciação?

No princípio, se faziam com 14 anos. Mas com andar do tempo e até agora, a idade indicada para as meninas é de 15 a 18 anos, pois fazemos em grupos: adolescentes e jovens. A rapariga começa com 15 anos. Mas há problemas nos lares, e às vezes a rapariga com 14 anos já traz problemas. Os pais querem que a filha seja iniciada. Falam com o Mestre e ele decide. Para os rapazes é obrigatório com 15 anos. Os adolescentes dos 15 aos 17 e os jovens dos 18 até aos 20 e tal. Mas, ultimamente, metemos os adultos também junto com os jovens.

Desde 2012 já estou reformado como Mestre. O actual Mestre é o Mestre Domingos Chilave que é da Paróquia de São Francisco de Assis de Infulene.

Após tantos anos de experiência, qual é a sua opinião da utilidade e validade destes Retiros de Iniciação?

Para mim o Retiro tem muito valor. Não deviam morrer. Não devem desaparecer. Sobretudo agora que os nossos Bispos de Moçambique aceitaram este trabalho. Anos atrás não havia esta luz verde em todas as dioceses.

Os jovens catecumenos, não deveriam fazer este Retiros de Iniciação?

Sim. O Bispo de Chimoio já disse aos jovens que só podiam ser baptizados e crismados após ter feito o Retiros de Iniciação. Concordo plenamente. Aqui em Maputo, anos atrás na catedral, já houve uma inculturação para os jovens que iam sendo baptizados. Em Infulene também se fez alguma experiência. Sim, seria muito bem.

Como deveríamos formar hoje a juventude?

Há um trabalho muito importante. Os leigos por mais boa vontade e por mais formação que tenham para uma actividade da Igreja, necessitam do apoio dum sacerdote. Sem sacerdote, as coisas não andam bem.

Para a educação dos nossos jovens, os sacerdotes tem muita coisa para fazer. É preciso que haja uma coordenação entre os sacerdotes e os pais. Os padres devem acompanhar os jovens na paróquia, mas também na sua caminhada fora. Eu tenho dado esse conselho aos jovens quando começam a namorar: vai falar com o padre! Vai contar tudo para ele te ajudar. Há muita coisa que nós temos de fazer. As novelas estão a destruir as nossas crianças.

Os padres deviam fazer que em todas as paróquias os Retiros de Iniciação continuassem.

Para o bem dos nossos jovens: Deviam fazer os padres os Retiros de Iniciação com os pais. Por vossa iniciativa. Para ver se conseguimos trabalhar juntos. Vou a uma casa e vejo os pais verem a telenovela com os filhos. Será que este pai ensinará os filhos a ver isso? Acho que não. O trabalho do sacerdote é muito para educação dos filhos.

Outras preocupações?

Os Retiros de Iniciação exigem uma entrega total do Mestre, dos Madodas e das Massungukates.

Os Retiros de Iniciação têm valor porque não basta fazer e deixar. Exige uma caminhada, uma continuação. Em cada caminhada em que encontrava com os jovens que se faz depois do Retiros de Iniciação, eu tenho ensinamentos, na base da tradição e da Sagrada Escritura. Alguns caem e outros continuam. Há alguns que já fizeram passar todos os filhos pelos Retiros de Iniciação.

Gostaria de acrescentar: houve-se falar tanto de violência doméstica. Na nossa tradição quando a rapariga se casa, ela tem umas conselheiras que ensinam para o lar que via fundar: ‘tu aceita tudo o que teu marido manda’.

Nós, graças aos Retiros de Iniciação, já estamos a preparar estes jovens àquele aconselhamento que a família faz, nós fazemos na igreja: reunimos os jovens, os pais, os padrinhos, os tios e nós mesmos damos os conselhos para o novo lar e assim superar esses conselhos tradicionais e enriquece-los com a Sagrada Escritura e com o que a Igreja diz sobre a mulher e o marido. Ao juntar os pais de ambos, superamos essas situações daqueles pais e mães que contribuem a separar casais.

Muito obrigado, Mestre Magaia!

sábado, 7 de dezembro de 2013

O 4º voto salesiano

Eis o resumo da mensagem do Reitor Mor de Dezembro para o BS.

Imagem25 Eu estava em Roma no dia 27 de abril de 1876. Naquele dia, escrevi uma longa carta ao padre Cagliero, dizia-lhe: “Temos em andamento uma série de projetos que parecem fábulas ou coisas de doidos diante do mundo; contudo, tão logo os iniciamos, Deus os abençoa de modo que tudo corre bem. Motivo para rezar, agradecer, esperar e vigiar”.

O 4º voto salesiano

Enquanto a Congregação Salesiana se difundia em muitas nações, eu me convencia sempre mais de que o Sistema Preventivo devia ser a nossa herança irrenunciável. O Sistema Preventivo significava os valores nos quais eu sempre acreditara e que me tinham guiado também nos momentos de dificuldade, incerteza e provação.

Escrevendo em 1885 ao “caro e sempre amado padre Costamagna” (Director na Casa salesiana de Almagro,na Argentina, onde se estava a viver um sistema repressivo), recordei-lhe que “o Sistema Preventivo seja algo realmente nosso”. Também aos outros, eu recomendei: “caridade, paciência, doçura” e implorei “que cada salesiano se fizesse amigo de todos, fosse fácil no perdoar e não invocasse coisas já perdoadas”.

Tomei conhecimento de que muitos de meus irmãos na Argentina fizeram cópia destas cartas e continuavam fiéis às orientações contidas nelas. Mais ainda, alguns se obrigaram espontaneamente com uma espécie de voto a viverem o Sistema Preventivo (como se fosse um quarto voto salesiano), e o renovavam todos os meses.

O mesmo coração

Eu sempre agira assim. Quando em 1872 surgiu o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, não podendo dar-lhes assistência pessoal, que também acreditava necessária, sobretudo nos inícios, enviara a Mornese um salesiano da minha completa confiança, o padre Cagliero, com esta orientação precisa: “Conheces o espírito do nosso Oratório, o nosso sistema preventivo e o segredo de fazer-se amar, escutar e obedecer pelos jovens, amando a todos, não magoando a ninguém, e assistindo-os dia e noite com vigilância paterna, caridade paciente e benignidade constante”.

Em fevereiro de 1885, escrevendo a dom Cagliero, eu sintetizava todo o trabalho educativo numa expressão lapidária: “Fazer-se amar e não fazer-se temer”.

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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Ser salesiano e coadjutor

Imagem23 O salesiano coadjutor (irmão leigo), é um religioso que, nos passos de Dom Bosco, busca seguir Jesus.

Antes do nosso nascimento, Deus já tinha um plano para nós. Em determinado momento da vida sentimos um chamado especial de Deus que, na nossa história, vai dando sinais de nossa vocação. Há uma hora em que não podemos mais adiar esta resposta para assumir um estilo de vida, que nos realize e nos dê felicidade.

Quando este chamado é para a vida consagrada, cabe-nos o seguimento mais radical de Jesus Cristo, seguindo seus passos. A vida consagrada possui suas renúncias como também a vida de um leigo cristão.

O sdb coadjutor é um trabalhador do Reino, assumindo todo o trabalho que lhe compete com simplicidade a serviço do Reino de Deus e das pessoas. É um trabalho santificado que consiste em oferecer a Deus toda atividade que vamos realizar.

Quando pensamos em trabalho, normalmente pensamos em uma profissão. E a profissão que um religioso deve exercer é aquela que Deus o chamou. Independente da qualificação profissional, do curso que a pessoa fez ou faz, deve ter como ponto de chegada e missão o reino de Deus. O trabalho de um religioso deve ser uma missão que a comunidade assume e o envia para desenvolvê-la em seu nome. O religioso não trabalha para se promover ou para simplesmente executar uma vontade própria, ele trabalha em nome de sua comunidade e visando o desenvolvimento do Reino, buscando realizar a vontade de Deus.

O irmão leigo salesiano tem um leque muito grande de opções profissionais, não importando o trabalho que faça. O fará sempre como consagrado salesiano e portanto, um educador e evangelizador da juventude.

Ser educador e pastor da juventude são elementos indissociáveis de sua ação!

Ir. Luís Antônio Amiranda , Obra Social São João Bosco - Campinas (Brasil)

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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

P. Jorge, desde Portugal para Moçambique

Pe. Jorge Bento, proveniente da Inspectoria Salesiana de Portugal, vem enriquecer a nossa Visitadoria Salesiana de Moçambique com a sua pessoa. Acolhemo-lo com carinho e lhe desejamos uma feliz vida missionária salesiana entre nós.

Imagem18 O facto de me encontrar, hoje, ao serviço da missão salesiana em Moçambique, não é outra coisa senão, dar continuidade a algo que vem desde há alguns anos atrás, quando frequentava a escola primária e, portanto, quando tinha nove ou dez anos de idade.

Nessa altura, era frequente a passagem de alguns missionários pela minha paróquia, os quais organizavam diversos encontros com as pessoas da terra: com as crianças e adolescentes, jovens e adultos. Estes, com a sua alegria e entusiasmo, mostravam-nos aquilo que por lá faziam, em terras de missão: o contacto com as pessoas simples e pobres mas, também, as suas aventuras. Ora, aquelas histórias, deixavam-me sempre encantado, com o desejo de embarcar, também eu, na grande aventura! A semente estava lançada. Tal era o entusiasmo que, assim que os missionários pediram aos participantes para preencherem uma folha se gostavam de fazer uma experiência com eles, eu não deixei escapar a oportunidade!

Passado algum tempo, recebi uma carta em minha casa, dirigida à minha pessoa, com o meu nome, a direcção… foi uma alegria! Convidavam-me a fazer a tal experiência com eles… Contudo, as circunstâncias não se proporcionaram: a família de casa era grande e havia a reta intenção de dar a todos por igual. Um pouco desmotivado, lá me encarreirei seguindo os passos dos meus irmãos mais velhos, isto é, concluir a escolaridade obrigatória e procurar um trabalho para ganhar o pão de cada dia.

Assim sendo, terminei a escolaridade obrigatória – sexto ano – com os meus doze anos, e lá fui procurar um trabalho para me arranjar na vida! Comecei pela construção civil, dedicando os meus primeiros dois anos de trabalho. Ainda não tinha catorze anos quando mudei de ofício, isto é, deixei o cimento para trabalhar no ferro, numa serralharia civil, durante quatro anos. Durante este tempo surgiu a oportunidade de estudar à noite, depois do horário de trabalho, e assim concluí o nono ano de escolaridade. Após esta conquista, os horizontes foram-se abrindo e, uma vez mais, decidi avançar no terreno, tirando um curso de informática com perspetivas de um novo trabalho numa firma de instalações elétricas e de águas, ocupando-me do serviço de escritório e armazém. Entretanto, como cidadão português, chegou também o tempo de prestar o meu serviço nas Forças Armadas do país, com especialização de condutor.

Durante todos estes anos, fui mantendo sempre a minha proximidade com a paróquia, frequentando a catequese em preparação para o Sacramento da Confirmação e a Eucaristia dominical, participando nos encontros do Movimento Juvenil Salesiano, organizados pelas FMA que, entretanto, tinham aberto uma presença na minha própria terra.

Ao chegar quase ao final do serviço militar obrigatório, ao assistir às apresentações e ao testemunho de alguns missionários que voltaram a passar pela minha terra, a questão levantou-se novamente e, desta vez, havia que tomar mesmo uma medida séria, que fosse para além das aventuras sonhadas nos tempos de criança: fazer uma experiência com os missionários ou abandonar a ideia e optar, futuramente, pela vida de matrimónio. Assim, depois de entregar as minhas roupas no quartel e de me despedir das respetivas tropas em Lisboa, dirigi-me a Setúbal, ao encontro da Ir. Libânia, fma, antiga diretora da casa salesiana da minha terra.

Após os respetivos cumprimentos, expus-lhe seriamente o caso e as portas, as janelas e os caminhos abriram-se até aos dias que correm… fiz a experiência de aspirantado e pré-noviciado no Porto com os salesianos, completando o décimo segundo ano de escolaridade; fiz o noviciado em Vilarinho, Portugal. (Quando a formação sacerdotal) estive, depois, cinco anos em Roma, onde fiz a licenciatura em Teologia e o mestrado em Missiologia. Após este percurso formativo, iniciei a minha experiência missionária em Cabo Verde, onde estive os últimos quatro anos, e agora, claro, chegou a vez de Moçambique, após ter iniciado os contactos para efetuar o meu pedido ao Reitor-Mor para a vida missionária, durante o último ano da minha formação em Roma e primeiro do meu sacerdócio.

No dia doze de setembro, recebi das mãos do Vigário do Reitor-Mor, a carta de obediência que me destinava a este novo campo de missão que acolho de braços abertos, na esperança de poder levar a todos, e especialmente aos jovens mais pobres, «o Evangelho da alegria, mediante a pedagogia da bondade», tal como nos ensinou o nosso pai D. Bosco.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

P. Anton, um missionário esloveno em Moçambique

Pe. Anton Grm, é um salesiano missionário, o primeiro da Eslovénia entre nós, chegado há pouco mais de um mês para enriquecer com a sua pessoa a nossa Visitadoria de Maria Auxiliadora de Moçambique. O BS, em nome dos seus leitores, desejamos para ele uma boa e feliz vida missionária salesiana na nossa terra.

Imagem17 Nasci em Ljubljana, capital da Eslovénia, a 22 de março de 1965, e vivi a minha infância na vila de Videm - Dobrepolje. Em geral, a relação com a Igreja na minha realidade era uma coisa espontânea e normal mas, com o tempo, também mudava: às vezes crescia e às vezes diminuía.

Lembro-me de muitas coisas daqueles tempos: ser acólito, a minha primeira comunhão, a catequese aos sábados, a colaboração na construção e renovações da igreja e do centro paroquial, o crisma, os encontros de catequese do grupo dos jovens, verdadeiramente bonitos e enriquecedores.

De toda esta vivência, recordo com satisfação alguns momentos especiais: os retiros dos acólitos e os encontros com os missionários, organizados em forma de diálogo e realizados aos sábados à noite na capela da casa paroquial, a qual, era para mim, como a minha segunda casa. Recordo também, vivamente, os encontros quaresmais e a grande expectativa com que se preparava o canto do aleluia Pascal, tradição muito característica do meu país. Entretanto, formei-me como técnico de electricidade.

Depois da escola secundária, comecei a perceber mais profundamente a Igreja e a caminhada de fé que ela me apresentava. Neste contexto, seguiram-se muitas perguntas para as quais tentava encontrar as respostas de várias maneiras. Uma delas foi frequentar um curso teológico-pastoral, com a duração de três anos, na faculdade de teologia a Ljubljana, com o objetivo de aprofundar a própria fé, bem como de responder as necessidades da minha paróquia. Foi neste tempo que percebi, com mais clareza, a minha pequenez e o grande mistério que eu procurava desvendar. As minhas convicções pessoais foram crescendo e o imenso campo de acção foi-se reforçando nos encontros dos jovens aos sábados, com os quais fui percebendo que eles eram, também, o reflexo da minha procura.

A minha família vivia uma fé tradicional mas, a mais evidente, era a fé da minha avó. A minha profissão não me satisfazia em pleno, e algo me atraía para «iniciar um caminho» novo. Com o tempo, as etapas e as decisões que se seguiram foram uma surpresa, primeiro para mim mesmo e, depois, para a minha própria família e para os meus amigos mais chegados. Contudo, nada aconteceu de um dia para outro: antes de tomar uma decisão, por mais simples que parecesse, passava muito tempo, a fim de amadurecer a ideia, antes que esta se tornasse realidade. A experiência que estava a realizar, era para mim, um despertar aquela fé da minha infância, agora mais enriquecida e mais desafiadora. Muitas perguntas que eu me fazia, ficaram mais esclarecidas depois do meu serviço de voluntariado missionário no Brasil, entre os anos 2000-2003. A resposta que o Senhor esperou tantos anos de mim, começou a concretizar-se com a minha decisão de entrar em 2004, no aspirantado e pré-noviciado salesiano na Slovenija e, depois, no noviciado, seguido da minha primeira profissão religiosa, no dia 8 de Setembro de 2006, na Itália.

Desde os meus primeiros exercícios espirituais realizados em Želimlje, num então pequeno seminário salesiano, fiquei ligado a Dom Bosco. Por isso, fico feliz em perceber que, hoje, se está a realizar na Família Salesiana o que eu desejei, silenciosamente, todo este tempo, isto é, trabalhar para os jovens e com eles partilhar os dons de Deus, que nunca faltam. O caminho percorrido até agora está em subida e, apesar de tudo, olhando para traz, não tenho dúvidas que este é um grande dom de Deus.

Sinto que este ano tem para mim as suas exigências e passos importantes: depois de ter feito em 4 de Setembro de 2010 a profissão perpétua, de ser ordenado sacerdote em 26 de Junho de 2011 e de celebrar a minha primeira missa solene no dia 3 de Julho deste mesmo ano, tudo se apresenta bonito. No entanto, agora, de forma mais clara, vou percebendo que preciso muito da ajuda de todos os que comigo partilham a minha caminhada. De facto, sempre fui ajudado e, de um modo especial, nos meus dois primeiros anos de exercício do meu ministério sacerdotal, como capelão na paróquia de Trstenik, em Slovenija.

Este ano, no mês de Setembro, fiz a minha preparação missionária e, no dia 29 de Setembro de 2013, recebi o crucifixo e fui enviado para a Visitadora salesiana de Moçambique. Assim, após uma longa viagem, cheguei a Maputo no dia 15 de Outubro. Agora estou aqui, em casa, encontro-me feliz e agradecido a Deus por ser o que sou e disposto a fazer o que Ele quer de mim.

Peço a todos que rezem por mim, para que eu possa superar todas as dificuldades e desafios neste caminho da minha vocação missionaria, que tanto desejei realizar. Que seja tudo para a maior glória de Deus e a salvação da minha própria alma e das almas dos destinatários, especialmente dos jovens mais pobres.

Graças a Deus e a todos vós. Por intercessão de Maria Auxiliadora, peço para todos vós as maiores bênçãos, para que Ela vos acompanhe, vos sustente e proteja de todo mal.

Vosso Pe. Anton, que grita convosco: «Viva Dom Bosco!»

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

A Formação Profissional e o P. Angel Miranda

P. Angel: Mais uma vez de regresso a MoçambiqueImagem19

Sim, estamos acabando a expedição missionária de 2013 que faz a 21ª edição. Vimos 4 sdb coadjutores, 1 sdb cooperador e eu. Também vieram, por primeira vez, dois operários duma empresa espanhola que colabora com a ONG salesiana ‘Jóvenes y Desarrollo’ e que quer enviar os seus trabalhadores para fazerem experiência de voluntários. Pediram a nós e aqui vieram.

Esta vossa colaboração anual, 21 anos!, como a definirias?

Este nosso trabalho de ‘voluntariado’ sempre se definiu como um voluntariado técnico.

Nos dois anos anteriores, os voluntários que vieram prepararam as oficinas para o Instituto Superior Dom Bosco - ISDB, que não as tinha, e dotá-lo das áreas de electricidade, de soldadura e de mecânica.

Este ano o trabalho foi trasladar as máquinas, e fazer a experiência de uma oficina do ISDB que funcione normalmente. Funcionou durante 6 horas diárias durante todo o mês.

Qual é a impressão que deixa este trabalho nos salesianos voluntários que colaboraram e nos próprios jovens alunos?

O comentário de todos os membros do grupo é que os jovens tem uma grande vontade de aprender. Segundo, tem tomado consciência do que é o estilo preventivo, do que é a figura do educador no meio dos jovens. Eles têm convivido connosco umas 9 horas diárias, também durante o tempo das comidas.

Também está que estes jovens cumpriram uma nova e bonita tarefa: eles mesmos estão construindo e pondo em funcionamento o seu próprio centro. Eles estão a dar forma ao seu próprio centro: auto-construir a sua escola.

Qual é a tua impressão sobre a experiência deste ano?

Acho que ter as próprias oficinas no Centro modifica o ensino. Em Moçambique existe a formação profissional explicada com momentos de prática. Agora provamos que se pode fazer uma formação profissional experimentada com referências técnicas. E é possível fazê-lo no próprio centro sem necessidade de acudir a outro centro. isso muda a filosofia do centro.

Também, durante este periodo, alguns dos nossos professores tem visitado outros centros com os alunos e tivemos mais de 10 visitas doutros centros de professores que vinham fazer estágios aqui, de gente do ministério e viam outro tipo de oficina, por exemplo, onde cada aluno tem o seu trabalho, onde eles trabalham com maior autonomia sem depender só das palavras do professor. São elementos muito válidos.

A mim me parece que é uma escola, tal vez, a única. Esta escola do ISDB com essa originalidade que tem de formar Professores neste âmbito profissional, fruto dum acordo do governo connosco que somos peritos nisto, um governo que confia em nós, é um elemento muito interessante.

É interessante também que o ISDB, além desta originalidade, já começa a ter as suas primeiras promoções e o eco que recebemos é que onde começam a trabalhar professores formados aqui, muda o ambiente da escola.

Há outro dado interessante no âmbito salesiano: desta maneira, em Moçambique, os salesianos cumprimos um estilo preventivo. Estamos conseguindo que os rapazes não vão para a rua. Se temos um bom equipo de professores, os jovens não vão para à rua. Na rede salesiana, temos agora mais de 1.500 jovens alunos neste âmbito preventivo.Imagem20

Como valorizas a presença destes 4 sdb coadjutores neste trabalho realizado?

Dom Bosco estabeleceu no seu momento, sem usar as palavras de agora, o diálogo entre a fé e a cultura. Fruto desse diálogo, num início do desenvolvimento industrial, ele disse que fazia falta religiosos que estejam em contacto com um mundo industrial que estava a surgir: colocar salesianos onde outros não podem.

Por exemplo, em Espanha, entre os anos 1955 e 1969, fez-se um grande esforço neste campo, de tal maneira que a formação técnica abrangeu aos coadjutores e também aos outros sdb sacerdotes. Era uma opção importante de congregação.

Me parece muito interessante a figura do coadjutor em diálogo com a secularidade. O problema hoje é que a gente não distingue isso.

Então, neste momento o diálogo com a secularidade passa por muitos campos que haveria que pensar. Certamente, um desses campos é o técnico. Nos países, como Moçambique, que estão em desenvolvimento, ou procuramos uma formação profissional na qual ainda nós temos uma palavra importante a dizer, ou senão, em quinze anos teremos uma formação profissional e uns profissionais que crescerão num ambiente totalmente laico. Porque no nosso critério, formamos pessoas que trabalham, e no modelo de pessoas que formamos é que nos vamos diferenciar. Agora bem, se não queremos estar nesse mundo, alguém vai-se encarregar de formar outro tipo de pessoa.

Qual é a tua impressão sobre o Congresso sobre o Sistema Preventivo realizado em Agosto?

Eu creio que foi um grande esforço das duas inspectorias, fma e sdb: económico, ideológico, pastoral. Um grande esforço de presença. Foi para mim uma grande surpresa.

Nos temas que se ofereceram se respondeu claramente ao que se espera dum Congresso.

O importante é dar continuidade a este Congresso.

Havia gente de diferentes presenças, não só escolares. A presença salesiana é muito mais rica que só a escola. Pode-se-ia abrir a outros sectores.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

A Comunicação Social e a Igreja em Moçambique

D. João Carlos Hatoa Nunes, Bispo Auxiliar de Maputo, é também o Presidente da Comissão Episcopal paras as Comunicações Sociais. O BS quis lhe entrevistar para sabermos qual é a ‘política’ que a CEM segue no âmbito da comunicação social.

Imagem7  Qual é a tarefa pastoral desta Comissão?

Esta pastoral da Comunicação Social, é a pastoral de ser e estar em comunhão, de ser e estar para o encontro entre as pessoas. A comunhão em vários sentidos. É dai onde parte tudo. O Deus da comunhão, que é um Deus Trinitario e dai deriva toda esta nossa maneira de fazer comunhão, acolhida, o poder integrar os esforços que nós fazemos para anunciar esta mensagem, esta Boa Nova que chegue em todos os lugares e em todos os sítios. Estamos ao serviço desta mensagem, desta Boa Nova, tornando-o possível através do encontro dos vários discípulos e seguidores de Cristo.

É um grande desafio para a Igreja, porque nesta Igreja concreta há alguns desafios como a questão dos recursos, a questão das distâncias, a questão do próprio entender que a mensagem cristã, o Evangelho, passa necessariamente por esta partilha, por este criar comunhão, criar comunidade. Isso é um trabalho que passa por todo o trabalho missionário da Igreja. Uma catequese que não tome em conta a comunicação está condenada a não ter bons frutos. Uma acção evangelizadora que não tem em conta a comunicação ou a relega a segundo ou terceiro plano, está condenada a não surtir efeitos e ter os frutos desejados. É uma área da Igreja que permeia toda a actividade da Igreja, passa por todos os âmbitos e acções da Igreja.

Como é a presença actual da Igreja em Moçambique nos MCS do nosso país?

A Igreja, naturalmente, passou por várias fases. Algumas eram bastante visíveis nesta questão. Mas, depois se foi reduzindo.

No período colonial, passando rapidamente, havia uma acção pastoral muito significativa. Me recordo do Bispo da Beira que tinha tipografias, tinha muitas obras ligadas a essa área. Muita divulgação também.

Depois veio o período da Independência. Uma Igreja que se olha a si mesma, Igreja ministerial. No 1977 tivemos a grande Assembleia. Uma Igreja que comunica-se a partir da base e que faz a comunhão e toda a comunicação era nas pequenas comunidades, ali muito humildemente.

Depois tivemos uma interrupção no nosso caminho, que foi a questão da guerra civil. Todos os esforços e toda a acção da Igreja era mais uma pastoral para a paz: cartas pastorais, etc... Ficou-se muito focalizada a acção da Igreja na busca da paz. Isso, de certa maneira, ofuscou, embora houvesse vários trabalhos feitos nesse sentido, alguns trabalhos pequenos . Mas era muito difícil. Faltavam as vias de aceso e tornavam-se difíceis os próprios encontros por causa da guerra.

Depois alcançamos os acordos de paz. Há também a nova Constituição. Começa a aparecer um pluralismo dos médias, um pluralismo de vários órgãos ligados à comunicação. Então é aí que aparecem várias rádios comunitárias, rádios da Igreja, na altura Rádio Maria aqui, a Rádio Encontro, a Rádio São Francisco em Pemba, em Nampula. Havia essas rádios que, inicialmente, até o projecto da Conferência (episcopal) eram inspirados naqueles ideais ainda do tempo colonial de termos uma grande emissora, um lugar que irradiasse todo esse trabalho, chegou-se a mandar pessoas a Portugal, etc… Mas, quando se voltou, houve o problema da legislação. Não estava prevista a questão da impressa privada. Era tudo para o Estado. Então esperou-se até que a Constituição de 1990 abriu o espaço para toda essa rede de comunicação. Então é que a Igreja começa a entrar sorrateiramente. Desfez-se o ideal anterior. Começou-se a trabalhar mais a nível de comunidades. Há rádios diocesanas que vão aparecendo. Há Boletins a nível de Diocese, que vão aparecendo. Há folhetos de Famílias (religiosas) específicas e também porque a facilidade de recursos materiais começa a desenvolver-se.

Agora o desafio é darmos um passo, porque trabalhamos em comunidades, sim, mas é preciso termos em conta o facto de sermos uma Igreja em Moçambique, termos um visão global. Esse facto já foi dado por algumas Famílias a nível mundial, que partilham a nível global vários periódicos. Mas nos falta como Igreja em Moçambique também termos um trabalho mais em conjunto e articulado.

O primeiro passo é termos consciência do bom que fizemos, do caminho percorrido, e a partir dessa consciência da realidade que existe e do caminho feito delinearmos novos objectivos, novos caminhos a percorrer para que também não fique só a nível de grupos específicos, mas fique também a nível de Igreja, como Igreja. Este é um desafio que temos agora.

Também, a questão dos novos meios de comunicação, das novas tecnologias. Nós, a Igreja, olhemos para estas possibilidades que o mundo da comunicação nos oferece como meios privilegiados para o anuncio do Evangelho. É um desafio, porque ainda temos muitos cristãos e muitas realidades que olham com determinado cepticismo para alguns espaços de comunicação que, porém, são privilegiados como possíveis espaços para o anuncio da evangelização.

Qual seria o seu sonho neste trabalho daqui a poucos anos, nós como Igreja…

O grande ideal que nós temos é sermos, de facto, uma Igreja que comunica, que anuncia, que se da a conhecer, partilhando aquilo que ela é, o seu ser Igreja, o seu ser Família de Deus, mas com características específicas de Moçambique. Queremos partilhar isso e também enriquecermos com base nessa partilha, acolhendo as experiências de outros quadrantes. São grandes desafios. Isso passa por uma mudança na maneira de ser e de estarmos e de encararmos esta realidade da comunicação. Porque muitas vezes, como é algo que passa de forma transversal, preparamos tudo menos este aspecto: como é que partilho este grande tesouro? Ficamos ainda em aspectos clássicos, como: que palavras vou usar?

A mensagem passa não só com a palavra. E a palavra melhor é Jesus Cristo e Jesus Cristo não só falou, mas agiu, viveu, chorou com quem chorou… Então, que sejamos pessoas de comunicação.

domingo, 1 de dezembro de 2013

3º dia da novena à Imaculada

virgen de las clarisas de la Agilera 1 ORAÇÃO INICIAL:

Bendito és tu, filha, diante do Deus altíssimo

Maior que todas as mulheres que vivem sobre a terra

e bendito o Senhor Deus

que criou o céu e a terra.

O Senhor dê êxito feliz à tua obra

A tua perene exaltação.

Expôs a vida para elevar o teu povo

Da humilhação e do abatimento.

TEXTO MARIANO DO PAPA:

285c. Esta ligação íntima entre Maria, a Igreja e cada fiel, enquanto de maneira diversa geram Cristo, foi maravilhosamente expressa pelo Beato Isaac da Estrela: «Nas Escrituras divinamente inspiradas, o que se atribui em geral à Igreja, Virgem e Mãe, aplica-se em especial à Virgem Maria (...). Alem disso, cada alma fiel é igualmente, a seu modo, esposa do Verbo de Deus, mãe de Cristo, filha e irmã, virgem e mãe fecunda. (...) No tabernáculo do ventre de Maria, Cristo habitou durante nove meses; no tabernáculo da fé da Igreja, permanecerá até ao fim do mundo; no conhecimento e amor da alma fiel habitará pelos séculos dos séculos».

MOMENTO DE MEDITAÇÃO

LADAINHAS

T: Virgem Imaculada, rogai por nós

· Aurora da salvação, rogai por nós

· Mãe e modelo da Igreja, rogai por nós

· Sinal de segurança e esperança, rogai por nós

· Nossa esperança e conforto, rogai por nós

· Caminho para o Senhor, rogai por nós

· Fonte de doçura, rogai por nós

· Exultação de todos os santos, rogai por nós

INTENÇÃO PESSOAL

Papa Francisco e a educação

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No dia 7 de Junho, o Papa jesuíta encontrou-se com os alunos das Escolas Jesuítas. Apresentamos no BS algumas afirmações do Papa que podem enriquecer o nosso trabalho educativo salesiano em tantas Escolas e Centros Profissionais que temos.

 
Lembrando a experiência inicial da ‘Companhia de Jesus’ (ou Jesuítas), o Papa lembra aos jovens das escolas que «Santo Inácio e os seus companheiros entenderam que Jesus ensinava a eles como viver bem, como realizar uma existência que tenha um sentido profundo, que dê entusiasmo, alegria e esperança; entenderam que JEsus é um grande mestre e um modelo de vida e que não somente os ensinava, mas os convidava também a segui-Lo neste caminho».
 
Imagem12 A Escola deve ser um lugar onde a criança e o jovem aprendem a ser MAGNÂNIMOS, isto é: « ter o coração grande, ter grandeza de alma, quer dizer ter grandes ideais, o desejo de realizar grandes coisas para responder àquilo que Deus nos pede, e propriamente para realizar bem as coisas de cada dia, todas as acções quotidianas, os compromissos, os encontros com as pessoas; fazer as coisas pequenas de cada dia com um coração grande aberto a Deus e aos outros. É importante então tratar a formação humana destinada à magnanimidade. A escola não amplia somente a vossa dimensão intelectual, mas também a humana».
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O educador, figura chave na escola, deve realizar a sua tarefa com qualidadae, pois: «Educar não é uma profissão, mas uma atitude, um modo de ser, para educar é necessário sair de si mesmo e estar em meio aos jovens, acompanhá-los nas etapas de seu crescimento e estar ao seu lado. Dar a eles esperança, optimismo para o seu caminho no mundo. Ensiná-los a ver a beleza e a bondade da criação e do homem, que conserva a marca do Criador».