sábado, 30 de novembro de 2013

2º dia da Novena à Imaculada

shapeimage_2 ORAÇÃO INICIAL:

Te saudamos, ó Maria, Mãe de Deus,

Tesouro venerado do universo inteiro.

Graças a ti Aquele que vem em nome de Deus

É bendito nos Evangelhos.

Por isso o universo inteiro

Exulta de alegria.

TEXTO MARIANO DO PAPA:

285b. Ao pé da cruz, na hora suprema da nova criação, Cristo conduz-nos a Maria; conduz-nos a Ela, porque não quer que caminhemos sem uma mãe; e, nesta imagem materna, o povo lê todos os mistérios do Evangelho. Não é do agrado do Senhor que falte à sua Igreja o ícone feminino. Ela, que O gerou com tanta fé, também acompanha «o resto da sua descendência, isto é, os que observam os mandamentos de Deus e guardam o testemunho de Jesus» (Ap 12, 17).

MOMENTO DE MEDITAÇÃO

LADAINHAS

T: Virgem Imaculada, rogai por nós.

· Santuário do Espírito Santo, rogai por nós

· Virgem em escuta, rogai por nós

· Virgem em oração, rogai por nós

· Virgem oferente, rogai por nós

· Nova mulher e perfeita cristã, rogai por nós

· Mãe toda santa, rogai por nós

· Mãe da graça, rogai por nós

INTENÇÃO PESSOAL

Entrevista a uma jovem missionária moçambicana

Imagem15A jovem Fma Ir. Lucia Nhantumbo saiu de Moçambique no passado mês de agosto para seguir a sua VOCAÇÃO MISSIONÁRIA ‘AD GENTES’.

Antes da saída, o BS teve a oportunidade de lhe realizar uma entrevista.

Ir. Lucia: como surgiu em ti a vocação missionária? 

Tudo partiu quando eu comecei a frequentar os ambientes salesianos. É verdade que eu já cresci em ambiente salesiano, mas quando frequentei a 8ª classe e entrei pela primeira vez numa escola salesiana, eu vi Ir. Ana, ela que é me chamou muito a atenção, o trabalho que ela fazia e este desinteresse com o qual ela fazia o trabalho, atendia as pessoas… A mim isso me tocou muito. Influenciou primeiro na minha vocação, à vida religiosa. E depois, este pensar nesta possibilidade da vocação missionária.

Outro aspecto é, conhecendo a história do nosso país, as dificuldades que enfrentamos e essas irmãs que vieram, que, a pesar das dificuldades não desistiram, não voltaram aos seus países mesmo com possibilidade de regressar, não, elas apostaram que é por aqui e se é para morrer vamos morrer aqui, porque nós fizemos uma opção de vida. Então, isso a mim, interpelou-me muito e criou admiração em mim essas irmãs que deixaram tudo e estavam dispostas até dar a própria vida. Mas, em beneficio da missão, em beneficio dos jovens, preferiram ficar. Então, isso mexeu muito comigo e influenciou na minha vocação, mas não sabia como fazer ou como dizer.

Passaram os anos, o aspirantado, o postulantado, e enquanto estava no noviciado, por acaso, numas aulas sobre as Constituições, acho que eram os artigos da missão, então a minha mestra tocou nesse aspecto. Era um tempo em que o Instituto já se abriu, começou a falar-se muito da vocação missionária, então ela foi explicando. Eu fui perguntando. Aquela sementinha já existia, mas queria um pouco mais de incentivo. Então eu fui perguntado quais eram as possibilidades, como uma pessoa faz um pedido. Eu fiquei animada, mas mesmo assim eu não relaxava. Lia, perguntava e ia olhando… Fazia perguntas a algumas missionárias: como se sente, como é que é, qual é a experiência… A coisa foi ficando assim. Iam-me dizendo: reza, pede, partilha, deixa-te iluminar. Então eu fiquei nesta.

Pensei que a coisa tinha morrido, mas quanto mais o tempo passava, eu via também os voluntários, os jovens a deixarem, embora viessem por um período de um mês, dois meses, para fazer esta experiência, isso sempre mexia comigo e fazia despertar esta coisa que já estava em mim.

Então, eu me lancei e antes da Profissão Perpetua me disseram que não: faz o junioriado, faz experiência, vai vendo, também estamos nas comunidades em missões. Fiquei nessa.

Então quando estava prestes a fazer a Profissão Perpétua eu disse: agora, tenho de fazer alguma coisa. Tenho de concretizar este sonho que eu tenho já desde há muito tempo. De facto, isso aconteceu. Veio a Ir. Alaide (Conselheira Geral) no ano da Profissão Perpétua. Eu partilhei a experiência. Já vinha partilhando com a Provincial. Ela foi-me perguntando as minhas motivações. Eu disse. Ela disse que eram motivações válidas. Que rezase e se essa era a vontade de Deus iria acontecer. Então, assim foi.

Estava para vir a Madre na minha Profissão. Veio a Ir. Emília (Vigária Geral do Instituto das FMA). Partilhei também. Me animou e me disse para fazer um pedido. Tinha que esperar qualquer resposta, um sim ou um não.

Fiz primeiro o pedido à Provincial e depois esta à Madre para apresentar o relatório. Eu contava que essa resposta viesse daqui a dois ou três anos. A minha surpreImagem16sa foi que veio em menos de um ano.

Estou aqui, prestes a enfrentar um desafio: são novas realidades, novas culturas… Mesmo assim, não me intimido com isso. Eu acredito que cada um, cada uma, faz a própria experiência. Cada uma tem a sua capacidade de inserção. Aquilo que são os meus limites, podem não ser limites na outra pessoa. Então, eu estou confiante, porque acredito que é obra de Deus. Por mim, tal vez, não faria. Mas, porque acredito que também foi inspiração divina, estou confiante e agora entrego tudo nas mãos de Deus, e espero que seja Ele a continuar a conduzir.

Qual foi a reacção da tua família?

Primeiro, como sempre, as minhas irmãs, algumas disseram: mas, este passo? Já para entrar na vida religiosa, alguma se opôs. Mas, ao final, elas disseram: se este é o teu caminho, o que tu queres, nós te vamos a dar força. Porque nós também temos as nossas opções e ninguém nos disse que não. Então, você quer, continue.

Então, agora a realidade é esta: chegou e quando a Ir. Paula conversou com a mamãe e com as duas irmãs mais velhas, então disse para ela a minha mãe: «se eu não disse não ao primeiro pedido que ela fez, quem sou eu agora para me opor ao que ela quer, ao que ela sente. Se é o que ela quer nós damos todo o nosso apoio. Acreditamos que não vai ser fácil. Estamos com ela. Está livre de partir».

E, os jovens com que tu trabalhas, já sabem? Qual foi a sua reacção?

Estão surpreendidos. Não esperavam. Sempre há aqueles adjectivos: ah, gostamos muito da irmã! Então agora que sai vai ser diferente!

Ficaram um bocadinho chocados com esta decisão: porque ir fora, se também aqui!

São perguntas difíceis de explicar porque não temos resposta. Mas eles também ficaram tocados, sensibilizados com esta realidade. Me dão apoio, embora sintam alguma falta da minha ausência. Gostaram de ouvir. Me dão apoio.

Qual é o seguinte passo a fazer? Já tens o mandato missionário?

Agora vou a Roma, e antes da formação missionária, terei um curso de italiano e depois é a preparação dum ano. Depois de lá é que a Madre Geral vai dar o destino onde é que agente vai trabalhar.

(n.d.r: Neste momento da publicação a Ir. Lúcia já se encontra no curso missionário em Roma).

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Fazer das redes sociais lugar de anuncio de Jesus

Imagem6 “As redes sociáis estão profundamente unidas às inquietações do coração humano. Portanto, é um espácio de procura, de compreensão, e é neste espaço onde o Senhor Jesus está do nosso lado”.

“Nesta grande praça do mundo – as redes sociais - os homens e as mulheres de hoje encontram-se, e encontrando-se podem descobrir o significado de certas coisas...”.

“As redes sociais não são instrumentos mas ambientes de vida, são realidade onde «eu vivo». Portanto, eu não utilizao a rede social para anunciar o Evangelho, mas, habitando na rede social, com o meu testemunho, com o meu anúncio, comunico a Jesus Cristo, a sua Palavra, a sua proposta...”.

“É necessário estar presente no contexto da rede social, mas não só habitá-la, mas dando testemunho dos valores em que acreditamos”.

Arcebispo Celli, Presidente do Conselho Pontifício das Comunicações

1º dia novena Imaculada

MAGADAN ORAÇÃO INICIAL:

Virgem Santa, tu és toda pureza, toda beleza, toda graça, purifica nossos corações.

Virgem Imaculada, tu és sem mancha, sem pecado, sem ruga, santifica a nossa vida.

TEXTO MARIANO DO PAPA:

285a. Na cruz, quando Cristo suportava em sua carne o dramático encontro entre o pecado do mundo e a misericórdia divina, pôde ver a seus pés a presença consoladora da Mãe e do amigo. Naquele momento crucial, antes de declarar consumada a obra que o Pai Lhe havia confiado, Jesus disse a Maria: «Mulher, eis o teu filho!» E, logo a seguir, disse ao amigo bem-amado: «Eis a tua mãe!» (Jo 19, 26-27). Estas palavras de Jesus, no limiar da morte, não exprimem primariamente uma terna preocupação por sua Mãe; mas são, antes, uma fórmula de revelação que manifesta o mistério duma missão salvífica especial. Jesus deixava-nos a sua Mãe como nossa Mãe. E só depois de fazer isto é que Jesus pôde sentir que «tudo se consumara» (Jo 19, 28).

MOMENTO DE MEDITAÇÃO

LADAINHAS

T: Virgem Imaculada, rogai por nós.

· Santa Maria, rogai por nós

· Templo de Deus, rogai por nós

· Virgem de Nazaré, rogai por nós

· Tabernáculo do Senhor, rogai por nós

· Arca da nossa santificação, rogai por nós

· Morada do Espírito Santo, rogai por nós

INTENÇÃO PESSOAL

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A experiência de um antigo aluno de Dom Bosco

Imagem2 No processo de canonização de D. Bosco encontramos o testemunho de João Bisio: «Fiquei impressionado ao ler o Jovem Cristão [folheto de orações e reflexões para rapazes], escrito por D. Bosco. Terminado o serviço militar, informei-me sobre D. Bosco, valendo-me de um sacerdote da minha terra. Descreveu-mo como um santo. Quis conhecê-lo. Apresentei-me a ele e admirei os seus bons modos e as belas e santas palavras que me dirigiu. Alguns meses depois, em 1864, fui para o Oratório. D. Bosco tinha um dom especial para atrair o afecto dos jovens, sobretudo dos mais pobres. Posso dizer que era um íman para os corações dos jovens. Quando entrei no Oratório, os jovens internos eram mais de 600» (Teresio Bosco, Don Bosco visto da vicino).

Durante os primeiros meses de vida em Valdocco, João observa com atenção a atitude de D. Bosco com os rapazes: «Ao dar os avisos para o bom funcionamento do Oratório, D. Bosco usava sempre palavras de caridade; pedia-nos sempre para fazer as coisas que ele desejava; e nós, pelas belas palavras que usava, sentíamos prazer em obedecer mais por amor do que por temor» (ib).

D. Bosco era amado e estimado não só pelos seus rapazes. Também as pessoas de fora do Oratório gostavam dele. Por vezes João Bisio acompanhava D. Bosco nas suas viagens pelo Piemonte; nas terras, ao passar D. Bosco, muitas pessoas ajoelhavam-se para receber a sua bênção; outros aproximavam-se e apresentavam-lhe os seus filhos mais pequenos para que os abençoasse. «Parecia justamente Jesus de Nazaré no meio dos meninos, escreve Bisio (MBe XVIII, 497).

João Bisio recorda em particular a capacidade de diálogo deste padre. Um hebreu de cinquenta anos, manifesta-lhe um dia o seu desejo de conhecer D. Bosco. João acompanha-o até D. Bosco. «Eu não sei o que se passou entre eles, mas, ao sair do Oratório, aquele hebreu disse-me que, se em todas as cidades tivesse existido um D. Bosco, todo o mundo ter-se-ia convertido. Sabia dizer aos que se aproximavam palavras eficazes, belas e edificantes. Isto explica também como os jovens ficavam tão ligados a ele e como conseguia torná-los bons» (MBe VII, 36).Imagem5

D. Bosco utilizava a sua capacidade de diálogo para ajudar os jovens a salvar a sua alma. Mas não só os jovens: «posso-vos dizer que muitas vezes D. Bosco era chamado à cidade para confessar pecadores doentes e pessoas relutantes em se confessarem. No regresso quando lhe perguntava, ele respondia: “Essa pessoa confessou-se”». (MBe VI, 42).

Muitas pessoas aconselhavam D. Bosco a limitar a aceitação de jovens no oratório. Eram numerosas as obras empreendidas. Até a Mãe Margarida lhe tinha dito: «Não fazes mais nada do que aceitar rapazes, mesmo sabendo muito bem que não há espaço». Um dia também João Bisio fez notar a D. Bosco que eram excessivos os gastos para manter e acolher tantos jovens, «mas ele respondeu-me que no Oratório havia uma fonte [a Providência] que deita sempre marengos [moedas de ouro], e que por falta de dinheiro nunca tinha deixado de aceitar jovens pobres. Foi sempre andando aos tropeções, mas o Senhor proporcionou-lhe sempre os meios para salvar os jovens pobres e para realizar muitas boas obras» (Don Bosco visto da vicino).

D. Bosco não guardava nada para si mesmo. Um dia um benfeitor levou ao Oratório algumas camisas novas, muito bonitas e bem feitas, para dar de presente a D. Bosco. Conta João Bisio: «No sábado já à noite coloquei uma daquelas camisas na cama de D. Bosco. Mas com surpresa encontrei-a na manhã seguinte no mesmo lugar. Ao encontrar-me com ele, disse-me: - Bisio, estas camisas são para ser dadas a um pobre sacerdote? - Se não forem, disse eu, para quem serão, a quem as devo dar? – Dá-as a quem se dê à boa vida».

João era feliz por estar no Oratório. A estima e afecto que nutria por D. Bosco levaram-no a ficar. Mas em 1871 deixou o Oratório para regressar a casa para cuidar dos seus pais. Acabou por se tornar um comerciante inteligente e próspero. Casou-se e tornou-se pai. Mas não esqueceu os anos passados ao lado de D. Bosco, porque ele confiava unicamente na Providência.

Em 1880 a mulher de João ficou gravemente doente do coração. Os médicos não lhe davam esperança de que se curasse. A João restava uma última possibilidade: pedir a D. Bosco uma bênção. A mulher estava de acordo. D. Bosco aceitou, acolheu-a, levantou-lhe o ânimo e assegura-lhe que se curará. «Realmente, viveu ainda mais 15 anos para admiração dos médicos que a tinham acompanhado» (MBe XIV, 578-579).

João não duvidou de D. Bosco nem sequer no final da sua vida: «Visitei-o uns meses antes da sua morte, acompanhei-o desde o refeitório até ao seu quarto, depois da refeição. Disse-me que as suas forças estavam esgotadas e admirei a paciência e a sua resignação». (Don Bosco visto da vicino).

  

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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Deus o queria! dizia Dom Bosco

O Reitor-Mor, continua a CONTAR-NOS Dom Bosco numa linguagem de hoje na sua mensagem (resumo) de Novembro para o BS.

No início do meu apostolado sacerdotal, meu amigo padre Cafasso, que eu escolhera como diretor espiritual, tinha-me dado um conselho de ouro: “Caminha pela cidade, olha ao teu redor”. Devia encontrá-los no "território" deles, em campo aberto. Valia a pena tentar.

Uma batina preta

“Olhando ao meu redor” encontrei muitos jovens. Parecia-me que andassem em busca de alguma forma de diversão porque, no fundo, não sabiam alegrar-se. Gargalhavam, mas não sorriam. Depois de um palavrão ou uma blasfêmia, depois de uma bravata que desencadeava momentâneos alvoroços de gritos e risadas, caía improvisamente um silêncio irreal, o vazio. Então, depois de um momento em que eu devia passar por cima de atitudes e palavras, cabia-me iniciar o bate-papo. Ficavam curiosos, mas não me pareciam aborrecidos pela presença de uma batina preta; muitas vezes, acabava-se num boteco diante de uma ou mais garrafas de vinho. Interessava-me por suas vidas, perguntava sobre suas famílias, ficava sabendo se e onde trabalhavam; depois, lançava uma pergunta sobre a vida cristã e terminava convidando-os a irem ao oratório, quem sabe só para dar uma olhada. Na maioria das vezes, a coisa funcionava. No domingo seguinte encontrava a todos ou quase todos, um deles na fila para receber o pãozinho, outro para cumprimentar-me ou dizer-me alguma coisa; outro ainda até mesmo para se confessar.

Imagem1 Deus o queria

Aos melhores –estava falando aos meus directores-, aos mais generosos, eu acrescentava: "Nao percam tempo, façam o bem, façam-no muito e jamais se arrependerao de tê-lo feito". Com um pouco de desafio, dizia: “Se um pobre padre, com nada ou com menos de nada, perseguido por todos, pôde levar as coisas ao ponto em que estão agora, que bem o Senhor não esperará de 330 indivíduos saudáveis, robustos, de boa vontade, cheios de ciência e com os meios poderosos que agora temos nas mãos?”.

“O que havia aqui, onde nós estamos agora reunidos? Nada, realmente nada! Neste lugar e nos arredores havia campos semeados com milho, repolho, algum jardim, e nada mais. Um casebre, ou melhor, um tugúrio, ou uma taberna surgia no meio, miserável ao vê-la de fora, mais miserável dentro. E, além de tudo, era casa de imoralidade. Eu corria de um lado para o outro atrás dos jovens mais indóceis, mais dissipados; eles, porém, não queriam saber nem de ordem nem de disciplina, riam das coisas da religião, das quais eram muito ignorantes, blasfemando o nome santo de Deus, e eu nada podia fazer... Um pobre padre, sozinho, abandonado por todos, antes pior do que sozinho, porque desprezado e perseguido: tinha um pensamento vago de fazer o bem, aqui, justamente neste lugar, e fazer o bem aos pobres rapazes. Era este o pensamento que orientava todos os meus passos, todas as minhas ações. Eu queria fazer o bem, fazer muito bem, mas fazê-lo aqui. Pessoalmente, eu não posso explicar como as coisas aconteceram. Isto eu sei: Deus o queria”.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Lembrando uma grande mãe: Margarida Occhiena

estatua em mexico «15 de Novembro de 1856, Mamãe Margarida adoece. Uma violenta pneumonia manifesta-se logo mortal para os seus 68 anos, já minados de tanto trabalhar.

O heroísmo dessa grande mulher que está se apagando foi todo feito à base de remendar trapos, ceifar feno e trigo, lavar roupas e panelas. Entretanto, nesses humildes serviços, havia a fortaleza de jamais se cansar, a confiança na Providência. Enquanto descascava batatas, fazia polenta, brotavam-lhe dos lábios os ensinamentos da fé, o bom senso práticos, a suave bondade da mãe.

Foi dela que Dom Bosco aprendeu o seu sistema educativo. Foi ele o primeiro a ser educado com razão, religião e bondade. A Congregação Salesiana foi embalada nos joelhos de Mamãe Margarida, que agora vai-se apagando como vela.

Expira às três da madrugada de 25 de Novembro.» (Teresio Bosco, ‘Dom Bosco’, pp 332s)

Cada 25 de Novembro a Congregação Salesiana lembra com gratitude a presença de Mamãe Margarida na vida de Dom Bosco e na fundação do nosso carisma.

Como gratitude, hoje, dia 25, em todas as comunidades salesianas rezamos na Eucaristia por todos os pais e mães falecidos dos salesianos. Descansem em paz!

Mamãe Margarida, continua a cuidar dos teus filhos!

domingo, 24 de novembro de 2013

Santa e Missionária no mato: Maria Troncatti

troncatti 2 retocada A Salesiana (FMA) Maria Troncatti, nasceu em Corteno Golgi (Brescia) no dia 16 de Fevereiro de 1883.

Na família numerosa, cresceu alegre e trabalhadeira, dividindo-se entre os trabalhos do campo e o cuidado dos irmãozinhos, no clima cálido de afeto dos pais exemplares.
Assídua à catequese paroquial e aos Sacramentos, a adolescente Maria amadurece um profundo senso cristão que a abre aos valores da vocação religiosa.

Por obediência ao pai e ao Pároco, portanto, espera atingir a maioridade antes de pedir a admissão no Instituto Filhas de Maria Auxiliadora e faz a Primeira Profissão em 1908 em Nizza Monferrato.
Durante a primeira guerra mundial (1915-1918) Ir. Maria acompanha, em Varazze, cursos de assistência sanitária e trabalha como enfermeira da cruz vermelha no hospital militar: uma experiência que lhe será muito mais preciosa ao longo de sua longa atividade missionária na floresta amazônica do Oriente equatoriano.

Partiu, de fato, para o Equador em 1922, foi mandada entre os indígenas shuar, onde, com outras duas irmãs, inicia um difícil trabalho de evangelização em meio a riscos de todos os gêneros, inclusive aqueles causados pelos animais da floresta e das ciladas dos turbulentos rios a serem atravessados a nado ou sobre frágeis "pontes" de cipós, ou ainda sobre os ombros dos índios.

Macas, Sevilla, Dom Bosco, Sucúa são alguns dos "milagres" florescentes, ainda hoje, da ação de Ir. Maria Troncatti: enfermeira, cirurgiã ortopedista, dentista e anestesista... Mas, sobretudo, catequista e evangelizadora, rica de maravilhosos recursos de fé, de paciência e de amor fraterno.
Sua obra shuar, para a promoção da mulher, floresce em centenas de novas famílias cristãs, formadas, pela primeira vez, sobre a livre escolha pessoal dos jovens esposos.

Ir. Maria morreu em um trágico acidente aéreo em Sucúa no dia 25 de Agosto de 1969. Seus restos mortais repousam em Macas, na Província de Morona (Equador)..

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Mensagem do Reitor-Mor por ocasião do Dia Mundial dos Direitos da Infância

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Direção Geral das Obras de Dom Bosco
    Via della Pisana 1111 - 00163 Roma

_1_19_35_87_7_ Caríssimos Irmãos, Caríssimas Irmãs, Salesianos e Salesianas, Membros da Família Salesiana e Jovens empenhados no voluntariado,
no dia 20 de novembro de cada ano celebra-se em todo o mundo o Dia Mundial dos Direitos da Infância, aniversário da Convenção da ONU de 1989 sobre os Direitos da Infância (CRC).
Desde 2009, o dia 20 de novembro é também uma oportunidade para as pessoas de fé celebrarem o Dia Mundial de Oração e Ação pelas Crianças, Meninas e Jovens do Mundo (DPAC- ‘Day of Prayer and Action for Children’).
Nos últimos três anos enviei-lhes uma mensagem, convidando-os a tomar parte ativamente nesta grande iniciativa inter-religiosa, promovida pela GNRC – ‘Global Network of Religions for Children’ (rede global das religiões pelas crianças) e apoiada pela organização ‘Arigatou International’. Trata-se de uma iniciativa mundial que reúne comunidades religiosas e organizações leigas para apoiar os esforços globais com que combater a violência contra as crianças e as meninas.
Neste ano, por ocasião do 20 de Novembro, desejo lançar o seguinte convite à oração e à ação:“Promover o direito à educação para todas as crianças e meninas do mundo, como instrumento de luta e de prevenção do matrimônio precoce”.

O Relatório sobre o Estado da População do Mundo 2012, da UNFPA, Fundo das Nações Unidas para a População, evidencia que para o período 2000-2011 um terço das mulheres entre 20 e 24 anos (perto de 67 milhões) casou antes dos 18 anos e 12% delas antes dos 15. O casamento precoce é uma forma de violência contra as meninas e uma violação dos seus direitos fundamentais, porque incide sobre todos os aspectos da sua vida, inclusive sobre a possibilidade de viver plenamente a infância e a adolescência, e a possibilidade de continuar os estudos. Incide igualmente sobre a saúde, aumentando o risco de abusos sexuais e de gravidez precoce.
As meninas com carecentes níveis de educação correm maiormente o risco de casamentos precoces e, uma vez casadas, a maior parte delas abandona os estudos. Ao contrário, as meninas e as jovens que terminaram a escola secundária têm até seis vezes menor probabilidade de casar antes dos 18 anos. Evidencia-se pois claramente como a instrução seja uma das melhores estratégias para proteger as meninas e as adolescentes do matrimônio precoce.
Desejo convidá-los, por ocasião do Dia Mundial de Oração e Ação pelas Crianças, Meninas e Jovens do Mundo, a promoverem atividades, eventos, reflexões e momentos de oração para tornar público o empenho da Família Salesiana na luta contra a violência relativamente à Infância, de modo particular contra o matrimônio infantil, prevenindo e educando, seguindo o carisma do nosso Dom Bosco.

Como lhes disse no ano passado, estou convencido de que só se nós, responsáveis religiosos, nos unirmos com as demais pessoas de fé num esforço comum, poderemos dar uma resposta adequada às violações contra a dignidade e direitos fundamentais das crianças, das meninas e dos jovens no mundo.
Com o aproximar-se do Bicentenário de nascimento do nosso Santo, para nós, Família Salesiana, é necessário repercorrer a fundo o caminho sobre os passos de Dom Bosco, Pai e Mestre da Juventude.
É uma herança maravilhosa a que a Família Salesiana possui entre mãos: 15 milhões de crianças e meninas em 133 países em todo o mundo. Reconhecemo-lo com humildade, mas também com consciência. Como Dom Bosco no seu tempo, devemos ser os protagonistas da sua salvação. Hoje devemos proteger a sua dignidade e garantir-lhes o pleno gozo dos seus direitos fundamentais.
Esta a minha esperança: que as Comunidades Salesianas sejam capazes de promover firmes alianças nesta direção, a fim de criar uma nova cultura de promoção e proteção dos direitos humanos.
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P. Pascual Chávez V.,
Reitor-Mor

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Um salesiano asiático nos visita

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Na Visitadoria ‘Maria Auxiliadora’ dos Salesianos de Moçambique, na tarde do dia 18 de Novembro, encontraram-se sdb, fma, noviços e aspirantes de diversas comunidades para encontrar-se com um salesiano vindo do Extremo Oriente para nos falar da realidade salesiana daqueles lugares longínquos e santificados pelo sangue dos nossos mártires salesianos.

A primeira parte do encontro consistiu em apresentar-nos a realidade histórica, social e salesiana da sua Inspectoria. Houve um intenso diálogo esclarecedor sobre a vida daqueles salesianos.

Na segunda parte do encontro, explicou-nos qual foi o objetivo da sua visita entre nós.

Terminou a tarde num momento simples de convívio e com a riqueza no coração de conhecer outras realidades salesianas do mundo, tão diferente do nosso e tão duramente sofredoras.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Novas geraçôes salesianas frente aos desafios da Comunicaçâo Social

 
Desde quarta-feira, 13 de novembro, decorre na Comunidade do Noviciado SDB da Namaacha um encontro de formação de Noviços e Noviças (SDB e FMA) sobre os “Meios de Comunicação Social e o Sistema Salesiano de Comunicação Social”. O curso  surgiu na perspectiva de se pôr em prática as orientações do Projecto Inspectorial de Comunicação Social (cf. Pics. 2º 2.2. pg. 10 ).  Durante esses dias estudou-se as cinco últimas Cartas de Bento XVI das Jornadas Mundiais de Comunicação Social e o documento do Dicastério para a Comunicação Social (SSCS). Apresentou-se e explicou-se o funcionamento da página web dos SDB e das FMA  e a interacção entre os diferentes MCS. Trabalhou-se ainda sobre como utilizar as Redes Sociais (facebook, tweeter, a criação e a gerência de Blogues ) e algumas dicas para poder educar e evangelizar nas redes sociais.
  
O curso termina hoje,15 de Novembro, e ouvindo os comentários dos participantes é comum escutarmos a satisfação pela participação no mesmo curso e a boa apresentação que está a ser feita pelo Delegado Inspectorial de CS.

Noviços e Noviças de Namaacha


Comunicando através do teatro


Preparando textos com imagens



Preparando um Power Point
 
 
Preparando uma comunicação através da poesia e musica

 
Preparando um cartaz

terça-feira, 12 de novembro de 2013

É novembro: uma reflexão para este mês de esperança!

flor10A nossa vida é feita de tempo, sobretudo da falta dele e os dias correm, ao encontro do fim, completamente esgotados do que [afinal] não se viveu.
Talvez seja por isso que, no meio do caminho, há sinais que nos obrigam a parar e a considerar o valor das coisas e a importância das pessoas, a redefinir prioridades e a (re) traçar o rumo dos nossos passos. Talvez seja essa a razão da dor, das palavras más, das incertezas. Talvez seja essa a função das pedras e dos desníveis da estrada.
Corremos para a morte, afinal. E esquecemo-nos de que os dias foram feitos para serem vividos, na simplicidade de quem conhece o chão que pisa. Complicamos o que é claro e perdemo-nos à procura de coisas que não existem, de pessoas que não interessam, de respostas para perguntas que nem ousamos fazer. Falta-nos sabedoria, meu amigo. Falta-nos a humildade para entender que a terra gira sem nós, que a natureza renasce sem a nossa mão, que outros viverão sem nós, depois de nós, para além de nós.
Com novembro a começar, apetece-me ser outono, também, e deixar que as minhas folhas velhas se entreguem ao vento que passa. Apetece-me pensar nos meus santos e pedir-lhes que me lembrem o valor do que foi feito para mim. E percebo que a vida é um instante   e que é preciso estar sempre com as malas feitas, porque.
Com novembro a começar, decido que não vou deixar que a chuva alague os meus prantos, que o frio queime a minha alegria, que a luz se apague mais cedo. E decido mudar as voltas ao tempo e ser uma menina de tranças e perceber que dentro do saco do pão-por-Deus há um pouco de tudo: castanhas, nozes, um punhado de rebuçados e uma dose incomensurável de amor… Apetece-me. E sou. E tenho a vida dentro do saco de linho que a minha mãe bordou há uma vida atrás.
É novembro. Corremos tanto para quê?
Graça Alves – escritora madeirense

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Continua viva a tradição missionária salesiana desde 1875!

miss úo s. jos ¬A tradição missionária salesiana continua viva após a primeira expedição que Dom Bosco enviou para a Argentina no dia 11 de Novembro de 1875.

Na fotografia, o Ir. Joaquim Gómes, da Missão de São de Lhanguene, missionário desde longos anos junto aos dois novos missionários salesianos acabados de chegar a Moçambique: P. Anton (esq.)  e P. Jorge (dir.), da Eslovénia e Portugal respectivamente.

A missão salesiana ainda continua a enviar missionários em nome de Cristo para O levar aos jovens.

Uma oração de gratidão se eleva a Deus Pai porque não deixou de chamar missionários na nossa Família Salesiana.

Uma missionária mozambicana em Europa

BS sete out nº 54 2013 BS sete out nº 54 2013 pag 2

domingo, 10 de novembro de 2013

Graduações na escolinha ‘Eusébia Palomino’ de Chiúre

Na escolinha ‘Eusébia Palomino’ de Chiure decorreu a cerimonia de  graduação das crianças que terminaram o seu último ano  na escola infantil.
A festa contou com  a participação do senhor Administrador do Distrito que depois efectuou a entrega dos diplomas às crianças. Também estiveram presentes os pais e encarregados de educação, caritas diocesanas de Pemba, voluntários amigos e benfeitores.
A mensagem principal do dia foi  de nunca se cansar de educar. Dom Bosco dizia que a educação requer paciência, perseverança. As crianças precisam do apoio de cada um de nós para que cresçam em sabedoria, idade e graça.
Ir. Emília Inácia
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sábado, 9 de novembro de 2013

O dia do Professor nas Fma de Chiúre

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O dia foi vivido com muita alegria e emoção acompanhados pelos os alunos desde a praça até à secção cultural. Os professores da escola comunitária Dom Bosco quiseram festejar da melhor forma preparando-se antecipadamente com cantos, danças e até algum tema   formativo sobre a identidade das escolas profissionais e gerais das FMA, orientado pela irmã Apoline, directora da comunidade. Todos os alunos louvaram o desempenho, dedicação  e tudo aquilo que o professor procura ser para a melhor aprendizagem e qualidade do ensino. Bem haja.

Irmã Emília Inácia
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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Os retiros de iniciação - 1ª parte

Intentando relacionar os valores culturais moçambicanos com o Sistema Preventivo, o BS dialogou com o Mestre Magaia, Mestre dos Retiros de Iniciação.
Uma das tarefas indicadas pelo Reitor Mor é o de ajudar  a inculturar o Sistema Preventivo.
Os Retiros de Iniciação dão-nos algumas dicas! Eis a primeira parte do artigo:


Pode-se apresentar?
Chamo-me  Cabral Zulo Magaia.  Nasci no dia 10 de Dezembro de 1932, em Marracuene. Sou ‘maronga’!

Quantos anos leva realizando este bonito serviço dos RETIROS DE INICIAÇÃO?
Em 1989 enquadrei-me como MADODA, conselheiro, desta equipa de iniciação.

Em que consiste o Retiro de Iniciação?
Melhor é explicar antes a origem dos Retiros de Iniciação: depois da nossa independência houve a orientação do partido que tirou a autoridade paterna na educação dos filhos. Então, os filhos começaram a não respeitar e não ouvir os seus pais. Os paroquianos da paróquia de N.S. do Amparo não estavam à vontade e, então, decidiram falar com o Padre Odilo, que era o pároco: «Senhor Padre, nós estamos muito mal com os nossos filhos e filhas. Já não nos ouvem. Já não nos obedecem. O Sr. Padre, pode-nos ajudar?»
De facto, o P. Odilo  conversou com o Padre Ezequiel sobre o que deviam fazer. Decidiram fazer algo, pois viram que a educação moral estava completamente a desaparecer. 
Os Padres Ezequiel e Odilo determinaram: vamos fazer Retiros de Iniciação. Isto, em 1988. Começou com um grupo de raparigas, num regime externo. As miúdas vinham de manhã, eram trazidas pelos pais. e pela noite regressavam às suas casas. A verdade é que, após de estar uma semana aqui, os pais notaram uma mudança nas suas filhas. A partir de aí, avançaram os Retiros de Iniciação.
No segundo grupo meteram também rapazes. Assim até chegar ao meu tempo.

Qual era a sua responsabilidade?
Eu iniciei como Madoda, que é um conselheiro. Temos as Massungukates, que é uma conselheira. Depois é que passei para Mestre.
O primeiro Mestre dos Retiros de Iniciação foi o Padre Ezequiel e o P. Odilo foi o formador.
Este ultimo teve de sair para Beira em 1994.Mas tiveram esta preocupação: Eles, valorizando os Retiros de Iniciação e segundo aquilo que os paroquianos e povos diziam em geral, que era muito bom, acharam que era necessário encontrar alguém para dar continuidade a este trabalho e não abandoná-lo de qualquer maneira.
Eu não era eu o único Madoda. Ninguém me chamou a atenção de que eu seria Mestre.
No ano 1994, no encerramento dum retiro, exactamente aqui no Amparo, chamaram-me no meio do altar e me investiram como Mestre dos Retiros de Iniciação. Parece que eu estava a ouvir mal, pois não cabia no meu coração. Eu não tenho nada para dar. Como vou ser Mestre dos Retiros de Iniciação. Mas o padre disse: Deus é que sabe. Você é que vai ser o Mestre. Chorei como uma criança. O peso daquela responsabilidade, reconhecendo as minhas limitações, sinceramente, o que é que vou fazer aqui?
Então, foi a partir deste ano, 1994, que passei a ser o Mestre dos Retiros de Iniciação, para dar continuidade a este trabalho importante para às famílias. Eu não sei se fiz bem ou fiz mal, o povo é que sabe. Mas, a verdade, é que alguma coisa consegui fazer.

Algumas características do Mestre dos Retiros de Iniciação
Nos Retiros de Iniciação não existem os  nomes das pessoas: só Mestre, não se diz Mestre Magaia, nem Padre Odilo, nem Padre Ezequiel, só  se diz, Formador, Madoda, Massungukate, Mestre. É em português, porque é a língua oficial, e não traduzimos à língua local. Se chama pelo serviço que a pessoa faz.
Segundo na nossa cultura, o rito de iniciação é tribal. Mas o Retiro de Iniciação na Igreja não é tribal. Porque se fosse tribal, só poderíamos ensinar aqui os usos e costumes do marongas. Mas já não é assim. Nós pegamos naquilo que é positivo para uma sociedade e a família, e ensinamos aos rapazes e às meninas. Daí que utilizemos só o português.
Os Retiros de Iniciação são diferentes dos retiros que fazemos na nossa Igreja Católica. Enquanto que um retiro da nossa paróquia, um catequista, um sacerdote, uma freira pode dar um retiro com 3, 30 ou 40 pessoas. Os Retiros de Iniciação já não podem ser assim. Porque é uma coordenação, é uma experiência adquirida não na faculdade, mas na experiência da vida de cada um, daquilo que cada um aprendeu dos seus pais, dos seus avós e daquilo que aumentou na caminhada dos Retiros de Iniciação. Daí que enquadra todas as idades. Os jovens que foram iniciados há muito tempo também têm uma tarefa importante. Daí aparecem os padrinhos e as madrinhas. Tem também Madrinha Mor e Padrinho Mor, que é a chefe das madrinhas e o chefe dos padrinhos.

Nestes Retiros de Iniciação temos elementos tradicionais da cultura e elementos cristãos?
O segredo do Retiros de Iniciação: temos como base a Sagrada Escritura. Depois vamos aos valores morais dos nossos antepassados. Eles são enquadrados na Sagrada Escritura. Durante o nosso trabalho utilizamos aquilo que os nossos antepassados tinham de bom e que a Igreja aceita como papel positivo. Temos muitas leituras da Sagrada Escritura que acompanham as nossas actividades no terreno.
(A segunda parte da entrevista continuará no próximo número do BS nº 55, Novembro-Dezembro)




domingo, 3 de novembro de 2013

Os salesianos coadjutores reunem-se ao redor de Estevão Sándor

(ANS – Pélifőldszantkereszt) – Integrada com a beatificação do Salesiano Irmão Sr. Estêvão Sándor
realizou-se,no Centro de espiritualidade de Pélifőldszantkereszt,um encontro de salesianos coadjutores, promovido pela Região salesiana Europa Norte. O encontro, coordenado pelo P. Zenon Klawikowski, contou com a participação de mais de 80 salesianos irmãos, procedentes de numerosas Inspetorias europeias: eles partilharam dias de fraternidade, de formação e de intensa salesianidade, culminando com a participação na solene Liturgia da Beatificação.

De pé, na presidência o Ecónomo Geral dos Salesianos, também sdb coadjutor

O encontro, realizado em 17-18 de outubro, viu suceder-se quatro relações que visaram tanto conhecer o testemunho de Estêvão Sándor quanto a situação e os desafios atuais da vocação do salesiano irmão. O P. Pierluigi Cameroni, Postulador Geral, depois de rápidas referências à biografia do Coirmão Mártir, ilustrou alguns traços da sua fisionomia espiritual: o sentido profundo de Deus e a disponibilidade plena e serena à sua vontade; a atração para Dom Bosco e a cordial pertença à comunidade salesiana; a presença animadora e estimulante entre os jovens; o espírito de família e a vida espiritual e de oração, cultivadas pessoalmente e partilhadas em comunidade; a total consagração à missão salesiana vivida na dedicação aos aprendizes e aos jovens; uma vida toda animada pela caridade de Cristo até ao dom total de si mesmo.
O P. Marek Chrzan, Conselheiro Geral para a Região Europa Norte, fez uma apresentação da região, evidenciando os desafios em ato e as oportunidades oferecidas à presença salesiana, numa realidade muito complexa e diferenciada por história, cultura, tradições.
O P. Francesco Cereda, Conselheiro Geral para a Formação, apresentou à luz da revisão da 'Ratio', o caminho formativo proposto para os salesianos coadjutores, ou salesianos irmãos. O Sr. Jean Paul Muller, Ecônomo Geral, releu, por sua vez, de modo experiencial, algumas dinâmicas e processos ligados à vida consagrada, evidenciando a exigência de ajudar-se a viver com radicalidade e de modo comunitário os Conselhos evangélicos, através da prática da correção fraterna e uma corresponsabilidade maior vocacional.
A Celebração Eucarística foi presidida pelo P. Adriano Bregolin, Vigário do Reitor-Mor.

O encontro, participado com grande satisfação pelos Salesianos Irmãos, foi uma resposta ao convite do Reitor-Mor a programar em cada Inspetoria iniciativas de acolhimento do dom da Beatificação de Estêvão Sándor e a renovar o empenho por viver e promover a vocação do Salesiano Coadjutor.

sábado, 2 de novembro de 2013

Atilio Giordani, um salesiano cooperador santo

Roma, 15.10.2013
Caríssimos Salesianos Cooperadores,
Atilio no lado esquerdo
como sabem, em 9 de outubro de 2013 próximo passado, o Papa Francisco autorizou a Congregação das Causas dos Santos a promulgar o decreto relativo às virtudes heroicas do Servo de Deus Atílio Luciano Giordani, Leigo e Pai de família, Cooperador da Sociedade Salesiana de São João Bosco, nascido em Milão (Itália) em 3 de fevereiro de 1913 e falecido em Campo Grande-MS (Brasil) no dia 18 de dezembro de 1972. Atílio Giordani, marido e pai exemplar, animador de oratório e catequista, missionário e evangelizador, figura atualíssima de Salesiano Cooperador, é agora Venerável.
Esta minha mensagem deseja ser um convite a toda a Família Salesiana, mas em particular a esta Associação e à Inspetoria dos Salesianos da Itália-Lombardia e Emilia Romagna, que lhe promoveu a causa de beatificação e canonização, a promover igualmente o conhecimento da sua vida, da sua mensagem para a família e para a educação, segundo o espírito de Dom Bosco, e outrossim uma oração unânime para pedir a graça de um milagre, invocando-lhe a intercessão.
Atílio Giordani é modelo de vida familiar. Ele foi em sua família esposo e pai presente, rico de grande fé e serenidade, numa desejada austeridade e pobreza evangélica em favor dos mais necessitados. O matrimônio com Noemi, em maio de 1944, foi para Atílio não só uma palavra "dada" mas sobretudo um "sacramento" de Cristo, cuja santidade e indissolubilidade se esforçou por exprimir com a vida de cada dia e com a educação dos filhos. A família permanece unida porque Atílio e Noemi se sustentam com a oração e a prática da caridade.
 
Depois que nos aumentou maiormente a consciência de que não pode existir pastoral juvenil sem pastoral familiar,estou convencido de que o testemunho de vida cristã oferecido por Atílio em família poderá constituir uma significativa contribuição experiencial inspirada em Dom Bosco: uma família não fechada em si, mas aberta à vida paroquial e oratoriana, à prática da caridade, ao testemunho missionário.

Atílio Giordani modelo de prática do Sistema Preventivo vivido no oratório. Aos nove anos começou a frequentar o Oratório S. Agostinho, dos Salesianos, em Milão. Ali, jovem para os jovens, empenhou-se, constantemente, por uma animação jubilosa dos grupos: por decênios é um hábil catequista e um animador salesiano genial, simples, sereno. Conhece e usa todos os instrumentos educativos do Sistema Preventivo para animar os seus meninos: zela pela liturgia, formação, presença e brinquedos no pátio, valorização do tempo livre, teatro; organiza passeios com os jovens do Oratório, compõe cantos, encena esquetes, inventa rifas de beneficência, caça ao tesouro e gincanas paroquiais, olimpíadas infanto-juvenis, sem nunca esquecer o centro da alegria cristã: o amor a Deus e ao próximo. Revela a arte do educador, pondo no centro da sua missão educativa o Anúncio do Evangelho e o serviço catequístico, vivido com criatividade e credibilidade. Mérito peculiar de Atílio Giordani foi traduzir de maneira simples e convincente a especificidade da evangelização desejada por Dom Bosco, o qual evangelizou educando.
A “caridade salesiana” é caridade pastoral, porque busca a salvação das almas, e é caridade educativa, porque encontra na educação o manancial que lhe permite ajudar os jovens a desenvolverem todas as suas energias de bem; deste modo, podem os jovens crescer quais honestos cidadãos, bons cristãos e futuros habitantes do céu. O elemento típico da caridade pastoral é o anúncio do Evangelho, a educação na fé, a formação da comunidade cristã, a fermentação evangélica do ambiente. Hoje o nosso empenho de evangelizadores e educadores dos jovens pode achar em Atílio Giordani um modelo original de encarnação do espírito oratoriano, critério permanente de toda nossa presença e ação educativo-pastoral.
Atílio Giordani modelo de santidade salesiana laical, vivida na alegria. Uma vez Salesiano Cooperador, vive a fé em sua própria realidade de leigo, inspirando-se no projeto de vida apostólica de Dom Bosco. Constrói a sua personalidade de homem e cristão na alegria. O seu humorismo é a expressão direta de uma consciência dominada pela fé em Cristo. Além disso testemunha, com coragem e bondade alegre, a sua fé cristã também em ambientes ou situações difíceis, como no período do serviço militar e de guerra, ou na sua profissão, como operário, vivendo no mundo sem ser do mundo, remando contra a corrente. Encerra o seu evento terreno partilhando com a Família a opção missionária, deixando como testamento o entusiasmo de uma vida toda doada aos demais: “A nossa fé deve ser vida” e “A medida do nosso crer se manifesta em nosso ser”. O Venerável Atílio Giordani é uma encarnação límpida da espiritualidade salesiana em clave laical. Este aspecto despertou sempre especial admiração, sobretudo nos Salesianos consagrados, que advertiam a presença providencial de um tal modelo e não deixavam eles mesmos de com ele se aconselhar.
Os Grupos da FS envolvem numerosos leigos em sua missão. Temos consciência de que não se pode dar um envolvimento pleno se não se der igualmente a partilha do mesmo espírito. Viver a espiritualidade salesiana como leigos corresponsáveis na ação educativo-pastoral se torna uma obrigação fundamental. A simpática figura de Atílio Giordani é neste sentido uma fonte de inspiração para a formulação de uma espiritualidade laical salesiana
Neste Ano da Fé e no último de preparação ao Bicentenário de nascimento de Dom Bosco, o testemunho de Atílio Giordani é realmente um dom mui precioso, que nos estimula a formar leigos salesianos intensamente identificados e decididamente empenhados em levar a mensagem do evangelho à família, à educação e à vida social e política.

Termino esta minha mensagem renovando o convite a promover um denso movimento de oração a fim de que possamos quanto antes venerar Atílio entre os membros glorificados da nossa Família Salesiana e invocá-lo como especial intercessor pelas Famílias e por nossos oratórios.
            Com muito afeto e estima, em Dom Bosco,


Dom Pascual Chávez Villanueva