sexta-feira, 25 de abril de 2014

Papa João Paulo II, Santo, e o Carisma salesiano

juan_pablo_ii (ANS – Roma) – Domingo, 27 de abril, será declarado Santo o Papa João Paulo II, Karol Wojtyła, nascido em Wadowice (Polônia), no dia 18 de maio de 1920, eleito Papa no dia 16 de outubro de 1978 e falecido em Roma, em 2 de abril de 2005.

A Igreja de Santo Estanislau Kostka, dos Salesianos, em Cracóvia (Polônia), foi a Igreja Paroquial frequentada por Karol Wojtyła durante a sua permanência em Dębniki, nos anos de 1938 a 1944. O jovem Wojtyła rezou com frequência na anexa capela de Maria Auxiliadora. Em fevereiro de 1940, conheceu ali o leigo Jan Tyranowski, hoje Servo de Deus (SdeD), que partecipava dos encontros religiosos dos jovens, encontros promovidos pelos padres salesianos. Nessa igreja, em 3 de novembro de 1946, domingo, celebrou uma de suas primeiras Santas Missas como neossacerdote, na presença dos fiéis.

No longo e fecundo pontificado, o Papa João Paulo II manifestou a sua paterna proximidade e o seu iluminado magistério à Família Salesiana. Todas as ocorrências mais importantes que se foram sucedendo através dos anos vêm sublinhadas pela bênção e, com frequência, pela presença do Santo Padre, especialmente por ocasião da Celebração do Centenário de Morte de Dom Bosco, “Ano de graça”, enriquecido de indulgências e de dons especiais. Nos dias 2-4 de setembro de 1988, visitou os Lugares Salesianos: a Casa da Infância de Dom Bosco e o templo do Colle, onde beatificou a menina Laura Vicuña; o ‘Duomo’, de Chieri; a Basílica de Maria Auxiliadora e os aposentos ("camerette") de Dom Bosco, em Valdocco; a Igreja de São Francisco de Assis, também em Turim. E no dia 24 de janeiro de 1989 proclamou oficialmente Dom Bosco “Pai e Mestre da Juventude”.

Nos numerosos encontros mantidos com os Salesianos e com outros grupos da Família Salesiana (como as visitas pastorais a Turim, as audiências concedidas aos membros dos Capítulos Gerais e do Conselho Geral), o grande Papa ofereceu e deixou uma autorizada mensagem relativa tanto à originalidade de «Santo» e de «Fundador» do nosso Pai, Dom Bosco, quanto às exigências e aos desafios de encarnação hoje do carisma salesiano (como o empenho educativo e pastoral pelos jovens, o ardor apostólico da evangelização e da missão, o envolvimento carismático e pastoral dos leigos).

_1_10_6_9_9_ As falas do Santo Padre brotavam simultaneamente de uma sentida preocupação pastoral e de uma pessoal e reconhecida simpatia por Dom Bosco: admirava-o como dom do Espírito de Deus à Igreja; convencido da sua grandeza profética, vivia em sintonia com a sua predileção pela juventude; admirava a sua original metodologia de educação à Fé, o critério oratoriano e a sensibilidade pelo mundo do trabalho, a abertura laical, o envolvimento da mulher, o audaz sentido de universalidade, e a predileção para com os pequenos e os pobres das classes populares. Em especial agradava-lhe sublinhar a sua intensa e operosa devoção mariana, intensamente eclesial e de especial atualidade nos tempos difíceis.

Por ocasião da Canonização de João Paulo II fazemos nosso o seu testemunho e o seu convite à santidade, que no decorrer do Pontificado nos lembrou através da canonização e beatificação de diversos membros da Família Salesiana. Especialmente em 2004,último ano da sua vida,o Papa doou à Família Salesiana o presente mais belo,beatificando alguns representantes dos Ramos oriundos da nossa Família:o P. Augusto Czartoryski,SDB;a Irmã Eusébia Palomino,FMA;Alexandrina Maria da Costa,Cooperadora e Sócia da ADMA (os três beatificados em 25 de abril de 2004,na Praça de São Pedro);e o Bv. Alberto Marvelli, Ex-aluno (em 5 de setembro de 2004, em Loreto).

Publicado em 25/04/2014

Papa João XXIII, Santo, e o Carisma salesiano

JUAN 23 (ANS – Roma) – Domingo, 27 de abril, será declarado Santo o Papa João XXIII, Angelo Giuseppe Roncalli, nascido em Sotto il Monte (Bérgamo) no dia 25 de novembro de 1881, eleito Papa em 28 de outubro de 1958 e falecido aos 3 de junho de 1963. Convocou o Concílio Ecumênico Vaticano II.

Mais de uma vez rejubilou-se João XXIII em recordar que, em menino, lia as ‘Leituras Católicas’, «primeiro e mais eficaz complemento à sua formação religiosa e civil», a par das ‘Vidas’ de meninos, escritas por Dom Bosco. Mui criança também soube pelo ‘Boletim Salesiano’, que chegava à sua casa, da morte de Dom Bosco.

Cultivou uma especial devoção a Maria Auxiliadora, cuja imagem, recortada de um número do ‘Boletim Salesiano’, pendia da parede ao lado da sua cama. Proclamou-a Padroeira do Concílio com os títulos de «Auxilium Christianorum, Auxilium Episcoporum », e no dia 28 de maio de 1963, já gravemente enfermo, benzeu com íntima comoção as duas coroas destinadas ao Quadro da Auxiliadora, na Basílica do ‘Sacro Cuore’, em Roma.

Em sua vida e em seu pontificado manifestou sempre uma grande simpatia por Dom Bosco e por toda a Obra salesiana: admirava a sua prodigiosa difusão por todo o mundo. Falava de Dom Bosco como do «Filho de Mamãe Margarida, no qual a centelha da graça de Deus soubera levar uma natureza simples, boa e inocente, a suscitar empresas tais que ainda maravilham a humanidade» (31 de janeiro de 1959). O amor a Dom Bosco lançara certamente raízes profundas em seu coração, também pelas admiráveis afinidades espirituais que havia entre os dois grandes homens de Deus: otimistas e abertos a tudo o que era bom; extremamente compreensivos e sumamente amáveis.

No discurso feito aos Salesianos Cooperadores, em 31 de maio de 1962, o Papa revelou o fascínio que sobre ele sempre exercera São João Bosco: «As empresas de Dom Bosco, considerado na sua completeza de eclesiástico perfeito na prática da oração, do testemunho pessoal íntimo e de ação, provocaram entusiasmos tais que fizeram com que um jovem encaminhado ao sacerdócio – qual fomos desde a idade de 14 anos – lhe imitasse os exemplos». Em 1960, concluindo solenemente o Sínodo Romano, na Basílica de São Pedro, dizia: «Hoje, domingo, 31 de janeiro, ocorre a comemoração litúrgica de São João Bosco. Este nome é um poema de graça e de apostolado: desde um minúsculo ‘borgo’ do Piemonte levou a glória e os sucessos da caridade de Cristo até aos confins mais distantes do Mundo».

 PAPA JOÃO XXIII e P. Ziggiotti, Sucessor de DB

Mas a prova mais extraordinária do seu amor a Dom Bosco, João XXIII dera-a um ano antes, quando decretara para o Apóstolo da Juventude as Honras Romanas junto com São Pio X. A comoção já tinha sido grande quando no domingo de 3 de maio de 1959 o Papa, por entre o tripúdio de uma incontável multidão, fora ao Templo de São João Bosco, em Cinecittà, para depor a sua oração aos pés do Santo que iluminara a sua juventude. Mas a comoção e a alegria atingiram o ápice no dia 11 de maio, quando o Vigário de Jesus Cristo quis que Dom Bosco tivesse as honras do triunfo pelas ruas de Roma e na Praça de São Pedro, ao lado do santo Papa Pio X. Falando àquela assembleia na Praça de São Pedro, o Papa dirigindo-se ao Santo modificou a conhecida frase dita a Dom Bosco por seus filhos «Roma te admira, Turim te ama», exclamando: «Todo o mundo te admira! Todo o mundo te ama!».

Publicado em 25/04/2014

sexta-feira, 11 de abril de 2014

O XXVII Capítulo Geral aos Salesianos

 

Queridos irmãos,

Nós, que participamos do Capítulo Geral 27, queremos compartilhar convosco a experiência extraordinária vivida nestes meses, convocados a Roma em nome do Senhor e sustentados pela força do Espírito. O Capítulo foi para cada um de nós um evento de graça do qual queremos dar testemunho ao voltar para casa. Queremos contar-vos, retomando nossos trabalhos e preocupações, que “o Senhor foi grande conosco e por isso estamos alegres” (Sl 125,3)

2014-03-08_08h08_05 NO INÍCIO HOUVE VALDOCCO

Iniciamos o nosso caminho na Terra Santa Salesiana, em Valdocco, lugar de Evangelho e de milagres cotidianos. Fomos até lá como quem sobe um rio à busca da fonte. Estávamos sedentos e a água fresca das origens restaurou-nos. A história do nosso pai é um convite sempre novo. Em sua vida e em sua proposta buscamos a inspiração para fazer reviver hoje o mesmo carisma. Redescobrir Dom Bosco ajudou-nos a enraizar mais profundamente a nossa vocação evangélica e a reavivar os motivos para viver, como ele fez, a entrega pelo Reino em favor dos jovens mais pobres. À luz da sua experiência, caminhamos sob o olhar de Maria Auxiliadora e seguros da sua mediação materna.

DEUS NOS DEU UM PAI

Ao voltar para Roma, iniciamos os nossos trabalhos com reflexões e deliberações empenhativas. O tom fraterno e a busca comum tornaram possível tecer, de imediato, relações cordiais e sinceras entre nós, que nos ajudaram a experimentar a riqueza da interculturalidade e a profecia da fraternidade, vividas em primeira pessoa já durante as jornadas capitulares.
Sentimo-nos em comunhão com as comunidades que, nos países em conflito, vivem momentos dramáticos da própria história. A Síria, a Venezuela, a República Centro-Africana, o Sudão estiveram muito presentes em nossas orações. A sua lembrança fez-nos abrir os olhos para os sofrimentos de tantos povos e fez resplender o testemunho de numerosos irmãos que vivem o Evangelho com radicalidade em situações difíceis e dramáticas. Isso, para nós, serve de estímulo a nos entregarmos sem parcimônia à nossa vocação e missão.
Depois, Deus nos deu um pai. Enquanto exprimimos a nossa gratidão pelo ministério luminoso e fecundo do P. Pascual Chávez Villanueva, sentimos que a eleição do P. Ángel Fernández Artime como Reitor-Mor e décimo sucessor de Dom Bosco foi um dom da Providência para nós, para toda a Família Salesiana e para os jovens. O seu sorriso aberto e sincero, a sua simplicidade, a sua grande humanidade e o seu relacionamento espontâneo com cada um dos irmãos, depressa nos fizeram ver nele o rosto do pai prometido: “Será eleito um novo Reitor que cuidará de vós e da vossa salvação eterna. Escutai-o, amai-o, obedecei-lhe, rezai por ele...” (Dom Bosco). Obrigado, P. Ángel, pelo teu coração de bom pastor e pela tua generosidade.

FRANCISCO NOS FASCINOU

Momento de intensidade especial foi o encontro com o Papa Francisco. Acolheu-nos e abençoou-nos, e em nós a cada um de vós e os jovens que o Senhor nos confia. Sua palavra precisa e incisiva tocou-nos o coração. No espírito da “Evangelii Gaudium”, recordou-nos que, como Dom Bosco, devemos ser homens de Evangelho, que vivem com simplicidade e generosidade a vida cotidiana com estilo austero e livre. Recordou-nos que o nosso Pai Dom Bosco ensinou-nos a amar os jovens com a amorevolezza que torna presente a ternura de Deus pelos seus filhos mais frágeis. Pediu-nos com insistência para sairmos para as periferias onde habitam os jovens e se manifestam mais intensamente a sua pobreza. Pediu-nos a não economizar esforços para destinar as pessoas melhores aos mais pobres que vivem sem perspectivas e sem futuro.
Papa Francisco, realmente, inflamou o nosso coração salesiano. Seu abraço foi expressão de afeto sincero aos filhos de Dom Bosco, e o apertar as nossas mãos na sua renovou a nossa adesão filial ao sucessor de Pedro como Dom Bosco sempre quis dos seus filhos. A mensagem do Santo Padre ficará em nossos corações e é um programa para todos nós.

CONTRACORRENTE E COM ESPERANÇA

O tema do nosso Capítulo Geral, a radicalidade evangélica, suscitou uma profunda reflexão que nos estimulou à conversão. Aprofundamos, a partir da Palavra com a riqueza de experiências diversas e na busca comum, o apelo que Deus nos faz hoje para sermos místicos no Espírito, profetas da fraternidade e servos dos jovens. Estamos convencidos de que aquilo que vivemos nestas semanas já é uma antecipação do caminho que queremos percorrer com todos vós e com as comunidades educativo-pastorais. Sonhamos o futuro e nos esforçaremos para que se torne realidade.

Unidos à Videira e como ramos novos (cf. Jo 15,1-8), nós salesianos sonhamos uma vida consagrada que, vivida com atitudes profundamente evangélicas, seja capaz de dialogar com a cultura e interrogar a realidade social em que vivemos. Desejamos para as nossas comunidades um estilo de vida simples, marcado pela alegria do Evangelho e pela paixão pelo Reino. Queremos viver como homens marcados por uma forte experiência de Deus e com os pés no chão, capazes de dar razão da esperança que trazemos no coração, com uma existência completamente entregue, autêntica, íntegra; empenhados na busca das periferias e nos desertos dos jovens mais abandonados.
Se vivermos contracorrente, seremos hoje significativos. Quando o individualismo cresce ao nosso redor, a fraternidade torna-se uma alternativa crível. Assumamos o desafio de edificar comunidades nas quais aprendamos a passar do “eu” ao “nós”, antepondo sempre o bem do irmão. Devemos ser capazes de abrir espaços de acolhida e de diálogo que ajudem a curar as feridas com relacionamentos maduros e regeneradores. Torna-se necessário o nosso decidido empenho para humanizar a vida comum a fim de superar as solidões e multiplicar a misericórdia. Em nosso mundo, a aposta pelo perdão e a paz torna crível o nosso modo de viver e mais claramente evangélico o nosso anúncio.

DESCENTRADOS

Cientes do novo momento eclesial em que vivemos, estamos convencidos de que a nossa vida consagrada é um grito contra o egoísmo e à autorreferência: trata-se de ir ao encontro das necessidades dos outros com a atitude misericordiosa de Jesus e a partir da nossa vida pobre e solidária. O nosso claustro é o mundo dos jovens em dificuldade e a nossa oração são as nossas mãos elevadas e a nossa ação empenhada em dar novamente dignidade aos mais excluídos. Por isso, não podemos economizar energias, nem tenhamos mais tempo para “as nossas coisas”, ou para fechar-nos em nossos interesses pessoais. Tenhamos diante de nós um êxodo que nos ajudará a alcançar outra terra, mil vezes prometida: a dos mais abandonados e dos mais pobres. Ali, como salesianos, encontraremos o nosso Tabor.
Francisco convidou-nos a nos situarmos nas fronteiras, nas margens, nas periferias do mundo, nos desertos existenciais onde muitos vivem como ovelhas sem pastor e não têm o que comer (cf. Mt 9,36). Esta é a chave de interpretação que o Papa nos oferece para nos descentrarmos, ou seja, buscar outros olhares que ofereçam pontos de vista diferentes e ajudem-nos a ler a realidade além de nós mesmos. Este é o desafio para a vida religiosa hoje: pensar e viver descentrados do nosso modo de olhar a realidade, muito seguros de nós mesmos, acomodados em obras já garantidas, ocupados num trabalho estruturado e satisfatório. Quando pensamos na renovação da nossa Congregação, não teremos aqui um critério de significatividade que nos pode ajudar a abrir novos horizontes às nossas estruturas? Não é fácil descentra-nos, mas é urgente fazê-lo se quisermos continuar a ser fiéis ao apelo de Deus.

Queridos irmãos,

Sentimos nestes dias o sopro do Espírito que “faz novas todas as coisas” (Ap 21,5). É o momento de tornar operativas as linhas do caminho que o nosso Capítulo Geral nos propõe. Movidos pela força do Espírito Santo e iluminados pela sua luz, queremos “avançar mar adentro” (Lc 5,4), navegar para águas mais profundas, na nossa vida consagrada e na missão juvenil e popular. Ouçamos a urgência de anunciar com audácia o Evangelho libertador de Jesus Cristo, boa notícia para os pequenos e os pobres. E se, vendo a entrega da nossa vida e da nossa alegria, alguém nos perguntar: “Por que o fazeis”?, responderemos com liberdade que Deus preenche a nossa existência e o seu grande amor nos interpela e grita em nós para que os jovens “tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

Roma, 12 de abril de 2014

terça-feira, 8 de abril de 2014

GG27: O Novo Conselho Geral dos Salesianos

Fotografia do novo Conselho Geral dos Salesianos.

Na linha inferior, junto com o Reitor Maior, encontram-se o Vigário e Ecónomo Gerais e os responsáveis dos dicastérios (Formação, Pastoral Juvenil, Comunicação Social e Missões).

Os que se encontram detrás do Reitor Mor são os Regionais da Congregação, entre eles, o P. Américo Chaquisse, moçambicano, novo Regional para África e Madagascar.

novo conselho geral 2014-2020

Curiosa fotogria do novo Conselho Geral dos Salesianos com todos os membros do Capítulo Geral 27 na Aula Magna, lugar dos encontros.

novo conselho geral e cg27

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Funeral da Ir. Maria Pinheiro: no noviciado Fma

ir mariaNo dia 2 de Abril de 2019, enquanto a Igreja celebrava o 9º aniversário do falecimento do Beato João Paulo II, na cidade de Maputo, no Hospital do coração, de manhã cedo, a Irmã Maria Pinheiro, Filha de Maria Auxiliadora, entregava a sua alma a Deus, após anos de doença e uma última etapa da vida com sofrimento, mas vivida na fé e no testemunho da esperança.

No dia 6 de Abril realizou-se o funeral e o enterro na Vila de Namaacha, pois ela pertencia à comunidade do Noviciado das Fma que se encontra naquela Vila.

Mas, antes de realizar-se o funeral, o cortejo fúnebre dirigiu-se para àquela que tinha sido a sua comunidade e casa durante os últimos anos da vida.

Alí estavam muitas Fma, representando todas as comunidades, estando à frente à sua Provincial Ir. Paula Cristina Langa.

Ao chegar ao noviciado, o corpo da irmã Maria foi introduzido na capela do Noviciado onde realizaram-se orações pelo seu eterno descanso. O Mestre dos noviços dos Salesianos presidiu o momento de oração.

Ao terminar este momento familiar, o cortejo dirigiu-se ao Santuário de Fátima, na Namaacha, para o funeral.

 

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Funeral de corpo presente da Irmã Maria Pinheiro

Às 10 horas da manhã, no Santuário-Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, numerosos cristãos, religiosas da Vila e membros da Família Salesiana se concentraram para realizar o funeral de corpo presente pela Ir. Maria Pinheiro.

Presidiu a solene Eucaristia o Arcebispo de Maputo, D. Francisco Chimoio, acompanhado pelo seu Bispo Auxiliar D. João Carlos. Concelebraram ao seu lado o pároco e o Vigário Provincial dos Salesianos. No presbitério encontravam-se numerosos salesianos, entre eles todos os directores das comunidades de Moçambique.

Num clima de profunda oração de fé e esperança realizou-se toda a Eucaristia.

Ao final, e como é tradição, diversos grupos passaram a deixar as suas emotivas mensagens sobre a Ir. Maria e para as Filhas de Maria Auxiliadora.

Ao terminar todo este acto litúrgico, a assembleia acompanhou o corpo da Ir. Maria até ao Cemitério da Namaacha.

As Fma introduzem o caixão no SantuárioIr. Susana falando em nome das religiosas  As antigas alunas os antigos alunos A Comunidade educativa do Colégio Maria Auxiliadora  Mensagem das noviças salesianas

Enterro da Irmã Maria Pinheiro, Fma

Após a Eucaristia no Santuário de Namaacha, o cortejo fúnebre que acompanhou o corpo da nossa querida Ir. Maria Pinheiro, Fma, dirigiu-se ao cemitério antigo de Namaacha.

Presidiu a parte religiosa o P. Francisco Pescador, como Vigário Provincial dos Salesianos ( O até agora Provincial P. Américo está em Roma no Capítulo Geral).

Após as orações iniciais e a bênção da sepultura, as irmãs cobriram o féretro com uma capulana antes do enterro.

Terminou o acto com a tradicional deposição de flores na campa da irmã.

Descanse em Paz, Ir. Maria! Seja nossa protectora desde o céu!

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3 anos da ida do P. Eliseu à Casa de Deus Pai

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Os salesianos de Moçambique lembramos hoje, dia 7, o 3º ano de falecimento do Padre Eliseu, em Tete. Continuamos a rezar pelo seu eterno descanso,  a pedir a bençâo para a sua família e para nós, salesianos, também sua família, acreditando que o Deus da Vida a todos nos espera com amor.


Somos convidados a viver a vida nessa esperança e nas palavras de Jesus: 'Eu sou a ressurreição e a vida'

sábado, 5 de abril de 2014

Os jovens perguntam ao Papa Francisco

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Cidade do Vaticano (RV) - Foi transmitida na noite desta quinta-feira pela televisão pública flamenga da Bélgica VRT, a entrevista que o Papa Francisco concedeu a alguns jovens belgas, em 31 de março passado, no estúdio do palácio apostólico, no Vaticano. A iniciativa nasceu de um projeto de comunicação da Pastoral da Juventude das Flandres: os jovens, acompanhados pelo bispo de Gent, Dom Lucas Van Looy, fizeram-lhe as perguntas em inglês e o Papa as respondeu em italiano.
Foi um encontro alegre e familiar, num clima de grande simplicidade: entre os jovens encontrava-se também uma jovem agnóstica que diz sentir-se inspirada pelas palavras do Papa Francisco.
Perguntaram-lhe, em primeiro lugar, por qual motivo aceitou a entrevista. O Papa respondeu que para ele é um serviço precioso falar à inquietude dos jovens. Depois, uma pergunta à queima-roupa: "O senhor é feliz? E por que é feliz?"
"Absolutamente! Absolutamente sou feliz (disse sorrindo)!... E é também uma felicidade tranquila, porque a esta idade não é a mesma felicidade de um jovem, há uma diferença. Mas uma certa paz interior, uma paz grande, felicidade, que chega com a idade, também. E inclusive com um caminho que sempre teve problemas. Também agora existem problemas, mas essa felicidade não vai embora com os problemas, não: enxerga os problemas, sofre por causa deles e segue adiante, faz algo para resolvê-los e segue adiante. Mas no fundo do coração há esta paz e esta felicidade. Para mim, verdadeiramente, é uma graça de Deus. É uma graça! Não é mérito próprio."

 

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Os jovens perguntaram o motivo de seu grande amor pelos pobres: "Porque é o coração do Evangelho", respondeu Francisco:
"Para mim, o coração do Evangelho é dos pobres. Dois meses atrás ouvi que uma pessoa disse, por isto, por falar sobre os pobres, por ter essa preferência: "Esse Papa é comunista!" Não. Essa é uma bandeira do Evangelho, não do comunismo: do Evangelho! Mas a pobreza sem ideologia, a pobreza... E por isso creio que os pobres estão no centro do anúncio de Jesus. Basta ler o Evangelho. O problema é que depois, algumas vezes, na história, essa postura em relação aos pobres foi ideologizada."
A jovem agnóstica perguntou ao Papa qual é a mensagem que ele tem para todos os jovens:
"Todos somos irmãos, crentes, não crentes, desta ou de outra confissão religiosa, judeus, muçulmanos... todos somos irmãos! O homem está no centro da história, e isso para mim é muito importante: o homem é o centro. Neste momento da história o homem foi tirado do centro, foi jogado na periferia, e no centro – ao menos neste momento – está o poder, o dinheiro, e nós devemos trabalhar em prol das pessoas, do homem e da mulher, que são a imagem de Deus."
Hoje "entramos numa cultura do descarte", prosseguiu o Papa. "As crianças são excluídas – não se quer crianças, queremos menos crianças, famílias pequenas: não se quer crianças. "
"Os anciãos são excluídos: muitos deles morrem em decorrência de uma eutanásia escondida, porque não se cuida deles e acabam morrendo. E agora os jovens são excluídos."
O Santo Padre recordou que na Itália o desemprego juvenil dos 25 anos abaixo é de quase 50%. Mas recordando seus encontros com alguns jovens políticos argentinos, afirmou ter confiança neles e na vontade deles de concretude:
"E fico contente porque eles, quer de esquerda, quer de direita, falam uma nova música, com uma nova música, um novo estilo de política. E isso me dá esperança. E creio que a juventude, neste momento, deve assumir a luz e seguir adiante. Que sejam corajosos! Isso me dá esperança."
Perguntado sobre a busca que o homem faz de Deus, o Papa respondeu:
"Quando o homem se encontra a si mesmo, busca Deus. Talvez não consiga encontrá-lo, mas segue num caminho de honestidade, buscando a verdade, por um caminho de bondade e um caminho de beleza... está num bom caminho e seguramente encontrará Deus! Mais cedo ou mais tarde o encontrará. Mas o caminho é longo e algumas pessoas não o encontram, na vida. Não o encontram conscientemente. Mas são muito verdadeiras e honestas consigo mesmas, muito boas e muito amantes da beleza, que acabam tendo uma personalidade muito madura, capaz de um encontro com Deus, que é sempre uma graça. Porque o encontro com Deus é uma graça."
Um jovem perguntou-lhe o que seus erros lhe ensinaram. O Papa Bergoglio afirmou que os erros são "grandes mestres de vida":
"Grandes mestres: os erros nos ensinam muito. Também nos humilham, porque alguém pode sentir-se um super-homem, uma super-mulher... e a pessoa erra e isso a humilha e a coloca em seu lugar. Não diria que aprendi com todos os erros que cometi: não, creio que não aprendi com alguns deles, porque sou cabeça-dura (disse sorrindo) e não é fácil aprender. Mas dos muitos erros aprendi e isso me fez bem, me fez bem. E também reconhecer os erros. Errei aqui, errei ali, errei acolá... E também o estar atento para não voltar ao mesmo erro."
Uma jovem perguntou-lhe: "Teria um exemplo concreto de como aprendeu a partir de um erro?":
"Por exemplo, na condução da vida da Igreja: fui nomeado superior muito jovem e cometi muitos erros com o autoritarismo, por exemplo. Eu era muito autoritário: tinha 36 anos... Depois, aprendi que se deve dialogar, que se deve ouvir o que os outros pensam... Mas não foi aprendido uma vez por todas! É um caminho longo."
Por fim, a última pergunta dos jovens ao Papa foi particular: "O senhor teria uma pergunta para nós?":
"A pergunta que gostaria de fazer-lhes não é original. Tomo-a do Evangelho. Onde está o seu tesouro? Essa é a pergunta. Onde repousa o seu coração? Em que tesouro repousa o seu coração? Porque onde estiver o seu tesouro será a sua vida... Essa é a pergunta (disse sorrindo), mas devem respondê-la a vocês mesmos, sozinhos, em casa..." (RL)

CG27: Coletiva de Imprensa do Reitor-Mor

1_13_10540_13142 (ANS – Roma) – “Nós, os Salesianos e eu, pessoalmente, queremos estar realmente abertos ao mundo, à Sociedade. Não estamos aqui para ficar atrás ou em cima do muro, mas para saber como anda o mundo. E cá estou à disposição de todos!” – assim saudou os jornalistas o P. Ángel Fernández Artime, no findar a Coletiva de Imprensa como Reitor-Mor, ocorrida na manhã de hoje, 2 de abril, na Casa Geral, em Roma.

A Coletiva tornou-se necessária pelos muitíssimos pedidos de entrevistas e declarações, vindos da mídia de muitos países, feitos à ‘Agência iNfo Salesiana’, a partir do dia 25 de março, dia em que foi eleito X Sucessor de Dom Bosco.

Além do Reitor-Mor, estavam presentes na mesa dos relatores o seu Vigário, P. Francisco Cereda, e o Dr. Carlo De Cicco, Vice-Diretor de “L’Osservatore Romano”, na qualidade de moderador.

Um início de serviço inesperado, também porque até agora desempenhara multíplices serviços como Inspetor, antes na Espanha e ultimamente na Argentina, com algum conhecimento da realidade missionária na África francófona, e depois com outros mais recentes conhecimentos de alguns países da América Latina e com um passado como Delegado Inspetorial de PJ. Mas não pensava que essas premissas o levassem à sua eleição para Reitor-Mor.

Já prontos os primeiros pontos do programa de governo?

Não, certamente! É preciso antes esperar pelo encerramento do Capítulo Geral, que tem na Congregação a autoridade máxima, e aguardar as suas deliberações. Só depois, em 14 de abril, o Reitor-Mor começará a trabalhar mais estreitamente com o Conselho. E certamente em total sintonia com a exemplaridade oferecida pelo Papa Francisco, já sentida em Buenos Aires. Elemento prioritário será a atenção às periferias que para os salesianos se traduz na atenção e presença entre os jovens e entre os últimos.

Esta prioridade, relembrada pelo Papa, é também o centro das reflexões em ato na assembleia capitular. As exigências e as necessidades são muitas: “Nós certamente, não podemos salvar todo o  mundo, mas podemos, sim, dar voz a quem não a tem”.

Perguntado sobre a precedente experiência com o Cardeal Bergoglio, o Reitor-Mor confirmou quanto já é conhecido: a sua imediatez nas relações, a sua simplicidade, a atenção aos últimos: “Pessoalmente pude experimentar o seu comportamento de imediatez nos relacionamentos, como, p. ex., no uso do telefone”.

A atenção passou também aos números: “Como estamos de vocações?” O P. Fernández Artime recordou quanto também já é do domínio público: a média é de 500 novos noviços todos os anos, com situações nacionais e continentais mui variadas. Certamente o maior potencial parece residir neste momento na África: na verdade, também como sinal da nova realidade, o Capítulo Geral elegeu para a Região salesiana África-Madagascar, pela primeira vez, exactamente um Regional africano.

1_13_10540_13144 O Reitor-Mor está no centro de toda a Família Salesiana (FS), já uma grande família, com mais de 30 grupos e, portanto, com um grande potencial de presença carismática a serviço dos jovens. Como resposta a uma pergunta específica sobre o relacionamento com o Instituto das Filhas di Maria Auxiliadora (FMA), desejou para todos os grupos da FS “plena autonomia, comunhão necessária”.

No que se refere ao Bicentenário, respondendo a uma pergunta específica, o Reitor-Mor confirmou que será um “maravilhoso dom” a visita do Papa Francisco a Turim, também pela contemporânea Ostensão, ou Exposição, do Santo Sudário. Quanto à data, essa ainda não foi comunicada.

Não faltaram perguntas relativas à situação do contencioso “Gerini”, tanto na Coletiva quanto em Entrevista específica.

Por não ter tido parte direta no governo da Congregação nos últimos anos, o que lhe impediria de dar uma resposta adequada, o P. Fernández Artime passou a palavra ao P. Cereda.

Precisou entretanto que não se trata de um evento que envolva toda a Congregação, mas somente um âmbito específico e limitado, a Direção Geral; e que entretanto, na  área da administração dos bens, a linha a ser continuada não pode ser senão a da transparência e correcção, além do envolvimento de pessoas externas qualificadas e competentes para as oportunas intervenções de avaliação.

Publicado em 02/04/2014

sexta-feira, 4 de abril de 2014

«Nos esperam anos muito bonitos»

COM OS TEUS OLHOS

O Capítulo Geral contado aos jovens pelos jovens

(transcrição gráfica do vídeo http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=JxftxNBlZjc)

Entrevista ao P. Ángel Fernández Artime, Reitor Mor dos Salesianos

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Desde que era jovem salesiano, sonhou alguma vez que ia se tornar Sucessor de Dom Bosco, Sucessor dum sonhador?

- Não, claro que não. Pensas que é algo para outras pessoas muito mais significativas. Sim, sempre quis ser um bom salesiano que fosse como Dom Bosco poderia sonhar hoje aos salesianos, mas, daí a imaginar…, nunca imaginei ser provincial, muito menos Reitor Mor…, impensável.

Quem é Ángel Fernandez Artime?

- Ángel Fernadez Artime é simplesmente um salesiano de Dom Bosco, com 53 anos, que se sentiu entusiasmado por Dom Bosco porque me atraíram os salesianos como me ajudaram a crescer e a me educar.

Sinto que no coração tenho uma especial sensibilidade para estar cómodo entre os jovens. Depois na vida salesiana, deram-me alguns serviços que me obrigaram a estar mais preocupado para animar as Inspectorias e não sempre estive permanentemente no pátio, mas a minha paixão é o pátio, as aulas, o encontro com cada jovem.

Mas, sou somente um salesiano com muita ilusão, que sente mais feliz de ser salesiano hoje, que faz 35 anos quando comecei.

Esperava ser eleito?

- Não, de nenhuma forma. O Reitor Mor, P. Pascual Chávez, tinha-me pedido para regressar a Espanha para me encarregar da nova Inspectoria. Estive quase 5 anos maravilhosos na Argentina, na Patagónia, na terra dos sonhos de Dom Bosco. Eu esperava vir ao Capítulo, participar como outro mais dos 207 capitulares e regressar o dia 13 a Espanha, para começar nos fins de maio, como provincial da Inspectoria Mediterranea ‘Maria Auxiliadora’.

Para mim, isto foi algo inesperado e uma surpresa do Espírito e dos meus irmãos salesianos.

Bj0A3uNCIAAa2hz Quando ouviu o seu nome, o que pensou? qual foi o primeiro sentimento que teve?

- O primeiro sentimento que tive era de sentir que no devia ter sido eu o Reitor Maior, que haveria mais irmãos capazes do que eu. Em segundo lugar, a emoção de poder ser a pessoa que anime os seus irmãos salesianos e a toda a Família Salesiana, e aos jovens, para seguir as pegadas de Jesus, mas como salesiano de Dom Bosco, seguindo a Dom Bosco.

Uma emoção muito grande percebendo que Dom Bosco me confia e nos confia agora a sua Congregação e a Família Salesiana.

Estava um pouco nervoso ao princípio. Já estou mais tranquilo, porque vejo que há um grande carinho, uma grande ajuda entre o Conselho Geral que estamos a formar e os irmãos capitulares, e creio muito na saúde e na fortaleza da Congregação Salesiana, da Família Salesiana, e me apaixona pensar nos jovens do mundo que sempre os há, sempre os haverá e sempre necessitarão de irmãos, amigos e padres que queiram estar no caminho com eles.

Sabemos que falou com os seus pais após a festa da sua eleição. Nos pode dizer o que lhe aconselharam?

- Lhes vou dizer que, por si acaso fosse eleito após a votação sondagem, avisei os meus pais para que não soubessem de forma inesperada e não lhes desse inesperadamente um ataque ao coração, um enfarto. Chamei-lhes para lhes dizer que era possível que eu mesmo o outros salesianos pudessem ser eleitos. Por se acaso, para que o saibais.

Terminou a nomeação e eu fiquei na sala para cumprimentar os irmãos. Ao mesmo tempo, com muita delicadeza, o Reitor Maior P. Pascual e o seu vigário P. Adriano chamaram aos meus pais, a Espanha, para lhes informarem.

De noite pude falar com eles, falei com mama e disse-me simplesmente isto: «Meu filho, que isto não te mude, que continues a ser como és, nunca te esqueças dos que são mais simples». Uma mensagem assim duma mamã fica sempre no coração.

Que significa ser hoje Dom Bosco?

- Ser, hoje, o 10º Sucessor de Dom Bosco, é antes de tudo um regalo do Senhor. Como dizia o meu predecessor, o 9º Sucessor P. Pascual Chávez, ‘uma boa profissão’. Creio que é fascinante, formoso. Haverá dificuldades, porque a Congregação é muito grande e extensa no mundo, mas há uma coisa que me resulta fascinante ao mesmo tempo que uma grande responsabilidade: temos o dever e tenho o dever de garantir que o carisma de Dom Bosco que o Espírito ofereceu à Igreja, não pode perder nada, nem da sua força, nem da sua paixão pelos jovens, nem do seu serviço pelos outros. Esta é a chave. Temos de garantir que o carisma de Dom Bosco esteja mais vivo hoje que noutros tempos. Sempre ao máximo.

Durante o Capítulo Geral falaram dos salesianos como místicos no Espírito e servidores dos jovens. Como pensais se deva realizar esta espiritualidade para os jovens hoje?

- Pensando nos salesianos, sdb, é um convite para ser mais autênticos ainda, ser mais profundos na nossa vida interior e como consagrados, ter a coragem de ser valentes, profetas entre os jovens e, sobretudo, servidores. O que é muito cercano ao carisma e que tanto lembra o Papa Francisco, com a periferia, com as ovelhas.

Olhando aos jovens, creio que é um convite que é algo constante em nós, em toda a história da Congregação: os jovens tem de ser apóstolos dos jovens. E digo mais: apóstolos, não animadores de serviços sociais, apóstolos que vivem também a sua fé com muita radicalidade e o seu compromisso cristão.

Ao pouco tempo de ser anunciado o nome do novo Dom Bosco, todos os jovens do Movimento Juvenil Salesiano, começaram a publicar nas redes sociais a sua foto e a sua confiança na sua pessoa. Qual é a mensagem que envia para os jovens que vivem nas casas de Dom Bosco?

- A mensagem que tenho mais no coração é este: eu, como Reitor Maior e 10º Sucessor de Dom Bosco, e os salesianos do mundo, acreditamos em vós, jovens. Vocês são a nossa paixão, a nossa única razão pela que somos salesianos de Dom Bosco, hoje. Queremos estar ao vosso lado. Queremos acompanhá-los. Não vos queremos tirar protagonismo. E vos convido a que todos os jovens, rapazes e raparigas do mundo salesiano, que sejam muito valentes, muito generosos, que sejam verdadeiramente, como diz o Evangelho, ‘sal da terra e luz do mundo’. Se isso se cumpre, e caminhamos juntos, nos esperam anos muito bonitos.

Obrigado!

quinta-feira, 3 de abril de 2014

O Papa Francisco ao CG27

Caros Irmãos,blog 1 
sejam bem-vindos!

Agradeço ao P. Ángel por suas palavras. A ele e ao novo Conselho Geral faço votos por que saibam servir, guiando, acompanhando e sustentando, a Congregação Salesiana em seu caminhar. O Espírito Santo os ajude a colher as expectativas e os desafios do nosso tempo, especialmente dos jovens, e a interpretá-las à luz do Evangelho e do seu Carisma.

            Imagino que durante o Capítulo – cujo tema é “Testemunhas da Radicalidade Evangélica” – tenham sempre tido perante os olhos Dom Bosco e os Jovens. Dom Bosco reforçava o seu lema «Da mihi animas, cetera tolle» com mais dois elementos: ‘Trabalho e Temperança’. (Eu me lembro que no colégio não se permitia a sesta!… ‘Temperança’! Para os salesianos e para nós!) «O trabalho e a temperança – dizia – farão florir a Congregação». Quando se pensa em trabalhar pelo bem das almas, supera-se a tentação da mundanidade espiritual: não se buscam outras coisas; somente Deus e seu Reino. Temperança, pois, é comedimento, contentar-se, ser simples. A pobreza de Dom Bosco e de Mamãe Margarida inspire, a cada salesiano e a cada uma da suas comunidades, uma vida essencial e austera, proximidade aos pobres, transparência e responsabilidade na gestão dos bens.

            1. A evangelização dos jovens é a missão que o Espírito Santo lhes confiou na Igreja. Ela está estreitamente unida à sua educação: o caminho de fé se insere naquele do crescimento e o Evangelho enriquece ‘também’ o amadurecimento humano. É preciso preparblog 2ar os jovens para trabalhar na Sociedade segundo o espírito do Evangelho, como fautores de justiça e de paz, e a viver como protagonistas na Igreja. É para isso que todos se valem dos necessários aprofundamentos e atualizações pedagógicos e culturais, para responder à atual emergência educativa. A experiência de Dom Bosco e o seu “Sistema Preventivo” os  sustentem sempre no empenho por viver com os jovens. A presença no meio deles se distinga por aquela ternura que Dom Bosco chamou 'amorevolezza', experimentando outrossim novas linguagens, mas bem sabendo que a do coração é a linguagem fundamental para aproximar-se e tornar-se seus amigos.

Fundamental aqui é a dimensão vocacional. Confunde-se por vezes a vocação à vida consagrada com uma opção de voluntariado: e esta visão distorcida não faz bem aos Institutos. O próximo ano 2015, dedicado à Vida Consagrada, será uma ocasião favorável para apresentar aos jovens a sua beleza. É preciso evitar em cada caso enfoques parciais, para não suscitar respostas vocacionais frágeis, sustentadas por motivações débeis. As vocações apostólicas são ordinariamente fruto de uma boa pastoral juvenil. O cuidado pelas vocações requer ‘atenções específicas’: antes de tudo a oração, depois atividades próprias, itinerários personalizados, a coragem da proposta, o acompanhamento, o envolvimento das famílias. A geografia vocacional mudou e está mudando, e isto significa novas exigências para a formação, acompanhamento, discernimento.

            2. Trabalhando com os jovens, deparar-se-ão com o mundo da exclusão juvenil. E isto é tremendo! Hoje, é tremendo pensar que há mais de 75 milhões de jovens sem trabalho, aqui, no Ocidente. Considere-se a vasta realidade da desemprego, com tantas consequências negativas. Pensemos nas dependências, que infelizmente são multíplices, mas que derivam da comum raiz da falta de um verdadeiro amor. Ir ao encontro dos jovens marginalizados requer coragem, maturidade e muita oração. E a esse trabalho se devem mandar os melhores! Os melhores! Poderia haver o risco de deixar-se levar pelo entusiasmo, enviando a tais fronteiras pessoas de boa vontade, mas inadequadas. É por isso necessário um atento discernimento e um constante acompanhamento. O critério é este: para ali vão os melhores. Os melhores!

            3. Graças a Deus, Vocês não vivem nem trabalham isoladamente, mas em comunidades: e agradeçam a Deus por isto! É a comunidade que dá apoio a todo o apostolado. Tensões por vezes perpassam as comunidades religiosas, com o risco do individualismo e da dispersão, quando o de que se precisa mesmo é de comunicação profunda, de relacionamentos autênticos. A força humanizadora do Evangelho é testimunhada pela ‘fraternidade vivida’ em comunidade, feita de acolhimento, respeito, ajuda mútua, compreensão, cortesia, perdão, alegria. Muito ajuda neste sentido aquele espírito de família que Dom Bosco lhes deixou: favorece a perseverança e cria atração para a Vida Consagrada.

            Caros irmãos, o Bicentenário de Nascimento de Dom Bosco já está às portas. Será um momento propício para relançar o carisma do seu Fundador. Maria Auxiliadora nunca deixou faltar o seu auxílio na vida da Congregação. E tampouco o deixará faltar para o futuro. A sua materna intercessão lhes obtenha de Deus os frutos ansiosamente esperados.

            Abençoo e rezo por todos! Mas, por gentileza, rezem também por mim!
            Obrigado!

31.03.14

MENSAGEM DO REITOR MOR AO PAPA NA VISITA DO CG27 AO VATICANO

Querido Papa Francisco, Queridíssimo Padre,

blog 3  Estamos felizes de estar aqui com você. Obrigado por este encontro. Para nós é um dom precioso e uma ocasião única que nos permite de lhe manifestar os sentimentos que levamos no coração. Lhe queremos bem, Padre! Valorizamos a sua coragem e testemunho. Constatamos com alegria o seu grande amor pelo Senhor Jesus, pela Igreja e o seu desejo de uma renovação profunda de toda a Comunidade Cristã que Você preside no serviço e na caridade.

Os salesianos lembramos bem que, para Dom Bosco, o amor ao Papa significava amor à Igreja e amor à missão. E este nosso encontro, não teria sentido, se não fosse, ao mesmo tempo, acompanhado pelo desejo de lhe exprimir, Querido Padre, a vontade de renovar o nosso compromisso carismático e missionário em favor da Igreja e do mundo, com uma atenção especial aos Jovens, sobretudo aos mais pobres e abandonados. Por isso, acolhemos o seu convite de abrir as portas das nossas casas e do nosso coração para ser anunciadores da alegria do Evangelho, acreditando fortemente num Deus que ama o homem e deseja a sua salvação. Com as palavras de ‘Gaudium et Spes’, queremos partilhar as alegrias e as dores do mundo de hoje e dos jovens que nele vivem, comprometendo-nos plenamente na construção do Reino de Deus.

 

 

blog 4Durante este Capítulo Geral, que tem como tema ‘Testemunhas da radicalidade evangélica’ sentimo-nos em perfeita sintonia com a sua Exortação Apostólica ‘Evangelii Gaudium’. Este texto iluminou e guiou a nossa reflexão.

Foi uma ocasião para reflectir profundamente sobre a nossa identidade carismática salesiana, tendo presente, ao mesmo tempo, a necessidade de interpretar duma forma actual aquilo que Dom Bosco viveu e nos transmitiu. Identificamos um caminho de renovação no qual nos comprometemos a viver a dimensão mística de pessoas consagradas que pretendem dar o primado absoluto a Deus, Senhor da nossa vida. Movidos pelo Espírito de Jesus, queremos ser ‘buscadores e testemunhas de Deus’, acompanhando com alegria os jovens num caminho de crescimento humano e cristão.

Nos propomos renovar o testemunho profético da nossa vida fraterna. Num mundo tantas vezes marcado por situações conflituosas a todos os níveis, pensamos que a nossa vida religiosa tenha uma das suas tarefas principais em testemunhar a alegria duma comunhão de irmãos que se sentem todos discípulos do Senhor. É uma fraternidade que envolve a nossa vida quotidiana, o nosso trabalho, a nossa oração e chega a ser ela mesma anunciadora duma vida que se exprime em relações novas inspiradas pela Palavra do Evangelho e capazes de atrair os jovens à valiosa experiência duma vida doada aos outros segundo o carisma de Dom Bosco.

Na nossa missão, desejamos reafirmar o nosso desejo de ser servos dos jovens, através duma proposta educativa inspirada pelos valores evangélicos e com um compromisso generoso para transformar o mundo. Desejamos reconfirmar o critério da escolha de Dom Bosco: a de uma disponibilidade preferencial para com os jovens mais pobres, das populações mais em desvantagem e marginadas, nos contextos missionários tradicionais e naqueles das sociedades mais secularizadas.

Acolhermos, Querido Papa Francisco, a sua palavra e as suas indicações para uma escolha eclesial das grandes linhas que nos guiem no próximo sexénio.

Aproveito a ocasião para lhe agradecer, com toda a Família Salesiana, o ter aceite vir a Turim por ocasião do Segundo Centenário do nascimento de Dom Bosco. Com carinho de filhos Lhe prometemos a nossa oração, confiando a Sua missão à Virgem Auxiliadora, Mãe da Igreja e Lhe pedimos a sua paterna bênção.

Cidades do Vaticano, 31 março 2014

P. Ángel Fernández Artime

Reitor-Mor

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Funeral da Irmã Maria Pinheiro, FMA

06 08 11 50 anos fma ir maria pinheiro retocada Informações sobre o funeral da Ir. Maria Pinheiro, salesiana:
- Sexta feira, dia 4 de Abril: 10,00 h. Missa de corpo presente no Santuário de Fátima, na Namaacha
- A seguir, sepultura no cemitério de Namaacha.

Continuemos a rezar pelo seu eterno descanso.

A Família Salesiana de Moçambique

Faleceu a Ir. Maria Pinheiro, salesiana

Esta manhã do dia 2 de Abril, faleceu no hospital, em Maputo, a salesiana Ir. Maria Pinheiro.
Há muitos anos que já estava doente, mas no último mês agravou-se a sua situação.
Temos mais uma intercessora no céu e rezamos para que ela esteja junto do Pai na Páscoa eterna.
Às Filhas de Maria Auxiliadora de Moçambique o nosso abraço fraterno neste momento de dor e de esperança.
Os salesianos de Moçambique

06 08 11 50 anos fma ir maria pinheiro retocada

(na fotografia, a Ir. Maria quando fez 50 anos de religiosa no ano de 2011)

terça-feira, 1 de abril de 2014

CG27: 80° Aniversário da Canonização de Dom Bosco: 80 anos para todos!

 
IB_4484__2009 (ANS – Roma) – Era Domingo o dia 1° de abril de 1934. Domingo de Páscoa! “Hoje, 1º de abril, é aniversário de ser relembrado. É de fato o 80° Aniversário de Canonização de Dom Bosco, feita pelo Papa Pio XI, no mesmo Dia de Páscoa, para introduzir Dom Bosco na glória do Cristo Ressuscitado” – disse o Cardeal Angelo Amato SDB, Prefeito da Congregação Vaticana das Causas dos Santos, ao presidir a Eucaristia matutina com os Capitulares.

Já 80 anos são passados desde que a Santidade de Dom Bosco teve o reconhecimento oficial pelo Papa Pio XI – que o havia conhecido pessoalmente. É uma santidade universal: “Dom Bosco e o seu Sistema Educativo – disse o Cardeal Amato – fazem parte, é claro, da identidade salesiana; mas não são de nossa exclusiva propriedade, não são ‘coisa apenas nossa’. Dom Bosco não é somente o santo dos salesianos: é Santo da Igreja, assim como o seu Sistema Preventivo”.

O Cardeal referiu outrossim a sua experiência pessoal, experiência que lhe permitiu verificar não somente a estima e a admiração por Dom Bosco – e por aquilo que os salesianos fizeram e fazem em todo o mundo –, mas também recordou os testemunhos oferecidos agora pelo Papa Francisco e, antes, pelo Papa Bento.

E se “a bondade de um carisma na Igreja se mede sobretudo pela santidade que ele consegue fazer florescer entre os consagrados”, sua bondade encontra confirmação antes de tudo no número significativo daqueles que na FS possuem já um reconhecimento entre Santos, Bem-aventurados, Veneráveis e Servos de Deus.

A bondade do carisma encontra confirmação também no bem operado dia após dia por todos os Salesianos e, referindo-se ao episódio da cura do paralítico, no Evangelho do dia, afirmou: “Para nós o gesto de cura de Jesus é (…) a um só tempo também o gesto da vossa mão, que soergue os jovens do desconforto e da tristeza, para os restituir à esperança, à confiança, ao futuro”.

É um bem, esse, que se realiza no mundo, bem que deve ser conhecido e valorizado.

E alegrou-se o Purpurado: “Este é o vosso apostolado. Leio com atenção e edificação o «Boletim Salesiano», verdadeira agência de boas notícias, porque reporta o grande bem que fazem os Salesianos no mundo”. E relatou alguns exemplos que provêm da Suazilândia, Nigéria, Polônia.

Recordando que “já não são poucos os salesianos Bem-Aventurados ou Veneráveis” – o Cardeal Amato concluiu confiando uma tarefa-de-casa: “Exigem-se os milagres para que se possa proceder à sua beatificação e canonização. É este o dever que esses nossos Servos de Deus confiam a todos os nós: dirigir-se à sua intercessão para podermos proceder à sua beatificação e canonização”.

De aqui mais uma tarefa: “fazer conhecer e a valorizar os nossos Santos – verdadeiros tesouros da ‘nossa’ Família”.

Ainda lembranças da visita do CG27 ao Papa

IB_11707__2014 (ANS – Roma) – Manhã insólita e extraordinária a de segunda-feira, 31, devido ao encontro com o Papa Francisco. Seguindo o programa, os Capitulares visitaram antes a Basílica de São Pedro a fim de renovar a Profissão de Fé perante o Túmulo do Apóstolo.

Sucessivamente, os capitulares fluíram para a Estátua do apóstolo Pedro e, para bem pro alto, para a estátua de São João Bosco. A seguir encaminharam-se à Sala Clementina para a Audiência.

Um quente, fragoroso e prolongado aplauso acolheu o Sumo Pontífice poucos minutos depois das 12. Familiar o exórdio com que o Reitor-Mor a Ele se dirigiu: “Caríssimo Papa Francisco, Caríssimo Pai”. O P. Fernández Artime não deixou de agradecer ao Papa pela disponibilidade de ir a Turim, em 2015, por ocasião do Bicentenário de Nascimento de Dom Bosco.

Concluiu, deixado o texto escrito, em língua espanhola, e mais uma vez confirmou ao Papa o afeto filial dos Salesianos por sua Pessoa, assim como assegurou continuar a invocar Maria Auxiliadora como tantas vezes o fez no Santuário, de Almagro, na cidade de Buenos Aires.

O Papa Francisco, no seu habitual estilo simples e familiar, mas nem por isso menos profundo, dirigiu a sua palavra aos Capitulares. E mais de uma vez não faltaram alusões à concretitude da vida: temperança e sesta; envio dos melhores aos jovens marginalizados e sem trabalho; possíveis tensões em comunidade; ternura-bondade ('amorevolezza'); cuidado pelas vocações.

E na conclusão: “Por gentileza, rezem por mim! Obrigado!”

Um duplo aplauso para o Papa Francisco: um ao concluir o discurso; e outro quando passou a saudar pessoalmente não só os membros do Conselho mas também cada um dos Capitulares e Acompanhantes.

A experiência da manhã foi evocada pelo Reitor-Mor durante a tarde introduzindo os trabalhos de Assembleia: “lindo o momento que vivemos esta manhã”.

O P. Fernández Artime, referindo-se ao trabalho dos próximos dias, encorajou a “propor aos nossos irmãos, a toda a Congregação e a nós mesmos, aqueles gestos, sinais e deliberações que nos ajudem a ser profecia neste momento da História, da Igreja, da Congregação”.

Conclamou à coragem para “achar aquelas pistas de seguir que nos lancem com audácia na direção dos últimos, dos mais frágeis; achar quanto seja o mais genuíno de nossa opção salesiana pelos pobres, especialmente pelos jovens mais pobres”.

O Reitor-Mor prosseguiu com um segundo convite: “Continuar a viver este bom clima de fraternidade”. Uma fraternidade cada vez mais universal: “Creio que o primeiro documento que estamos a escrever seja o da fraternidade cotidiana, da atenta experiência de universalidade da Congregação; pelo que, todos desejamos encontrar-nos, não com ‘os meus’ – entre aspas: ‘com os do meu País, da minha cultura’ – mas exatamente com esses outros Coirmãos dos demais Continentes”.

Dos trabalhos capitulares começou a participar também o novo Regional da Europa Centro-Norte, P. Tadeusz Rozmus.