Eu fico com Dom Bosco!


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A Ir. Lúcia após a cerimónia da Consagração Religiosa

No dia 21 de Outubro, na Missão de São José de Lhanguene celebraram-se os actos finais dos 60 anos da presença das FMA em Moçambique. Presente a Vigária Geral.

Na mesma cerimónia, a Ir. Lúcia Nhantumbo realizou a sua Profissão Perpétua.

BS: Ir. Lúcia, em breves palavras, de onde és?   Irmã: Sou da província de Maputo, concretamente do bairro do Jardim. Nasci, cresci no Bairro do Jardim. Vivi ali toda a minha vida..
BS: A tua vocação salesiana surgiu então, em que lugar?   Irmã: Posso dizer que surgiu  no Bairro do Jardim, porque eu desde pequena frequentava o ambiente salesiano: na Paróquia, na Escola, no Oratório, Já tinha todo o ambiente, tinha todas as condições para crescer na vocação.
BS: O que te atraiu mais na vocação salesiana?   Irmã: Antes, eu via os padres, me recordo muito bem do P. Sebastião como fazia, depois do P. Adolfo, quando era mais crescida eu via como faziam as coisas… Mas a coisa que mais me marcou, quando era pré-adolescente e adolescente  foi no Oratório. Foi ver como as irmãs faziam e isso me chamou a atenção. Quando passei a estudar na Escola Dom Bosco me atraiu muito a posição e o testemunho da ir. Ana. Me chamava sempre a atenção quando nós chegássemos de casa para a escola, ela ali parada ela a acolher  cada uma, se alguém tivesse alguma coisa ela identificava e chamava àquela pessoa… Então, isso tudo começou a despertar  alguma coisa em mim. E eu dizia: quando eu crescer vou ser como aquela irmã!
Com as suas meninas de Namaacha
BS: Vais fazer os Votos Perpétuos. Que pode significar isso para uma jovem como tu?   Irmã: Fazer a Profissão Perpétua´, posso dizer, que é um grande desafio, sobretudo nesta sociedade onde vemos que a sociedade oferece  muitas propostas. E os jovens se não tem uma orientação facilmente podem cair naquilo que a sociedade lhes oferece. Então, para mim, é um desafio e é uma alegria, porque a minha vida   tem que ser este testemunho, tem que dizer alguma coisa de modo que cative os outros jovens também   a procurar o sentido das próprias vidas.
BS: O que poderias dizer aos jovens, a uma jovem que sente esta inquietação vocacional?   Irmã: Primeiro, eu digo a esta jovem, que não tenha medo de encarar esta situação. Se tem uma inquietação procure pessoas com as quais pode  partilhar e expressar aquilo que sente.
Depois, é muito importante também a família. Se nós temos uma família, e esta família tem bases, tem princípios penso que também é um ponto de referência.
E também a própria oração. Se a gente não reza, não entra em contacto com Deus, não cria aquele espaço de silêncio, de escutar, então penso que é um bocadinho difícil.
É preciso não ter medo de encarar a situação e procurar alguém com a qual possa partilhar. Porque não é fácil tomar uma decisão sem contar com pessoas que de algum modo te podem acompanhar, te podem dar algum seguimento.
BS: Última pergunta: Votos Perpétuos diante de Jesus. Vale a pena seguir a Jesus?   Irmã: Eu digo que sim vale a pena. Estou feliz. Primeiro tinha um bocadinho de receio, um bocadinho de dúvida, mas com os jovens eu aprendi a dizer que sim,  vale a pena dar a minha vida por causa deles. Estou feliz. Estou consciente.
BS: Ir. Lúcia, muito Obrigado!


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