No domingo 11 de Maio realizou-se a festa de Domingos Sávio no Oratório de Matola.
Os rapazes e meninas presentes, animadores pelos tirocinantes e aspirantes salesianos passaram uma tarde divertida de convívio e jogos.
No domingo 11 de Maio realizou-se a festa de Domingos Sávio no Oratório de Matola.
Os rapazes e meninas presentes, animadores pelos tirocinantes e aspirantes salesianos passaram uma tarde divertida de convívio e jogos.
P. Angel: Mais uma vez de regresso a Moçambique
Sim, estamos acabando a expedição missionária de 2013 que faz a 21ª edição. Vimos 4 sdb coadjutores, 1 sdb cooperador e eu. Também vieram, por primeira vez, dois operários duma empresa espanhola que colabora com a ONG salesiana ‘Jóvenes y Desarrollo’ e que quer enviar os seus trabalhadores para fazerem experiência de voluntários. Pediram a nós e aqui vieram.
Esta vossa colaboração anual, 21 anos!, como a definirias?
Este nosso trabalho de ‘voluntariado’ sempre se definiu como um voluntariado técnico.
Nos dois anos anteriores, os voluntários que vieram prepararam as oficinas para o Instituto Superior Dom Bosco - ISDB, que não as tinha, e dotá-lo das áreas de electricidade, de soldadura e de mecânica.
Este ano o trabalho foi trasladar as máquinas, e fazer a experiência de uma oficina do ISDB que funcione normalmente. Funcionou durante 6 horas diárias durante todo o mês.
Qual é a impressão que deixa este trabalho nos salesianos voluntários que colaboraram e nos próprios jovens alunos?
O comentário de todos os membros do grupo é que os jovens tem uma grande vontade de aprender. Segundo, tem tomado consciência do que é o estilo preventivo, do que é a figura do educador no meio dos jovens. Eles têm convivido connosco umas 9 horas diárias, também durante o tempo das comidas.
Também está que estes jovens cumpriram uma nova e bonita tarefa: eles mesmos estão construindo e pondo em funcionamento o seu próprio centro. Eles estão a dar forma ao seu próprio centro: auto-construir a sua escola.
Qual é a tua impressão sobre a experiência deste ano?
Acho que ter as próprias oficinas no Centro modifica o ensino. Em Moçambique existe a formação profissional explicada com momentos de prática. Agora provamos que se pode fazer uma formação profissional experimentada com referências técnicas. E é possível fazê-lo no próprio centro sem necessidade de acudir a outro centro. isso muda a filosofia do centro.
Também, durante este periodo, alguns dos nossos professores tem visitado outros centros com os alunos e tivemos mais de 10 visitas doutros centros de professores que vinham fazer estágios aqui, de gente do ministério e viam outro tipo de oficina, por exemplo, onde cada aluno tem o seu trabalho, onde eles trabalham com maior autonomia sem depender só das palavras do professor. São elementos muito válidos.
A mim me parece que é uma escola, tal vez, a única. Esta escola do ISDB com essa originalidade que tem de formar Professores neste âmbito profissional, fruto dum acordo do governo connosco que somos peritos nisto, um governo que confia em nós, é um elemento muito interessante.
É interessante também que o ISDB, além desta originalidade, já começa a ter as suas primeiras promoções e o eco que recebemos é que onde começam a trabalhar professores formados aqui, muda o ambiente da escola.
Há outro dado interessante no âmbito salesiano: desta maneira, em Moçambique, os salesianos cumprimos um estilo preventivo. Estamos conseguindo que os rapazes não vão para a rua. Se temos um bom equipo de professores, os jovens não vão para à rua. Na rede salesiana, temos agora mais de 1.500 jovens alunos neste âmbito preventivo.
Como valorizas a presença destes 4 sdb coadjutores neste trabalho realizado?
Dom Bosco estabeleceu no seu momento, sem usar as palavras de agora, o diálogo entre a fé e a cultura. Fruto desse diálogo, num início do desenvolvimento industrial, ele disse que fazia falta religiosos que estejam em contacto com um mundo industrial que estava a surgir: colocar salesianos onde outros não podem.
Por exemplo, em Espanha, entre os anos 1955 e 1969, fez-se um grande esforço neste campo, de tal maneira que a formação técnica abrangeu aos coadjutores e também aos outros sdb sacerdotes. Era uma opção importante de congregação.
Me parece muito interessante a figura do coadjutor em diálogo com a secularidade. O problema hoje é que a gente não distingue isso.
Então, neste momento o diálogo com a secularidade passa por muitos campos que haveria que pensar. Certamente, um desses campos é o técnico. Nos países, como Moçambique, que estão em desenvolvimento, ou procuramos uma formação profissional na qual ainda nós temos uma palavra importante a dizer, ou senão, em quinze anos teremos uma formação profissional e uns profissionais que crescerão num ambiente totalmente laico. Porque no nosso critério, formamos pessoas que trabalham, e no modelo de pessoas que formamos é que nos vamos diferenciar. Agora bem, se não queremos estar nesse mundo, alguém vai-se encarregar de formar outro tipo de pessoa.
Qual é a tua impressão sobre o Congresso sobre o Sistema Preventivo realizado em Agosto?
Eu creio que foi um grande esforço das duas inspectorias, fma e sdb: económico, ideológico, pastoral. Um grande esforço de presença. Foi para mim uma grande surpresa.
Nos temas que se ofereceram se respondeu claramente ao que se espera dum Congresso.
O importante é dar continuidade a este Congresso.
Havia gente de diferentes presenças, não só escolares. A presença salesiana é muito mais rica que só a escola. Pode-se-ia abrir a outros sectores.
Uma
presença qualificada, jamais neutra, sempre propositiva; uma assistência que
fosse acolhedora, uma presença ativa e qualificada.
Desejava que meus caros salesianos sempre
soubessem esperar o momento oportuno para fazer a correcção necessária; jamais
levados pela cólera ou pela vingança. E que jamais se esquecessem de que os
meninos, os jovens devem ser conquistados um por um, dia a dia, para
encaminhá-los ao Senhor, porque só Ele sabe desenhar neles o rosto divino.
Graças também à presença materna de minha mãe
na antiga casa Pinardi (onde teve início a obra salesiana), havia um estilo
simples de relações humanas, feito de calor paciente, compreensão e correção,
em perfeito estilo de família. Com tantos em casa, a disciplina era necessária
para que tudo não acabasse em confusão incontrolável. Disciplina reduzida ao mínimo,
mas “acordos claros e amizade longa” como ela, em sua inata
sabedoria popular, condensava as suas conclusões.
Todos esperavam que eu me pronunciasse; e o fiz
depois das orações da noite, no momento do “boa-noite”. Como o rosto muito
sério, passei a dizer qual era o nosso estilo de educação, manifestei a
frustração provada ao saber que um deles fosse tratado tão duramente e que por
sua vez tivesse cometido uma falta grave de respeito e de obediência para com
quem era encarregado de manter a disciplina. Esclarecidas as coisas, terminei
dizendo: “de um lado, jamais aconteçam insultos, de outro, jamais
violências”. Dera o clássico golpe, um no cravo e outro na
ferradura. Depois, fiz uma pausa, o meu rosto abriu-se num sorriso e retomei a
minha fala: “Gostaria, pelo afeto que tenho por todos, fazer também o
impossível... Lamento pela surra dada, mas, na verdade, não a posso desfazer”.
Conseguira romper o gelo; todos riram, esperei que se fizesse novamente
silêncio e desejei a todos o boa-noite.| A Ir. Lucilia, directora da Obra Fma de Inharrime acolhendo os participantes |
| Meninas do internato das Fma de Inharrime |
| A Ir. Carolina apresentando a Carta de Identidade dos Centros FMA |
| O P. Rogelio apresentando o comentário da Estreia 2013 |
| O Padre Bambo animando o encontro com cantos |
| A Ir. Isoleta acolhendo os participantes |
O 7º Sucessor de Dom Bosco, P. Egidio Viganó, escreveu uma Carta a toda a Congregação Salesiana sobre o ‘Sistema Preventivo (SP) na educação da juventude’ (1982). Apresentamos alguns trechos da sua carta (escritos em negrita).
3- O centro do espírito salesiano é a ‘caridade pastoral’ ou ‘bondade’: «um amor visível e familiar que sabe suscitar uma resposta de amor e cria um clima e um ambiente de carinho visando o fim último da vida»... Segundo o famoso Padre Caviglia «esse amor deveria constituir o objeto do quarto voto dos Salesianos: o voto de bondade ou da prática do SP».