APRENDI A SER JOVEM E
HOMEM (e 4)
Eu, Dom Bosco, te apresento os
valores que respirei, que aprendi a viver e, em seguida, transmiti como herança
aos meus salesianos. Com o passar dos anos, serão as bases da minha pedagogia.
O gosto de trabalhar em
conjunto. Por muitos anos, fui protagonista absoluto entre os
meus colegas: penso nas primeiras experiências como saltimbanco nos Becchi,
naquelas esplêndidas tardes de domingo; penso na popularidade adquirida entre
meus colegas de escola em Chieri, a ponto de numa página autobiográfica eu
poder afirmar que "era venerado
pelos meus colegas como capitão de um pequeno exército". Mas, depois,
compreendi que o protagonismo era de todos. Surgiu, então, a Sociedade da Alegria, um grupo simpático
de estudantes no qual todos atuavam em posição de paridade. O Regulamento era composto por três
brevíssimos artigos: estar sempre alegres, cumprir bem com os próprios deveres,
evitar tudo que não fosse digno de um bom cristão. Mais tarde surgirão as Companhias, grupos juvenis, verdadeiros
laboratórios de apostolado e santidade ao alcance de todos. Dizia que elas eram
"coisa de jovens" para
favorecer a iniciativa deles e dar espaço à sua criatividade natural.
O prazer de estar
juntos. Eu queria que os educadores, jovens ou idosos que
fossem, estivessem sempre entre os jovens, como "pais amorosos". Não por desconfiança em relação a eles,
mas justamente para caminhar com eles, construir e participar com eles.
Chegarei a dizer com íntima alegria:
"Entre vocês, sinto-me bem. Minha vida é justamente estar com vocês".
(Pascual Chávez, mensagem de Janeiro para o BS)
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