PACIÊNCIA COM OS JOVENS
Os jovens em geral erram mais por leviandade do
que por malícia. E alguns educadores, levados pela pressa excessiva ou pela
impaciência, cometiam erros mais graves do que as faltas dos próprios jovens.
Não raramente, eu percebia que alguns que nada perdoavam aos outros eram muito
sensíveis e prontos a se desculparem a si mesmos. E quando se usam dois pesos e
duas medidas de forma arbitrária, os educadores acabam por cometer erros
enormes.
Recordava com frequência aos meus salesianos que os jovens são como “pequenos
psicólogos” quando julgam seus educadores, professores e assistentes, e a
forma, a tonalidade e a imprudência com que aproveitam de sua autoridade.
Desejava que meus caros salesianos sempre
soubessem esperar o momento oportuno para fazer a correcção necessária; jamais
levados pela cólera ou pela vingança. E que jamais se esquecessem de que os
meninos, os jovens devem ser conquistados um por um, dia a dia, para
encaminhá-los ao Senhor, porque só Ele sabe desenhar neles o rosto divino.
E
que os meus caros salesianos sempre levassem consigo um remédio indispensável e
infalível (embora não se encontre em nenhuma farmácia): antes de dizer sim ao
Senhor, os jovens querem e pretendem que outros digam sim aos seus brinquedos e
aos seus sonhos.
D. Bosco - P.Chávez

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