sexta-feira, 8 de março de 2013

O valor da mulher na educação


Em homenagem ao dia Mundial da Mulher

Nada é tão grande neste mundo como “construir” um ser humano. As máquinas acabarão um dia, mas os nossos filhos jamais. Hoje mais do que nunca, o valor da mulher na educação e maternidade deve ser valorizado e protegido pela sociedade.
A maternidade é um dom de Deus que as sociedades modernas devem proteger para manutenção da dignidade da pessoa humana.

Tudo começa em casa         Educar é promover o crescimento e o amadurecimento da pessoa humana em todas as suas dimensões: material, intelectual, moral e religiosa. Por isso, a educação não se recebe só na escola, mas principalmente em casa.
Às vezes ouve-se alguém dizer: “Ele é analfabeto, mas é muito educado”. Não adianta ser doutor e não saber tratar os outros como gente; não saber cumprir com a palavra dada; não se comportar bem; trair a esposa e os filhos; não ser gentil; não ser afável, etc.
Deus quis que isso fosse feito antes de tudo pelos pais e, de modo especial, pela mãe.
Hoje sobretudo, quando muitas mães são obrigadas a criar sozinhas os seus filhos, porque são “órfãos de pais vivos”, essa missão torna-se mais importante  e árdua ainda. Nesse caso, o papel materno tem a sua importância triplicada, porque ela (a mãe), tem de desempenhar o papel do pai e dela própria.
Esta é hoje a realidade da  sociedade moçambicana desde o campo até a cidade. O que fazer para mudar este cenário?
A Igreja nos ensina que: “Pela graça do Sacramento do matrimónio os pais receberam a responsabilidade e o privilégio de evangelizar os seus filhos. Por isso os iniciarão desde a tenra idade nos mistérios da fé, da qual são para os filhos os primeiros arautos.(LG,11). Associá-los-ão desde a primeira infância à vida da Igreja” (Catecismo da Igreja Católica, n. 2225).

A arte de educar os filhosSem o carinho e a atenção da figura da mãe, a criança certamente crescerá carente de afeto e desorientada para a vida.
O povo diz que atrás de um grande homem há sempre uma grande mulher, mas é preciso não esquecer que “esta mulher”, mais do que a esposa, é a mãe.
É no colo da mãe que a criança precisa aprende o que é a fé, aprende a rezar e a amar a Deus e as pessoas. É no colo que o homem de amanhã deve aprender o que é a retidão, o caráter, a honestidade, a bondade, a pureza de coração.
É no colo da mãe que a criança aprende a respeitar as pessoas, a ser gentil com os mais velhos, a ser humilde e simples e não desprezar ninguém. É a mãe, com o seu jeito doce e suave, que vai retirando da sua plantinha que cresce a erva daninha da preguiça, da desobediência, da má-criação, dos gestos e palavras inconvenientes.
É ela que lhe vai ensinando a perdoar, a superar os momentos de raiva, a não ter inveja dos outros que têm mais bens e dinheiro. É a mãe que nas primeiras tarefas do lar lhe ensina o caminho redentor do trabalho e a responsabilidade.
Até o Filho de Deus quis precisar de uma Mãe para cumprir a Sua missão de salvar a humanidade; e Ele fez o Seu primeiro milagre nas Bodas de Caná exatamente porque Ela lhe pediu. Por isso, cada mãe é um sinal de Maria, que ensina seu filho a viver de acordo com a vontade de Deus. Gandhi dizia que “a verdadeira educação consiste em pôr a descoberto o melhor de uma pessoa”. Para isso é preciso a arte de educar, a mais difícil e mais bela de todas.
Alice Albertina, FMA


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