sábado, 11 de maio de 2013

11 Maio: Dia missionário salesiano mensal



O padre José Maria é Salesiano de Dom Bosco, que fez a primeira profissão em Mogofores como sdb em 1954. Como tirocinante trabalhou na casa do Estoril com os estudantes de filosofia; ordenado sacerdote em 1964 em Turim em Itália. Trabalhou como director nas casas de Arouca e Mogofores. Veio para Moçambique como missionário em 1984 e destinado para a missão da Catembe como pároco e director do noviciado. Também foi Pároco de São José de Lhanguene e Director/Pároco de Moamba. Trabalhou como Mestre de noviços em Namaacha. Em 2005, foi para Inharrime onde viveu e trabalhou como animador da comunidade cristã Maria Auxiliadora por 8 anos. Actualmente encontra-se na comunidade da Matola (aspirantado), para onde foi destinado como confessor. Cada vez se sentido mais jovem no meio dos jovens.

A Comissão: Diga-nos o seu nome completo, quando e onde nasceu. Quantos irmãos/as têm. Como conheceu os salesianos. E como nasceu a sua vocação?
P. José Maria: Chamo-me José Maria Ribeiro. Nasci em Murça, no norte de Portugal, em 09 de Março de 1930. Família de 12 irmãos, dos quais 6 morreram em pequenos. Dos vivos somos dois padres. Das irmãs são duas religiosas consagradas nas Oblatas do Coração de Jesus, uma outra é solteira e um irmão é casado: todos felizes na vocação que escolheram.
Sentia já em mim a vocação sacerdotal. Tinha a possibilidade de entrar no seminário diocesano de Vila Real, onde era preciso pagar uma pensão. Por sermos pobres os meus pais informaram-se de outra possibilidade: a escolha caiu sobre a casa de formação de Mogofores, que era o aspirantado salesiano. Foi lá que comecei a aprofundar o chamamento que sentia.  Acho que Deus me guiou na escolha, de que nunca me arrependi.

A Comissão: Padre José Maria, conte-nos como nascera a sua vocação missionária?
P. José Maria: Informei-me bem sobre as presenças dos salesianos portugueses que já estavam aqui em Moçambique. Vim, para cá. Cheguei. Gostei – e gosto! – de quanto fazemos quer com os jovens, quer com o povo simples.
Cheguei em Novembro de 1984 e não tenho marcada a data de volta, porque “quem está bem deixa-se estar”. Espero ficar, se e enquanto for útil.

A comissão: Quais foram e quais são as suas maiores alegrias missionárias que sentiu durantes estes anos? E dificuldades?
P. José Maria: Não senti nenhuma dificuldade na adaptação.
Alegrias? Causa satisfação tudo que vou fazendo, nas áreas da educação e da evangelização. As pessoas são semelhantes, aqui e na Europa. A cor da pele não é nenhuma fronteira a superar: as mentes, os corações, os sentimentos, etc, são muitos parecidos, pois toda gente deseja o bem e foge do mal, sob qualquer forma que se revistam.

A comissão: Qual foi o seu trabalho como missionário?
P. José Maria: Nas áreas da promoção humana, do ensino e cultura; na dimensão da fé e da evangelização. E explico por que: fiz a minha teologia em Turim à sombra dos superiores gerais da Congregação (agora em Roma) e no lugar santificado pela presença física de S. João Bosco, de Domingos Sávio e de tantos santos e sábios da nossa Congregação.
Dou graças a Deus por tantos benefícios recebidos...

A comissão: O que lhe parece sobre o futuro do carisma salesiano em Moçambique?
P. José Maria: O carisma salesiano vai dilatar-se aqui, já que a nossa missão específica deve ir direita aos jovens entre os mais pobres. E Moçambique  alberga milhões de jovens, a maioria dos quais é carenciada de bens materiais e espirituais. Mãos à obra!

A comissão: Quer-nos deixar uma mensagem de encorajamento missionário?
P. José Maria: Evangelizemos! É “ajudar a Deus”, mesmo sabendo que só Ele converte cada um e cada uma que se abra ao seu amor.
Agradeço a Deus os mais de 80 anos de vida e as tantas circunstâncias geográficas e sociais que me concedeu viver: admiro a variedade do tempo e de lugares que experimentei.
Tanta gente admirável que se tem cruzado comigo!... Por tudo Deus seja louvado...

Comissão de Animação Missionária - Sdb Moçambique


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