Foram exatamente eles os protagonistas da tarde, nos trabalhos em grupos, formados segundo suas línguas ou interesses e competências, empenhados em traçar as modalidades de tradução das ideias e dos projetos pastorais, projetos evocados, suscitados e desenvolvidos pelas diferentes palestras destes dias.
A última carga de reflexões e sonhos foi levantada pela manhã, ouvindo três preciosas contribuições trazidas à mesa-redonda. O tema empenhativo e título aparentemente bizarro, mas radicalmente verdadeiro – como salientou um dos palestrantes – foi: “Os jovens como lugar teológico do encontro com Deus”, segundo o ensinamento de Dom Bosco.
O P. Carlos Nanni, Reitor da UPS, de Roma, fundamentou com numerosas citações das Constituições dos Salesianos uma conferência centrada no conceito de “mistério” quando nos defrontamos com o relacionamento educativo. O mistério não reside tanto na insondabilidade da ânimo juvenil quanto no fato de que nesse espaço se revela a presença de Deus, o Qual nos quis filhos na filição de Jesus. Também o Sistema Preventivo se explica melhor a partir desse olhar, que leva a partilhar o projeto de salvação que se atua nos jovens e através dos jovens.
No mesmo comprimento de onda e quase para confimar a prática, veio a contribuição de Marco Pappalardo, que partilhou a sua experiência de professor e educador que se deixou “domesticar” pelos jovens. Falou do semblante de Jesus, descoberto no de tantos meninos e adolescentes, dos quais citou minuciosamente o nome e sucintamente a experiência reveladora.
Mais uma demonstração da fecunda reviravolta operada, de saída, por Dom Bosco e através da qual Ele tanto iniciou quanto configurou a sua espiritualidade, no-la trouxe a Ir. Piera Ruffinatto. Costuma-se considerar o relacionamento entre contemplação e ação, entre consagração e missão, mas em sucessão lógica. A espiritualidade salesiana vive, antes, o entrosamento, no qual é o empenho exterior a ditar a modalidade de viver a interioridade.
Em sua fala o Reitor-Mor ajudou os presentes a fazerem a síntese do percurso feito juntos. A espiritualidade do salesiano está radicada no apostolado, que possui uma alma identificada pela Caridade. É a Caridade que permite uma verdadeira experiência de relacionamento com Deus, que facilita e dá alegria no trabalho. Que realiza a unidade profunda entre o ser e o agir.
A Concelebração Eucarística no fim da tarde foi, assim, vivenciada – também segundo as palavras do P. Natale Vitali – como viático para ir às ruas: ir aonde o mesmo Dom Bosco foi convidado a ir por seu mestre P. José Cafasso, a fim de encontrar-se com os jovens e com a vida dos jovens.
O prazer de estar juntos, de fazer festa, de crescer juntos na missão, manifestou-se, por fim, na fraternidade. Para com este espírito imergir na noite, noite que viu no palco, quais músicos, cantores e atores, a muitos dentre os mesmos participantes nos DEFS, a boa-noite foi confiada ao P. Pierluigi Cameroni, que recordou a figura do Salesiano Coadjutor húngaro, Sr. Estêvão Sándor, cuja soleníssima beatificação decorreu em 19 de outubro do ano passado, 2013.
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