O Reitor Mor escreve ao Boletim Salesiano –
Novembro 2012 (2ª parte)
1- As crianças percebem
as emoções com intensidade e sensibilidade maiores das nossas e as manifestam
com absoluta espontaneidade. Isso provoca nos educadores um forte crescimento
no sentido de responsabilidade e a necessidade de uma sempre maior capacidade
de autocontrole
2- A cada momento da jornada, a mente de um educador é obrigada a
desenvolver prontidão de espírito, inteligência do coração, inventiva. Todos os
dias, a vida com os jovens coloca-nos diante de escolhas, desafios, problemas e
dificuldades.
3-"Olha aqui!" As crianças desejam a presença do educador. Não um
simples "estar ali": querem a atenção total, indivisa, sem
julgamentos ou expectativas. Estar presente significa estar disponível: estou
aqui, para ti. Uma atenção pura, que não invade e não dirige, mas está
intensamente presente, e basta.
4- Dom Bosco dizia: "Deixai aos
jovens plena liberdade de fazer as coisas que mais lhes agradam... E, como cada
um faz com prazer o que sabe que pode fazer, eu me regulo por esse princípio, e
todos os meus alunos agem, não só com as atividades, mas com o amor"
(MB XVII, 75).
5- D. Bosco insistia: «Escutem-nos, deixem-nos falar muito». E, por primeiro, ele deu exemplo
disso: «Não obstante suas muitas e importantes ocupações, estava sempre pronto
para acolher no seu escritório, com um coração de pai, os jovens que lhe pediam
uma conversa particular. Mais ainda, queria que o tratassem com grande
familiaridade e jamais se lamentava da indiscrição com que, às vezes, era
importunado por eles. Deixava a todos plena liberdade de fazer perguntas, expor
dificuldades, defesas, desculpas... recebia-os com o mesmo respeito com que
tratava as pessoas importantes. Convidava-os a se sentarem na poltrona,
enquanto ele ficava à mesa, e ouvia-os com a maior atenção como se as coisas
expostas por eles fossem todas muito importantes. Às vezes, levantava-se, ou
caminhava com eles pelo escritório. Concluído o colóquio, acompanhava-os até o
limiar, abria-lhes ele mesmo a porta, e despedia-se deles dizendo: – Sejamos
sempre amigo! (MB VI, 438-439).

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