segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Encontro sobre o 'salesiano coadjutor'

Os participantes no encontro formativo

No passado dia 25 de Setembro de 2012 realizou-se na Visitadoria salesiana um encontro promovido pela Comissão de Formação sobre ‘O salesiano Coadjutor’.
Estavam presentes todos os jovens do noviciado de Namaacha, pré-noviciado de Moamba e os do 2º e 3º ano do aspirantado da Matola. Participaram também vários salesianos coadjutores e o Provincial P. Américo, além dos membros da comissão de Formação.
 

O BS fez uma pequena entrevista ao tirocinante salesiano Mouzinho, coadjutor, que está trabalhando na casa do Noviciado e que fez uma palestra aos participantes sobre o tema do encontro.

BS: Ir. Mouzinho, como apresentar hoje a vocação do salesiano coadjutor aos nossos jovens?

Mouzinho: Nós apresentamos a vocação do coadjutor, no encontro do dia 25 de Setembro, numa forma ou carácter vocacional, o espírito de fazer conhecer esta realidade, esta figura do coadjutor.

Ir. Mouzinho Domingos
BS: Porque vale a pena ser sdb coadjutor?

Mouzinho: Vale a pena ser sdb coadjutor porque aí estamos a nos preocupar em estar no meio dos jovens, a estar completamente, por assim dizer, cem por cento, no meio da juventude sem nos separar deles.

BS: Em que são iguais e em que se diferenciam um sdb coadjutor e um sdb sacerdote?

Mouzinho: Essencialmente, eles não são diferentes, mas o que diferencia é apenas a questão ministerial, porque todos têm a mesma missão. O sacerdote exerce o seu ministério da Ordem, administra os Sacramentos, o ministério sagrado. Isso é que o distingue. O resto, a missão é a mesma, as exigências da vida também são as mesmas.

BS: Destes uma palestra aos jovens sobre um sonho de Dom Bosco: historia de um sdb coadjutor. Dom Bosco gostou dos coadjutores, por que?

Mouzinho: Dom Bosco quando fundou a Congregação, sentiu a necessidade de ter um coadjutor, um leigo que não é ministro sagrado. Ele, ao fundar, gostou do coadjutor para confiar algumas coisas que o sacerdote não pode fazer, ou seja, para confiar algumas coisas que da mesmo para fazer um leigo. Mas, que leigo? Ele sentiu que tem de ser um leigo consagrado. Esse que ele chamou de ‘coadjutor’.

BS: Um jovem moçambicano pode gostar de ser salesiano coadjutor?

Mouzinho: Eu acredito que um jovem moçambicano pode gostar de ser coadjutor. Porque? Nós sabemos muito bem que o mundo agora é prático, o mundo agora quer ver, quer trabalhar, que mexer com aquilo, quer mexer com isso.
Sendo isso, o jovem pode-se questionar: ao final de contas, se eu quero fazer um trabalho ou quero ser assim, quero ser consagrado… Mas há certas coisas que um sacerdote não tem que fazer, há limitações, ou algumas vezes tem que estar a atender confissões, então, o jovem, que sente ser coadjutor, acho que ele pode ser coadjutor, porque todo jovem que quer estar no meio da juventude sem se separar cem por cento, como leigo no meio da juventude, o leigo consagrado no meio dos jovens, vendo os trabalhos que o coadjutor está fazendo, vendo a maneira de ser, as virtudes que ele tem, o jovem pode querer gostar ser coadjutor.

BS: Qual a tua avaliação deste encontro?

Mouzinho: Duma forma geral, o encontro valeu a pena para as três casas de formação: aspirantado, pré-noviciado e noviciado. Duma outra maneira, no meu ver, seria melhor ainda se tivesse mais irmãos coadjutores e sacerdotes a participar no mesmo encontro, para termos o mesmo prato.

BS: Obrigado, Ir. Mouzinho!

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