quinta-feira, 4 de outubro de 2012

O Reitor Mor ao BS: O salesiano Cooperador (1ª parte)


Dom Bosco jamais se envergonhou de pedir esmola

Na mensagem mensal do Reitor Mor à Família Salesiana publicada através do Boletim Salesiano, este mês de Outubro, o tema central é a apresentação da figura do Salesiano Cooperador.

O P. Pascual parte do facto histórico de que o próprio jovem João Bosco teve que aprender a pedir ajuda aos outros para as suas necessidades. Assim, ele mesmo conta que, como Mamã Margarida não tinha dinheiro para lhe comprar o enxoval para ir a o Seminário de Chieri, o pároco de Castelnuovo fez uma colecta entre os vizinhos para ajudar o jovem. Eis o fruto da mesma:
      «O senhor Sartoris deu-lhe a batina, o cavalheiro Pescarmona ofereceu o chapéu,  o próprio padre Cinzano deu-lhe a capa, outros lhe compraram a gola e o barrete, outros, as meias, e uma boa senhora recolheu o dinheiro necessário para dotá-lo, ao que parece, de um par de sapatos».

Sendo adolescente teve de sair de casa 'pedindo' ajuda em Moncucco
O próprio Dom Bosco repetiu muitas vezes que «Sempre precisei de todos!» (MB I,367) para levar à frente a sua obra em favor dos jovens pobres.
Até ao final da sua vida teve que ir ‘peregrinando’ de um lugar a outro por Itália, Espanha, França, pedindo ajuda a pobres e a ricos.
Eis um facto simpático que aconteceu na cidade francesa de Toulon em 1881 após D. Bosco ter dado uma conferência apresentando a sua obra e necessidades:

« Com a capa e uma bandeja de prata nas mãos fez um giro pela igreja pedindo. Durante a operação aconteceu um incidente digno de relevo. Um operário, no ato de Dom Bosco apresentar-lhe o prato, virou o rosto para o outro lado, levantando grosseiramente os ombros. Dom Bosco, adiantando-se, disse-lhe com toda a amabilidade: "Deus o abençoe". O operário, então, pôs a mão no bolso e colocou uma pequena moeda na bandeja. Dom Bosco, fixando-o, disse-lhe: "Deus o recompense". O outro, refeito do gesto, oferece duas moedas. E Dom Bosco: "Ó, meu caro, Deus o recompense sempre mais". O homem, tendo ouvido isso, tira fora o porta moedas e oferece um franco. Dom Bosco dirige-lhe um olhar cheio de comoção e vai adiante; mas, o homem, como que atraído por uma força mágica, segue-o pela igreja, vai até a sacristia, sai atrás dele pela cidade e não deixa de estar perto dele, enquanto não o vê desaparecer»  (Memórias Biográficas XV, 63).

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